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terça-feira, 1 de outubro de 2013

Cetro da Ancestralidade


Espécie: Escultura
Título: Cetro da Ancestralidade (Op? Baba N’Laawa).
Autor: Deoscóredes Maximiliano dos Santos, Mestre Didi
Época: Fevereiro de 2001
Origem: Salvador - Bahia

Endereço: Av. Oceânica - Paciência - Bairro do Rio Vermelho
Dados Técnicos:
Material: Bronze
Técnica: Fundição
Dimensões: Altura = 7,00m



Descrição Sumária:Implantado em fevereiro de 2001, na Rua da Paciência, Rio Vermelho, de autoria do sacerdote-artista Deoscóredes Maximiliano dos Santos, Mestre Didi.Confeccionada em bronze, com 7,00m de altura, sobre uma calota de terra gramada, essa escultura é um marco da herança africana, uma obra de arte e um objeto sagrado que utiliza elementos significativos da sua herança cultural, responsável pelo legado civilizatório que marca nossa identidade.

Foi localizado de forma a ter como fundo a linha do horizonte infinito do oceano, em direção a África.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Museu da Cidade e Orixás

Instalado em um casarão do pelourinho, expõe objetos que pertenceram ao poeta Castro Alves, bem como uma reconstituição dos trajes e utensílios característicos dos orixás.

Além dos orixás, compõem a exposição atabaques doados pelo terreiro do Gantois e duas baianas - uma de origem da Irmandade dos Pretos, enfatizando o culto afro-religioso, e outra representando a baiana de acarajé, um dos maiores símbolos da cultura da Bahia.
Os horários de visitação são os habituais da casa, sendo de segunda a sexta-feira, das 12 às 18 horas e o ingresso é R$1, exceto às quintas-feiras que tem entrada franca.
Uma realização da FGM, Orixás da Bahia tem coordenação e execução de Edvaldo Araújo, alabê do Terreiro Ilê Axé Iyá Nassô Oká (Casa Branca). Ele pesquisou cores, tecidos, adereços e acessórios usados por cada divindade do culto afro, segundo a tradição ketu. "Tudo é autêntico", assegura Edvaldo que, em 2001, criou o grupo Ilê Fun Fun para preservar os ritos, toques, danças e cantos sagrados dos filhos desta linhagem do candomblé.

Os Orixás
Exú
- Calça vermelha e preta com detalhes dourados, jaleco preto trabalhado com detalhes vermelhos e dourados. Chapéu panamá preto, com colares de semente nas cores preta e vermelha. Na mão um faló em madeira.
Ogum - Vestimenta em azul marinho e prata, capacete, espada e bracelete no metal branco.
Oxóssi - Roupa azul com dourado com chapéu de couro com penacho.
Oxumaré - Está na sua forma tradicional com roupa feita de couro de cobra, saia em detalhes de couro de cobra, chapéu em formato de cobra, argolas nos braços enroladas como cobra. Pano nas costas simbolizando o arco-íris.
Obaluaê - Também está em sua forma tradicional no tecido calamasso todo coberto de palha.
Xangô - Roupa de veludos branco e vinho, toda bordada com búzios. Coroa cor de cobre.
Oxum - Vestida em amarelo com adereços: corrente com peixe em metal amarelo; na mão um âbebê (espada) em metal amarelo.
Iemanjá - Toda vestida na cor azul com coroa de metal branco e ofange de metal branco.
Iansã - Veste roupa vermelha com duas correntes na cor cobre. Dois ibôs (chifres), espada (âbebê), coroa, orukerê (espanador) na cor cobre.
Obá - Vestimentas rosa com coroa e escudo cobre.
Ewá - Saia na cor de palha escura. Usa uma flecha na mão e, na cabeça, uma coroa na cor cobre.
Nanã - Vestimenta na cor lilás trabalhada com palha da costa. Usa coroa (adê) de palha da costa e contas.
Oxalufã - Todo vestido em murin (tecido branco) com detalhes de renda branca. Na mão, usa um opachorô e braceletes brancos.
Oxaguian - Pano branco com prata. Usa um escudo, espada, capacete em metal branco.

Presente de Oxum

O presente de Oxum ocorre todo ano no mês de outubro.
São centenas de devotos e foliões que acompanham pelas ruas do bairro o cortejo do balaio, com oferendas para a orixá de origem Ketu.
Nos últimos anos, a obrigação tem sido realizada pelo terreiro mina-jêge Guerebetan Soagboadã, dirigido pelo pai-de-santo Zé de Bessém, em Nova Brasília de Itapuã.
A parte da festa aberta ao público tem início pela manhã, quando os fiéis entoam cânticos à orixá da água doce, dançando em sua homenagem em volta do balaio com as oferendas.
A partir daí, ganham as ruas da Nova Brasília e descem a Ladeira do Abaeté. Lá, novamente são entoados cânticos religiosos e depois, durante o intervalo para o almoço, há samba-de-roda e muita folia: afinal é momento de celebrar.
Mais tarde, lá pelas 16 horas, o presente é depositado no meio da lagoa, pelo pessoal que nada até chegar à profundidade de cinco metros, onde tradicionalmente o presente é colocado. O presente de Oxum se perde na tradição oral do bairro, sendo tão antigo quanto este.
Outros eventos religiosos têm ganhado força na lagoa, como o batismo realizado por várias igrejas evangélicas, em ocasiões que chegam a reunir três mil pessoas.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Olodum

Nasceu no Maciel/Pelourinho e foi criado por moradores da própria comunidade.
A entidade saiu pela primeira vez em 1979, com o tema "Festa para o Nêgo de Oyó", tornando-se um dos mais antigos e tradicionais blocos de expressão africana do Carnaval. Atualmente, o grupo também promove ações na área da educação.



Historia do Bloco
O Bloco Afro O Olodum foi fundado em 25 de abril de 1979 durante o período carnavalesco como opção de lazer aos moradores do Maciel-Pelourinho, garantindo-lhes assim, o direito de brincarem o carnaval em um bloco e de forma organizada.
É uma Organização não Governamental (ONG) do movimento negro brasileiro.
Desenvolve ações de combate à discriminação racial, estimula a auto-estima e o orgulho dos afro-brasileiros, defende e luta para assegurar os direitos civis e humanos das pessoas marginalizadas, na Bahia e no Brasil.
Ação social, eventos e a comunidade do Maciel-Pelourinho.
O Olodum realiza durante o ano, várias atividades que criam oportunidades e geração de renda para os comerciantes na área do Maciel - Pelourinho.
Este é o Olodum, cumprindo seu papel e traçando o seu caminho ao longo de sua jornada de lutas e vitórias, as quais lhe proporcionaram chegar a este novo século e milênio que iniciou, construindo a cidadania, celebrando a história e almejando o desenvolvimento entre todos os brasileiros através de uma democracia plena.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Festa de Iemanjá

FESTA DO RIO VERMELHO - IEMANJÁ

O dia 2 de fevereiro é a data maior do bairro do Rio Vermelho.
As homenagens a Iemanjá atraem uma multidão de pessoas que pretendem levar suas oferendas para a Mãe das Águas, pedindo proteção, num ritual único e emocionante.
Flores e perfumes são os presentes preferidos do orixá que já recebeu, nas profundezas no mar de Salvador, presentes bem mais inusitados como um palácio azul e branco com dois metros de altura.
As oferendas são levadas para a casa do peso na Colônia de Pesca do Rio Vermelho onde serão distribuídas em diversos balaios colocados em barcos que partirão para o alto mar ao som de um espocar de fogos de artifício para, enfim, serem atirados ao mar.
Pelas ruas do Rio Vermelho, diversas barracas de bebidas e comidas se espalham nas calçadas. Várias casas realizam festas particulares com atrações musicais e Djs, dando um tom pop a essa festa tão tradicional que enche de branco e de fé as ruas do bairro.
No passado a festa experimentou a presença de trios elétricos que atraía um número maior de pessoas. Entretanto a experiência descaracterizava a essência pacífica da manifestação, gerando diversos episódios de violência.
Em 2008, pela primeira vez em mais de um século, a festa aconteceu em meio ao carnaval.



CURIOSIDADES
A tradição da festa em homenagem a Iemanjá teve início no ano de 1923, quando um grupo de 25 pescadores resolveu oferecer presentes para a mãe das águas.
Nesta época os peixes estavam escassos no mar. Todos os anos os pescadores pedem a Iemanjá que lhes dê fartura de peixes e um mar tranqüilo.
No início, a celebração era feita em conjunto com a Igreja Católica, numa demonstração do sincretismo religioso da Bahia.
Na década de 1960, um padre teria ofendido os pescadores, chamando-os de ignorantes por cultuarem uma sereia. O fato provocou um rompimento com a igreja e a partir daí os pescadores passaram a realizar a festa apenas em homenagem a Iemanjá.
Existe uma superstição sobre os presentes dados a Iemanjá que não afundam, indo parar na areia da praia. Segundo ela, Iemanjá não gostou do presente e o teria devolvido, causando grande frustração aos devotos. Em geral, presentes feitos com materiais leves ou ocos costumam não afundar.
Nem mesmo o presente principal, feito pelos pescadores, está livre deste infortúnio. Algumas vezes foi preciso amarrá-lo a algo pesado para que pudesse afundar.
Segundo a lenda, o cavalo marinho é o guardião da casa de Iemanjá, sendo ele o seu mensageiro mais rápido. É comum que imagens deste animal sejam oferecidas pelos devotos. Em 2007, o presente principal dos pescadores foi a imagem de um cavalo marinho adornado. Presente principal: Todos os anos um presente principal é preparado para ser oferecido à Iemanjá. Sob ele vão as oferendas preparadas pela ialorixá responsável pelo comando da festa.
Estas oferendas, cujos preparativos são cercados de rituais e fundamentos sagrados e secretos, demoram sete dias para ficar prontas.
Nas ruas do Rio Vermelho desfilam grupos de samba de roda e ijexá, capoeira, blocos afros, grupos fantasiados, fanfarras dentre outros.
Alguns destes grupos desfilam exclusivamente na Festa do Rio Vermelho, numa prova da devoção do povo baiano. A escultura de Iemanjá localizada em frente à Casa do Peso foi confeccionada por Manoel Bonfim em 1970.
Trata-se de uma escultura de uma sereia feita de gesso, assentada sobre pedestal de concreto revestido com apliques variados, conchas e pedras portuguesas. É de propriedade da Colônia de Pesca Z1. Existe atualmente uma preocupação por parte de ambientalistas alertando sobre os presentes jogados no mar que não se decompõem.
Muitos animais marinhos morrem ao ingerir esses presentes. Os pescadores que organizam o dois de fevereiro estão começando a se preocupar mais com o aspecto ecológico que envolve a festa.

A LENDA DE IEMANJÁ

Conta a tradição dos povos iorubás (atual Nigéria), que Iemanjá era a filha de Olokum, deus do mar. Em Ifé, tornou-se a esposa de Olofin-Odudua, com o qual teve dez filhos, todos orixás.
De tanto amamentar seus filhos, os seios de Iemanjá tornaram-se imensos. Cansada da sua estadia em Ifé, Iemanjá fugiu na direção do “entardecer-da-terra”, como os iorubas designam o Oeste, chegando a Abeokutá. Iemanjá continuava muito bonita. Okerê propôs-lhe casamento.
Ela aceitou com a condição que ele jamais ridicularizasse a imensidão dos seus seios.
Um dia, Okerê voltou para casa bêbado. Tropeçou em Iemanjá, que lhe chamou de bêbado imprestável. Okerê então gritou: "Você, com esses peitos compridos e balançantes!" Ofendida, Iemanjá fugiu.
Okerê colocou seus guerreiros em perseguição e Iemanjá, vendo-se cercada, lembrou que tinha recebido de Olokum uma garrafa, com a recomendação que só abrisse em caso de necessidade. Iemanjá tropeçou e esta quebrou-se, nascendo um rio de águas tumultuadas, que levaram Iemanjá em direção ao oceano, residência de Olokum. Okerê tentou impedir a fuga de sua mulher e se transformou numa colina.
Iemanjá, vendo bloqueado seu caminho, chamou Xangô, o mais poderoso dos seus filhos, que lançou um raio sobre a colina Okerê, que abriu-se em duas, dando passagem para Iemanjá, que foi para o mar, ao encontro de Olokum. Iemanjá usa roupas cobertas de pérola, tem filhos no mundo inteiro e está em todo lugar aonde chega o mar.
Seus filhos fazem oferendas para acalmá-la e agradá-la. Iemanjá, Odô Ijá (rainha das águas), nunca mais voltou para a terra. Ainda existe, na Nigéria, uma colina dividida em duas, de nome Okerê, que dá passagem ao rio Ogun, que corre para o oceano.


Dique do Tororó

Dique do Tororó é o único manancial natural da cidade de Salvador, no estado da Bahia, no Brasiltombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, comumente reduzido para Dique, que possui uma lagoa de 110 mil metros cúbicos de água. É delimitada, atualmente, pelo bairro do Tororó em sua margem esquerda, pelo do Engenho Velho de Brotas em sua margem direita, ao Norte, pelo estádio Itaipava Arena Fonte Nova e, ao Sul, pelo bairro do Garcia.
É margeado pelas avenidas Presidente Costa e Silva e Vasco da Gama - que, ao Sul, convergem para a avenida Centenário e o Vale dos Barris.
Uma de suas principais características são as oito esculturas de orixás flutuando no espelho d'água do Dique do Tororó assinadas pelo artista plástico Tati Moreno, que são: Oxum, Ogum, Oxóssi, Xangô, Oxalá, Iemanjá, Nanã e Iansã, conferindo à noite uma bela iluminação cênica.





O termo "tororó" vem do termo tupi tororoma, que significa "jorro" (de água).


Orixás e Santos

As cores de Oxossi são o verde e o azul. Seu dia da semana é a quinta-feira.
O Exú é o mensageiro entre os homens e os orixás. Seu dia da semana é segunda-feira e a sua cor é o vermelho.
Na Bahia existe uma tradição em homenagear ao Deus Oxalá, vestindo-se roupas brancas nas sextas-feiras.
Logun Edé é o orixá das matas, prefere a selva como morada. É caçador. Seu dia da semana é a quinta feira. Suas cores são o azul e o amarelo.
Iansã é o orixá dos ventos e tempestades. Seu dia da semana é a quarta-feira. Sua cor é o vermelho.
Cada orixá tem seu correspondente na Igreja Católica, com suas características próprias, como:
Domingo é dia de todos os Orixás.
Terça é dia de Santo Antônio, e o Olodum dá a sua benção.

Terreiros

Nos Terreiros de Salvador registram-se as manifestações mais expressivas das religiões afro-brasileiras, entre os mais conhecidos destacam-se: o Ilê Axé Opô Afonjá, Gantois, Abassá de Amazi, Bate Folha, Bel D’Oxum, Oxóssi, Oxumaré, Obá Tony, Olga de Alaketu, Pilão de Prata, Ilê Axê Ibá Ogun e Ajunssun.
O candomblé sofreu transformações ao longo dos séculos que, se por um lado sincretizaram o seu conteúdo, por outro permitiram a preservação de elementos essenciais da identidade cultural dos negros africanos escravizados no Brasil.
O candomblé é diretamente ligado às forças da natureza, cujos elementos são representados por deuses e deusas, a quem chamam de Orixás e que recebem cultos e rituais especiais no candomblé.
O Orixá é um ancestral divinizado que, em vida, estabelece vínculo com certas forças da natureza, como o trovão, o vento, as águas doces e salgadas ou o exercício de atividades como a caça, o trabalho com metais, o conhecimento das propriedades das plantas e da sua utilização Sincretismo: como escravos de senhores católicos, os negros foram proibidos de cultuar sua religião, sendo obrigados a assistir às missas nos portais das igrejas.

Expressões usadas no Candomblé

Ialorixá
- senhora da casa, mãe de santo
Babalorixá - pai de santo
Iaôs ou Ikedes - pessoal da casa
Iakekerê -mãe pequena da casa
Adjá -pequena sineta para ajudar a chamar os orixás
Ebomins -filhas de santo há mais de sete anos
Obás -grandes conselheiros de Xangô
Axogum -sacerdote usado para a matança.





Numa tentativa de fazer sobreviver a sua cultura, começaram a estabelecer paralelos entre suas divindades e os santos da igreja católica.

A história de vida dos santos católicos e os atributos apresentados por suas imagens facilitaram a identificação com os Orixás: São Lázaro, cuja imagem é coberta de chagas, é Omolú; Nanã, a mais velha dos Orixá, foi sincretizada como Nossa Senhora de Santana, a mãe da Virgem Maria; Santo Antônio, que era militar, foi identificado com Ogum, o Orixá coberto de metais. Exú, por muitos identificado como o diabo, é a divindade festeira e o mensageiro entre os homens e os Orixá. Oxalá (Senhor do Bonfim) apresenta-se com o opaxorô, o cajado sagrado. Iansã (Santa Bárbara) apresenta-se de vermelho, com sua espada e um rabo de cavalo na mão. Nossa Senhora da Conceição é Iemanjá, a rainha do mar e das águas doces, e São Jorge é Oxóssi, o habitante das florestas.
Cada Orixá tem o seu dia, sua cor, sua dança, seus instrumentos, comidas e saudações.

Candomblé

História do Candomblé

O candomblé e uma religião que teve origem na cidade de Ifé, na África, e foi trazida para o Brasil pelos negros iorubas.
Seus deuses são os Orixás, dos quais somente 16 são cultuados no nosso país: Essú, Ògun, Osossì, Osanyin, Obalúaye, Òsúmàré, Nàná Buruku, Sàngó, Oya, Oba, Ewa, Osun, Yemanjá, Logun Ede, Oságuian e Osàlufan.
O pai ou a mãe de santo é a autoridade máxima dentro do candomblé.
Eles são escolhidos pelos próprios Orixás para que os cultuem na terra.
Os orixás os induzem a isto, fazem com que as pessoas por eles escolhidas sejam naturalmente levadas à religião, até que assumam o cargo para o qual estão destinadas.
Uma pessoa não pode optar se quer ou não ser um Pai ou Mãe de Santo se não acontecer durante sua vida fatos que a levem a isto.
São pessoas que de alguma forma são iluminadas pelos Orixás para que cumpram seu destino.
Os Pais de Santo, normalmente, são donos de uma roça, ou seja, um lugar onde estão plantados todos os axés e no qual os Orixás são cultuados. Dentro da roça existe o barracão (assim denominado por causa dos negros que antigamente moravam em barracões), que é o lugar em que são feitos os grandes assentamentos (oferendas) para os deuses.
Hierarquicamente, existe, ainda, na roça um pai pequeno ou mãe pequena, que é o braço direito do Pai de Santo e é normalmente um filho ou filha da casa.
Depois vem as Ekedes, são mulheres também escolhidas pelos Orixás para cuidar deles e ajudá-los. Embora seja considerada autoridade dentro da roça, não podem ser Yalorixás, visto que sua função já foi determinada e não há como mudar. A seguir vem os Ogans, que tocam o atabaques e ajudam o Babalorixá nos fundamentos da casa; a Ya Bace, que toma conta da cozinha, isto é, de todas as comidas dos Santos; a Ya Efun, dona do efun (pemba), e que está encarregada de pintas os Yaôs (iniciantes que estão recolhidos para fazerem o Orixá); e finalmente os filhos de Santos, que são as pessoas que “rasparam o Santo”, ou melhor, rasparam a cabeça para um Santo a pedido deste.
Às vezes o Santo, ou Orixá, incorpora em determinadas pessoas, mas não necessidade que haja esta “incorporação” para que uma pessoa raspe o Santo.
Se a pessoa deve ou não raspar o Santo só pode ser sabido com certeza através do jogo de búzios do Pai ou Mãe de Santo que, diga-se de passagem, são os únicos que podem jogar búzios. O candomblé é uma religião com uma vasta cultura e rica em preceitos. São pouquíssimas as pessoas que realmente a conhecem a fundo.
É necessária muita dedicação e anos de estudo para se chegar a um conhecimento profundo da religião. Seus preceitos são todos fundamentados e qualquer um pode se dedicar ao seu estudo e desfrutar seus benefícios. Existe muita energia positiva no candomblé, e o seu culto pode trazer muita paz e felicidade.

Origem do Candomblé:
Ifé
A antiga cidade de Ifé, ao sudoeste da atual Nigéria, deslumbrava desde o começo do século como capital religiosa e artística do território que cobria uma parte central da atual República do Daomé.
É a fonte mística do poder e da legitimidade, o berço da consagração espiritual, e para onde voltaram os restos mortais e as insígnias de todos os reis iorubas.
A civilização de Ifé, ainda hoje, é pouco conhecida e apresenta uma criação artística variada do realismo, enquanto que a maioria da arte africana é abstrata.
O material empregado na arte de Ifé espanta e abisma qualquer historiador, incluindo os próprios africanistas.
Ao lado das esculturas em pedra e terracota (argila modelada e cozida ao fogo) tradicionais na África, estão as esculturas em bronze e artefatos em pérola. Uma das artes mais conhecidas é a de Lajuwa, que segundo o povo de Ifé permaneceu no palácio real, mostrando os vestígios em terracota, antes de ter sido redescoberta.
Lajuwa foi o camareiro de Oni (soberano do reino de Ifé ou Aquele que Possui). A atribuição dessa terracota a Lajuwa não é estabelecida de maneira segura, entretanto a escultura foi preservada e conservou uma superfície lisa, ainda que o nariz tenha sido quebrado. A maior parte das descobertas das obras foi feita nos BOSQUETES SAGRADOS: vastas extensões de terras situadas no coração da savana.
Cada uma destas descobertas é consagrada a esta ou aquela divindade, entre elas:
BOSQUETE SAGRADO DE OLOKUM:
Cobre uma superfície de 250 Há. Ao norte da saída da cidade de Ifé. É dedicado a OLOKUM, divindade do mar e da riqueza.
BOSQUETE SAGRADO D’IWINRIN:
Encerra numeroso tesouro artístico, testemunhado, na maior parte, uma arte extremamente realista e refinada.
Uma delas é de um personagem com 1,60 m de altura, sentado num banco redondo, esculpido em quartzo e provido com um braço curvado para dentro em forma de anel. Apóia o braço em um tamborete retângulo com quatro pés, sendo ladeado por dois outros de igual tamanho natural, um dos quais tem na mão a extremidade de uma vestimenta cortada. Supõe-se que o artista tenha manuseado a argila crua em separação. Depois de concluído foi seca ao sol e cozida numa imensa fogueira ao ar livre, obtendo uma terracota de cor uniforme.
BOSQUTE SAGRADO OSONGONGO:
Os arqueólogos descobriram uma variedade de esculturas de argila cozida e a maior parte de uma mesa micácea. Entre elas está a cabeça da própria OSONGOGON, porém menos refinada do que a de LAJUWA.
Ao lado desta escultura, há numerosas outras representando personagens com deformações físicas, uma delas com elefantíase nos testículos (doença ligada intimamente ao espírito dos negros e à impotência sexual), objeto de tratamento com rituais especiais.
Nos funerais, a liturgia era feita por um sacerdote da antiga sociedade ORO, tida aos “ocidentalizados” como forma monstruosa. O principal achado e o vaso do ritual destes funerais, decorado em relevo. Revela certos ritos e insígnias religiosas de Ifé.
Vêem-se com os efeitos: Edans (bastões de bronze, utilizados pelos membros da Sociedade OGBONIS na cerimônia secreta), um bastão de ritual com uma espécie de espiral saliente em ambos os lados, um tambor, um objeto com dois crânios na base, um machado e dois personagens sem cabeças.
BOSQUESTE SAGRADOS DE ORE:
Possui abundantes esculturas de homens e animais.
O grupo principal é constituído de duas estátuas humanas, a maior é chamada IDENA, o porteiro.
IDENA usa um colar de pérolas (contas), diferente dos demais usados em estátuas de terracota. Na cintura ostenta um laço e tem as mãos entrelaçadas.
A cabeleira não é esculpida, mas representada por pregos de ferro fincados, como acontece na arte de Ifé.
BOSQUETE SAGRADO DE ORODI:
Encontra-se nele uma estátua de pedra com a cabeça e o corpo enfeitado com pregos, similares aos que ornam Idena. Tem na mão direita uma espada e na esquerda um abano.
Está situada em Enshure, província do Ado Ekiti.
Criação do Reino de Ifé O grande Deus Olodumaré enviou Osalufã (orixá) para que criasse o mundo.
A ele foi confiado um saco de areia, uma galinha com 5 dedos e um camaleão.
A areia deveria ser jogada no oceano e a galinha posta em cima para que ciscasse e fizesse aparecer a terra.
Por ultimo, colocaria o camaleão para saber se estava firme. Osalufã foi avisado para fazer uma oferenda ao Orixá Essú antes de sair para cumprir sua missão.
Por ser um Orixá Funfun, Oxalufã se achava acima de todos e sendo assim, negligenciou a oferenda. Essú descontente resolveu vingar-se de Osalufã, fazendo-o sentir muita sede. Não tendo alternativa Osalufã furou com seu Apaasoro o tronco de uma palmeira. Um líquido refrescante dela escorreu, era o vinho de palma. Ele saciou sua sede, embriagou-se e acabou dormindo. Olodumaré, vendo que Osalufã, não cumpriu sua tarefa, enviou Odùdùwa para verificar o ocorrido. Ao retornar e avisar que Osalufã estava embriagado, Odùdùwa recebeu o direito de vir e criar o mundo. Após Odùdùwa cumprir sua tarefa, os outros deuses vêm se reunir a ele, descendo dos céus graças a uma corrente que ainda se podia ver, segundo a tradição, no BOSQUE DE OLOSE, até a alguns anos.
Apesar do erro cometido, uma nova chance foi dada a Osalufã: a honra de criar os homens. Entretanto, incorrigíveis, embriagou-se novamente e começou a fabricar anões, corcundas, albinos e toda espécie de monstros. Odùdùwa interveio novamente, anulou os monstros gerados Osalufã e criou os homens bonitos, sãos e vigorosos, que foram insuflados com vida por Olodumaré.
Esta situação provocou uma guerra entre Odùdùwa e Osalufã. O ultimo foi derrotado e então Odùdùwa tornou-se o primeiro ONI (rei) de Ifé.
Distribuiu seus filhos e os enviou para criar novos e vários reinos fora de Ifé. Mais tarde os Orixás retornaram a Orum, deixando na terra seus conhecimentos e como deveriam ser cultuados seus toques, comidas e costumes, para que fossem cultuados pelos seus descendentes. Então o ser humano começou a fazer pedido aos Orixás e para que cada pedido fosse atendido eles ofereciam comida em troca. Ao contrario do que se pensa, nem todos os pedidos são atendidos, embora os Orixás sempre aceitem as oferendas.
Quando um orixá recebe um pedido, ele o leva a Olodumaré e este decide se o pedido vai ou não ser atendido. Este julgamento vai ser baseado no merecimento da pessoa que faz o pedido. O povo continua fazendo oferendas aos Orixás até hoje, pois os Orixás procuram sempre fazer o melhor para as pessoas. O círculo dos deuses é constituído segundo o número 16, número sagrado no candomblé.
Ele se encontra em toda parte: no número de búzios, no número de chamas da lâmpada dos sacrifícios, na numeração dos membros físicos e psíquicos, quer dizer, das forças e das partes que possui o homem na organização hierárquica.

Texto retirado da Revista Orixás o Segredo da Vida.nº 1 -

Mais informações

O Candomblé nasceu da necessidade dos negros escravos em realizarem seus rituais religiosos que no princípio eram proibidos pelos senhores de escravos.
E para burlar essa proibição, os negros faziam seus assentamentos e os escondiam, preferencialmente fazendo um buraco no chão, cobrindo-os e por cima colocavam e dançavam para seus Òrìsà, dizendo que estavam cantando e dançando em homenagem àquele santo católico; daí. nasceu o sincretismo religioso, que foi abandonado mais tarde pela maioria dos adeptos do Candomblé tradicional, com o "término" da escravidão e mais concretamente quando o Candomblé foi aceito como religião com a liberdade de culto garantida pela Constituição Brasileira.
À primeira vista para os leigos, o Candomblé é uma coisa só. Mas, não é bem assim. Existem vários grupos, onde o mais expressivo, sem dúvida, é o grupo Yorùbá (na atualidade).
Na época do tráfico de escravos, vieram muitos negros oriundos de Angola e Moçambique: os Bantos, Cassanges, Kicongos, Kiocos, Umbundo, Kimbudo, de onde se originou o “Candomblé Angola”, facilmente reconhecido por quem é da religião, pela maneira diferente de falar, cantar, dançar e percutir os tambores, o que é feito com as mãos diretamente sobre o couro com ritmos e cadências próprios, alegres e ligeiros.
É o Candomblé de onde se originou o Samba, que tomou emprestado o próprio nome, que em Kimbundo significa "oração". É também origem do "Samba de roda", que era feito como recreação, principalmente pelas mulheres, após os afazeres rituais, dançando e cantando dizeres em sua maioria jocosos e galhofeiros.
Mais tarde assimilado pelo Samba de Caboclos, aí já em sua versão mais “abrasileirada” como um culto ameríndio que era feito pelos Caboclos, aí já incorporados em seus "cavalos" e já em idioma aportuguesado com versos chamados de "sotaque". Isto, porque quase sempre eram parábolas ou charadas que poucos entendiam. muito em voga ainda hoje.
Acha-se que este Samba de Caboclos foi o embrião da Umbanda, onde nasceu o culto aos Òrìsà cantado e falado em português, fazendo assim a nacionalização dos Òrìsà Africanos, que algumas pessoas faziam objeção por causa de ter uma língua estrangeira não bem aceita pelos já nascidos brasileiros e que foram perdendo os conhecimentos da língua ancestral, principalmente por causa do analfabetismo.
A Umbanda é a mistura do Culto aos Òrìsà, do Catolicismo e do Kardecismo, resultando numa religião Brasileira, que hoje em dia é até exportada para os países vizinhos, principalmente os do cone Sul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, onde existem até confederações de Umbanda e onde o Brasil está para eles, assim como a África está para nós.
A origem da força cultura Yorùbá foi demonstrada em uma das guerras havidas entre o Dahomé e a Nigéria, mais ou menos no meado para o final do século dezesseis, em que o Estado de Kétu, teve praticamente metade do seu território anexado ao Dahomé como espólio de guerra após sua população juntamente com a de Meko, ter sido saqueada e parte dela capturada como escravos perdurando essa anexação militar até os dias atuais.
Como Resultado dessa guerra, muitos foram capturados de ambos os lados, e foram vendidos aos Portugueses como escravos. Foi quando, já ao final do século, começaram a chegar tantos os escravos de origem Ewe-Fon, conhecido popularmente por Jejes, oriundos do Benin, antigo Dahomé, que foram capturados pelos Yorùbá, com a recíproca, dos Yorùbá capturados pelos Ewe-Fon, também vendidos como escravos.
Os Yorùbá em sua maioria, eram oriundos de Kétu, o território anexado. Mas, também vieram negros trazidos de outras áreas Yorùbás como Òyó, Ègbá, Ilesá, Ifón, Abeokuta, Iré, Ìfé, etc.
Estes dois grupos (Jeje e Yorùbá) quando chegaram ao Brasil, continuaram inimigos ferrenhos e não havia hipótese de um aceitar o outro. Mas, eram indivíduos de tradições sociais religiosas tribais, e não podiam sobreviver sozinhos. Então procuraram unirem-se em virtude da condição cativa de ambos. Essa união era difícil tanto pela barreira do idioma, pois eram vários e diferentes em dialetos, quanto pelo ódio que alguns nutriam contra os outros do que os Senhores de escravos e Feitores se aproveitavam em tirar proveito para fomentar mais ainda a animosidade entre eles.
Pois, os Senhores de Engenho principalmente, temiam a união do grande número de escravos, o que certamente poderia colocar em risco a segurança dos brancos.
Então, quando eles permitiam que os negros se reunissem no terreiro para cantar e dançar, estimulava-lhes a que fizessem "rodas" separadas, somente com seus compatriotas, onde os Kétu não misturavam-se aos Jejes nem Bantu e assim também os outros faziam o mesmo eles próprios com relação aos outros.
Mas, com o tempo essa tática foi deixando de dar certo, porque os negros entenderam que sua maior fraqueza era a sua própria desunião, e resolveram se unir para facilitar um pouco à sobrevivência, unindo-se contra o inimigo comum, isto é, o branco.
Isso é mais evidenciado com a instituição dos quilombos, que eram focos de resistência dos negros fujões, e que não se curvavam à escravidão.
Se não souber falar Yorùbá a pessoa falará aos emane em português mesmo, os Òrìsà ouvirão e atenderão da mesma maneira. O que é mais importante é a fé e a sinceridade com que nos dirigimos a eles. Contudo, se nos comunicamos em Yorùbá é muito mais gratificante a emoção que sentimos ao saber que o fazemos da mesma maneira que os nossos Ancestrais faziam há vários séculos atrás em nossa Língua Mãe, religiosa.
Então, nós louvamos, elogiamos, exaltamos, enaltecemos os imalè no culto aos Òrìsà, no Candomblé, de acordo com a herança a nós legada pelos nossos antepassados, negros oriundos de vários lugares d'África, atravessando os séculos e chegando até nossos dias.
As cantigas são um modos de enaltecer e glorificar fatos e feitos relacionados com determinado Òrìsà, reportando-se à mitologia daquele Òrìsà.

Texto de Altair T’OgunAdaptado por Lokeni

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Memorial Mãe Menininha do Gantois

O Memorial Mãe Menininha do Gantois, inaugurado em 10 de Fevereiro de 1992, teve origem na vontade da comunidade do Gantois, com apoio de amigos da Mãe Menininha, que reuniu tudo que ela guardou durante os seus 92 anos de vida.
Duas das salas do Memorial homenageiam a Ialorixá com exposição de fotos, textos e documentos referentes ao terreiro e os presentes que recebeu ao longo de sua vida, entre eles, peças em vidro, louça, metal, sabonetes, talcos, relógios.
Outro enfoque expositivo é a reconstrução do quarto onde viveu a maior parte de sua vida. Lá se encontram seus móveis, entre eles, a cama e mesa de jogo de búzios, além de peças de roupa do cotidiano, suas imagens (entre elas Santa Escolástica, Sant Anna, São Jorge e Santa Bárbara). Destaque ainda para lembranças como, fotografias de parentes, Benção Papal e terços.
No quarto espaço estão expostos objetos de uso pessoal: óculos, bengala, talheres, copos, além de três condecorações com que foi homenageada. No andar superior estão os objetos relacionados ao Candomblé, a exemplo de indumentária, contas e trono da Ialorixá. LocalizaçãoAlto do Gantois, 23, Federação, Salvador, Bahia FuncionamentoDe Terça à Sexta, das 10h às 17h, e sábado, das 13h às 17h. Entrada franca.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Balé Folclórico da Bahia

Do país mais rítmico do planeta, chega o Balé Folclórico da Bahia, uma companhia criada, em 1988, por Walson Botelho e Ninho Reis e sob a direção artística de José Carlos Arandiba.
Todos os membros da companhia são verdadeiros profissionais da dança clássica, moderna, dança afro-brasileira e afro-religiosa, expressão teatral, canto e música. Por tudo isto, não surpreende que, desde que iniciou sua trajetória, o Balé folcl´´orico da Bahia tenha recebido, do Ministério de Cultura do Brasil, prêmios importantes tais como o de melhor espetáculo do Brasil ou o prêmio Fiat do Brasil, etc.
Hoje é considerada a melhor companhia de dança folclórica do mundo e já passou por teatros de Nova York, Boston, Sidney e Estocolmo, entre muitos outros, tranasmitindo a imensa riqueza da cultura brasileira e maravilhando milhões de pessoas com seu magnífico espetáculo.

O folclore e a cultura do Brasil foram formados pela combinação de três diferentes correntes: européia, através da colonização portuguesa; africana, pelos escravos e a indígena, os nativos da terra. O Balé Folclórico da Bahia procura retratar, no mais puro estado, as manifestações folclóricas da Bahia, incluíndo alguns quadros sobre o Candoblé, religião de origem africana, na qual a música e a dança são alguns dos elementos principais.

Programa

"Pantheon dos Orixás"
Os deuses africanos (Orixás) após incorporarem em seus adeptos mostrarão, através da dança, as principais características de sua personalidade: OGUM (Deus do Ferro e da Guerra); OXUM (Deusa dos Rios e Lagos); OMOLÚ (Deus das Doenças e da Morte); IANSÃ (Deusa dos Ventos e Tempestades) e OXÓSSI (Deus da Caça e das Florestas).

"Dança do Fogo"
Dança feita em homenagem a Xangô, o deus do Fogo e dos Trovões.

"Puxada de Rede"
Manifestação popular ainda encontrada nas praias da Bahia, na qual Iemanjá, a Deusa do Mar, é saudada pelos pescadores e suas esposas, que através de danças e cânticos, imploram por proteção e uma boa pescaria.

"Maculelê"
Dança dramática que teve sua origem nas plantações de cana-de-açúcar, na Bahia, em comemoração à boa colheita, também sendo utilizada, devido à sua violência, como meio de defesa dos escravos contra os senhores feudais.

"Capoeira"
Luta de origem africana, trazida para o Brasil pelos escravos vindos de Angola durante o período colonial.

"Samba de Roda"
É a mais descontraída dança da Bahia, desde os tempos em que executada pelos escravos, nas senzalas, nas suas horas de lazer. Particularizase pelos movimentos ondulantes e sensuais dos quadris das mulheres.

Balé Folclórico da Bahia
Teatro Miguel Santana
Rua Gregório de matos, 49 Pelourinho
www.balefolcloricodabahia.com.br
Tel. 55(71) 3322-1962

Afoxés

A religiosidade do Candomblé surge no Carnaval na forma de blocos de Afoxé. surgidos em 1885, eles são considerados as mais antigas entidades a participarem do Carnaval. As fantasias dos associados levam para as ruas a inspiração africana, e as bandas apresentam-se cantando e dançando no ritmo de ijexá. Não raro as músicas e o próprio nome dos blocos são cantados em lingua Nagô ou Iorubá, em saudação e louvor aos orixás.
Atabaques, agogõs e xequerês marcam o ritmo dos desfiles.

Filhos de Gandhy - (71) 3321-7073
(No maior e mais famoso bloco de afoxé da bahia desfilam cerca de 10.000 homens. O bloco foi criado em fevereiro de 1949, por estivadores portuários, e é inspirado nos princípios de paz e não-violência do líder indiano Mahatma Gandhi, o "i" do nome original foi trocado pelo "y", com a intenção de evitar represálias pelo uso do nome de uma importante figura do cenário mundial).

Filhos de Korin Efan - (71) 3242-8147
Ijexá da Bahia - (71) 3334-4466
Filhas d'Oxum - (71) 3266-1805
Filhas de Gandhy - (71) 3321-7073
Filhas de Naná - (71) 3234-0467
Filhas de Omolu - (71) 3285-3459
Filhos do Congo - (71) 3219-5944
Filhos Ogun de Ronda - (71) 9923-7949
Os Sacerdotes - (71) 3321-1548