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terça-feira, 31 de março de 2009

O que o Frommer's indica em Salvador.

Caminhe pelas várias ruas estreitas e largos do Pelourinho, conheça os diversos museus e igrejas do local, descanse em um dos vários bares que dispõem de mesinhas nas ruas, visite as lojinhas de souvenir e termine o passeio apreciando o belíssimo pôr-do-sol na Praça da Sé, aos pés do monumento da Cruz Caída.

O pôr-do-sol no Farol da Barra é outro programa imperdível. Passeie a pé pela praia do Farol e termine o programa apreciando a beleza da Baía de Todos os Santos e da Ilha de Itaparica no entardecer.

O Porto da Barra oferece o melhor banho de mar de Salvador. Águas limpas, mornas e absolutamente tranqüilas, destinadas a quem quer relaxar de verdade. Apesar de encontrar praia cheia nos finais de semana e feriados, o turista não deve deixar de incluir o Porto da Barra no roteiro.

Além de toda orla de Salvador, as praias de Pedra do Sal, Stella Maris e Aleluia oferecem momentos inesquecíveis para o turista. Afastadas do centro da cidade, as praias possuem excelente infra-estrutura de barracas de comida e bebida, piscinas naturais e tranqüilidade aos banhistas.

Quem gosta de caminhar para conhecer melhor o local que visita deve começar um dos passeios em Salvador pela Praça Municipal. De lá, tome o Elevador Lacerda em direção à Cidade Baixa e vá direto para o Mercado Modelo, onde existe o que há de melhor em termos de artesanato típico. Do Mercado, vá caminhando pela avenida Contorno até a Bahia Marina e aprecie a paisagem da Baia de Todos os Santos.










Tome um verdadeiro banho de história e cultura ao chegar no Solar do Unhão. Conheça cada detalhe do complexo arquitetônico que hoje abriga o Museu de Arte Moderna da Bahia, o Parque das Esculturas e um restaurante típico.

Conheça a magia da capoeira, do samba de roda, da dança e do folclore local, através do espetáculo apresentado diariamente (exceto domingos e terças-feiras) pelo Balé Folclórico da Bahia no Tetro Miguel Santana, no coração do Pelourinho. O espetáculo dura pouco mais de 45 minutos e é muito concorrido.

As terças-feiras na cidade de Salvador têm algo a mais. O já movimentado Pelourinho transforma-se num verdadeiro caldeirão cultural e musical e é palco da chamada “Terça da Benção”. Neste dia, a partir das 18 horas, acontece a missa na Igreja de São Francisco e a missa da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos – esta última, uma prova viva do sincretismo religioso presente na Bahia, com mistura do catolicismo e do candomblé. Quando chega a noite, o Pelourinho explode em música: o Olodum faz ensaio semanal numa quadra própria e o projeto Pelourinho Dia & Noite traz inúmeras apresentações nas praças e largos.



Visite a mais tradicional igreja da cidade, a Igreja do Bonfim, e aproveite para comprar as coloridas fitinhas para presentear os amigos. Se preferir, mande benzê-las na própria igreja e, ao amarrá-las no braço, não se esqueça de fazer três pedidos.

Experimente a mais famosa iguaria da rica culinária baiana, o acarajé. Em diversas esquinas da cidade, você vai encontrar uma baiana tipicamente trajada e com seu tabuleiro. Algumas das mais famosas quituteiras da cidade ficam localizadas no bairro boêmio e intelectual do Rio Vermelho, onde é muito bom curtir um final de tarde.

Selecionadas por Equipamentos Turísticos do Guia Frommer´s Salvador

Roteiro Caminho da Vila Velha

Com a escolha do lugar para a construção de Salvador, a primitiva Vila do Pereira, no Porto da Barra, foi perdendo pouco a pouco sua importância.
Mas o Caminho da Vila Velha nunca deixou de ser relevante, especialmente para os pescadores e comerciantes que a utilizavam. A antiga trilha entre o local bom para pescar na praia do Porto da Barra e as fortificadas Portas de Santa Catarina, (atual Praça Castro Alves) é hoje tomada pela avenida Sete de Setembro e seus cinco quilômetros de extensão.
Aberta no inicio do século XX, a avenida uniu várias ruas estreitas de largura padronizada e foi responsável pela derrubada de uma igreja e várias fachadas de prédios civis do poder público. Mesmo assim, ela serviu como vetor de expansão promovida pela colônia inglesa no final do século XIX. Paralelamente a isso, começava a mudar o conceito de moradia em Salvador e a população já procurava novos espaços abertos para construir suas casas. Os ingleses ergueram, então, belas mansões no Corredor da Vitória e projetaram a praça do Campo Grande – além do corredor e do Campo Grande, esta área turística inclui a Praça da Piedade, o Largo de São Pedro, o Largo de São Bento e a Praça Castro Alves, onde ficavam as Portas de Santa Luzia no lado sul da muralha que cercava a cidade nos séculos XVI e XVII.



A Vila Velha, conhecida também como a Vila do Porto da Barra ou Vila do Pereira – uma alusão ao primeiro donatário da Capitania da Bahia, Francisco Pereira Coutinho -, surgiu no início do século XVI como um pequeno comércio próximo à única praia com condições naturais para a aproximação de embarcações no espaço da cidade. No Porto da Barra, desembarcaram o capitão Francisco Pereira Coutinho, em 1535, e o fundador de Salvador, Tomé de Souza, em 1549.
A pequena enseada também recebeu os soldados da Companhia das Índias Ocidentais na invasão de 1624, que seguiram pela trilha até a cidade então limitada entre a atual Praça Castro Alves e o Terreiro de Jesus. Fazem parte desta área monumentos como o Forte de Santa Maria, o Forte de São Diogo e a Igreja de Santo Antônio da Barra.

Porto da Barra – Com quase todo o litoral cercado por recifes, a cidade tem no Porto da Barra o único lugar onde é possível o desembarque de pequenas embarcações em segurança. Em forma de uma pequena enseada, o porto foi o lugar escolhido pelo donatário Francisco Pereira Coutinho para fundar a Vila da Capitania da Bahia. A Vila do Pereira, como ficou conhecida, recebia as naus que faziam comércio com os nativos comandados por Diogo Álvares “Caramuru”, na primeira metade do século XVI. Aí também foi o local onde desembarcaram o primeiro Governador-Geral Tomé de Souza, em 1549, e os soldados da Companhia das Índias Ocidentais, os quais invadiram a cidade em 1624. Um marco comemorativo, construído em 1949. Destaca o ligar da chegada de Tomé de Souza.

Forte de Santa Maria – Construído para guarnecer o Porto da Barra contra invasores, cruzando fogos com o Forte de São Diogo, esta fortaleza já existia quando a Companhia das Índias Ocidentais tentou ocupar Salvador pela segunda vez, em 1638. Forte sob invocação feminina em Salvador, tem forma de sete lados, quatro ângulos salientes e três reentrantes, e data do final do século XVIII.

Forte de São Diogo – Cruzando fogos com o Forte de Santa Maria e também com a função de impedir o desembarque de invasores no único porto natural da cidade, a fortificação já existia quando os holandeses invadiram Salvador pela segunda vez. Encravado na base do Outeiro de Santo Antônio, apresenta diariamente um vídeo sobre o Sistema Colonial da Cidade do Salvador e, ao meio-dia, dispara um tiro de canhão como ocorria antigamente.

Igreja de Santo Antônio da Barra – Situada sobre uma colina e com magnifica vista que abrange a Barra e a Baía de Todos os Santos, o templo foi construído entre 1595 e 1600. Sua fachada apresenta um alto frontão clássico de forma triangular e tem duas torres terminadas em pirâmide, revestidas por azulejos.

Igreja de Nossa Senhora da Vitória – Disputa com a Igreja de Nossa Senhora da Graça o título de a primeira construída em Salvador. Foi reedificada em 1666, com fachada voltada para o mar, e totalmente reformada em 1809, quando ocorreu uma inversão nas posições do altar e da entrada do templo. Em 1910, a fachada ganhou a atual decoração.

Corredor da Vitória – Esta bela avenida arborizada era ocupada por belas mansões da sociedade britânica no século XIX – as quais, pouco a pouco, foram substituídas por luxuosos edifícios residenciais a partir de meados do século XX. O Corredor da Vitória, que começa no largo da Igreja de Nossa Senhora da Vitória, possui alguns dos mais importantes museus de Salvador, como o Carlos Costa Pinto e o de Arte da Bahia, de Arte Decorativa e o Museu Geológico.

Museu Carlos Costa Pinto – Seu acervo foi, pacientemente, reunido pelo colecionador baiano Carlos Costa Pinto, na primeira metade do século XX, com aquisições de bens tradicionais de bens de tradicionais famílias da cidade. Os objetos do museu contam aspectos da vida social baiana nos séculos XVII, XIX e XX. A coleção de pratarias é considerada a maior do Brasil. O Museu localiza-se na mansão da família Costa Pinto, que o colecionador não chegou a ver concluída.

Museu de Arte da Bahia – Instalado numa mansão de um grande negociante de escravos do século XIX, o Museu de Arte da Bahia reúne em seu acervo coleções de objetos adquiridos em leilões ou compradas diretamente de espólios de tradicionais famílias baianas. Nele, destacam-se a porta em madeira original de um casarão do Centro Histórico, os painéis de azulejos importados da Europa e a pinacoteca, com obras de mestres da pintura baiana.

Museu Geológico – Este museu é um verdadeiro centro de estudos da geologia do território baiano e apresenta exemplares de rochas minerais e pedras preciosas.

Campo Grande – Esta área foi desmatada no século XVII e nivelada no século XVIII para treinamento militar dos soldados do Forte de São Pedro. Oficialmente chamada de Praça Dois de Julho, o Campo Grande transformou-se num jardim em 1851 e ganhou, no final do século XIX, um monumento central em homenagem à Guerra da Independência da Bahia – o dia 2 de Julho, aliás, é a maior data cívica da Bahia, sendo comemorada com desfiles militares e de entidades educacionais. No Campo Grande, destacam-se, ainda, os edifícios Casa do Arcebispo, de inspiração inglesa do século XIX, o Grande Hotel a Bahia, de meados do século XX e recuperado há poucos anos. Mais adiante esta o Forte de São Pedro, um baluarte da defesa por terra da cidade dos inimigos que desembarcassem no Porto da Barra.








Casa do Arcebispo – A residência de um próspero negociante do século XIX foi adquirida pela Arquidiocese de Salvador para ser a residência do arcebispo primaz do Brasil.

Grande Hotel da Bahia – Erguido em meados do século XX, foi o primeiro grande hotel com concepção moderna da cidade, estando em funcionamento até os dias de hoje.

Teatro Castro Alves – Um dos mais modernos teatros do País, foi construído em 1958 e sofreu um incêndio dias antes de sua inauguração. Sua recuperação foi concluída em 1967; vinte e nove anos depois, o teatro passou por uma reforma completa e ganhou os mais modernos equipamentos cênicos.

Forte de São Pedro – Levantado no início do século XVII no ligar escolhido pelos holandeses para a implantação de uma fortificação, este edifício militar tem forma de polígono quadrangular e possui baluartes nos quatro ângulos desenvolvidos segundo os princípios de Vauban. Tomado pelos brasileiros na Guerra da Independência, em 1822, o forte serviu como quartel general da Revolta da Sabinada, entre 1837 e 1838.

Praça da Piedade – O terreno situado em frente a Igreja de Nossa Senhora da Piedade teve muitos uso desde o século XVIII, quando o templo foi construído. Lugar de manobras militares e de execução de condenados políticos – entre eles as quatro mártires da Inconfidência Baiana, em 1799 -, o Largo da Piedade foi transformado em jardim no final do século XIX e reconstruído cem anos depois em homenagem aos mártires inconfidentes. Na praça, merecem destaque construções como o antigo Palácio do Senado da Província da Bahia , a sede do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, o Gabinete Português de Leitura, inspirado no estilo manuelino, a Igreja de São Pedro e o gradil da praça, criado pelo artista plástico Caribé.

Largo do Relógio de São Pedro – A área foi ocupada até o início do século XX pela antiga Igreja de São Pedro, demolida para a abertura da avenida Sete de Setembro em 1912. O Relógio de São Pedro, importado da França, é uma referencia de horário para os que passam pelo local.

Largo de São Bento – No lugar escolhido pelos monges beneditinos que chegaram com Tomé de Souza em 1549, foram erguidos a Igreja de São Sebastião e o Mosteiro de São Bento.

Igreja de São Sebastião e o Mosteiro de São Bento – Este conjunto religioso, um dos mais imponentes da cidade – cujo terreno foi herança deixada pela família de Diogo e Catarina Álvares, o primeiro casal brasileiro, para a Ordem Beneditina -, foi iniciado em 1589 e ainda se encontra inacabado. O mosteiro, em três pavimentos ao redor de um pátio, abriga uma biblioteca com 35 mil volumes e um museu com objetos de ordem.

Praça Castro Alves – A área surgiu do aterro de um grande charco que cercava a cidade e foi erguida pelo fundador Tomé de Souza. Serviu como praça do pelourinho, onde eram castigados os que infringiam a Lei Municipal. No seu centro, localizavam-se as Portas de Santa Luzia, que faziam parte da primeira muralha da cidade. O nome Castro Alves foi dado à praça no início do século XX em homenagem ao “Poeta dos Escravos”, que declamou seus versos no Teatro São João que aí existia. No monumento que ocupa a parte central da praça está a estátua de Castro Alves e uma urna com os seus restos mortais.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Praça Castro Alves

A praça batizada em nome do poeta Antônio de Castro Alves é palco e coração do Carnaval de Salvador, maior manifestação popular do Brasil.
O monumento do escultor italiano Pasquale Di Chirico, feita em bronze e granito, imortaliza o poeta em atitude de declamação.




"Entre a Praça Castro Alves e a Praça da Sé existe uma área em forma triangular onde se concentra um grande número de construções e monumentos históricos da cidade do Salvador.
Sua riqueza é revelada também através dos acontecimentos que marcaram toda esta região, afinal, durante séculos esta área concentrou boa parte da administração municipal e estadual. Ainda hoje encontramos órgãos administrativos como a Prefeitura de Salvador e a Câmara dos Vereadores.
Suas ruas estão repletas de fatos e personagens que construíram a história de Salvador e que, algumas vezes, destruíram parte dessa história em favor da modernidade.
Durante muitos anos sendo a área comercial mais chique da cidade, um verdadeiro shopping center com direito a várias salas de cinema, teatro, cafés e lojas diversas, esta região hoje pede socorro.
O grito vem da nossa história que precisa ser preservada, a História da Igreja da Sé, do Teatro São João, da Biblioteca Pública, da Sloper, da Mulher de Roxo e tantas outras lembranças que só nos deixaram saudades".


Cid teixeira.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Campo Grande

O Largo do Campo Grande, também conhecido como Praça Dois de Julho, foi durante boa parte do século XIX um grande pasto para os animais.
Construído em 1850 pelo desembargador e conselheiro Francisco Gonçalves Martins, presidente da Província da Bahia, foi também conhecido como Campo de São Pedro por influência da ermida que existiu nas suas proximidades e que, derrubada, deu lugar ao Forte de São Pedro, nesta época o campo servia para treinamento dos oficiais do forte.
Em 2 de julho de 1895, então já completamente urbanizado por influência da colônia inglesa que se instalara nas suas imediações, implantou-se ali o monumento aos heróis da independência - conhecido popularmente como monumento ao caboclo - que ocupa o centro desta que é a principal Praça de Salvador.
Recentemente o Campo Grande sofreu uma grande reforma, ganhando um belíssimo gradil com desenhos do artista plástico Caribé.
O Teatro Castro Alves, o principal teatro da cidade, está localizado numa das suas laterais.
O Campo Grande viu nascer e morrer o Clube Cruz Vermelha, assim como também viu a residência oficial dos Cardeais ser incorporada a um prédio de luxo, e foi palco de inúmeras manifestações populares
O Campo Grande assistiu, também, ao nascimento da maior festa popular do planeta, o Carnaval Baiano.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Teatros de Salvador

Teatro Castro Alves - Campo Grande (71) 3339-8014

Sala do Coro (TCA) - Campo Grande (71) 3339-8033
Concha Acústica (TCA) - Campo Grande (71) 3339-8018
Cine-Teatro Sesc - Pituba (71) 3273-8731
Teatro ACBEU - Corredor da Vitória (71) 3444-4423
Teatro da Barra - Barra (71) 3264-4163
Teatro Caballeros de Santiago - Rio Vermelho (71) 3334-0241
Teatro Dias Gomes - Nazaré (71) 3322-5522
Teatro Diplomata - Patamares (71) 3367-8882
Teatro Gamboa Nova - Gamboa (71) 3329-2418
Teatro Gregório de Matos - Centro (71) 3322-2646
Teatro do IRDEB - Federação (71) 3116-7436
Teatro ISBA - Ondina (71) 4009-7089
Teatro Jorge Amado - Pituba (71) 3355-8620
Teatro do Movimento - Ondina (71) 3245-6412
Teatro Martim Gonçalves - Canela (71) 3283-7851/7850
Teatro Miguel Santana - Pelourinho (71) 3322-1962
Teatro Módulo - Pituba (71) 3351-1105
Teatro Mollière - Ladeira da Barra (71) 3336-7599/5259
Teatro Salesiano - Largo de Nazaré (71) 3327-0166
Teatro SESI do Rio Vermelho - Rio Vermelho (71) 3334-0668
Teatro SESC/SENAC - Pelourinho (71) 3324-4520
Café-Teatro Sitorne - Rio Vermelho (71) 3347-7089
Teatro Vila Velha - Campo Grande (71) 3083-4600
Teatro XVIII - Pelourinho (71) 3322-0018
Teatro Gil Santana - Rio Vermelho (71) 3489-2917

Teatro Castro Alves

Fruto das ideias desenvolvimentistas do Governador Antônio Balbino, a história do Teatro Castro Alves, que homenageia o "Poeta dos Escravos", possui momentos de grandes espetáculos e tragédias, como os dois incêndios que motivaram sua reforma.
O primeiro deles ocorreu antes mesmo de sua inauguração. Era a madrugada do dia 9 de julho de 1958 - cinco dias antes da abertura ao público - e a versão apurada oficialmente foi de que um curto-circuito havia destruído aquele que deveria ser o mais novo espaço cultural de uma cidade que jazia estagnada economicamente - o chamado Enigma Baiano que se estendia desde o início do século e nos anos 50 preocupava estudiosos e economistas.
Seu projeto original foi feito pelos arquitetos Alcides da Rocha Miranda e José de Souza Reis, em 1948; porém o edifício construído foi aquele desenvolvido por José Bina Fonyat Filho e o engenheiro Humberto Lemos Lopes, sendo ganhador da IV Bienal de São Paulo com suas linhas e conceitos modernistas e chocando a sociedade Baiana de então, avessa a novidades,com sua grandiosidade que incomodava os políticos em disputa pelo poder local.
As obras foram executadas pela então Secretaria de Viação e Obras Públicas, que na época chegou a publicar o livreto intitulado "A verdade sobre o Teatro Castro Alves" mostrando desde o projeto de lei do então deputado estadual Antônio Balbino em 2 de junho de 1948, fotos e imagens do projeto, entrevista com especialistas e buscando justificar a realização desse projeto ao invés do idealizado por Rocha Miranda e Souza Reis.
Balbino, que introduzira no governo do Estado uma mentalidade de planejamento e fomento econômico, enfrentava sem sucesso as forças conservadoras: Quando pronto a edificação que não possuía os Pilares em V sofreu um misterioso incêndio, depois disso a edificação passou a ter os benditos pilares.
Seu aparente fracasso fez com que as obras de recuperação, reiniciadas ainda em seu mandato, fossem abandonadas por Juracy Magalhães - seu opositor.
Situado na principal praça da capital - o Campo Grande - onde um belo monumento erguido pelo governador Rodrigues Lima evoca as lutas gloriosas da Independência da Bahia, o teatro foi praticamente reconstruído pelo governo Lomanto Júnior - recebendo entretanto, por parte da elite local já avessa ao ativismo cultural, grande ojeriza, que somente o tempo foi capaz de vencer.
Foi inaugurado, com a presença, além do próprio governador, do presidente Humberto de Alencar Castelo Branco, a 4 de março de 1967.