"Na Bahia, a cultura popular entra pelos olhos, pelos ouvidos, pela boca (culinária tão rica e saborosa), penetra nos sentidos adentro, determina a criação literária e artística, é sua viga mestra. Determina, assim, a condição nacional da literatura e da arte: caráter popular presente mesmo na obra mais refinadamente intectual.”
(Jorge Amado)
Culinária, artesanato, manifestações populares e religiosas, arquitetura e memória.
Somados, estes elementos constituem o legado de um povo: a sua cultura. Porém, tratando-se de Salvador, o conceito de cultura extrapola o limite de qualquer definição e compreende um universo inesgotável de riquezas, do qual o maior tesouro é mesmo o seu povo.
A mistura de credos, lendas, cores e raças, resultado da comunhão entre o indígena, o europeu e o africano, foi incorporada por Salvador e pode ser apreciada através de suas manifestações culturais cultivadas durante o ano inteiro. A capoeira, o candomblé, o maculelê e o Carnaval são algumas destas representações populares.
Desde sua arquitetura secular, passando pela diversidade rítmica, até a sua literatura: tudo em Salvador da Bahia é único.A magia desta cidade, que tanto encanta e seduz, é misteriosa como o namoro da lua como o mar, bela como o por do Sol do Humaitá, multidimensional como a cidade vista do alto do Elevador Lacerda, colorida como o Pelourinho, forte como a fé da população, frenética como o requebrado deste povo atrás do trio elétrico, preciosa como a sua arquitetura, gostosa como a sua culinária e incessante como o subir e descer das ladeiras.
A forma como as pessoas interagem com todos estes ícones é o que faz da cultura de Salvador algo especial e diferenciado.
Do axé ao bolero, do reggae ao clássico. Salvador é um caldeirão musical, que ferve ao som de todos os ritmos. Dança ao som de todas as músicas. Cintila sobre todas as cores de todos os corpos de tanta gente. Salvador é fé. A mesma fé que move os que acreditam do candomblé ao espiritismo.
Salvador tem espaço para todos os credos. Tem espaço para todas as tribos, para todos os gostos e todas as necessidades. A noite ferve para os jovens, os bares da orla divertem a boemia. Há lugar para gente de todas as idades. De todas as línguas. Salvador é singular porque é plural. Emoções, sensações e imagens inesquecíveis são registradas para sempre na memória de quem conhece a cidade. Desta forma, dentro de cada visitante, há um pedacinho de Salvador em todos os cantos do planeta. E quem leva Salvador no coração, para onde vai, tem necessidade de voltar um dia. A Salvador guardada no coração de tanta gente e a Salvador, capital da Bahia e coração do Brasil são a mesma cidade. Mas só quem toca os pés deste solo sagrado consegue se sentir verdadeiramente completo.
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quinta-feira, 30 de julho de 2009
Cultura Popular
Marcadores:
Candomblé,
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Carnaval,
Festas Populares,
Pelourinho,
Salvador
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Ciclos de Festas da Bahia
Festas Populares na Bahia
O ciclo de festas populares já começou na Bahia. No mês de novembro os turistas que começam a desembarcar terão a oportunidade de vivenciar as tradições religiosas que perduram até o mês de fevereiro.
Dia 04 de Dezembro é o dia de Santa Bárbara (para os católicos) e dia de Iansã (para os adeptos do candomblé) e em Salvador uma série de homenagens acontecem no Pelourinho.A festa recebe o status oficial de patrimônio imaterial da Bahia, concedido pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC).
Veja o calendário das festas populares na Bahia:
Santa Bárbara
04 de dezembro
Salvador - Largo do PelourinhoFesta tradicional em homenagem a padroeira dos mercados. Esta santa católica é sincretizada como a deusa Iansã do Candomblé.
A principal característica da festa é o caruru oferecido por barraqueiros aos participantes. Paralelamente, há programação religiosa que compreende missa solene na igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e procissão. Em Feira de Santana, a devoção a Santa Bárbara também é comemorada com oferecimento de caruru, no Centro de Abastecimento da cidade, apresentação de samba de roda, procissão e alvorada de fogos. No município de São Félix ocorre a lavagem da Fonte de Santa Bárbara, tríduo, missa solene e festa de largo. O culto se estende até o interior do Estado, sendo a santa padroeira dos municípios de Água Fria, Boquira, Cachoeira e Cipó.
Nossa Senhora da Conceição
08 de dezembro
Salvador e interior do EstadoFesta tradicional em louvor à padroeira da Bahia, cuja origem do culto coincide com a origem da Cidade de Salvador: 1549, quando o primeiro governador iniciou a devoção, construindo a igreja em louvor à santa. A programação compreende novena, missa solene, procissão e festa de largo. Não há lavagem do adro da Basílica da Conceição da Praia. O culto se estendeu ao interior do Estado.
Santa Luzia13 de dezembro
Salvador - bairro do Pilar - e interior do EstadoFesta tradicional em louvor à protetora da visão, compreendendo tríduo, missa solene, procissão, queima de fogos, visitação à fonte milagrosa e festa de largo. Santa Luzia é comemorada como padroeira dos municípios de Macajuba, Santa Luz, Santa Luzia, Pau Brasil e do povoado de Uibai – Chapadinha. É também festejada nos municípios de Bom Jesus da Lapa, Caetité, Conceição da Feira, Coronel João Sá, Dom Macedo Costa, Heliópolis, Igrapiúna, Itaparica, Muquém de São Francisco, Pau Brasil, Ribeira do Amparo, Simões Filho, Rodelas, Taperoá, Ibipitanga, entre outros.
Réveillon31 de dezembro
Salvador e interior do Estado.
Celebrações em muitas residências, hotéis, barracas de praia e nas ruas e praças, com caráter carnavalesco, que se estendem pela madrugada do dia 1°. Além disso, inúmeras pessoas costumam “virar” o ano nas praias, oferecendo flores, presentes e preces à Rainha das Águas - Iemanjá.
Janeiro
Procissão do Senhor Bom Jesus dos Navegantes31 de dezembro e 01 de janeiro, Salvador.
Saída da Rampa do Mercado Modelo, vai até a praia da Barra e depois segue para o Largo da Boa Viagem e Baía de Todos os Santos.
Festa dos Reis ou Festa da Lapinha05 e 06 de janeiro
Salvador - Largo da Lapinha - e interior do Estado.
Festa tradicional de origem portuguesa que simboliza a visita dos Reis Magos ao Menino Jesus. A programação é composta de celebração de missa, visitação ao presépio no interior da Igreja da Lapinha, festa de largo e apresentação dos Ternos de Reis, autos que reproduzem a visitação dos Reis Magos.
A programação é composta de celebração de missas, das 6h às 8h do dia 6 de janeiro, visitação ao presépio no interior da Igreja da Lapinha (bairro da Liberdade), festa de largo e apresentação dos Ternos de Reis.
Festa do BonfimGeralmente na segunda quinta-feira de janeiro
Salvador – Colina e Largo do Bonfim.
Sincretizado com o deus do panteão africano Oxalá, Senhor do Bonfim é o santo de maior devoção popular na Bahia.
A programação religiosa compreende novena, acompanhada por coral e missa solene. Não há procissão. Na festa popular, destaque para a lavagem das escadarias da Igreja do Senhor do Bonfim, realizada geralmente na segunda quinta-feira de janeiro. Na ocasião, após a queima de fogos, um imenso cortejo parte da Basílica da Conceição da Praia, com a participação de mães e filhas-de-santo do Candomblé, conduzindo flores e água perfumada. Em seguida vêm as autoridades e o povo. Toda essa multidão desloca-se em um percurso de oito quilômetros, a pé e em carroças enfeitadas. Ao chegar ao Bonfim, as baianas trajando roupas típicas realizam a lavagem do adro e das escadarias da igreja.
Festa da Ribeira
19 de janeiro
Salvador-Ribeira.
Trata-se de uma prévia carnavalesca, realizada no bucólico bairro da Ribeira, Cidade Baixa, na segunda-feira posterior à Festa do Bonfim, quando as barracas são transferidas do Largo do Bonfim para a vizinha Ribeira. Durante todo o dia ocorrem apresentações e batucadas. Também chamada Segunda Feira Gorda da Ribeira.
Celebração da Revolta dos Malês
25 de janeiro
Salvador – Itapuã.
Festa em homenagem à Revolta dos Malês (movimento histórico de levante de negros de tradição islâmica escravizados na Bahia). Na Lagoa do Abaeté.
Nossa Senhora da Purificação
24 de janeiro a 02 de fevereiro
Santo Amaro da Purificação - Recôncavo Baiano (a 71 km da capital).
Festa religiosa em louvor a Nossa Senhora da Purificação com lavagem das escadarias da igreja e procissão. Após as funções religiosas, a população e muitos visitantes transformam a cidade em uma grande festa de largo. Nos dias anteriores e subseqüentes à lavagem ocorrem shows musicais na Praça da Matriz. Caetano Veloso e Maria Bethânia, astros da música popular brasileira e filhos do município, costumam se apresentar na programação.
São Lázaro
30 de janeiro
Salvador - São Lázaro da Federação.
Composto por tríduo, missa solene e procissão, a festa tem ponto máximo no último domingo de janeiro. Este santo católico é sincretizado com o orixá Omolu, deus da cura no panteão africano, e as baianas costumam homenageá-lo com banhos de pipoca, orações e velas acesas no cruzeiro situado em frente à igreja. Há também festa de largo.
Festa de Iemanjá 02/02
Salvador - Rio Vermelho.
Pescadores e fiéis festejam com cortejo marítimo, em inúmeros barcos, conduzindo flores e outros presentes para a Rainha das Águas, na maior manifestação religiosa pública do candomblé. Das ruas do bairro do Rio Vermelho, o povo assiste à manifestação ao som de cânticos e vários ritmos em barracas montadas nas praças e ruas do bairro.
Lavagem de Itapuã 12 de fevereiro
Salvador - Itapuã.
Festa tradicional, com missa, alvorada de fogos e um cortejo de baianas que sai das proximidades da Praia de Placaford, acompanhado por batucadas e blocos. Segue até a Igreja, onde acontece a lavagem da escadaria. Ocorre na quinta-feira subseqüente à Lavagem do Bonfim.
Carnaval
Salvador - Pelourinho, Praça Municipal/Campo Grande, Barra/Ondina, outros bairros - e interior do Estado.
Este evento retrata o grande momento do calendário de festas populares da Bahia. O Carnaval é, reconhecidamente, a maior manifestação popular do mundo, segundo o Guiness Book- Livro dos Recordes. Caracteriza-se pela apresentação de blocos, inclusive os afros e trios elétricos, atraindo gente de todo o mundo. Em 1996, o Pelourinho passou a ser um dos três circuitos do Carnaval da Bahia (junto com o centro da cidade, o primeiro da folia, e a orla marítima), contando com uma programação especial, voltada para os carnavais antigos, inclusive na ornamentação das ruas e praças, com desfiles de bandinhas e blocos caracterizados.
O ciclo de festas populares já começou na Bahia. No mês de novembro os turistas que começam a desembarcar terão a oportunidade de vivenciar as tradições religiosas que perduram até o mês de fevereiro.
Dia 04 de Dezembro é o dia de Santa Bárbara (para os católicos) e dia de Iansã (para os adeptos do candomblé) e em Salvador uma série de homenagens acontecem no Pelourinho.A festa recebe o status oficial de patrimônio imaterial da Bahia, concedido pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC).
Veja o calendário das festas populares na Bahia:
Santa Bárbara
04 de dezembro
Salvador - Largo do PelourinhoFesta tradicional em homenagem a padroeira dos mercados. Esta santa católica é sincretizada como a deusa Iansã do Candomblé.
A principal característica da festa é o caruru oferecido por barraqueiros aos participantes. Paralelamente, há programação religiosa que compreende missa solene na igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e procissão. Em Feira de Santana, a devoção a Santa Bárbara também é comemorada com oferecimento de caruru, no Centro de Abastecimento da cidade, apresentação de samba de roda, procissão e alvorada de fogos. No município de São Félix ocorre a lavagem da Fonte de Santa Bárbara, tríduo, missa solene e festa de largo. O culto se estende até o interior do Estado, sendo a santa padroeira dos municípios de Água Fria, Boquira, Cachoeira e Cipó.
Nossa Senhora da Conceição
08 de dezembro
Salvador e interior do EstadoFesta tradicional em louvor à padroeira da Bahia, cuja origem do culto coincide com a origem da Cidade de Salvador: 1549, quando o primeiro governador iniciou a devoção, construindo a igreja em louvor à santa. A programação compreende novena, missa solene, procissão e festa de largo. Não há lavagem do adro da Basílica da Conceição da Praia. O culto se estendeu ao interior do Estado.
Santa Luzia13 de dezembro
Salvador - bairro do Pilar - e interior do EstadoFesta tradicional em louvor à protetora da visão, compreendendo tríduo, missa solene, procissão, queima de fogos, visitação à fonte milagrosa e festa de largo. Santa Luzia é comemorada como padroeira dos municípios de Macajuba, Santa Luz, Santa Luzia, Pau Brasil e do povoado de Uibai – Chapadinha. É também festejada nos municípios de Bom Jesus da Lapa, Caetité, Conceição da Feira, Coronel João Sá, Dom Macedo Costa, Heliópolis, Igrapiúna, Itaparica, Muquém de São Francisco, Pau Brasil, Ribeira do Amparo, Simões Filho, Rodelas, Taperoá, Ibipitanga, entre outros.
Réveillon31 de dezembro
Salvador e interior do Estado.
Celebrações em muitas residências, hotéis, barracas de praia e nas ruas e praças, com caráter carnavalesco, que se estendem pela madrugada do dia 1°. Além disso, inúmeras pessoas costumam “virar” o ano nas praias, oferecendo flores, presentes e preces à Rainha das Águas - Iemanjá.
Janeiro
Procissão do Senhor Bom Jesus dos Navegantes31 de dezembro e 01 de janeiro, Salvador.
Saída da Rampa do Mercado Modelo, vai até a praia da Barra e depois segue para o Largo da Boa Viagem e Baía de Todos os Santos.
Festa dos Reis ou Festa da Lapinha05 e 06 de janeiro
Salvador - Largo da Lapinha - e interior do Estado.
Festa tradicional de origem portuguesa que simboliza a visita dos Reis Magos ao Menino Jesus. A programação é composta de celebração de missa, visitação ao presépio no interior da Igreja da Lapinha, festa de largo e apresentação dos Ternos de Reis, autos que reproduzem a visitação dos Reis Magos.
A programação é composta de celebração de missas, das 6h às 8h do dia 6 de janeiro, visitação ao presépio no interior da Igreja da Lapinha (bairro da Liberdade), festa de largo e apresentação dos Ternos de Reis.
Festa do BonfimGeralmente na segunda quinta-feira de janeiro
Salvador – Colina e Largo do Bonfim.
Sincretizado com o deus do panteão africano Oxalá, Senhor do Bonfim é o santo de maior devoção popular na Bahia.
A programação religiosa compreende novena, acompanhada por coral e missa solene. Não há procissão. Na festa popular, destaque para a lavagem das escadarias da Igreja do Senhor do Bonfim, realizada geralmente na segunda quinta-feira de janeiro. Na ocasião, após a queima de fogos, um imenso cortejo parte da Basílica da Conceição da Praia, com a participação de mães e filhas-de-santo do Candomblé, conduzindo flores e água perfumada. Em seguida vêm as autoridades e o povo. Toda essa multidão desloca-se em um percurso de oito quilômetros, a pé e em carroças enfeitadas. Ao chegar ao Bonfim, as baianas trajando roupas típicas realizam a lavagem do adro e das escadarias da igreja.
Festa da Ribeira
19 de janeiro
Salvador-Ribeira.
Trata-se de uma prévia carnavalesca, realizada no bucólico bairro da Ribeira, Cidade Baixa, na segunda-feira posterior à Festa do Bonfim, quando as barracas são transferidas do Largo do Bonfim para a vizinha Ribeira. Durante todo o dia ocorrem apresentações e batucadas. Também chamada Segunda Feira Gorda da Ribeira.
Celebração da Revolta dos Malês
25 de janeiro
Salvador – Itapuã.
Festa em homenagem à Revolta dos Malês (movimento histórico de levante de negros de tradição islâmica escravizados na Bahia). Na Lagoa do Abaeté.
Nossa Senhora da Purificação
24 de janeiro a 02 de fevereiro
Santo Amaro da Purificação - Recôncavo Baiano (a 71 km da capital).
Festa religiosa em louvor a Nossa Senhora da Purificação com lavagem das escadarias da igreja e procissão. Após as funções religiosas, a população e muitos visitantes transformam a cidade em uma grande festa de largo. Nos dias anteriores e subseqüentes à lavagem ocorrem shows musicais na Praça da Matriz. Caetano Veloso e Maria Bethânia, astros da música popular brasileira e filhos do município, costumam se apresentar na programação.
São Lázaro
30 de janeiro
Salvador - São Lázaro da Federação.
Composto por tríduo, missa solene e procissão, a festa tem ponto máximo no último domingo de janeiro. Este santo católico é sincretizado com o orixá Omolu, deus da cura no panteão africano, e as baianas costumam homenageá-lo com banhos de pipoca, orações e velas acesas no cruzeiro situado em frente à igreja. Há também festa de largo.
Festa de Iemanjá 02/02
Salvador - Rio Vermelho.
Pescadores e fiéis festejam com cortejo marítimo, em inúmeros barcos, conduzindo flores e outros presentes para a Rainha das Águas, na maior manifestação religiosa pública do candomblé. Das ruas do bairro do Rio Vermelho, o povo assiste à manifestação ao som de cânticos e vários ritmos em barracas montadas nas praças e ruas do bairro.
Lavagem de Itapuã 12 de fevereiro
Salvador - Itapuã.
Festa tradicional, com missa, alvorada de fogos e um cortejo de baianas que sai das proximidades da Praia de Placaford, acompanhado por batucadas e blocos. Segue até a Igreja, onde acontece a lavagem da escadaria. Ocorre na quinta-feira subseqüente à Lavagem do Bonfim.
Carnaval
Salvador - Pelourinho, Praça Municipal/Campo Grande, Barra/Ondina, outros bairros - e interior do Estado.
Este evento retrata o grande momento do calendário de festas populares da Bahia. O Carnaval é, reconhecidamente, a maior manifestação popular do mundo, segundo o Guiness Book- Livro dos Recordes. Caracteriza-se pela apresentação de blocos, inclusive os afros e trios elétricos, atraindo gente de todo o mundo. Em 1996, o Pelourinho passou a ser um dos três circuitos do Carnaval da Bahia (junto com o centro da cidade, o primeiro da folia, e a orla marítima), contando com uma programação especial, voltada para os carnavais antigos, inclusive na ornamentação das ruas e praças, com desfiles de bandinhas e blocos caracterizados.
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segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Asa de Águia
Quebra aê...quebra aê!! olha o Asa aê...
No final dos anos 80, o Carnaval baiano fervilhava com os novos ritmos que surgiam. O frevo e o galope ainda tinham espaço, mas o swing do ijexá e do fricote conquistavam cada vez mais os baianos. Foi nesse cenário, que em 1987, aconteceu à transição de Durval Lelys e sua turma da Banda Pinel para a banda Asa de Águia. A primeira formação da banda era: Durval Lelys (vocal e guitarra), Rambo (teclados), Tião (bateria), Levi (baixo) e Wilson Café (percussão).
No Carnaval daquele ano, que aconteceu nos dias 01, 02 e 03 de março, a banda Pinel animava os foliões do bloco Pinel mas depois do Carnaval a banda Asa de Águia começou a tocar em festas de formatura e colocou o pé na estrada pra fazer shows pelo interior dando início a uma carreira independente do bloco.
Durval se associa ao amigo Marcelo Brasileiro, criam a banda Asa de Águia e fundam a DUMA Produções para administrá-la.
A estréia no mundo musical veio com uma mistura gostosa de ritmos, um pouco de Rock, Samba-Reggae, Country e Afoxé. O primeiro hit da banda foi a música "Bota Pra Ferver" começando a tocar nas rádios de Salvador e logo se espalhou para o interior e Sergipe. Na seqüência a música "Take It Easy" foi a segunda faixa do disco a estourar nas rádios, os solos de guitarra virariam marca registrada da banda abrindo muitas portas para essa trajetória de sucesso do Asa até hoje.
Os primeiros ensaios do Asa eram realizados na casa de veraneio da família Lelis, localizada no bairro da Boca do Rio. Nesses ensaios artistas locais e até mesmo os músicos da banda 14 Bis, em turnê pela cidade, marcaram presença. Aconteceu também a festa chamada "Mercado Dancing" que transformou o restaurante Camaféu de Oxossi em um espaço novo para eventos, e o show do Asa abalou as estruturas do Mercado Modelo, em Salvador. Em agosto a banda faz seu primeiro show oficial, com ingressos vendidos, registrando o início da carreira, realizado na Concha Acústica de Salvador e produzido pela DUMA Produções, para um público de aproximadamente 3 mil pessoas que na época era quase a capacidade total do espaço.
Um fato inédito até então para os blocos de carnaval, as mortalhas (atualmente abadás) foram esgotados com aproximadamente 2 meses de antecedência do início do carnaval. As festas dos blocos tinham a tradição de convidar uma banda de fora para dividir o palco com a banda do bloco. Durval com sua irreverência sugeriu e apostou no reggae em eventos de carnaval, convidou o cantor baiano Edson Gomes e promoveu uma festa no antigo Clube Baiano de Tênis, provando que sua idéia foi um grande sucesso.
Surgiu o "abadá", criado por Durval Lelys e pelo publicitário e artista gráfico baiano Pedrinho da Rocha para substituir a incômoda e cansativa mortalha. Em 23 de setembro a banda estava indo fazer um show em Aracaju e ocorreu um acidente na estrada, na altura da cidade Entre Rios, o ônibus virou e não houve vítimas fatais. No dia 26 de novembro, após uma missa em agradecimento na Igreja do Senhor do Bonfim, realizou um show aberto ao público, no pé da ladeira, chamado "Asa Agradece".
No final dos anos 80, o Carnaval baiano fervilhava com os novos ritmos que surgiam. O frevo e o galope ainda tinham espaço, mas o swing do ijexá e do fricote conquistavam cada vez mais os baianos. Foi nesse cenário, que em 1987, aconteceu à transição de Durval Lelys e sua turma da Banda Pinel para a banda Asa de Águia. A primeira formação da banda era: Durval Lelys (vocal e guitarra), Rambo (teclados), Tião (bateria), Levi (baixo) e Wilson Café (percussão).
No Carnaval daquele ano, que aconteceu nos dias 01, 02 e 03 de março, a banda Pinel animava os foliões do bloco Pinel mas depois do Carnaval a banda Asa de Águia começou a tocar em festas de formatura e colocou o pé na estrada pra fazer shows pelo interior dando início a uma carreira independente do bloco.
Durval se associa ao amigo Marcelo Brasileiro, criam a banda Asa de Águia e fundam a DUMA Produções para administrá-la.
A estréia no mundo musical veio com uma mistura gostosa de ritmos, um pouco de Rock, Samba-Reggae, Country e Afoxé. O primeiro hit da banda foi a música "Bota Pra Ferver" começando a tocar nas rádios de Salvador e logo se espalhou para o interior e Sergipe. Na seqüência a música "Take It Easy" foi a segunda faixa do disco a estourar nas rádios, os solos de guitarra virariam marca registrada da banda abrindo muitas portas para essa trajetória de sucesso do Asa até hoje.
Os primeiros ensaios do Asa eram realizados na casa de veraneio da família Lelis, localizada no bairro da Boca do Rio. Nesses ensaios artistas locais e até mesmo os músicos da banda 14 Bis, em turnê pela cidade, marcaram presença. Aconteceu também a festa chamada "Mercado Dancing" que transformou o restaurante Camaféu de Oxossi em um espaço novo para eventos, e o show do Asa abalou as estruturas do Mercado Modelo, em Salvador. Em agosto a banda faz seu primeiro show oficial, com ingressos vendidos, registrando o início da carreira, realizado na Concha Acústica de Salvador e produzido pela DUMA Produções, para um público de aproximadamente 3 mil pessoas que na época era quase a capacidade total do espaço.
Um fato inédito até então para os blocos de carnaval, as mortalhas (atualmente abadás) foram esgotados com aproximadamente 2 meses de antecedência do início do carnaval. As festas dos blocos tinham a tradição de convidar uma banda de fora para dividir o palco com a banda do bloco. Durval com sua irreverência sugeriu e apostou no reggae em eventos de carnaval, convidou o cantor baiano Edson Gomes e promoveu uma festa no antigo Clube Baiano de Tênis, provando que sua idéia foi um grande sucesso.
Surgiu o "abadá", criado por Durval Lelys e pelo publicitário e artista gráfico baiano Pedrinho da Rocha para substituir a incômoda e cansativa mortalha. Em 23 de setembro a banda estava indo fazer um show em Aracaju e ocorreu um acidente na estrada, na altura da cidade Entre Rios, o ônibus virou e não houve vítimas fatais. No dia 26 de novembro, após uma missa em agradecimento na Igreja do Senhor do Bonfim, realizou um show aberto ao público, no pé da ladeira, chamado "Asa Agradece".
Chiclete com Banana
"Quero Chiclete!"
Com uma discografia de 25 discos, prêmios pelo Brasil e exterior, média de 130 shows por ano, 15 discos de ouro, 10 discos de platina e 1 DVD de platina, suas músicas se transformam em grandes sucessos nas rádios de todo Brasil e se imortalizam na voz de uma legião de fiéis seguidores que se denominam CHICLETEIROS, verdadeiros guerreiros da alegria.
Tudo começou nos tradicionais bailes de formatura, os embalos dos sábados e festanças pelo interior. A banda Scorpius começava sua trajetória, e desde aquela época causava curiosidade pelas suas apresentações muito originais. Era o prenúncio do que o futuro reservava para os rapazes Scorpianos: um novo estilo, um novo nome e uma gigantesca tribo de fervorosos fãs pelos quatro cantos do mundo onde o lema é a alegria e a felicidade.
Agrupados há mais de 26 anos, misturando vontade e audácia, viajaram por diversas influências musicais: Luiz Gonzaga, Moraes Moreira, Beatles, Carlos Santana, Novos Baianos, Rolling Stones. E numa ousadia baiana misturaram tudo. Por isso, Nildão, cartunista e artista gráfico, gritou em alto e bom som: “isso é uma louca mistura”. Aconselhou o grupo trocar o nome americanizado, Scorpius, para o tropical e sonoro CHICLETE COM BANANA.
O TRIO ELÉTRICO entrou na vida do grupo em 1980, partindo de uma idéia arquitetada por Bell Marques. Uma grande ousadia, pois os famosos trios daquela época, como Moraes Moreira, Armandinho, Dodô e Osmar, Tapajós, entre outros reinavam absolutos no carnaval da Bahia.
Os dias se seguiram, os anos se passaram e a trajetória do Chiclete com Banana tomava forma de história, fazendo com que cada ato servisse de aprendizado para os novos que surgiam. Evoluíram o trio elétrico, mudaram todo o seu sistema sonoro, em uma estratégia regida pelo Mixer Wilson Marques, que buscou colocar no trio a mesma sonoridade de um palco dos grandes concertos musicais, conseguindo esse objetivo com a utilização de equipamentos nunca antes usado e a mudança total da localização da banda, que antes ficava dividida, percussão em baixo, e vocalista e instrumentos de harmonia em cima.
PRIMEIRO DISCO: Convidados pelo produtor musical Pedrinho da Luz, guitarrista do Conjunto The Fevers, viajaram para o Rio de Janeiro para gravar o primeiro disco que levou o nome de TRAZ OS MONTES, o horizonte sinalizava uma carreira seqüenciada de sucessos.
Várias primaveras, outonos e invernos, mas o verão se fez presente como a estação da alegria e ali estava o Chiclete inovando sempre e carregando na bagagem o lema de “Não cantar para anjos nem para museus, e sim para um povo que existe e precisa viver”.
BLOCO TRAZ OS MONTES: formado por jovens estudantes da Barra, bairro nobre de Salvador, que acreditaram na proposta de Bell Marques e em 1980 contrataram a banda para tocar no seu trio e puxar o bloco pelas avenidas de Salvador. O sucesso realizado pelo Chiclete no Traz os Montes foi o ponta-pé inicial na trajetória vencedora do grupo.
BLOCO TRAZ A MASSA: O Carnaval da Bahia é assim: brincam ricos e pobres, misturam-se religiões com os mais diversos segmentos sociais mas a folia é a mesma. O Traz a Massa, um bloco mais popular porém rico em energia, e lá estava o Chiclete levando sua música e sua alegria pelas ruas centrais de Salvador.
OS INTERNACIONAIS: um dos mais tradicionais do carnaval baiano, no inicio só homens podiam desfilar no bloco. Fantasias e alegorias faziam parte da história do INTER, no sábado e segunda abandonavam a fantasia e de mortalha dividiam a alegria com esposas, namoradas e paqueras no Bloco EU E ELA. E lá no alto do trio, o Chiclete com Banana comandava a folia. SÃO VINTE CINCO ANOS DE PAZ DO BLOCO OS INTERNACIONAIS.
BLOCOS ATUAIS:
OLHA O CAMALEÃO AÍ GENTE: Depois de namorar tantos blocos, finalmente o casamento. Chiclete e Camaleão. Atualmente o bloco de maior prestígio, o mais procurado e o mais amado. Sua marca a patinha do Camaleão, atravessou fronteiras e o Brasil descobriu o carnaval da Bahia. E onde esta o Chiclete? Lá em cima do trio cantando para baianos e turistas que invadem o espaço camaleônico para brincar, paquerar, beijar e por fim gritarem: “EU SOU CAMALEÃO SOU SEU AMOR”.
NANA BANANA: Chamado carinhosamente de NANA. A afirmação mais ouvida nos dias próximos ao carnaval é: “EU VOU NO NANA” e todo mundo vai. Jovens bonitos, alegres e travessos, tendo o pôr-do-sol como testemunha invadem a avenida principal da Barra em direção a Ondina. Um colorido deslumbrante, um momento mágico e único, quando os primeiros acordes do Chiclete são ouvidos anunciando que o carnaval começa naquele momento e que não existe mais espaço para tristeza.
OH!!! OH!! NANAÊ VEM BANANEAR. Ele invadiu o Brasil. Aracaju, Belém, Brasília, Fortaleza, Goiânia João Pessoa, Maceió, Natal, Recife, Ribeirão Preto, São Luiz, Teresina, Uberaba e Vitória do Espírito Santo. Todos se renderam a alegria contagiante do Nana Banana.
VÔA-VÔA: o caçula dos blocos que o Chiclete toca no carnaval, surgiu de mais uma idéia mirabolante de Bell Marques.
“O Carnaval esta acabando cedo para o Chiclete, vamos fazer um bloco para encerrar o carnaval.” Disse Bell. E assim surgiu o VÔA-VÔA. Depois de cinco dias de folia seus associados estão lá, INTEIROS, parecendo que a festa está apenas começando e o Chiclete lá, harmonizando os últimos acordes da folia baiana, chegando em ondina e sendo recebido pelo sol que acorda mais cedo para desejar aos associados um bom retorno para casa. VÔA-VÔA!
SIRIGÜELLA, Lá na terra do sol, Fortaleza são 14 anos de alegria e cumplicidade com o melhor bloco do Fortal. O SPAZZIO, na cidade do Forró, é só alegria na Micarande. MASSICAS foi o melhor tempo de Vitória da Conquista, êta frio gostoso daquela cidade, mas a temperatura esquentava logo na saída do bloco.
E o Chiclete sempre voando de cidade para cidade levando na sua bagagem a alegria necessária para agitar a galera.
TRIO REX, como é carinhosamente chamado, é o trio onde o Chiclete se apresenta, um trio especial e vencedor. Oito anos eleito o melhor do carnaval. Wilson Marques, líder absoluto, onde rege uma orquestra de técnicos que colocam em funcionamento o TIRANOSSAURO REX, conhecido como o “Predador da Tristeza”. Equipado com camarim totalmente refrigerado, sistema sonoro frontal móvel conforme a direção do caminhão, plataformas laterais hidráulicas e outros equipamentos sofisticadíssimos que fazem o REX ser um destaque no carnaval.
VIAGENS PARA EXTERIOR:
Tendo a alegria como bagagem, O Chiclete atravessou fronteiras e partiu para outros países mostrando o swing e a fusão dos ritmos baianos. As primeiras viagens foram para a Europa: Espanha, festa de San Izidro em Madri, França: Paris e Deuxville, Alemanha, numa excursão por oito cidades que foi repetida no ano seguinte, Chegou então a vez da América do Norte: Miami (Miami beach, primeiro trio na terra do tio Sam, NY (Brazillian Day). Na América do Sul, o Chiclete foi para a Argentina comemorar os 500 anos da descoberta da América.
Em 2006, volta aos Estados Unidos em uma excursão de grande sucesso e repercussão, que lhe rendeu o PRESS AWARD 2007, na categoria , Outstanding Brazilian Music US Tour - AXÉ (Destaque Tournê U.S. de Show Brasileiro - AXÉ).
Em 2007 a alegria continua. Shows, Discos, Músicas novas, sucessos e prêmios. E a cada dia crescendo a legião que vai “atrás do caminhão”, porque quem é Chicleteiro Deus abençoa e quem não é Deus perdoa.
Esse é um pequeno resumo da trajetória do Chiclete com Banana, pequeno sim, porque se tudo fosse contado aqui teríamos que expandir o Hard Disk do computador.
Washington Bell Marques da Silva - Bell Marques, vocal, guitarra, violão e compositor. Na adolescência, seu irmão Wilson, que na época trabalhava numa casa de som, pedia sempre para ele instalar alguns sons na região. Com isto, Bell ganhava o dinheirinho com que comprou o seu primeiro instrumento para tocar com Rey, desde aquela época seu amigo.
Formaram, então, a Banda SCORPIUS, que conseqüentemente o transformou em vocalista e tecladista. Com a nova formação e a mudança de nome do grupo, Bell tornou-se um dos maiores comunicadores de trio elétrico e revolucionou o bloco Traz os Montes, tocando ao invés de teclado, guitarra.
Com uma discografia de 25 discos, prêmios pelo Brasil e exterior, média de 130 shows por ano, 15 discos de ouro, 10 discos de platina e 1 DVD de platina, suas músicas se transformam em grandes sucessos nas rádios de todo Brasil e se imortalizam na voz de uma legião de fiéis seguidores que se denominam CHICLETEIROS, verdadeiros guerreiros da alegria.
Tudo começou nos tradicionais bailes de formatura, os embalos dos sábados e festanças pelo interior. A banda Scorpius começava sua trajetória, e desde aquela época causava curiosidade pelas suas apresentações muito originais. Era o prenúncio do que o futuro reservava para os rapazes Scorpianos: um novo estilo, um novo nome e uma gigantesca tribo de fervorosos fãs pelos quatro cantos do mundo onde o lema é a alegria e a felicidade.
Agrupados há mais de 26 anos, misturando vontade e audácia, viajaram por diversas influências musicais: Luiz Gonzaga, Moraes Moreira, Beatles, Carlos Santana, Novos Baianos, Rolling Stones. E numa ousadia baiana misturaram tudo. Por isso, Nildão, cartunista e artista gráfico, gritou em alto e bom som: “isso é uma louca mistura”. Aconselhou o grupo trocar o nome americanizado, Scorpius, para o tropical e sonoro CHICLETE COM BANANA.
O TRIO ELÉTRICO entrou na vida do grupo em 1980, partindo de uma idéia arquitetada por Bell Marques. Uma grande ousadia, pois os famosos trios daquela época, como Moraes Moreira, Armandinho, Dodô e Osmar, Tapajós, entre outros reinavam absolutos no carnaval da Bahia.
Os dias se seguiram, os anos se passaram e a trajetória do Chiclete com Banana tomava forma de história, fazendo com que cada ato servisse de aprendizado para os novos que surgiam. Evoluíram o trio elétrico, mudaram todo o seu sistema sonoro, em uma estratégia regida pelo Mixer Wilson Marques, que buscou colocar no trio a mesma sonoridade de um palco dos grandes concertos musicais, conseguindo esse objetivo com a utilização de equipamentos nunca antes usado e a mudança total da localização da banda, que antes ficava dividida, percussão em baixo, e vocalista e instrumentos de harmonia em cima.
PRIMEIRO DISCO: Convidados pelo produtor musical Pedrinho da Luz, guitarrista do Conjunto The Fevers, viajaram para o Rio de Janeiro para gravar o primeiro disco que levou o nome de TRAZ OS MONTES, o horizonte sinalizava uma carreira seqüenciada de sucessos.
Várias primaveras, outonos e invernos, mas o verão se fez presente como a estação da alegria e ali estava o Chiclete inovando sempre e carregando na bagagem o lema de “Não cantar para anjos nem para museus, e sim para um povo que existe e precisa viver”.
BLOCO TRAZ OS MONTES: formado por jovens estudantes da Barra, bairro nobre de Salvador, que acreditaram na proposta de Bell Marques e em 1980 contrataram a banda para tocar no seu trio e puxar o bloco pelas avenidas de Salvador. O sucesso realizado pelo Chiclete no Traz os Montes foi o ponta-pé inicial na trajetória vencedora do grupo.
BLOCO TRAZ A MASSA: O Carnaval da Bahia é assim: brincam ricos e pobres, misturam-se religiões com os mais diversos segmentos sociais mas a folia é a mesma. O Traz a Massa, um bloco mais popular porém rico em energia, e lá estava o Chiclete levando sua música e sua alegria pelas ruas centrais de Salvador.
OS INTERNACIONAIS: um dos mais tradicionais do carnaval baiano, no inicio só homens podiam desfilar no bloco. Fantasias e alegorias faziam parte da história do INTER, no sábado e segunda abandonavam a fantasia e de mortalha dividiam a alegria com esposas, namoradas e paqueras no Bloco EU E ELA. E lá no alto do trio, o Chiclete com Banana comandava a folia. SÃO VINTE CINCO ANOS DE PAZ DO BLOCO OS INTERNACIONAIS.
BLOCOS ATUAIS:
OLHA O CAMALEÃO AÍ GENTE: Depois de namorar tantos blocos, finalmente o casamento. Chiclete e Camaleão. Atualmente o bloco de maior prestígio, o mais procurado e o mais amado. Sua marca a patinha do Camaleão, atravessou fronteiras e o Brasil descobriu o carnaval da Bahia. E onde esta o Chiclete? Lá em cima do trio cantando para baianos e turistas que invadem o espaço camaleônico para brincar, paquerar, beijar e por fim gritarem: “EU SOU CAMALEÃO SOU SEU AMOR”.
NANA BANANA: Chamado carinhosamente de NANA. A afirmação mais ouvida nos dias próximos ao carnaval é: “EU VOU NO NANA” e todo mundo vai. Jovens bonitos, alegres e travessos, tendo o pôr-do-sol como testemunha invadem a avenida principal da Barra em direção a Ondina. Um colorido deslumbrante, um momento mágico e único, quando os primeiros acordes do Chiclete são ouvidos anunciando que o carnaval começa naquele momento e que não existe mais espaço para tristeza.
OH!!! OH!! NANAÊ VEM BANANEAR. Ele invadiu o Brasil. Aracaju, Belém, Brasília, Fortaleza, Goiânia João Pessoa, Maceió, Natal, Recife, Ribeirão Preto, São Luiz, Teresina, Uberaba e Vitória do Espírito Santo. Todos se renderam a alegria contagiante do Nana Banana.
VÔA-VÔA: o caçula dos blocos que o Chiclete toca no carnaval, surgiu de mais uma idéia mirabolante de Bell Marques.
“O Carnaval esta acabando cedo para o Chiclete, vamos fazer um bloco para encerrar o carnaval.” Disse Bell. E assim surgiu o VÔA-VÔA. Depois de cinco dias de folia seus associados estão lá, INTEIROS, parecendo que a festa está apenas começando e o Chiclete lá, harmonizando os últimos acordes da folia baiana, chegando em ondina e sendo recebido pelo sol que acorda mais cedo para desejar aos associados um bom retorno para casa. VÔA-VÔA!
SIRIGÜELLA, Lá na terra do sol, Fortaleza são 14 anos de alegria e cumplicidade com o melhor bloco do Fortal. O SPAZZIO, na cidade do Forró, é só alegria na Micarande. MASSICAS foi o melhor tempo de Vitória da Conquista, êta frio gostoso daquela cidade, mas a temperatura esquentava logo na saída do bloco.
E o Chiclete sempre voando de cidade para cidade levando na sua bagagem a alegria necessária para agitar a galera.
TRIO REX, como é carinhosamente chamado, é o trio onde o Chiclete se apresenta, um trio especial e vencedor. Oito anos eleito o melhor do carnaval. Wilson Marques, líder absoluto, onde rege uma orquestra de técnicos que colocam em funcionamento o TIRANOSSAURO REX, conhecido como o “Predador da Tristeza”. Equipado com camarim totalmente refrigerado, sistema sonoro frontal móvel conforme a direção do caminhão, plataformas laterais hidráulicas e outros equipamentos sofisticadíssimos que fazem o REX ser um destaque no carnaval.
VIAGENS PARA EXTERIOR:
Tendo a alegria como bagagem, O Chiclete atravessou fronteiras e partiu para outros países mostrando o swing e a fusão dos ritmos baianos. As primeiras viagens foram para a Europa: Espanha, festa de San Izidro em Madri, França: Paris e Deuxville, Alemanha, numa excursão por oito cidades que foi repetida no ano seguinte, Chegou então a vez da América do Norte: Miami (Miami beach, primeiro trio na terra do tio Sam, NY (Brazillian Day). Na América do Sul, o Chiclete foi para a Argentina comemorar os 500 anos da descoberta da América.
Em 2006, volta aos Estados Unidos em uma excursão de grande sucesso e repercussão, que lhe rendeu o PRESS AWARD 2007, na categoria , Outstanding Brazilian Music US Tour - AXÉ (Destaque Tournê U.S. de Show Brasileiro - AXÉ).
Em 2007 a alegria continua. Shows, Discos, Músicas novas, sucessos e prêmios. E a cada dia crescendo a legião que vai “atrás do caminhão”, porque quem é Chicleteiro Deus abençoa e quem não é Deus perdoa.
Esse é um pequeno resumo da trajetória do Chiclete com Banana, pequeno sim, porque se tudo fosse contado aqui teríamos que expandir o Hard Disk do computador.
Washington Bell Marques da Silva - Bell Marques, vocal, guitarra, violão e compositor. Na adolescência, seu irmão Wilson, que na época trabalhava numa casa de som, pedia sempre para ele instalar alguns sons na região. Com isto, Bell ganhava o dinheirinho com que comprou o seu primeiro instrumento para tocar com Rey, desde aquela época seu amigo.
Formaram, então, a Banda SCORPIUS, que conseqüentemente o transformou em vocalista e tecladista. Com a nova formação e a mudança de nome do grupo, Bell tornou-se um dos maiores comunicadores de trio elétrico e revolucionou o bloco Traz os Montes, tocando ao invés de teclado, guitarra.
Circuitos do Carnaval em Salvador
Maior festa popular do planeta, o Carnaval de Salvador cresceu tanto, que hoje se distribui simultaneamente em três circuitos da cidade. Para aqueles que preferem mais tranquilidade e para os mais saudosos, o circuito Batatinha, no Pelourinho, é a melhor pedida. Já o Carnaval no trecho Barra-Ondina (circuito Dodô) e no centro(Osmar) apresenta emoções diferentes e muito agito, com as apresentações dos grandes nomes da axé music, além do desfile de blocos afros e afoxés.
Maior festa popular do planeta, o Carnaval de Salvador cresceu tanto, que hoje se distribui simultaneamente em três circuitos da cidade. Para aqueles que preferem mais tranquilidade e para os mais saudosos, o circuito Batatinha, no Pelourinho, é a melhor pedida. Já o Carnaval no trecho Barra-Ondina (circuito Dodô) e no centro(Osmar) apresenta emoções diferentes e muito agito, com as apresentações dos grandes nomes da axé music, além do desfile de blocos afros e afoxés.
Circuito Dodô
Para a maioria dos amantes do carnaval baiano, o surgimento do Circuito Dodô representou para a festa, uma verdadeira revolução em termos de infra-estrutura e conforto. A folia adquiriu, com o passar dos anos, o status de maior festa popular do planeta, fazendo com que o circuito tradicional (Campo Grande), se tornasse pequeno para um número cada vez maior de turistas e foliões. Este “novo” trajeto liga as belas praias da Barra e Ondina, num percurso de aproximadamente 4 km, marcado em quase toda a sua extensão, por uma vista estonteante da Baía de Todos os Santos. Blocos uniformizados, cada um com sua atração, iniciam no Farol da Barra uma jornada mágica de alegria, que somente depois de 6 horas, termina na Praia de Ondina. Os últimos anos marcaram o surgimento de camarotes super badalados, alguns, inclusive, assinados por personalidades baianas e artistas famosos. Suas instalações incluem buffet de alto nível, acesso privativo à praia, pista de dança e shows entre a passagem dos trios. Na avenida, e fora dos blocos, a maioria do foliões, conhecida como pipoca, promove grande agitação e alegria. Para essa galera, o “point” de aguardados ou inesperados encontros é sempre o “beco” de Ondina, onde os trios dão aquela tradicional “paradinha”.
Circuito Osmar
Foi neste circuito que a Bahia presenciou os episódios mais marcantes da história de seu carnaval. Seu trajeto de 6 km traz o charme dos casarões do centro e a aura de muitos e inesquecíveis carnavais, numa história que começou com a fubica de Dodô e Osmar, passou pelo deboche de Luiz Caldas, e ainda hoje, sacode com os hits incomparáveis do Chiclete, Asa de Águia e Timbalada. O percurso começa no corredor da Vitória, corta a praça do Campo Grande, local de camarotes bem badalados, e desce a longa Avenida Sete de Setembro. Até o seu final desta rota, o fôlego e a alegria do folião serão rigorosamente testados, já que somente após cerca de 7 horas e meia, o trio retorna ao Campo Grande marcando o final da jornada. Hoje, dividindo as atenções com badalado Circuito Dodô, o carnaval no centro da cidade tem seus momentos áureos, justamente nos três últimos dias da festa, quando os principais nomes da “axé music”, ainda priorizam sua tradição.
Para a maioria dos amantes do carnaval baiano, o surgimento do Circuito Dodô representou para a festa, uma verdadeira revolução em termos de infra-estrutura e conforto. A folia adquiriu, com o passar dos anos, o status de maior festa popular do planeta, fazendo com que o circuito tradicional (Campo Grande), se tornasse pequeno para um número cada vez maior de turistas e foliões. Este “novo” trajeto liga as belas praias da Barra e Ondina, num percurso de aproximadamente 4 km, marcado em quase toda a sua extensão, por uma vista estonteante da Baía de Todos os Santos. Blocos uniformizados, cada um com sua atração, iniciam no Farol da Barra uma jornada mágica de alegria, que somente depois de 6 horas, termina na Praia de Ondina. Os últimos anos marcaram o surgimento de camarotes superbadalados, alguns, inclusive, assinados por personalidades baianas e artistas famosos. Suas instalações incluem buffet de alto nível, acesso privativo à praia, pista de dança e shows entre a passagem dos trios. Na avenida, e fora dos blocos, a maioria do foliões, conhecida como pipoca, promove grande agitação e alegria. Para essa galera, o “point” de aguardados ou inesperados encontros é sempre o “beco” de Ondina, onde os trios dão aquela tradicional “paradinha”.
Circuito Osmar
Foi neste circuito que a Bahia presenciou os episódios mais marcantes da história de seu carnaval. Seu trajeto de 6 km traz o charme dos casarões do centro e a aura de muitos e inesquecíveis carnavais, numa história que começou com a fubica de Dodô e Osmar, passou pelo deboche de Luiz Caldas, e ainda hoje, sacode com os hits incomparáveis do Chiclete, Asa de Águia e Timbalada. O percurso começa no corredor da Vitória, corta a praça do Campo Grande, local de camarotes bem badalados, e desce a longa Avenida Sete de Setembro. Até o seu final desta rota, o fôlego e a alegria do folião serão rigorosamente testados, já que somente após cerca de 7 horas e meia, o trio retorna ao Campo Grande marcando o final da jornada. Hoje, dividindo as atenções com badalado Circuito Dodô, o carnaval no centro da cidade tem seus momentos áureos, justamente nos três últimos dias da festa, quando os principais nomes da “axé music”, ainda priorizam sua tradição.
Circuito Batatinha
Tendo como palcos principais, as praças, Municipal e da Sé, além do famoso Pelourinho, o carnaval do centro histórico, à cada ano, apresenta-se mais bonito, alegre e estruturado. A iniciativa de revitalizar a folia neste ponto da cidade surgiu com o Projeto Pelourinho Dia e Noite, que em parceria com a Secretaria de Cultura e Turismo do Estado, é também o responsável pela maioria dos eventos realizados no local, durante todo o ano. No carnaval, em meio a casarões coloniais, ruas bem pitorescas e um astral todo especial, bandinhas e charangas percorrem os caminhos do “Pelô”, tocando antigas e saudosas marchinhas, que arrastam uma multidão super eufórica. Por apresentar uma programação mais tranquila, o Circuito Batatinha é muito procurado por famílias, que querem curtir um carnaval mais calmo, longe da badalação do eixo tradicional. Na praça Municipal, o palco armado em frente à sede da Prefeitura já se tornou famoso pelos desfiles e concursos de fantasia.
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Trio Elétrico
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Olodum
Nasceu no Maciel/Pelourinho e foi criado por moradores da própria comunidade.
A entidade saiu pela primeira vez em 1979, com o tema "Festa para o Nêgo de Oyó", tornando-se um dos mais antigos e tradicionais blocos de expressão africana do Carnaval. Atualmente, o grupo também promove ações na área da educação.
Historia do Bloco
O Bloco Afro O Olodum foi fundado em 25 de abril de 1979 durante o período carnavalesco como opção de lazer aos moradores do Maciel-Pelourinho, garantindo-lhes assim, o direito de brincarem o carnaval em um bloco e de forma organizada.
É uma Organização não Governamental (ONG) do movimento negro brasileiro.
Desenvolve ações de combate à discriminação racial, estimula a auto-estima e o orgulho dos afro-brasileiros, defende e luta para assegurar os direitos civis e humanos das pessoas marginalizadas, na Bahia e no Brasil.
Ação social, eventos e a comunidade do Maciel-Pelourinho.
O Olodum realiza durante o ano, várias atividades que criam oportunidades e geração de renda para os comerciantes na área do Maciel - Pelourinho.
Este é o Olodum, cumprindo seu papel e traçando o seu caminho ao longo de sua jornada de lutas e vitórias, as quais lhe proporcionaram chegar a este novo século e milênio que iniciou, construindo a cidadania, celebrando a história e almejando o desenvolvimento entre todos os brasileiros através de uma democracia plena.
A entidade saiu pela primeira vez em 1979, com o tema "Festa para o Nêgo de Oyó", tornando-se um dos mais antigos e tradicionais blocos de expressão africana do Carnaval. Atualmente, o grupo também promove ações na área da educação.
Historia do Bloco
O Bloco Afro O Olodum foi fundado em 25 de abril de 1979 durante o período carnavalesco como opção de lazer aos moradores do Maciel-Pelourinho, garantindo-lhes assim, o direito de brincarem o carnaval em um bloco e de forma organizada.
É uma Organização não Governamental (ONG) do movimento negro brasileiro.
Desenvolve ações de combate à discriminação racial, estimula a auto-estima e o orgulho dos afro-brasileiros, defende e luta para assegurar os direitos civis e humanos das pessoas marginalizadas, na Bahia e no Brasil.
Ação social, eventos e a comunidade do Maciel-Pelourinho.
O Olodum realiza durante o ano, várias atividades que criam oportunidades e geração de renda para os comerciantes na área do Maciel - Pelourinho.
Este é o Olodum, cumprindo seu papel e traçando o seu caminho ao longo de sua jornada de lutas e vitórias, as quais lhe proporcionaram chegar a este novo século e milênio que iniciou, construindo a cidadania, celebrando a história e almejando o desenvolvimento entre todos os brasileiros através de uma democracia plena.
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segunda-feira, 19 de maio de 2008
Trio Elétrico
A máquina de fazer alegria
No princípio era apenas o som. Depois de Dodô e Osmar, o Carnaval começou a contar com um novo personagem: o carro eletrizado que toca música enquanto roda pelas ruas da cidade.
E quem hoje em dia consegue imaginar a maior festa popular da Bahia sem o trio elétrico? Pois o invento que completa 52 anos no próximo carnaval, saiu das fronteiras da Bahia e extrapola o objetivo inicial.
Hoje, o trio é ingrediente indispensável em qualquer festa de largo, comícios, e, por que não, em aniversário - de municípios, por enquanto! Músicas como Pombo Correio, que teve os primeiros acordes tocados em cima do primeiro trio, viraram sucessos nacionais.
O trio elétrico de hoje é descendente da Fobica, um calhambeque com dois alto-falantes criado pelo radiotécnico Adolfo Nascimento e pelo mecânico Osmar Macedo no Carnaval de 1950. O Ford ano 1929 - conhecido como "bigode" - que era usado para transporte de ferro na oficina de Osmar Macedo, recebeu pintura imitando confetes e ainda pode ser visto na Casa do Som, museu da música baiana que funciona no Parque do Abaerá.
Um detalhe faz a história do trio elétrico ainda mais bonita: o único objetivo do invento foi dar mais alegria à festa de rua de Salvador, e prova disso é que os pais nunca patentearam o carro de som eletrizado.
No Brasil, a marca é considerada de domínio público.
A idéia surgiu da vontade de levar para as ruas de Salvador o efeito produzido pelo autêntico frevo em Pernambuco, que encantou a dupla durante uma apresentação do Clube Carnavalesco Misto Vassourinhas do Recife, na Bahia, a pedido do Governador Otávio Mangabeiras. Uma multidão seguiu o som do frevo da bandinha do Campo Grande até a Rua Chile, voltando pela Avenida Carlos Gomes até o Palácio da Aclamação, onde a apresentação acabou. Isso aconteceu na quarta-feira antes de Carnaval. No mesmo dia começou a transformação do velho Ford em carro elétrico. Depois do trabalho de pintura e instalação elétrica dos dois alto-falantes, o primeiro trio elétrico estreou no domingo do carnaval do ano de 1950.
Mal vindo?
O primeiro desfile do trio elétrico de Dodô e Osmar foi recebido com vaias de um lado e aplausos do outro.
É que a estréia da fobica de Dodô e Osmar aconteceu às 17h do domingo de Carnaval do ano de 1950, durante o desfile do bloco dos Fantoches da Euterpe, cuja diretoria, de fraque e cartola, pediu para que a "dupla elétrica" desligasse o carro de som. Quando eles obedeciam, a multidão pedia que voltassem a tocar as marchinhas de frevo. Resultado: venceu a turma do "quero mais" e a fobica elétrica, com os músicos tocando os chamados "paus elétricos", um violão e um cavaquinho, que depois seria chamado guitarra baiana, levantou a poeira das ruas até a terça-feira.
Dirigida por Olegário Muriçoca, o primeiro motorista de trio do mundo, e acompanhada por uma pequena multidão, a fobica foi abrindo espaço na avenida em direção à Praça Castro Alves, onde haveria mais espaço para tocar.
Estava criado também o frevo baiano, uma mistura entre o verdadeiro frevo pernambucano e a marchinha carioca, como definiu Caetano Veloso. O som saía de duas cornetas, uma instalada na frente e outra atrás. Numa faixa na parte externa, estava escrito: "A dupla elétrica". No chão, um grupo de músicos tocava caixa, surdo, bumbo, pandeiro e prato, acompanhando a marcha lenta da fobica.
Naquela época, o Carnaval de Salvador em nada lembrava a festa popular de hoje.
A brincadeira no centro era apenas um desfile de fantasias ao som de marchinhas lentas, assistido por pessoas nas calçadas.
Algumas chegavam a levar as cadeiras para descansar entre a passagem de um bloco e outro.
O surgimento do velho calhambeque pilotado por dois jovens tocando instrumentos esquisitos foi mais que uma revolução: cadeiras guardadas, a folia nunca mais foi a mesma.
No ano seguinte, a fobica voltou às ruas, mas com alguns avanços: o velho Ford foi substituído por uma camionete com oito alto-falantes e iluminação fluorescente e a dupla elétrica ganhou mais um integrante, o violonista Temistócles Aragão, além de muitos fãs.
O trio montado sobre uma picape Chrysler, que tinha nas laterais a inscrição "O Trio Elétrico", revolucionou definitivamente o Carnaval baiano.
Na cronologia da história do Carnaval, uma coisa é certa: o trio elétrico e a guitarra baiana foram o pontapé inicial para que a festa popular na Bahia chegasse hoje ao grande evento mundial que é. Mesmo com a saída de Aragão, o nome que pegou para o carro foi o de trio mesmo.
Nos anos de 1985 e 1986, intermediado pelo escritor Jorge Amado, o trio elétrico de Dodô & Osmar foi à França, onde arrastou mais de cem mil pessoas nas ruas de Toulouse, cidade localizada ao sul daquele país.
Além da Franca, o trio elétrico de Dodô & Osmar fez Carnaval na Itália, Suíça e México.
Outros trios diversos, montados dentro e fora da Bahia, viajam todos os meses do ano pelo Brasil e o mundo levando a música baiana além fronteiras. Como disse um dia Caetano Veloso, "atrás do trio elétrico, só não vai quem já morreu".
Os filhos da FobicaDa velha Fobica até os modernos trios elétricos que animam os carnavais de hoje em dia, a trajetória é de sucesso e tecnologia.
O primeiro grande passo aconteceu em 1958, com a criação do Trio Tapajós, pelo carnavalesco Orlando Campos. Com ele, a estrutura dos trios foi redimensionada: as carrocerias passaram a ser grande e o aspecto alegórico dos carros foi ressaltado.
Outra grande mudança que ficou foi a introdução do microfone, inicialmente usados para fazer anúncios de achados e perdidos. Orlando Campos foi também o inventor da Caetanave, que no fim dos anos 60 e início dos 70, fez uma homenagem a Caetano Veloso, recém chegado do exílio. O carro tinha forma de foguete espacial, alto-falantes em todos os lados e era cercado de lâmpadas coloridas. A Caetanave entrou na Praça Castro Alves, em 1972, tocando Chuva, suor e cerveja e com Gil, Gal, Bethânia, Dodô e Osmar fazendo coro.
Seguindo as mudanças introduzidas por Orlando Campos, os trios atuais estão cada vez mais modernos. No começo dos anos 80, o bloco Traz os Montes montou um trio com equipamentos transistorizados, ar-condicionado, retirou as bocas dos alto-falantes e instalou caixas de som retangulares, com colunas de caixas de som que destacavam a voz do cantor e projetavam longe a música.
Em cima, a novidade foi uma banda com bateria, cantor e outros músicos no caminhão. No ano seguinte, o bloco Eva trouxe engenheiros dos Estados Unidos com a missão de remodelar o sistema de sonorização.
Os investimentos em melhorias deu início à profissionalização do carnaval.
Os novos trios são equipados com coisas que nem Dodô nem Osmar sonharam. Os grandes trios são munidos até de computadores para afinar os instrumentos e regular o volume de som. Trata-se de uma estrutura metálica pesando 15 toneladas, com quatro metros de altura por 3,5 de largura e 25 de comprimento, em média. Chega a ter potência para iluminar uma cidade de mil habitantes.
Por dentro, ninguém imagina, mas tem escadas, camarim, elevador, circuitos de som e de luz. Eles encabeçam blocos que chegam a reunir de 400 a três mil foliões, e geram mais de mil empregos diretos durante o carnaval, entre músicos, garçons, cordeiros e até médicos. Geralmente são hoje acompanhados de carros de apoio, oferecem aos foliões, além da alegria, banheiros cada vez melhores, assistência médica, bares e lanchonetes. A história é recriada a cada fevereiro.
História preservadaBoa parte de todas essas histórias estão preservadas em um livro lançado 50 anos depois da invenção do trio elétrico. O trabalho é do professor universitário e doutor em Literatura, Fred Góes, e foi lançado em fevereiro de 2000, nas comemorações do cinqüentenário da invenção de Dodô e Osmar.
Trata-se de um resgate histórico de cinco décadas de carnaval, através de pesquisa, depoimentos e fotografias, feito com patrocínio da Copene, e editado pela Corrupio. O livro "50 anos de trio elétrico" é a segunda obra do autor sobre o tema. Em 1982, ele lançou O país do carnaval elétrico, cobrindo o período de 1950 até começo dos anos 80.
O livro narra desde a invenção baiana até as transformações técnicas e estéticas determinadas pelo trio elétrico. Estão lá registrados o aparecimento do trio Armandinho, Dodô & Osmar, em meados dos anos 70; como Moraes Moreira foi o primeiro a cantar em cima de um trio, dentre outras curiosidades, Para a pesquisa, o autor ouviu parentes de Osmar Macedo e Dodô, entrevistou artistas como Moraes Moreira, Paulinho Boca de Cantor e Baby do Brasil, que ainda nos anos 60 puseram voz no trio elétrico.
Curiosidades
Ainda jovens Dodô e Osmar se conhecem na Península de Itapagipe e começam a tocar juntos no conjunto musical Três e Meio. Osmar tocava cavaquinho e Dodô, violão. O grupo de choro se apresentava no Tabaris, ponto de encontro dos boêmios da Praça Castro Alves.
Em 1959, Dodô & Osmar tocam no carnaval de Recife. Desafiados pelo maestro Nelson Ferreira, autor dos frevos de maior sucesso do repertório do Trio Elétrico nos anos 50, os baianos colocaram, sem grande dificuldade, uma multidão nas ruas da capital pernambucana.
Em 1960, o trio elétrico Dodô & Osmar deixou de sair no carnaval de Salvador, uma vez que os dois se dedicaram ao exercício da profissão, o que não combinava com o Carnaval, que era considerado uma diversão.
Armandinho, filho de Osmar, começou a seguir os passos do pai aos 10 anos, e levaria o nome de Dodô & Osmar no trio mirim projetado pelo pai.
O trio ficou famoso no Brasil inteiro quando Caetano Veloso gravou o Frevo do Trio Elétrico, de autoria de Osmar, despertando a atenção da mídia de todo o país para a invenção baiana. Outro clássico de Caetano, Atrás do Trio Elétrico, impulsionou, de forma decisiva, o retorno do trio de Dodô & Osmar às ruas.
Em 1975, ano do Jubileu de Prata do Trio Elétrico, Dodô & Osmar voltam a sair às ruas de Salvador e gravam o primeiro disco, Jubileu de Prata. O último disco do trio elétrico presenciado por Osmar, Estado de Graça, foi gravado em 1991.
O pai do trio elétrico é um repórter francês, de nome Remir Colaponca, pelo menos no registro. Ele pediu autorização a Osmar para ser representante do Trio Elétrico na França, em 1990. Com o documento assinado por Osmar, o francês registra o nome Trio Elétrico em seu país.
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segunda-feira, 5 de maio de 2008
Blocos Independentes
Pipoqueiros de toda a cidade, uni-vos!
Há, sim, opções para quem quer pular aqui e ali atrás dos trios, a custo zero.
Os trios independentes fazem a festa dos chamados "foliões pipocas" que brincam fora das cordas dos blocos. Os independentes não estão vinculados a nenhuma entidade carnavalesca e desfilam nos circuitos do Carnaval isoladamente, sem a utilização de cordas e seguranças. São programados pelos orgãos executores do Carnaval que estabelecem os dias, horários e locais para os desfiles, assim como as atrações artísticas.
Pipocão - (71) 3113-1504
Armandinho, Dodô e Osmar - (71) 3336-0311
Expresso 2222 - Circuito Barra-Ondina
Trio Independente Daniela Mercury - Circuito Barra-Ondina
Blocos Alternativos
Os blocos batizados como Alternativos ganharam esse nome porque desfilam em dias diferentes dos tradicionais (de quinta a sábado), e também pelo abadá mais barato. Criados em 1994, com a ampliação do circuito do Carnaval, seu público é basicamente composto por jovens - opção para quem quer badalar ao som das estrelas do Axé, por um preço mais em conta.
Nana Banana - (71) 3372-6000
Academicas/D + - (71) 3372-6000
Alô Inter - (71) 3372-6000
Cerveja & Cia - www.axemix.com.br
Cocobambu - (71) 3245-9166
Eu Vou - (71) 3342-6799
Nu Outro - (71) 3372-6000
Os Mascarados - (71) 3237-0066
Skol D+ - (71) 3372-6000
Timbalada - (71) 3355-0680
Trimix - www.axemix.com.br
Universitário - (71) 3341-0619
Yes Bahia Clube - (71) 2104-6060
Há, sim, opções para quem quer pular aqui e ali atrás dos trios, a custo zero.
Os trios independentes fazem a festa dos chamados "foliões pipocas" que brincam fora das cordas dos blocos. Os independentes não estão vinculados a nenhuma entidade carnavalesca e desfilam nos circuitos do Carnaval isoladamente, sem a utilização de cordas e seguranças. São programados pelos orgãos executores do Carnaval que estabelecem os dias, horários e locais para os desfiles, assim como as atrações artísticas.
Pipocão - (71) 3113-1504
Armandinho, Dodô e Osmar - (71) 3336-0311
Expresso 2222 - Circuito Barra-Ondina
Trio Independente Daniela Mercury - Circuito Barra-Ondina
Blocos Alternativos
Os blocos batizados como Alternativos ganharam esse nome porque desfilam em dias diferentes dos tradicionais (de quinta a sábado), e também pelo abadá mais barato. Criados em 1994, com a ampliação do circuito do Carnaval, seu público é basicamente composto por jovens - opção para quem quer badalar ao som das estrelas do Axé, por um preço mais em conta.
Nana Banana - (71) 3372-6000
Academicas/D + - (71) 3372-6000
Alô Inter - (71) 3372-6000
Cerveja & Cia - www.axemix.com.br
Cocobambu - (71) 3245-9166
Eu Vou - (71) 3342-6799
Nu Outro - (71) 3372-6000
Os Mascarados - (71) 3237-0066
Skol D+ - (71) 3372-6000
Timbalada - (71) 3355-0680
Trimix - www.axemix.com.br
Universitário - (71) 3341-0619
Yes Bahia Clube - (71) 2104-6060
Blocos de Carnaval de Salvador
As Muquiranas - (71) 3328-5820
Balada - (71) 3342-6799
Beijo - (71) 3372-6000/3372-6018
Bróder - (71) 3264-4309
Camaleão - (71) 3372-6000/3372-6018
Cheiro de Amor - (71) 2104-6060
Coruja - (71) 3281-0400
Crocodilo - (71) 3372-6000/3372-6018
Eva - (71) 3486-1000
Gula - (71) 3372-6000/3372-6018
Inter - (71) 3334-0692
Me Abraça - (71) 3245-9166
Me Ama - Rua Aracaju, 62 Sl. 06, Barra
Papa Léguas - (71) 2105-6523
Pinel - (71) 3342-6067
Tiete Vips - (71) 3328-6666
Voa Voa - (71) 3372-6000/3372-6018
Camarote Andante - (71) 3113-1504/3113-1500
Blocos de Índios
(Surgiram nos anos 60, inspirados nos índios americanos e influenciados pelos filmes do faroeste norte-americanos. Inicialmente desfilavam ao som de uma bateria de percussão e com seus componetes caracterizados por signos tribais. Passaram por um processo de reformulação, de modo que alguns deles já introduziram os trios elétricos e os abadás em seus desfiles).
Comanche do Pelô - (71) 3326-6418/3489-1435
Blocos Infantis
(Atendem aos pequenos foliões que também gostam da festa, mas precisam da atenção e cuidados especiais. Normalmente exigem o acompanhamento dos pais ou responsáveis em todo o percurso e desfilam pela manhã).
Algodão Doce - (71) 3207-2211
Happy - (71) 3341-6152/3535-3000
Blocos de Samba
Alerta Geral - (71) 3329-6949
Alvorada - (71) 3322-3684
Amor é Paixão - (71) 3321-5704
Pagode Total - (71) 3321-0405
Reduto do Samba - (71) 3321-4739
Balada - (71) 3342-6799
Beijo - (71) 3372-6000/3372-6018
Bróder - (71) 3264-4309
Camaleão - (71) 3372-6000/3372-6018
Cheiro de Amor - (71) 2104-6060
Coruja - (71) 3281-0400
Crocodilo - (71) 3372-6000/3372-6018
Eva - (71) 3486-1000
Gula - (71) 3372-6000/3372-6018
Inter - (71) 3334-0692
Me Abraça - (71) 3245-9166
Me Ama - Rua Aracaju, 62 Sl. 06, Barra
Papa Léguas - (71) 2105-6523
Pinel - (71) 3342-6067
Tiete Vips - (71) 3328-6666
Voa Voa - (71) 3372-6000/3372-6018
Camarote Andante - (71) 3113-1504/3113-1500
Blocos de Índios
(Surgiram nos anos 60, inspirados nos índios americanos e influenciados pelos filmes do faroeste norte-americanos. Inicialmente desfilavam ao som de uma bateria de percussão e com seus componetes caracterizados por signos tribais. Passaram por um processo de reformulação, de modo que alguns deles já introduziram os trios elétricos e os abadás em seus desfiles).
Comanche do Pelô - (71) 3326-6418/3489-1435
Blocos Infantis
(Atendem aos pequenos foliões que também gostam da festa, mas precisam da atenção e cuidados especiais. Normalmente exigem o acompanhamento dos pais ou responsáveis em todo o percurso e desfilam pela manhã).
Algodão Doce - (71) 3207-2211
Happy - (71) 3341-6152/3535-3000
Blocos de Samba
Alerta Geral - (71) 3329-6949
Alvorada - (71) 3322-3684
Amor é Paixão - (71) 3321-5704
Pagode Total - (71) 3321-0405
Reduto do Samba - (71) 3321-4739
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