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terça-feira, 31 de março de 2009

O que o Frommer's indica em Salvador.

Caminhe pelas várias ruas estreitas e largos do Pelourinho, conheça os diversos museus e igrejas do local, descanse em um dos vários bares que dispõem de mesinhas nas ruas, visite as lojinhas de souvenir e termine o passeio apreciando o belíssimo pôr-do-sol na Praça da Sé, aos pés do monumento da Cruz Caída.

O pôr-do-sol no Farol da Barra é outro programa imperdível. Passeie a pé pela praia do Farol e termine o programa apreciando a beleza da Baía de Todos os Santos e da Ilha de Itaparica no entardecer.

O Porto da Barra oferece o melhor banho de mar de Salvador. Águas limpas, mornas e absolutamente tranqüilas, destinadas a quem quer relaxar de verdade. Apesar de encontrar praia cheia nos finais de semana e feriados, o turista não deve deixar de incluir o Porto da Barra no roteiro.

Além de toda orla de Salvador, as praias de Pedra do Sal, Stella Maris e Aleluia oferecem momentos inesquecíveis para o turista. Afastadas do centro da cidade, as praias possuem excelente infra-estrutura de barracas de comida e bebida, piscinas naturais e tranqüilidade aos banhistas.

Quem gosta de caminhar para conhecer melhor o local que visita deve começar um dos passeios em Salvador pela Praça Municipal. De lá, tome o Elevador Lacerda em direção à Cidade Baixa e vá direto para o Mercado Modelo, onde existe o que há de melhor em termos de artesanato típico. Do Mercado, vá caminhando pela avenida Contorno até a Bahia Marina e aprecie a paisagem da Baia de Todos os Santos.










Tome um verdadeiro banho de história e cultura ao chegar no Solar do Unhão. Conheça cada detalhe do complexo arquitetônico que hoje abriga o Museu de Arte Moderna da Bahia, o Parque das Esculturas e um restaurante típico.

Conheça a magia da capoeira, do samba de roda, da dança e do folclore local, através do espetáculo apresentado diariamente (exceto domingos e terças-feiras) pelo Balé Folclórico da Bahia no Tetro Miguel Santana, no coração do Pelourinho. O espetáculo dura pouco mais de 45 minutos e é muito concorrido.

As terças-feiras na cidade de Salvador têm algo a mais. O já movimentado Pelourinho transforma-se num verdadeiro caldeirão cultural e musical e é palco da chamada “Terça da Benção”. Neste dia, a partir das 18 horas, acontece a missa na Igreja de São Francisco e a missa da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos – esta última, uma prova viva do sincretismo religioso presente na Bahia, com mistura do catolicismo e do candomblé. Quando chega a noite, o Pelourinho explode em música: o Olodum faz ensaio semanal numa quadra própria e o projeto Pelourinho Dia & Noite traz inúmeras apresentações nas praças e largos.



Visite a mais tradicional igreja da cidade, a Igreja do Bonfim, e aproveite para comprar as coloridas fitinhas para presentear os amigos. Se preferir, mande benzê-las na própria igreja e, ao amarrá-las no braço, não se esqueça de fazer três pedidos.

Experimente a mais famosa iguaria da rica culinária baiana, o acarajé. Em diversas esquinas da cidade, você vai encontrar uma baiana tipicamente trajada e com seu tabuleiro. Algumas das mais famosas quituteiras da cidade ficam localizadas no bairro boêmio e intelectual do Rio Vermelho, onde é muito bom curtir um final de tarde.

Selecionadas por Equipamentos Turísticos do Guia Frommer´s Salvador

Roteiro Caminho da Vila Velha

Com a escolha do lugar para a construção de Salvador, a primitiva Vila do Pereira, no Porto da Barra, foi perdendo pouco a pouco sua importância.
Mas o Caminho da Vila Velha nunca deixou de ser relevante, especialmente para os pescadores e comerciantes que a utilizavam. A antiga trilha entre o local bom para pescar na praia do Porto da Barra e as fortificadas Portas de Santa Catarina, (atual Praça Castro Alves) é hoje tomada pela avenida Sete de Setembro e seus cinco quilômetros de extensão.
Aberta no inicio do século XX, a avenida uniu várias ruas estreitas de largura padronizada e foi responsável pela derrubada de uma igreja e várias fachadas de prédios civis do poder público. Mesmo assim, ela serviu como vetor de expansão promovida pela colônia inglesa no final do século XIX. Paralelamente a isso, começava a mudar o conceito de moradia em Salvador e a população já procurava novos espaços abertos para construir suas casas. Os ingleses ergueram, então, belas mansões no Corredor da Vitória e projetaram a praça do Campo Grande – além do corredor e do Campo Grande, esta área turística inclui a Praça da Piedade, o Largo de São Pedro, o Largo de São Bento e a Praça Castro Alves, onde ficavam as Portas de Santa Luzia no lado sul da muralha que cercava a cidade nos séculos XVI e XVII.



A Vila Velha, conhecida também como a Vila do Porto da Barra ou Vila do Pereira – uma alusão ao primeiro donatário da Capitania da Bahia, Francisco Pereira Coutinho -, surgiu no início do século XVI como um pequeno comércio próximo à única praia com condições naturais para a aproximação de embarcações no espaço da cidade. No Porto da Barra, desembarcaram o capitão Francisco Pereira Coutinho, em 1535, e o fundador de Salvador, Tomé de Souza, em 1549.
A pequena enseada também recebeu os soldados da Companhia das Índias Ocidentais na invasão de 1624, que seguiram pela trilha até a cidade então limitada entre a atual Praça Castro Alves e o Terreiro de Jesus. Fazem parte desta área monumentos como o Forte de Santa Maria, o Forte de São Diogo e a Igreja de Santo Antônio da Barra.

Porto da Barra – Com quase todo o litoral cercado por recifes, a cidade tem no Porto da Barra o único lugar onde é possível o desembarque de pequenas embarcações em segurança. Em forma de uma pequena enseada, o porto foi o lugar escolhido pelo donatário Francisco Pereira Coutinho para fundar a Vila da Capitania da Bahia. A Vila do Pereira, como ficou conhecida, recebia as naus que faziam comércio com os nativos comandados por Diogo Álvares “Caramuru”, na primeira metade do século XVI. Aí também foi o local onde desembarcaram o primeiro Governador-Geral Tomé de Souza, em 1549, e os soldados da Companhia das Índias Ocidentais, os quais invadiram a cidade em 1624. Um marco comemorativo, construído em 1949. Destaca o ligar da chegada de Tomé de Souza.

Forte de Santa Maria – Construído para guarnecer o Porto da Barra contra invasores, cruzando fogos com o Forte de São Diogo, esta fortaleza já existia quando a Companhia das Índias Ocidentais tentou ocupar Salvador pela segunda vez, em 1638. Forte sob invocação feminina em Salvador, tem forma de sete lados, quatro ângulos salientes e três reentrantes, e data do final do século XVIII.

Forte de São Diogo – Cruzando fogos com o Forte de Santa Maria e também com a função de impedir o desembarque de invasores no único porto natural da cidade, a fortificação já existia quando os holandeses invadiram Salvador pela segunda vez. Encravado na base do Outeiro de Santo Antônio, apresenta diariamente um vídeo sobre o Sistema Colonial da Cidade do Salvador e, ao meio-dia, dispara um tiro de canhão como ocorria antigamente.

Igreja de Santo Antônio da Barra – Situada sobre uma colina e com magnifica vista que abrange a Barra e a Baía de Todos os Santos, o templo foi construído entre 1595 e 1600. Sua fachada apresenta um alto frontão clássico de forma triangular e tem duas torres terminadas em pirâmide, revestidas por azulejos.

Igreja de Nossa Senhora da Vitória – Disputa com a Igreja de Nossa Senhora da Graça o título de a primeira construída em Salvador. Foi reedificada em 1666, com fachada voltada para o mar, e totalmente reformada em 1809, quando ocorreu uma inversão nas posições do altar e da entrada do templo. Em 1910, a fachada ganhou a atual decoração.

Corredor da Vitória – Esta bela avenida arborizada era ocupada por belas mansões da sociedade britânica no século XIX – as quais, pouco a pouco, foram substituídas por luxuosos edifícios residenciais a partir de meados do século XX. O Corredor da Vitória, que começa no largo da Igreja de Nossa Senhora da Vitória, possui alguns dos mais importantes museus de Salvador, como o Carlos Costa Pinto e o de Arte da Bahia, de Arte Decorativa e o Museu Geológico.

Museu Carlos Costa Pinto – Seu acervo foi, pacientemente, reunido pelo colecionador baiano Carlos Costa Pinto, na primeira metade do século XX, com aquisições de bens tradicionais de bens de tradicionais famílias da cidade. Os objetos do museu contam aspectos da vida social baiana nos séculos XVII, XIX e XX. A coleção de pratarias é considerada a maior do Brasil. O Museu localiza-se na mansão da família Costa Pinto, que o colecionador não chegou a ver concluída.

Museu de Arte da Bahia – Instalado numa mansão de um grande negociante de escravos do século XIX, o Museu de Arte da Bahia reúne em seu acervo coleções de objetos adquiridos em leilões ou compradas diretamente de espólios de tradicionais famílias baianas. Nele, destacam-se a porta em madeira original de um casarão do Centro Histórico, os painéis de azulejos importados da Europa e a pinacoteca, com obras de mestres da pintura baiana.

Museu Geológico – Este museu é um verdadeiro centro de estudos da geologia do território baiano e apresenta exemplares de rochas minerais e pedras preciosas.

Campo Grande – Esta área foi desmatada no século XVII e nivelada no século XVIII para treinamento militar dos soldados do Forte de São Pedro. Oficialmente chamada de Praça Dois de Julho, o Campo Grande transformou-se num jardim em 1851 e ganhou, no final do século XIX, um monumento central em homenagem à Guerra da Independência da Bahia – o dia 2 de Julho, aliás, é a maior data cívica da Bahia, sendo comemorada com desfiles militares e de entidades educacionais. No Campo Grande, destacam-se, ainda, os edifícios Casa do Arcebispo, de inspiração inglesa do século XIX, o Grande Hotel a Bahia, de meados do século XX e recuperado há poucos anos. Mais adiante esta o Forte de São Pedro, um baluarte da defesa por terra da cidade dos inimigos que desembarcassem no Porto da Barra.








Casa do Arcebispo – A residência de um próspero negociante do século XIX foi adquirida pela Arquidiocese de Salvador para ser a residência do arcebispo primaz do Brasil.

Grande Hotel da Bahia – Erguido em meados do século XX, foi o primeiro grande hotel com concepção moderna da cidade, estando em funcionamento até os dias de hoje.

Teatro Castro Alves – Um dos mais modernos teatros do País, foi construído em 1958 e sofreu um incêndio dias antes de sua inauguração. Sua recuperação foi concluída em 1967; vinte e nove anos depois, o teatro passou por uma reforma completa e ganhou os mais modernos equipamentos cênicos.

Forte de São Pedro – Levantado no início do século XVII no ligar escolhido pelos holandeses para a implantação de uma fortificação, este edifício militar tem forma de polígono quadrangular e possui baluartes nos quatro ângulos desenvolvidos segundo os princípios de Vauban. Tomado pelos brasileiros na Guerra da Independência, em 1822, o forte serviu como quartel general da Revolta da Sabinada, entre 1837 e 1838.

Praça da Piedade – O terreno situado em frente a Igreja de Nossa Senhora da Piedade teve muitos uso desde o século XVIII, quando o templo foi construído. Lugar de manobras militares e de execução de condenados políticos – entre eles as quatro mártires da Inconfidência Baiana, em 1799 -, o Largo da Piedade foi transformado em jardim no final do século XIX e reconstruído cem anos depois em homenagem aos mártires inconfidentes. Na praça, merecem destaque construções como o antigo Palácio do Senado da Província da Bahia , a sede do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, o Gabinete Português de Leitura, inspirado no estilo manuelino, a Igreja de São Pedro e o gradil da praça, criado pelo artista plástico Caribé.

Largo do Relógio de São Pedro – A área foi ocupada até o início do século XX pela antiga Igreja de São Pedro, demolida para a abertura da avenida Sete de Setembro em 1912. O Relógio de São Pedro, importado da França, é uma referencia de horário para os que passam pelo local.

Largo de São Bento – No lugar escolhido pelos monges beneditinos que chegaram com Tomé de Souza em 1549, foram erguidos a Igreja de São Sebastião e o Mosteiro de São Bento.

Igreja de São Sebastião e o Mosteiro de São Bento – Este conjunto religioso, um dos mais imponentes da cidade – cujo terreno foi herança deixada pela família de Diogo e Catarina Álvares, o primeiro casal brasileiro, para a Ordem Beneditina -, foi iniciado em 1589 e ainda se encontra inacabado. O mosteiro, em três pavimentos ao redor de um pátio, abriga uma biblioteca com 35 mil volumes e um museu com objetos de ordem.

Praça Castro Alves – A área surgiu do aterro de um grande charco que cercava a cidade e foi erguida pelo fundador Tomé de Souza. Serviu como praça do pelourinho, onde eram castigados os que infringiam a Lei Municipal. No seu centro, localizavam-se as Portas de Santa Luzia, que faziam parte da primeira muralha da cidade. O nome Castro Alves foi dado à praça no início do século XX em homenagem ao “Poeta dos Escravos”, que declamou seus versos no Teatro São João que aí existia. No monumento que ocupa a parte central da praça está a estátua de Castro Alves e uma urna com os seus restos mortais.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Cachoeira

Nascida às margens do rio Paraguaçu na época da colonização da cana-de-açúcar, a cidade de Cachoeira, a 110 km de Salvador deixou, através dos tempos, sua marca na história, fato que pode ser verificado a todo instante ao se percorrer suas ladeiras, ruas e becos calçados em pedra, admirar os velhos casarões do estilo barroco ou ouvir, quem sabe, ainda, os ecos aguerridos das lutas pela independência.









Belíssimas igrejas e capelas construídas nesse tempo, testemunham a inspirada arquitetura colonial erigida numa época em que a região tinha importante significado econômico e retratam o elevado espírito religioso de um povo que convive, paralelamente, com a religião afro-brasileira, de grande expressão na cidade.

Toda essa riqueza de detalhe nas construções, as cores, a disposição dos sobrados, praças e monumentos formam um harmonioso conjunto arquitetônico, reconhecido mundialmente como um dos maiores e mais expressivos da América Latina.

O nome Cachoeira foi dado pelos índios, significa na linguagem deles, mar grande, e isto, explica-se pelas águas do rio Paraguaçu.

Pelo seu passado histórico e pela imponência de sua arquitetura barroca, presente em suas igrejas, sobrados e museus, Cachoeira foi distinguida com o título de Cidade Monumento Nacional com o decreto 68.045 de 13 de janeiro de 1971, no governo do então Presidente Emílio Garrastazu Médici.

Atrativos
Casa da Câmara e ex- Cadeia
Situada na Praça da Aclamação, era onde funcionava o Poder Legislativo cachoeirano. Este prédio foi sede do governo da Província da Bahia por dois períodos. Lá se reuniram as mais ilustres personalidades para aclamar o Príncipe Regente e proclamar a independência.
Funciona também o Museu e Galeria da Câmara Municipal, Cândido da Silva Xavier, exímio ceramista de Cachoeira.

Museu Regional
O imóvel é considerado como a mais bela obra da arquitetura civil de cachoeira e possui notável acervo de móveis dos séculos XVIII e XIX que pertenceram ao barão de Cabo Frio. No saguão, o visitante pode ver uma cadeirinha de arrumar onde os escravos carregavam os senhores de engenho.

Igreja da Ordem Terceira do CarmoO conjunto arquitetônico do Carmo (século XVIII) é composto pela Igreja e Casa de Oração da Ordem Terceira (1702). Destacam-se na primeira, os trabalhos em talha dourada (uma miniatura da Igreja de São Francisco trabalhada em ouro) e as imagens em tamanho natural de influência oriental.

Ponte D. Pedro IIA idéia de se construir uma ponte ligando as duas cidades Cachoeira e São Félix surgiu em tempos remotos. Porém só em 1754 a Câmara da então Vila de Nossa Senhora do Rosário do Porto da Cachoeira recebia a primeira proposição de um de seus membros.
A ponte foi inaugurada em 7 de julho de 1865 com o nome de Imperial Ponte D. Pedro II.

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário
Construída entre os séculos XVII e XVIII (1693 - 1754) na rua Ana Néri, destacam-se aí os maiores painéis de azulejo de 4 a 5 metros de altura que retratam paisagens bíblicas e ricas pinturas no teto.

Igreja de Nossa Senhora d'Ajuda
Construída entre os séculos XVI e XVII (1595-1606) no Largo da Ajuda, foi a primeira igreja construída pelos pioneiros desbravadores destas terras.

Fundação Hansen Bahia
Esta fundação é uma instituição cultural e educativa sem fins lucrativos, destinada a colaborar no fomento da produção cultural da região.
No dia 13 de março do ano de 1997, quando Cachoeira completou 160 anos de elevação à categoria de cidade, a Fundação ganhou nova sede na rua 13 de maio, n° 13. Em suas salas podem ser apreciados o retrato do gravador e a biblioteca do museu, com 25 livros de arte editados na Europa e traduzidos por Hansen Bahia, além de 2.000 livros raros sobre arte.

Casa da Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte
Museu e exposição de fotografias.


Chafariz Imperial
Construído em 1827 na praça Dr. Aristides Milton; possui gárgulas de bronze e abasteceu Cachoeira até a instalação de água encanada.

Museu Regional
Situado em frente a Casa da Câmara, na casa de nº 4, e representa talvez, a mais bela obra da arquitetura civil da Cachoeira. A sua fachada com 4 portas para a rua e outras tantas do andar superior, com seus belos balcões de púlpito, conferem à casa um ar sensorial e digno. Os móveis existentes no solar foram adquiridos pelo Patrimônio: são camas, oratórios, escrivaninhas, mesas e cadeiras do período compreendido entre os séculos XVII e XIX. No saguão o visitante pode ver uma cadeirinha de arruar, lembrando os tempos tranqüilos do passado.

Santa Casa de Misericórdia / (1734)
A Igreja é rica em alfaias e ornamentos. O hospital foi o primeiro construído no município. O conjunto possui bonitos jardins decorados por peças de louças portuguesas.

Mercado Municipal
Notável obra realizada no século XIX e curiosamente foi rejeitada pelo povo que preferia promover a feira à beira do caís.

Igreja de Nossa Senhora da Conceição do Monte / (Séc. XVIII)
Construída no ano de 1795, no alto da estação ferroviária. Possui bela vista para a cidade, ricas imagens de santos e bonita festa religiosa.

Estação Ferroviária
Ainda trazendo as lembranças do passado, a estação ferroviária movimenta linha de trem que passa por dentro da cidade de Cachoeira e São Félix.

Cais do Rio Paraguaçu
Começou a ser construído no ano 1712 e durou mais de 200 anos para ser terminado. A época foi um dos mais importantes portos de escoamento do açúcar e do fumo.

Casa Teixeira de Freitas
Nesta casa nasceu Teixeira de Freitas (cachoeirano reconhecido por toda Bahia). Atualmente este local passou a ser a sede do Fórum da Cidade.

Fora da cidade
Cachoeira, nos seus arredores, existem pontos que merecem ser visitados. A sete quilômetros da cidade, está a Igreja do Seminário de Belém, um pequeno povoado em torno da grande praça aberta ao estilo jesuítico.
Conta a tradição, que existia na igreja, trazido pelos jesuítas, um santo Inácio em ouro maciço tamanho natural. Certa feita, os jesuítas tiveram de se retirar apressadamente de Belém. Na impossibilidade de levarem o referido santo, enterraram-no num subterrâneo que existia partindo de Belém, ao lado direito de quem entra na Igreja e que ia dar no Convento do Carmo em Cachoeira. Desaparecido o Seminário, ficou apenas a igreja com a sua primeira arquitetura.
O Convento de São Francisco do Paraguaçu, a Igreja Matriz de Santiago do Iguape e as ruínas da Casa do Engenho de Vitória, também merecem ser visitados como pontos turísticos interessantes.




Festividades

Atualmente, as festas cachoeiranas se constituem na principal riqueza histórica do Recôncavo. Além de operar como demonstrações de fé religiosa, elas contribuem para o melhor esclarecimento do temperamento da sua população, que tem em todos os eventos sócio-culturais da cidade, participação definitiva na realização dos mesmos. Eis algumas manifestações importantes e um pouco de suas histórias.

FESTA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO
A festa de Nossa Senhora do Rosário, padroeira do município ocorre numa data móvel da segunda quinzena de outubro. O culto à santa é antigo e sua freguesia foi criada pelo Arcebispo Dom João Franco d'Oliveira, no ano de 1696, sendo que a igreja data de 1693-1754. Esta festa, entretanto, não é a comemoração de maior prestígio entre os cachoeiranos, tratando-se de uma manifestação de caráter puramente religioso.

FESTA DO DIVINO
A festa do Divino Espírito Santo, em Cachoeira, data do século XVIII, sendo uma tradição de origem portuguesa. O Imperador da festa costuma ser uma criança na faixa etária de 8 à 12 anos. Uma missa solene é celebrada na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, a qual é seguida do desfile do Imperador com a sua corte pelas ruas da cidade. A bandeira do Espírito Santo é conduzida no cortejo pelos fiéis. No passado, o Imperador se dirigia à Delegacia de Polícia, onde um dos presos era posto em liberdade e, finalizando o ato simbólico, ele lançava a Bandeira do Divino sobre a cabeça do ex-condenado.


FESTA DA INDEPENDÊNCIA

O dia 25 de junho é a data Magna da cidade. Os festejos se iniciam no dia 24, à noite, com o cortejo do Caboclo, acompanhado das duas filarmônicas, saindo do bairro do Caquende para se encontrar com a Cabocla que vem do Município de São Félix, na Praça Manoel Vitorino.

Os políticos, autoridades locais e convidados rumam para a Praça da Aclamação onde o Hino de Cachoeira é entoado, seguido de desfile cívico em direção `a Ponta da Calçada, local de encontro dos carros dos caboclos, que são incluídos no cortejo, que retorna à Praça da Aclamação e à Praça dos Arcos, respectivamente, para uma homenagem à Estátua da Liberdade, coroada solenemente pelos participantes. O evento é seqüenciado com as execuções dos hinos nacional, estadual e municipal encerrando o desfile cívico. No dia 26 de junho, ocorre a apresentação das bandas Minerva Cachoeirana e Lira Ceciliana. Já no dia 27, as bandas acompanham o cortejo da cabocla, que regressa à São Félix, finalizando as comemorações.

FESTA DA BOA MORTE

A Festa de Nossa Senhora da Boa Morte realiza-se todo ano durante a primeira quinzena do mês de agosto. Celebrada desde os primórdios do movimento abolicionista, a festa preserva ainda hoje seus traços característicos, individualizados, marcados pelo sofrimento de um povo que lutou para alcançar a sua liberdade. E é exatamente este o significado da celebração, o agradecimento a Nossa Senhora , pela liberdade conseguida a duras penas, com a realização de várias cerimônias, culminando com a assunção de Nossa Senhora.

A Irmandade da Boa Morte - uma sociedade exclusivamente feminina, formada por mulheres geralmente de meia-idade e descendentes de escravos - encarrega-se de todo o necessário para fazer a festa acontecer. As irmãs se dedicam de corpo e alma à devoção de Nossa Senhora e têm a realização da festa como um dever, uma obrigação que deve ser cumprida a cada ano, para pagar a promessa feita pelos seus ancestrais. As cerimônias se revestem de extraordinária riqueza, desde os trajes especiais e jóias que as mulheres usam a cada dia, até as ceias oferecidas na casa da irmandade e o samba-de-roda, que caracteriza a parte profana da festa.

Pagar pela liberdade
Os registros históricos não precisam a data inicial da festa. Originalmente, sabe-se da existência da devoção em várias igrejas e conventos de Salvador, que celebravam a "procissão do Enterro de Nossa Senhora" ou "procissão de Nossa Senhora da Boa Morte", hábitos herdados de Portugal. No livro Bahia imagens da terra e do povo, o escritor Odorico tavares registra o início do culto, na Igreja da Barroquinha, por volta de 1820, e desaparecendo com o progresso. "Foram os jejes, se deslocando da capital para o interior, que levaram a devoção para Cachoeira", explica o autor.

Na verdade, a festa de Nossa Senhora da Boa Morte, em Cachoeira, é uma manifestação sincrética do culto afro com o catolicismo. São as irmãs que explicam a necessidade (ou imposição) de se mostrar a devoção através dos rituais da Igreja Católica: "Porque elas eram escravas e não eram brasileiras. Então, naquela parte da África, elas não falavam como nós. De tudo isso, elas fizeram uma promessa para quando viesse a liberdade celebrariam a festa. A promessa foi feita antes da abolição (fim da escravatura(, porque elas já esperavam, mas pediam a Deus que chegasse logo aquele dia. Quando alcançassem a liberdade, a festa então explodiria em agradecimento’.

A festa não começou antes da abolição, pelo menos em Cachoeira. Diz o povo que nesse período - cerca de 68 anos entre a organização da Irmandade, por volta de 1820, e a decretação da Lei Áurea, em 1888 - as escravas faziam um ritual secreto e não existia a parte católica. "Faziam a novena delas, faziam o samba-de-roda ( dança folclórica onde se forma uma roda de mulheres e ao som de palmas, se dança) até que pudessem alcançar a liberdade e celebrar a missa católica.

FESTA DE SÃO COSME E SÃO DAMIÃO

Esta é uma festa tradicional de Cachoeira, estando ligada ao seu sincretismo afro-brasileiro, sendo realizada em templos distintos: Capela de Nossa Senhora dos Remédios e na de São Cosme e São Damião. Nesta última, situada no bairro do Cucuí, pertence a Igreja Católica Apostólica Brasileira. As comemorações são iniciadas com tríduo e, no dia 27 de setembro, uma missa solene é celebrada às 10:00 horas. À tarde, sai deste templo a procissão com os andores de São Cosme e São Damião e do Sagrado Coração de Jesus, acompanhada de uma das bandas locais (Minerva Cachoeirana ou Lira Ceciliana).

No bairro do Cucuí, em diversas residências é servido o tradicional caruru, uma das características dos festejos em louvor aos santos gêmeos. Na capela de São Cosme e São Damião a festa se realiza há 15 anos, sendo organizada pelo Bispo Dom Roque Cardoso Nonato. As comemorações contam ainda com apresentações de afoxé, samba-de-roda e trança-fita.

FESTA D'AJUDA

É vaga a origem da devoção de Nossa Senhora D'Ajuda, na região. Contudo a sua igreja foi edificada pelo capitão Álvares Dias Adorno, no período de 1595-1606, sendo o primeiro templo regido naquela povoação. Os festejos se realizam em data móvel, no mês de novembro, preferencialmente na primeira quinzena. Duas semanas antes do domingo da festa, faz-se o desfile do bando anunciador que sai às ruas distribuindo a programação da festa. Os membros do bando desfilam em carroças, caminhões e bicicletas, fantasiados e acompanhados das duas bandas locais.

No sábado que acontece à lavagem, a população é despertada com exibições do Terno do Silêncio que produz um barulho ensurdecedor. No domingo à tarde, faz-se o cortejo das baianas e, em seguida, realiza-se a lavagem do adro da igreja de Nossa Senhora D'Ajuda. na terça-feira, após a lavagem, a população participa da lavagem da lenha, ato simbólico, relembrando os tempos em que não havia luz elétrica.

Já na quinta-feira, dá-se a lavagem das crianças, que também ocorre de maneira simbólica, pois as crianças apenas acompanham o cortejo. Com rezas e outras manifestações religiosas, os tríduos são seqüenciados até sábado à noite. A festa encerra-se no domingo, com alvorada de fogos, às 5:00 horas, seguida de missa. À tarde, uma grande procissão percorre as ruas centrais da cidade. Enquanto isso, os festejos no largo D'Ajuda são animados com atrações da cultura local.

QUEIMA DE JUDAS

Esta manifestação ocorre no Sábado de Aleluia, e durante a festa D'Ajuda, em novembro. Dos seus folguedos constam: Terno da Bola - meninas vestidas em trajes esportivos formam duas filas para brincar com uma bola - ; Terno das Cozinheiras, composto de apresentações de músicas tradicionais e personificações de mestre cuca e cozinheira; Terno dos Mandus, com seus personagens utilizando-se de peneiras na cabeça, na qual se prende uma saia com uma barra amarrada na cintura, e ainda um paletó fechado, em cujas mangas são enfiados pedaços de madeira.

Ilha de Itaparica

É a maior ilha da Baía de Todos os Santos e um dos referenciais turísticos do Estado.
Possui um potencial extraordinário de recursos naturais, guardando recantos de grande beleza natural, situados em lugares bucólicos, de extrema beleza. Possui também seus dotes da terra, como sua água mineral, com características hipotermal e radioativa.
Passou a ser considerada Estância Hidromineral em 1937.
Na parte voltada para o oceano, apresenta uma cadeia de recifes, numa extensão de 15 km, formando piscinas naturais, ótimas para banho.
A ilha foi emancipada de salvador em 8 de agosto de 1833 e elevada à cidade em 30 de julho de 1962. Depois foi desmembrada, passando a ter dois municípios: Itaparica e Vera Cruz. Itaparica fica com os povoados de Porto Santo, Manguinhos, Amoreiras e Ponta de Areia.
Vera Cruz fica com os povoados da Penha, Barra do Gil, Coroa, Barra do Pote, Conceição, Barra Grande, Tairu, Aratuba, Berlinque e Cacha Prego, além da sede do município, Mar Grande.

Além da importância histórica e singularidade geográfica, a Ilha de Itaparica possui um conjunto histórico e arquitetônico dos mais aprazíveis, praias de águas mornas, folclore diversificado, artesanato próprio e culinária das mais apreciadas em todo o Brasil.
Os registros históricos sobre a ilha são riquíssimos, destacando-se a vinda, em 1510, do navegador português Diogo Álvaro Correia, o “Caramuru” que, enamorado da princesa tupinambá “Paraguaçu”, filha do cacique Taparica, desposou-a, fundamentando, a partir desta união, a junção das raças européia e indígena, formando então a primeira família genuinamente brasileira.
Os afamados estaleiros da Ilha de Itaparica eram também empório de construções navais da colônia: ali se armou à primeira quilha da Marinha de Guerra no Brasil.
Nesta época também existiam 5 destilarias de aguardente, além das fábricas de cal (nove, em meados do século XIX). Porém, a maior atividade econômica da Ilha foi à pesca da baleia, sobretudo durante os séculos XVII e XVIII, por este fato, antes de chamar-se de Itaparica era conhecida como Arraial da Ponta das Baleias.










A ilha de Itaparica está localizada a 13 km (via Ferry-boat) de Salvador e é a maior das 56 ilhas da Baía de Todos os Santos.

A ilha possui mais de 40 km de praias, com abundante vegetação tropical, onde predominam exuberantes coqueirais e muita história para contar, tendo defronte a cidade de Salvador, ao longe, separada pela Baía de Todos os Santos. “A ilha”, como é carinhosamente chamada pelos seus moradores, veranistas e turistas, tem 246 km² e 55,000 habitantes distribuídos em dois municípios: Itaparica, onde se localiza a única fonte de água hidromineral a beira mar das Américas, Vera Cruz, que se dá o luxo de ter a sede com outro nome, assim: Vera Cruz, capital: Mar Grande.
Entre Itaparica, sede do município e Cacha Pregos, pontos extremos da costa da ilha, existem praias belíssimas com ótimas condições para banho e segurança.
Uma linha de recifes lhe serve de quebra mar, diminuindo a força das ondas e formando um viveiro natural de polvos, lagostas e outros mariscos. A maioria destas praias tem águas rasas, mansas e mornas.
A ilha dispõe e oferecem serviços de qualidade em todos os níveis – restaurantes com deliciosos frutos do mar, passeios de barco, pára-quedismo e uma infinidade de opções de entretenimentos.

Atrativos

Praça dos VeranistasHomenagem do prefeito José Viana Sampaio aos veranistas. Está situada na antiga Praia do Convento, próxima ao Grande Hotel de Itaparica.


Forte de São LourençoA Fortaleza de São Lourenço fica no extremo norte da Ilha, em um local conhecido antigamente como Ponta da Baleia. Construída pelos portugueses no começo do século XVIII, ela impedia o desembarque de inimigos no único porto natural da Ilha, além de proteger e abrigar as embarcações que abasteciam a cidade através do Recôncavo ou da Barra do Jaguaripe.
Dica: aproveite para andar a pé no Centro Histórico, que tem ruas amplas e arborizadas.
Localização: Centro - Itaparica







Casarão Solar do ReiEm 1606, o português João Francisco de Oliveira constrói a Casa do Contrato das Baleias, no mesmo local onde hoje está o Casarão Solar do Rei, edificado em 1957.
No Contrato das Baleias, centenas de operários, a maioria escravos vindos da África, faziam óleo com a gordura dos cetáceos e moqueavam a carne da baleia para vender e para consumo dos escravos.
Em 1808, em visita à Ilha, o Rei D. João VI, hospedou-se nesse mesmo casarão, que apenas começava a entrar para a história. Em 1826 foi à vez do Príncipe D. Pedro I se hospedar, e em 1859 o Príncipe D. Pedro II. Hoje, no casarão, está instalada a sede da Secretaria de Turismo de Itaparica.

Igreja Nossa Senhora da PiedadeConstruída em 1854, para ela se voltaram todas as preces das mães aflitas e toda a esperança daqueles pescadores humildes que foram prenomes na nossa liberdade.
Nossa Senhora da Piedade é a Padroeira de Itaparica.
Localização: Praça da Piedade – Itaparica

Casarão Tenente João das Botas (Centro de Artesanato)
Foi construído em 1630 e está localizado na Praça da antiga Trincheira, atualmente conhecida como Praça da Quitanda. O nome dado atualmente, Tenente João das Botas, refere-se à figura de destaque na Batalha do Funil contra os portugueses e abriga, no térreo, o Centro de Artesanato que oferece legítimo artesanato de búzios e conchas da Ilha.

Praça da QuitandaLocal onde os nativos exerciam a sua atividade comercial. Revendiam peixes, frutas, verduras e objetos de pesca. Teve destaque nas lutas da independência de Itaparica, quando defendiam e impediam os desembarques na praia dos invasores portugueses, ficando na história gravado como Trincheira da Quitanda.
Hoje a praça é rodeada de bares, restaurantes e lanchonetes e abriga o Centro de Artesanato da cidade, que fica no Casarão Tenente João das Botas.

Igreja de São LourençoEstilo Barroco, à base de cal, pedra e óleo de baleia. São Lourenço é tido como o guardião das chuvas e ventos e é Padroeiro da Ilha de Itaparica. Em 1638, do púlpito dessa igreja, Padre Ferreira protestou contra a invasão pelos herejes da Holanda.

Igreja do Santíssimo Sacramento (Igreja Matriz)
Construída nos fins do séc. XVIII, a base de cal, pedra e óleo de baleia, pelo Padre Manoel de Cerqueira Tôrres. Podemos observar no teto e nas paredes famosos painéis, pintados por José Teófilo de Jesus, reproduzindo a ceia e os milagres do Senhor.
Localização: Centro – Itaparica.

Praça do Campo FormosoÉ nesta praça que está localizada a Prefeitura Municipal de Itaparica. Casario bonito e imponente de estilo colonial com fachadas belíssimas. Existe também um palanque moderno e um movimento estilo “panteon”, onde está protegida a figura do caboclo e uma serpente.

Fonte da BicaÉ famosa por sua água rejuvenescedora. A fonte foi construída em 1842 e a cidade oficializada como Estância Hidromineral, em 1937 - única do país à beira-mar. A água possui propriedades medicinais em sua composição. A nascente fica oculta no morro de Santo Antônio.
Localização: Centro - Itaparica, ao lado da Marina.





Praias
Município de Itaparica

Praia do Forte, Praia do Boulevard, Praia da Ponta do Mocambo, Ponta de Areia, Praia de Amoreiras e  Porto Santo.






Município de Vera Cruz

Gameleira Mar Grande Penha Barra do Gil Coroa Barra do Pote Conceição Barra Grande Tairu Aratuba Berlinque Cacha-Pregos Jiribatuba Matarandiba Ilha de Saraiba Ilha da Cal.


A maior parte apresenta águas calmas, mas em alguns pontos pratica-se surf.








Penha: a mais sofisticada, com boas casas de veraneio e uma bela vista de Salvador. Uma falha na muralha de recifes transforma a Ponta da Penha, onde há uma capela em homenagem a N.S. da Penha, num dos poucos pontos de surfe da ilha.













Cacha-Pregos: cercada por coqueiros, sem ondas. É bastante procurada no verão.
No vilarejo de mesmo nome há 5 estaleiros que fabricam saveiros e escunas. A expressão caixa-pregos (cacha-pregos em português arcaico), que se popularizou como sinônimo de lugar muito distante, fim do mundo, na origem queria dizer esconde-pregos. Significa arapuca natural, pois os peixes que entram pela barra do rio Jaguaripe não conseguem mais voltar para o mar. Podem ser alugados barcos para visitar o Pantanal Baiano.

Ponta de Areia: praia de águas mansas é uma das principais atrações turísticas da Baía de Todos os Santos. Muitos saveiros e escunas desembarcam lá no verão.



Manguinhos: praia de águas quentes e límpidas, excelentes para a prática de mergulho e outros esportes náuticos.

Porto do Santo: mar de águas calmas e propícias para prática de qualquer tipo de esporte náutico, durante todos os períodos das marés. Areias semi-desertas, repletas de búzios. Na parte sul predomina a vegetação característica de mangue.

Gameleira: mar de águas mornas e calmas, boas para banhos e qualquer tipo de esporte náutico, em todos os períodos das marés. Praia de areia extensa, com barracas que servem petiscos. Na parte do norte possui um píer de pedras bom pra pesca.

Praia do Forte: próxima ao centro histórico, foi o alvo de piratas, abriga fonte com águas minerais e medicinais; é ponto turístico por abrigar o Forte de São Lourenço.

Pára-quedismo.

É um esporte muito conhecido, a prática já é bastante difundida e tem vários adeptos ao redor do mundo. Em Salvador o único lugar de prática do esporte é na Ilha de Itaparica, é que os aventureiros, que nunca saltaram antes, e os veteranos do esporte se reúnem para fazer seus saltos.
Os saltos da ilha de Itaparica proporcionam em dias de boas condições climáticas uma vista deslumbrante da Baía de Todos os Santos. Para quem nunca saltou antes, só é possível fazer salto duplo, junto com um instrutor experiente e antes de saltar tem que tomar um curso rápido de técnicas para o salto.

O salto duplo, ou Tandem, é a melhor forma de ter uma visão geral do esporte. Depois de um rápido treinamento (15 minutos) quase qualquer pessoa, de 7 a 100 anos, estará pronta para viver as emoções do pára-quedismo.

Este curto treinamento é suficiente, pois o iniciante salta sempre preso a um instrutor experiente (mais de 1000 saltos) especializado em saltos duplos e alunos. Este instrutor será responsável por todos os procedimentos do Salto e da segurança.
Quando o avião atinge uma altura de 10.000 pés (3.500 metros), começa a aventura. Você salta com seu equipamento conectado ao de um instrutor, num pára-quedas projetado para levar duas pessoas. Em queda-livre, vocês atingem uma velocidade de 200 km/h. É uma emoção sensacional, só mesmo saltando para saber. Na altura certa, o instrutor abre o pára-quedas. Aí você passa a curtir o vôo e o visual maravilhoso da Ilha de Itaparica, Salvador e Morro de São Paulo, até um pouso tranqüilo. Vale lembrar que o instrutor toma conta de tudo - você só vai curtindo.