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terça-feira, 1 de outubro de 2013

Cetro da Ancestralidade


Espécie: Escultura
Título: Cetro da Ancestralidade (Op? Baba N’Laawa).
Autor: Deoscóredes Maximiliano dos Santos, Mestre Didi
Época: Fevereiro de 2001
Origem: Salvador - Bahia

Endereço: Av. Oceânica - Paciência - Bairro do Rio Vermelho
Dados Técnicos:
Material: Bronze
Técnica: Fundição
Dimensões: Altura = 7,00m



Descrição Sumária:Implantado em fevereiro de 2001, na Rua da Paciência, Rio Vermelho, de autoria do sacerdote-artista Deoscóredes Maximiliano dos Santos, Mestre Didi.Confeccionada em bronze, com 7,00m de altura, sobre uma calota de terra gramada, essa escultura é um marco da herança africana, uma obra de arte e um objeto sagrado que utiliza elementos significativos da sua herança cultural, responsável pelo legado civilizatório que marca nossa identidade.

Foi localizado de forma a ter como fundo a linha do horizonte infinito do oceano, em direção a África.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Painel de Azulejo Porto da Barra

Foi em 1815 que Salvador ganhou seu primeiro monumento: um obelisco de 12 metros de altura, construído em mármore, que marcou a chegada de Dom João VI e da família real portuguesa à Bahia, em 1808. Instalado inicialmente no Passeio Público, a escultura foi transferida para a Praça da Aclamação, no Campo Grande, e é considerada um dos principais patrimônios materiais de Salvador.
Na mesma região, o Monumento ao 2 de Julho se destaca no centro do Largo do Campo Grande. Erguido em homenagem à Independência da Bahia, a escultura em mármore de Carrara, esculpida pelo artista italiano Carlo Nicoli, traz o símbolo do Caboclo para representar a identidade, nacionalidade e liberdade do povo. Quando foi instalado, em 1895, era considerado o mais alto da América do Sul, com  25,86 metros.
Assim como estes, centenas de monumentos de valor histórico e artístico estão espalhados pela capital baiana. Seja em praças, ruas, jardins ou em instituições públicas e privadas, a maioria deles ajuda a contar a história das lutas e personalidades de Salvador.
O historiador e professor Chico Senna destaca os mais significativos dos séculos XIX e XX, entre eles o monumento aos Heróis da Batalha de Riachuelo (Guerra do Paraguai), inaugurado em 1874, em frente à Associação Comercial da Bahia, no Comércio; a escultura em homenagem ao poeta Castro Alves, no Centro Histórico de Salvador; a Cruz Caída, do artista baiano Mario Cravo Jr., instalada no local onde esteve a Catedral da Sé, que na década de 1930 foi demolida para a passagem de um bonde; a estátua de Vinícius de Morais, no bairro de Itapuã; e o marco da chegada de Thomé de Souza, um painel de azulejo e uma coluna instalados no Porto da Barra em 1951.
"Os monumentos contam a nossa história e devem ser preservados como memória e obra de embelezamento da cidade. É necessário que a população se conscientize da importância e zele por eles. Na grande maioria, o que acontece não é o desgaste pelo tempo, mas sim a depredação por causa do vandalismo", alerta Chico Senna, que durante oito anos foi presidente da Fundação Gregório de Matos (FGM), responsável pela preservação dos monumentos da cidade.



quinta-feira, 29 de maio de 2008

Estátua de Confúcio

Autor: Desconhecido
Época: 10 / 09 / 2004
Origem: Shandong - China
Localização: Av. Antonio Carlos Magalhães - Itaigara - Parque da Cidade.

Dados Técnicos:
Material: Bronze e granito
Técnica: Fundição e placas de granito cinza andorinha
Dimensões: Estátua - Altura = 4,10mPedestal - Altura = 1,45m, Base = (1,30 x 1,20m).



Descrição Sumária:
Grande pensador da China Antiga, mestre e fundador do Confucionismo.
Sua doutrina tem exercido profunda influência sobre a sociedade e a história da Ásia Oriental e vem contribuindo para o desenvolvimento da humanidade.
Doação do governo popular da Província de Shandong, da República Popular da China, em comemoração ao 30º aniversário das relações diplomáticas com o Brasil e 5º Aniversário do Acordo de Cooperação com a Bahia.

Estátua Visconde de Cayru

Autor: Pasquale De Chirico
Época: 2 de julho de 1923
Localização: Praça Cayru - Comércio - Em frente ao Elevador Lacerda

Dados Técnicos:
Material: Bronze e Pedra Calcárea
Técnica: Fundição e Pedra Lavrada
Dimensões: Altura = 7,50m, Base (4,35 x 4,35)m

Descrição Sumária:
Monumento que tem como destaque, no topo estátua de bronze representando o Visconde de Cayru, em posição sentada.
O pedestal é composto de blocos remontáveis de pedra calcárea, com alargamento na base terminada em degraus.
Em prolongamento ao pedestal dois blocos simétricos de pedra calcárea, dispostas lateralmente, os quais suportam alegorias em bronze.
Na parte frontal estátua simbolizando a Vitória.
Na parte posterior encontra-se afixada placa comemorativa no mesmo local.
Restaurado e instalado gradil de proteção em 2003.




Referência Histórica
Homenageado:Visconde de Cayru (1779-1835)
Economista, parlamentar, orador e político, nasceu em 16 de julho de 1756, em Salvador, filho de Henrique da Silva Lisboa e Helena Nunes de Jesus.
Formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra, em 1779.
Destacou-se por seu notável saber.
Escreveu obras científicas, literárias e políticas.
Escreveu o celebre tratado de Direito Mercantil, publicado em 1801, em virtude disso foi considerado o fundador desse direito em Portugal.
Em 1804 escreveu Princípios de Economia Política.
Escreveu e colaborou em vários periódicos, no sentido de orientar a favor da causa da independência nacional.
Fundou o jornal O Conciliador do Reino Unido, editado em 1820.
Amigo pessoal de D. Pedro I, foi deputado às Cortes Constituintes e com ele tomou parte ativa no movimento político que levou à independência do Brasil e a fundação do Primeiro Reinado.
Foi agraciado no governo de D. Pedro I, com o título de Visconde de Cayru e eleito senador do novo império.
Faleceu no dia 20 de agosto de 1835.

Fonte: Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, nº. 59, 1933.

Estátua de Thomé de Souza

Autor: Paschoal de Chirico
Época: Séc.XX
Origem: Bahia - Brasil
Localização: Praça Municipal - Escadaria do Palácio Rio Branco.



Dados Técnicos:Material: Gesso.
Técnica: Moldagem em gesso
Dimensões: Estátua/ Pedestal: Altura=2, 77m/Altura= 0,22m
Comprimento=1, 20m Comprimento=1,20m

Descrição Sumária:
Obra em tamanho natural, esculpida em bronze pelo artista Paschoal de Chirico, inaugurada em 29 de março de 1999, com a própria praça, no aniversario de 450 anos da chegada desse personagem histórico ao Porto da Barra o monumento possui quatro placas em homenagem a Thomé de Souza, D. João III, Luis Dias.
A última traz o desenho da planta original de Salvador.
A estátua possui uma réplica em bronze, atualmente situada na Praça Municipal.

Referência HistóricaHomenageado: Thomé de Souza
1º Governador Geral do Brasil e fundador da cidade de Salvador, Thomé de Sousa, originário da antiga nobreza lusitana, era filho do último Prior de Rates, João de Sousa e primo de Martin Afonso de Sousa.
Em 1528 foi incubido de combater os mouros na costa africana, em 1535 participou das lutas na Índia, regressando para Portugal em 1544.
No ano seguinte foi comandante da nau Conceição, integrou a expedição de Fernando de Andrade.
Em Sete de Janeiro de 1549 foi nomeado a Governador Geral do Brasil.
Após uma viagem de 56 dias chegou à Bahia de Todos os Santos, no porto de Vila Velha, povoação fundada pelo Donatário Francisco Pereira Coutinho, tendo a tripulação sido recebida festivamente pelos tupinambás e por Caramuru e sua gente, em cuja morada rústica hospedou-se Thomé de Sousa.
Thomé de Sousa cuidou logo de organizar o seu governo, instituindo funções para sua mais eficiente administração. Trouxera, em sua companhia para ocupar o cargo de Ouvidor-Geral, Antonio Cardoso de Barros, para provedor da Fazenda Real, Luiz Dias, mestre das obras d’El Rei, Antonio de Reis, escrivão da província, Pedro Ferreira, tesoureiro das rendas, Dr. Jorge Valadares, médico nomeado por 3 anos, e Diogo de Castro, farmacêutico.

Deixou o governo em 8 de maio de 1553, passando-o para o seu substituto Duarte da Costa. Recebido com honrias por D. João III, em Portugal, integrou os Conselhos da Coroa e serviu à nação com tirocínio e capacidade como Vedor de Fazendas.
Faleceu em 28 de janeiro de 1579.

Fonte:
Pondé, Consuelo. Revista Neon, março de 1999, ano 1, nº. 5.

Estátua Thomé de Souza
Autor: Vauluizo Bezerra Rodrigues.
Época: 29/03/1999 (Originalmente)08/07/2005 (Atualmente).
Origem: Salvador - Bahia
Localização:Praça Thomé de Souza (Atualmente).
Em frente ao Elevador Lacerda (Atualmente).

Dados Técnicos:
Material: Bronze, concreto e granito
Técnica: Fundição e revestimento em placas de granito polido cinza andorinha

Descrição Sumária:
A estátua de Thomé de Souza é uma cópia baseada na escultura feita por Pasquale de Chirico que se encontra na escadaria principal do Palácio Rio Branco.
Monumento composto de estátua em bronze, assentada sobre pedestal quadrangular em tronco de pirâmide de concreto armado com revestimento em granito cinza andorinha polido, acabamento em bico de andorinha.
Possui 4 placas de bronze de 0,50m x 0,70m, com as seguintes inscrições:

1. “Monumento a Thomé de Souza - Fundador da Cidade - Fidalgo Português, Natural de São Pedro de Rates, foi Nomeado por EI-Rey D. João III, Primeiro “Governador e Capitão-Geral do Estado do Brasil”. Desembarcou no Porto da Barra em 29 de Março de 1549, Fundou a Cidade do Salvador, exercendo suas Funções até o ano de 1553. Inaugurado nas Comemorações dos 450 Anos da Cidade do Salvador, Salvador, 29 de Março de 1999”.

2. "Planta da Cidade do Salvador" (traçado primitivo da cidade).

3. "Homenagem da Cidade do Salvador a Luís Dias - Mestre das Obras - Nomeado por EI-Rei D.João III, foi Responsável pela Execução do Traçado da Cidade do Salvador e Construção de seus Primeiros Edifícios, na Gestão do Governador e Capitão-Geral Thomé de Souza. Salvador, 29 de Março de 1999”.

4. "Homenagem da Cidade do Salvador a D. João III - Rei de Portugal - Nomeou Thomé de Souza “Governador e Capitão-Geral do Estado do Brasil” e o Ordenou “Fazer uma Fortaleza e Povoação Grande e Forte” nas Terras da Baía de Todos os Santos, Denominando-a, em Seguida, Cidade do Salvador. Salvador, 29 de Março de 1999.
Este monumento foi realocado da Praça da Sé para a Praça Thomé de Souza em 08 de Julho de 2005, pelo então prefeito João Henrique de Barradas Carneiro.

Turismo Náutico


Náutico


Apesar de possuir um litoral de 7.367 quilômetros de extensão, 35.000 quilômetros de vias internas navegáveis, 9.260 quilômetros de margens de reservatórios de água doce, como hidroelétricas, lagos e lagoas, além do clima ameno, o Brasil ainda não aproveita seu grande potencial para o Turismo Náutico.
Isso se dá, em parte, pela proibição até 1995 da navegação de cabotagem 33 no país para navios de bandeira estrangeira. Tal restrição inibia a inclusão do Brasil nas rotas de viagem dos armadores estrangeiros. Somente com a publicação da Emenda Constitucional n°7/95, sob intensa atuação da Embratur foi liberada a navegação de cabotagem para embarcações de turismo no litoral brasileiro. Os portos começaram a dedicar áreas especiais para terminais de passageiros e o segmento passou a ser objeto das políticas de turismo e outras correlatas.

Estátua de D.Pedro II

Autor: Pasquale De Chirico
Época: Iniciado em 1936 e concluído em 20 de maio de 1937
Localização: Praça Conselheiro Almeida Couto - Nazaré (em frente a Igreja N. Sra. Auxiliadora).

Dados Técnicos:
Material: Bronze e Granito de Santa Luzia
Técnica: Fundição e Placas em granito.
Dimensões: Altura = 9, 30, Base (6,30 x 6,30m).

Descrição Sumária:O monumento tem a altura total de 9,30 m, ocupando uma área de 42,25 m², e foi levantado sobre um alicerce de pedras, cimento e areia, com a profundidade de 1,25 m e 7,00 m em cada lado.
O pedestal de granito branco de Santa Luzia tem 6,30 m de altura.
A estátua de bronze de D. Pedro lI, fardado como aparece representado em uma grande tela a óleo existente no salão nobre do Paço da Câmara Municipal desta cidade, tem 3,00 m de altura.
Nos quatro ângulos da base do monumento, existem 4 grandes e artísticos candelabros de bronze, com 5 globos de luz elétrica cada um.
Na face do monumento que dá para a Avenida Joana Angélica, na base há um grande escudo de bronze com as armas imperiais e, no centro do mesmo, as palavras - A BAHIA A D. PEDRO lI. Na face oposta, há uma grande placa de bronze, com lavores artísticos contendo os nomes dos 21 membros da comissão central do monumento a D. Pedro II.
Nas faces laterais, em uma há um grande medalhão de bronze representando a Imperatriz
D.Thereza Cristina, cognominada - A Mãe dos Brasileiros, e na outra um grande medalhão de bronze representando a Princesa D.Isabel, Condessa D'EU, denominada - A Redemptora.
Nas quatro faces do planto do monumento, há 4 placas de bronze, artísticas, em alto relevo, dando-lhe grande realce.

Referência Histórica:Homenageado: Pedro II (1825-1891)
Segundo e último Imperador do Brasil, Pedro Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Bragança e Habsburgo nasceu em 2 de dezembro de 1825, no Rio de Janeiro.
Filho do Imperador D. Pedro I e D. Leopoldina, Arquiduquesa da Áustria.
Tendo D. Pedro I abdicado em 7 de abril de 1831, seu filho Pedro de Alcantâra, não podia governar porque tinha apenas cinco anos de idade. Em virtude da menor idade, José Bonifácio de Andrada e Silva foi nomeado seu tutor.
Por isso estabeleceu-se no Brasil uma forma de governo provisória, conhecido como Período Regencial. De 1831 a 1840 o país esteve sob o domínio de 4 Regências sucessivas.

Em 23 de julho de 1840, Pedro de Alcântara, foi proclamado maior, antecipadamente e coroado em 18 de julho do ano seguinte, aos 15 anos de idade, D. Pedro II iniciou um reinado que só terminou com a república em 1889.
Tinha fortes interesses culturais e mesmo científicos, praticando a poesia, a pintura, conhecendo as línguas e freqüentando as ciências.
Em 1843 casou-se com a princesa Teresa Cristina Maria de Bourbon, com quem teve quatro filhos.
Faleceu no dia 5 de dezembro de 1891, em Paris (França).

Estátua de Conde dos Arcos


O monumento é uma homenagem à memória do 8º Conde dos Arcos, pelos serviços prestados à cidade do Salvador no período de sua administração, de 30 de outubro de 1810 a 20 de janeiro de 1818.



Autor: Pasquale de Chirico
Época: 28 de janeiro de 1932
Origem: Bahia - Brasil
Localização: Praça Conde dos Arcos – Comércio -no fundo da Associação Comercial.

Dados Técnicos:Material: Bronze e Granito
Técnica: Fundição e Pedra lavrada
Dimensões: Altura (total)= 4,40m, Base = (4,40 x 4,40m).

Descrição Sumária:
Monumento composto de estátua em bronze assentada sobre pedestal de granito cinza.
O pedestal é constituído por blocos remontáveis sobre base quadrangular. Ladeando o mesmo, em plano inferior, duas estátuas menores, representando, respectivamente, a "Lavoura e Indústria" e o "Comércio" ambas em bronze.
Na parte frontal e posterior encontram-se afixadas placas comemorativas, no mesmo material.



Homenageado Conde dos Arcos
Fidalgo português, D. Marcos de Noronha e Brito o 8º Conde dos Arcos, governou a Bahia de 1810 a 1817.
Em 14 de julho de 1911, realizou-se a cerimônia do lançamento da primeira pedra da Estátua do Conde dos Arcos.
O monumento foi erigido na Praça Conde dos Arcos (antiga Praça da Associação Comercial), pelo governo do Estado e a classe comercial em 28 de janeiro de 1932.
A lei estadual n nº. 851, de 13 de julho de 1911, autorizou o governo a auxiliar a Associação Comercial com a quantia de 40:000$000 para o levantamento do monumento.

Fonte:
Revista Geográfica e Histórica da Bahia, nº. 59, 1933.

Obelisco a D.João VI

Obelisco ao Príncipe Regente D. João VI

Época: 22 de janeiro de 1815
Localização: Praça Padre Aspilcueta - Centro - Em frente ao Palácio da Aclamação.

Dados Técnicos:Material: Pedra de Lioz
Técnica: Entalhada e Gravada
Dimensões: Altura = 12,00m, Base (2,31 x 2,31)m.

Descrição Sumária:A construção do obelisco foi ordenada pelo Senado da Bahia, em homenagem ao fato histórico do desembarque de D. João VI na Bahia, em 22 de janeiro de 1808.
Instalado no Passeio Público, foi inaugurado em 1815, com grandes pompas, pelo então governador, o 8° Conde dos Arcos, D. Marcos de Noronha e Brito.
Em 1914, foi trasladado para a Praça da Aclamação, por ordem do governador baiano de então, sob protestos da minoria da bancada do Conselho Municipal.
Essa transferência é descrita no livro "Bahia Histórica - Reminiscências do passado - Registro do' presente", de autoria de Sílvio Bocanera Júnior, editado em 1921, nestes termos:
"E sobe de ponto essa irreverência praticada por um governo da Bahia, ao saber-se que, na trasladação referida do Obelisco para o parque da Praça da Aclamação, deixaram ficar desprezados, abandonados, como objetos de nenhum valor, de nenhuma importância, de nenhum culto cívico, sobre o local do Passeio Público, onde a História erguera, há um século passado, esse Monumento lapidar, todos os belos ornamentos de Arte que o circundavam e lhe emprestavam relevo, que já não mais possui! Dentre esses ornamentos, destacavam-se muitas estatuetas de fino mármore, cujo destino ignoramos, sabendo, porém que muitas ficaram inutilizadas! Um verdadeiro vandalismo que nosso espírito de sincero tradicionalista, revoltado, não pode aqui deixar passar no silêncio e o averba com o mais solene protesto. O secular monumento foi duplamente ofendido: em sua história e em sua estética. Hoje é um monumento deturpado".

Na face voltada para o Palácio da Aclamação, vê-se a gravação:

“JOANNIPRINC REG. P.F.P.P.XI CAL.FEBRUAR.A.D.MDCCCVIIIBAHIAE SENATUSMONUMENTUMPOSSUITMDCCCXV

Referência Histórica:
A chegada da Família Real ao Brasil

A invasão de Portugal pelas tropas de Napoleão Bonaparte, fez D. João VI, buscando asilo na terra brasileira, transportar para a América a sede da Monarquia Portuguesa.
A frota real, defendida por alguns vasos de guerra ingleses e composta de sete naus, cinco fragatas e outros navios, deixou o Porto de Lisboa, no dia 29 de novembro de 1807.
Na altura da ilha de Madeira, foi batida por um temporal, dividindo-se em duas, arribando a parte mais numerosa à Bahia, onde fundeou às 4 horas da tarde do dia 22 de janeiro de 1808, desembarcando a corte fugitiva no dia 24 com grande surpresa do povo brasileiro que a recebeu com mostra de júbilo.
Não obstante essa recepção generosa aos hóspedes reais por parte dos baianos que se ofereceram a construir-lhe um palácio no desejo de conservar a corte,
Partiu D. João VI, em 26 de fevereiro do mesmo ano, com toda sua comitiva para o Rio de Janeiro.
Da Bahia expediu por inspiração do Visconde de Cayru, o Decreto de 28 de janeiro de 1808, que abriu os portos do Brasil às nações amigas.

Fonte:Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, nº. 59, 1933.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Cruzeiro de São Francisco

Cruzeiro de São Francisco
Autor: Desconhecido
Época: Século XIX (1807)
Origem: Lisboa - Portugal
Propriedade: Ordem 3º de São Francisco

Localização:
Terreiro de Jesus - Centro
Em frente a Igreja de São Francisco

Dados Técnicos:Material: Pedra Calcárea (Lioz)
Técnica: Pedra Lavrada
Dimensões: Altura = 8,00m;
Base (5,50 x 5,50)m

Descrição Sumária:
Monumento de cunho religioso composto por peça monolítica em pedra calcárea (pedra de Lioz), em forma de cruzeiro, assentada sobre pedestal, quadrangular constituído por blocos trabalhados, no mesmo material, apoiado em base quadrangular, disposta em 3 níveis de degraus.
No pedestal, inscrição em latim alusivo ao significado religioso do monumento.
Apesar de estar localizado em praça pública, faz parte do conjunto que engloba a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco, pertencendo a esta Irmandade.
Quando restaurado, em 1983, foi colocado gradil de proteção ao seu redor, hoje já desaparecido.

















Cetro da Ancestralidade

Espécie: Escultura
Título: Cetro da Ancestralidade (Op? Baba N’Laawa).
Autor: Deoscóredes Maximiliano dos Santos, Mestre Didi
Época: Fevereiro de 2001
Origem: Salvador - Bahia

Endereço: Av. Oceânica - Paciência - Bairro do Rio Vermelho
Dados Técnicos:
Material: Bronze
Técnica: Fundição
Dimensões: Altura = 7,00m



Descrição Sumária:Implantado em fevereiro de 2001, na Rua da Paciência, Rio Vermelho, de autoria do sacerdote-artista Deoscóredes Maximiliano dos Santos, Mestre Didi.Confeccionada em bronze, com 7,00m de altura, sobre uma calota de terra gramada, essa escultura é um marco da herança africana, uma obra de arte e um objeto sagrado que utiliza elementos significativos da sua herança cultural, responsável pelo legado civilizatório que marca nossa identidade.
Foi localizado de forma a ter como fundo a linha do horizonte infinito do oceano, em direção a África.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Praça da Sé

Local onde, a partir de 1553, foi erguida a velha Sé da Bahia, um dos mais suntuosos templos das Américas na época.
No século XVII, a igreja serviu como fortaleza contra os invasores holandeses e, em 1808, sediou o Te Deum em homenagem à chegada do rei D. João VI e da comitiva real a Salvador.
A igreja teve sua condição de Sé perdida para a Igreja do Salvador em 1765, mas sua importância histórica continuou até seus últimos dias.
Em 1933, a igreja foi demolida para dar lugar aos trilhos dos bondes da Companhia Linhas Circular de Carris da Bahia.
Com isso, a praça passou a abrigar os bondes e o Belvedere da Sé (instalações de lazer, cultura e turismo, com vista para a Baía de Todos os Santos).
Após a inauguração do Terminal da Lapa, em 1982, a praça degradou-se.
Dezessete anos depois, com um projeto do arquiteto Assis Reis, a praça ganha uma nova perspectiva de belvedere, o monumento à demolição da Sé – a Cruz Caída, de autoria de Mário Cravo -, o monumento a Tomé de Sousa, a restauração do monumento a D. Pero Fernandes Sardinha, iluminação cênica e sonorização.
Além disso, seguiu-se uma escavação arqueológica às fundações da Velha Sé, a qual resultou na criação de quatro sítios arqueológicos, cujo resgate de objetos e ossos está sendo conduzido por uma equipe do Museu de Arqueologia e Etnologia da UFBA.

A IGREJA DA SÉ E O BAIRRO DE COSME DE FARIAS

"A igreja da Sé, ela foi demolida em 1933. Quando ela foi demolida, grandes protestos, grandes manifestações, mas não adiantou nada, não; botaram a igreja no chão.
E, por iniciativa do padre Manoel Barbosa, colocou-se um busto do primeiro bispo Dom Pero Fernandes Sardinha no sitio onde estava o altar-mor da igreja da Sé.
Não havia gratuidade na colocação daquele busto ali, não; o sitio estava no local onde a igreja da Sé tinha o seu altar-mor.
Quando fizeram essas modificações, agora, que botaram a fonte luminosa ali, botaram Tomé de Souza com ar de treinador de time de vôlei, puseram o bispo aleatoriamente, acharam que aqui está melhor e botaram o bispo. Não perdeu o simbolismo e encomendou-se a Mario Cravo uma cruz fraturada como símbolo do arrependimento tardio por ter-se demolido a igreja da Sé. Quando se demoliu a igreja da Sé, a pedra lavrada, a cantaria talhada, toda ela, toda ela – estou ficando velho, está na hora de eu dizer isso – toda ela foi colocada num terreno de propriedade da Cúria Metropolitana, que se chamava Quinta das Beatas. Pedras de cantaria lavrada, florões de pedra, etc., foi tudo colocado ali. Um dia fizeram uma invasão na Quinta das Beatas, que era um terreno baldio e de marreta quebraram-se as cantarias todas para fazer fundação das casas da invasão, que é hoje o consolidado bairro de Cosme de Farias.
Se alguém cavar uma casa em Cosme de Farias, está arriscado a encontrar uma portada de igreja, uma coisa dessas de cantaria talhada aí, na Quinta das Beatas."

Cid Teixeira
www.cidteixeira.com.br

PROTESTOS CONTRA A DEMOLIÇÃO DA IGREJA DA SÉ
“É bom que se diga a verdade, as negociações foram travadas ainda no tempo em que era arcebispo Dom Jerônimo Tomé da Silva, com a morte de Dom Jerônimo, assumiu o arcebispado Dom Augusto Álvaro da Silva que não se rendeu – vamos dizer assim – às manifestações, o que havia, a Faculdade de medicina, a Faculdade de direito, o Instituto Histórico, em resumo, as entidades mais significativas, mais culturais da cidade, protestaram, fizeram abaixo-assinados e manifestos, etc.; não obstante, foi demolida a igreja da Sé.”




Cid Teixeira
www.cidteixeira.com.br

A COMPANHIA LINHA CIRCULAR FINANCIOU A DEMOLIÇÃO DA IGREJA DA SÉ
“A Companhia Linha Circular tinha interesse em modificar o trânsito de seus bondes ali, no centro, porque com a igreja da Sé no meio. Você tem idéia de onde estava a igreja da Sé, a fachada voltada para o mar, onde está a Cruz Caída, o corpo da igreja atravessando tudo aquilo e os quarteirões todos, porque não foi só a igreja que foi derrubada, foi a igreja e todos os quarteirões ao redor.
Então, a Companhia Linha Circular, que fez a sua sede ali, onde está hoje a Coelba, aquele prédio foi feito pela Circular para ser sua sede, tinha todo o empenho em derrubar e patrocinou inclusive financeiramente, é verdade.
Dizem que a Sé na Misericórdia não cabe é certo, é justo; mas cabe não há discórdia no bolso de Dom Augusto.
Diziam-se uns versinhos assim na época.”

Cid Teixeira
www.cidteixeira.com.br

Itapuã

Itapuã significa “pedra de ponta” ou “ponta de pedra” e não “pedra que ronca”, como muitos acreditam. (...) Seu batismo, de origem tupi, é formado pela aglutinação dos vocábulos indígenas ita e apuã [ts].
Historicamente, há notícias dele desde o século XVI, quando Gabriel Soares de Sousa registrou em Tratado Descritivo do Brasil, em 1587: “Esta ponta é a que na carta de mareas se chama Lençóis de Areia, por onde se conhece a entrada da Bahia”.

Os indígenas, primeiros habitantes do local, já o chamavam de Itapuã.
Alguns relatos contam a chegada da fé católica numa terra dominada pelas práticas pagãs, como a lenda da aparição de São Francisco Argoin e a lenda da Pedra de São Tomé.
Outros relatos falam que Itapuã era parte de uma enorme fazenda, cuja posse até hoje provoca discussões.
O que se sabe com certeza é que as terras de Itapuã já foram chamadas por vários nomes, e eram arrendadas pela Irmandade de Nossa Senhora da Conceição até a década de 1950. Como é comum acontecer em Itapuã, a origem do bairro está relacionada às diferentes narrativas que se contradizem e se completam, e que algumas vezes fazem parte dos muitos mistérios associados ao lugar.

PRAIA DE ITAPUÃ

A praia de Itapuã dista cerca de 35 Km do centro de Salvador.
É uma praia de águas tranqüilas, boa para canoas e jangadas, com areia grossa e uma bela visão da cidade, ao longe.
Por ser cercada por uma barreira natural de recifes, antes da existência do Farol costumavam acontecer vários naufrágios na região.



PRAIA DO FAROL
Perto do Farol, a praia também é conhecida por algumas letras, que eram as antigas denominações das ruas da área, como Rua K e Rua J.
O mar é cheio de pedras, podendo formar piscinas naturais ou se tornar agitado conforme a maré.
A praia do Farol é porto de barcos, e também o local preferido dos surfistas.



PRAIA DE SÃO TOMÉ
Hoje conhecida como “Praia de Piatã”, essa praia tinha o antigo nome de “Praia de São Tomé” por causa de uma lenda relacionada à aparição do santo no local.
Desde muitos anos, essa praia é freqüentada por religiosos, que visitavam a capela (hoje extinta) e o cruzeiro que existe perto dos coqueirais.

DUNAS
São depósitos que tiveram origem há milhares de anos, com a participação dos movimentos do mar, dos rios e do vento.
A areia alva e fina das dunas costumava cobrir boa parte do solo de Itapuã.
Além disso, ainda hoje vão além dos limites da cidade, fazendo divisa com o município de Lauro de Freitas, área pertencente à Aeronáutica, podendo ser vista sua extensão pela Praia do Flamengo.
Por causa do número de construções que têm sido feitas na área, o tamanho das dunas diminuiu consideravelmente e, por causa da mudança do ecossistema, boa parte da área também está coberta pela vegetação.

PEDRAS
A “Pedra que Ronca” é a mais famosa das pedras de Itapuã. Localiza-se nas proximidades da rua K, perto do Farol de Itapuã. Contam as lendas que, antigamente, quando as ondas batiam nessa pedra, ouvia-se um barulho assustador, semelhante a um ronco, que fazia as pessoas se esconderem nas suas casas.
Muitas pessoas, inclusive, defendem a idéia de que “pedra que ronca” seria o significado original da palavra “Itapuã”.
A Pedra da Beraba e Pedra da Sardinha ficam localizadas nas proximidades da Av. Dorival Caymmi, cerca da Pedra Redonda: esta localiza-se próxima ao monumento da Sereia.
A Pedra Goodyear está localizada perto Colégio Estadual Lomanto Junior e é também conhecida como “Diogo Dias”.
A Primeira Pedra (Itapuã Grande) e a Segunda Pedra (Itapuã pequena) ficam situadas nas proximidades do Farol.
Piraboca: é a pedra em que foi erguido o Farol. Ainda é possível encontrar outras pedras no trecho Itapuã-Boca do Rio, como: Amendoin, Tanhaçu, Cabeça de Nego, Pedra do Sal, Escorrega e Cai, Alentáceos, Vermelha e São Francisco.

FAROL

Quinto farol a ser erguido na Bahia, e quadragésimo segundo no Brasil, o Farol de Itapuã foi erguido sobre a pedra de Piraboca, em 07 de dezembro de 1873.
Servindo como um orientador aos navegantes, o farol tem 21 metros de altura, e pode ser visto desde a distância de 14 milhas.
Uma vez que essa área é cercada por recifes, essa orientação é fundamental para proteger as embarcações do risco de naufrágio.
A Torre do Farol já foi roxo-terra, depois branca e laranja e, por fim, desde a década de 50, a torre é vermelha e branca.
Com o tempo, o primitivo equipamento foi sendo substituído por tecnologias mais modernas: em 1923, o Farol recebeu o eclipsor que acende e apaga automaticamente e, a partir de 1939, passou a contar com uma válvula solar.
Hoje, com 132 anos, o Farol de Itapuã continua sendo um importante referencial de patrimônio material e cultural do bairro.



SEREIA DE ITAPUÃ
Um dos principais símbolos do bairro, o monumento da sereia está localizado em um ponto central, no cruzamento entre as Avenidas Otavio Mangabeira, Dorival Caymmi e a Rua Aristides Milton.
O monumento foi construído pelo artista plástico Mario Cravo em homenagem aos pescadores e aos elementos que identificam o mar. A sereia mede aproximadamente 1,5m, é feita de ferro
batido, pintada de prata e assentada em uma pedra de granito.
O monumento foi instalado em 1958, quando existia uma placa escrita “Bem vindo a Salvador” em 5 idiomas (português, francês, alemão, inglês e italiano).
A placa e a sereia foram retiradas com o projeto de Valorização da Orla, sendo reposta depois de seis meses apenas a sereia.



ESTÁTUA DE BRONZE DO POETA VINICIUS DE MORAES
A estátua foi encomendada pela Fundação Gregório de Mattos (FGM) ao artista plástico Juarez Paraíso, que contou com a participação de Márcia Magno, Renato Viana e Paula Magno na obra.

PRAÇA DORIVAL CAYMMI
Foi inaugurada, em 1953, em homenagem ao músico e compositor Dorival Caymmi, que deu visibilidade ao bairro com suas canções.
A praça é um dos lugares mais movimentados do bairro, e localiza-se entre a rua Aristides Milton e a rua Genebaldo Figueiredo, em frente à Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Itapuã.

PRAÇA VINICIUS DE MORAES
Inaugurada em 2003, na área do Farol de Itapuã, perto de onde o poeta e compositor costumava morar, a praça foi idealizada para servir à comunidade do bairro como um espaço público de lazer e cultura.
Possui jardins, dez bancos de madeira e piso de concreto, paralelepípedos e detalhes em granito.
Além disso, existem dez totens com as letras de suas músicas mais importantes e trechos de poemas famosos do poeta, além de uma pequena biografia e monumento em sua homenagem.

CAPELA DE SÃO FRANCISCO
A Capela foi erguida no século XVIII por ordem de Francisco Dias D’Ávila, para abrigar a imagem de Santo Antônio Argoin, que apareceu entre os destroços de um naufrágio na região. Situada no cemitério de Itapuã, que fica na atual Vila dos Sargentos, a capela continua sendo freqüentada, embora os fiéis não mais realizem Lavagens e Procissões em homenagem a São Francisco, como no passado

Cruz do Pascoal

Local que virou point de barzinhos tem origem curiosa: o devoto Pascoal Marques de Almeida mandou erguer um monumento, em 1743, em homenagem a Nossa Senhora do Pilar, cuja imagem foi roubada há anos.
Na igreja matriz, a construção atual data do século XIX, e há uma placa lembrando a resistência de Mauricio de Nassau à invasão Holandesa.
Foi também ali, pelas ruas do Santo Antonio, em 1823, que o exército de libertação passou com seus soldados do povo rumo ao Terreiro de Jesus.
O cortejo, que sai da Lapinha, se repete todos os anos no dia que comemoramos a Independência da Bahia: 2 de julho.

                      

ORATÓRIO DA CRUZ DO PASCOAL
Situa-se o oratório no bairro de Santo Antônio Além do Carmo, em sítio tombado pelo IPHAN (GP-1), que compreende áreas dos sub-distritos da Sé e Passo.
O oratório está implantado no meio de um largo de forma triangular, para onde se abrem sobrados, na sua maioria do séc. XIX, muitos dos quais com fachada azulejada.
A ambiência do monumento foi prejudicada pela substituição do piso de pedras irregulares, por asfalto, em 1971.
Um dos mais pitorescos e expressivos pontos de referência visual de Salvador. O oratório que é constituído por uma coluna encimada por um nicho, guarda em seu interior uma preciosa imagem de N. S. do Pilar, do séc. XVIII.
O oratório é praticamente todo revestido de azulejos azuis e brancos e está hoje protegido por gradil de ferro do séc. XIX.
O oratório é formado por um nicho inspirado nas torres sineiras de igrejas baianas do começo do séc. XVIII, que se apóia sobre o ábaco de uma robusta coluna toscana de seção octogonal, montada em pedestal de pedra.
A terminação do nicho, em pirâmide azulejada, é encontrada nas torres de numerosas igrejas baianas como: Santo Antônio de Cairu (1670), S. Francisco (1720), Belém da Cachoeira (1730),
N. S. da Lapa e Santa Casa de Misericórdia.
Os pináculos foram substituídos por esferas de louça.
Os azulejos que revestem o nicho e coluna são portugueses, do séc. XVIII.



Histórico arquitetônico:
1743 - O oratório foi erguido por Pascoal Marques de Almeida, natural de Lisboa, como testemunho de sua fé em N. S. do Pilar;
1874 - É construído um gradil de ferro, para proteção do oratório.

Fonte: Cd-room IPAC-BA: Inventário de proteção do acervo cultural da Bahia, Bahia, Secretaria de Cultura e Turismo.

Praça Castro Alves

A praça batizada em nome do poeta Antônio de Castro Alves é palco e coração do Carnaval de Salvador, maior manifestação popular do Brasil.
O monumento do escultor italiano Pasquale Di Chirico, feita em bronze e granito, imortaliza o poeta em atitude de declamação.




"Entre a Praça Castro Alves e a Praça da Sé existe uma área em forma triangular onde se concentra um grande número de construções e monumentos históricos da cidade do Salvador.
Sua riqueza é revelada também através dos acontecimentos que marcaram toda esta região, afinal, durante séculos esta área concentrou boa parte da administração municipal e estadual. Ainda hoje encontramos órgãos administrativos como a Prefeitura de Salvador e a Câmara dos Vereadores.
Suas ruas estão repletas de fatos e personagens que construíram a história de Salvador e que, algumas vezes, destruíram parte dessa história em favor da modernidade.
Durante muitos anos sendo a área comercial mais chique da cidade, um verdadeiro shopping center com direito a várias salas de cinema, teatro, cafés e lojas diversas, esta região hoje pede socorro.
O grito vem da nossa história que precisa ser preservada, a História da Igreja da Sé, do Teatro São João, da Biblioteca Pública, da Sloper, da Mulher de Roxo e tantas outras lembranças que só nos deixaram saudades".


Cid teixeira.

Panteão da Liberdade

Autor: Desconhecido
Época: 26 de julho de 1914 (inauguração)
Origem: Salvador - Bahia
Propriedade: Instituto Geográfico Histórico da Bahia

Localização: Estrada Campinas de Pirajá - Pirajá
Vizinho a Igreja São Bartolomeu

Dados Técnicos:
Material: Estrutura de Alvenaria Neoclássica
Dimensões: Altura = 3,18m, Base (2,20 x 2,20m)

Descrição Sumária:
O Panteão simboliza a gratidão da Bahia e do Brasil para com o general francês que preparou o Exército Libertador que viria a expulsar da cidade as forças de Madeira de Melo.
Possui características neoclássicas, sobressaindo-se, em sua fachada, 4 colunas dóricas, de fuste liso, que sustentam o entablamento e o frontão triangular.
Nas fachadas laterais, dotadas de platibanda, além das colunas do átrio, existem, em cada uma delas, 3 pilastras, formando 2 vãos onde se localiza uma janela, em esquadria de ferro e vidro.
Uma escada com 4 degraus em mármore dá acesso ao átrio. Em seguida, o acesso ao interior do panteão dá-se através de uma porta central em ferro e vidro, com uma janela também em ferro e vidro, de cada lado.
O interior é bastante iluminado pela luz natural, que é filtrada pelas 6 janelas e porta, todas envidraçadas.
As paredes são decoradas com pintura mural, feitas pelo processo de molde vazado, sobressaindo decoração floral estilizada (flor de lis) e perolados. Essas pinturas murais percorrem todas as paredes do interior do panteão, inclusive o teto, totalizando cerca de 60 m².

Para maior proteção do monumento em 2003 foi instalado gradil em seu entorno, bem como fechamento das esquadrias em chapa metálica e vidro aramado.

Referência HistóricaHomenageado: General Pedro Labatut (1775-1849)
Comandante do Exército pacificador na campanha de independência da Bahia, Pedro Labatut nasceu em 1775, em Cannes (França).
Filho de Antonio Labatut e Genoveva Alegre.
Iniciou a carreira das armas e militou no exército francês de Napoleão Bonaparte, onde alcançou respeito e consideração dos seus superiores.
No posto de coronel migrou para a América do Sul, promovido no exército da Colômbia, em seguida veio para o Brasil.
Residiu no Rio de Janeiro e por ordem do Príncipe Regente, incorporou-se ao exército nacional, em 3 de julho de 1822, na patente de brigada.
Em 9 de julho do mesmo ano, foi designado o comando das tropas que na Bahia se revoltaram contra o domínio do general português Madeira de Melo.
Foi casado com Clara Úrsula Cristina, com quem teve 4 filhos: Maria Conceição, Manoela, Isabel e Emmanuel Labatut.
Faleceu na cidade do Salvador, no dia 4 de setembro de 1849.

Fontes:Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, nº. 68, 1942.
Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, nº. 59, 1933.
Mattos, J.B. Os Monumentos Nacionais. Rio de Janeiro: Imprensa do Exército, 1956.

Batalha do Riachuelo


Monumento da Batalha do Riachuelo

Autor: João Francisco Lopes Rodrigues
Época: 23 de novembro de 1874
Origem: França

Localização: Praça Riachuelo – Comércio
Dados Técnicos:
Material: Pedra Calcárea, Bronze e Ferro
Técnica: Pedra Lavrada e Fundição
Dimensões: Altura = 23,00m; Diâmetro= 27,60m

Monumento de grande beleza, composto de coluna de bronze em estilo Coríntio, com fuste adornado e capitel em volutas, sustentando esfera sobre a qual se encontra figura da Vitória, representada por mulher alada, tudo no mesmo material.
A coluna está assentada sobre pedestal em pedra calcárea lavrada, no qual estão afixadas placas e inscrições alusivas.
A área de circulação é circular, protegida por gradil de ferro trabalhado ao redor.
O monumento é comemorativo da vitória do Brasil na Batalha de Riachuelo (Guerra do Paraguai).

Referência Histórica:

Vitória de Riachuelo
Este monumento está localizado no centro da antiga Praça Riachuelo, pertencente à Associação Comercial.
Foi construído por iniciativa por iniciativa da Associação Comercial e pela classe comercial, em 1874, para relembrar a atuação do exército e a armada brasileira na guerra contra o Paraguai, especialmente na batalha naval de Riachuelo.
A proposta para a criação do monumento, partiu do negociante José Lopes da Silva Lima que a apresentou em sessão da Junta Diretora da Associação Comercial em 15 de julho de 1870.
Em 27 de março de 1872 foi realizado em sessão solene o assentamento da primeira pedra do monumento com a presença do imperador D. Pedro II.
No monumento está a seguinte inscrição: “No reinado do Senhor D. Pedro II, Imperador Constitucional e Defensor Perpetuo do Brasil, sendo Arcebispo da Bahia e Primaz do Brasil o Conde de S. Salvador, e Presidente da Província, o Desembargador João Antonio de Araújo Freitas Henrique foi lançada esta primeira pedra da memória a erigir-se no centro da Praça Riachuelo. – Bahia, 27 de Março de 1872.”
A inauguração do monumento aconteceu em 23 de novembro de 1874 com a bênção o Monsenhor Carlos Luiz d’Amor com a presença também do Dr. Venâncio José de Oliveira Lisboa, Presidente da Província.
O monumento mede 23m de altura, sendo que o pedestal e a base com a escadaria abrangem uma área de 40m, de fina pedra francesa, polida e cercada por grandes de ferro.
A coluna é de bronze, de estilo corinto, com um capitel dourado de onde saem 8 volutas douradas, sustentada por uma esfera, sobre a qual, numa atitude de vôo, vê-se o anjo da vitória, tendo em suas mãos uma palma e na outra uma coroa de louros, dourada em bronze.
Do capitel para baixo estão gravadas em letras douradas os nomes dos lugares onde ocorreram os mais importantes combates, na seguinte ordem:
MCCCCLXXII

Riachuelo, Jatahy, Uruguayana,
Paraná, Estero Bellaco, Curuzú,
Corumbá, Pilar, Tagy, Tuyucué,
Timbó, Assuncion.
Da coluna desce um largo anel que sustenta 4 capelas de ouro e abaixo se lê a seguinte inscrição:
Aos voluntários da Pátria, Exercito.
E Armada Imperial pela victórias
Alcançadas no Paraguai.
Lado de terra:
Linhas de Rojas, Chaco, Humaytá, Tibicuary,
Angustura, Lomas Valentinas, Itororó, Piquis-
Syry, Villeta, Ascurra, Peribebuy, Caraguatay,
Aquidaban.
A base da coluna é composta por dois anéis de onde se prendem 4 festões 4 capacetes, estando um em cada ângulo, em bronze.
No pedestal, há um grande medalhão de bronze no qual estão esculpidas as armas do Império. Do lado oposto, há outro medalhão, de onde se vêem as armas da Câmara Municipal, uma pomba a voar, tendo no bico um ramo de oliveira e ao redor da mesma o seguinte versículo bíblico:
Sic illa ad arcam reversa est.
Do lado sul está escrito:
No reinado de D. Pedro II, Imperador.
Constitucional e Defensor Perpetuo do
Brasil, sendo Arcebispo da Bahia e Primaz do Brasil o Conde de S. Salvador.
e Presidente da Província o Desembargador
João Antonio de Araújo Freitas Henriques no
ano
MDCCCLXXII

Do lado norte:Mandado erigir pelo corpo comercial
desta praça, representado pela sua
Diretoria em
MDCCCLXXII
Mais abaixo lê-se, a seguinte dedicatória:
OFERECIDO AO POVO BRASILEIROArchitecto, Delaporte, Fundidor, Leroux. As obras foram dirigidas gratuitamente pelo Engenheiro José Revault.

Esse monumento foi levantado pela junta Diretora da Associação Comercial da Capital com auxilio do comercio dai e do da Cachoeira, sendo completado o seu custo, pelo cofre da Associação Comercial com a quantia de 38:512$320, que perfazem o total de .... 55:948$920, valor de todo o monumento e mais despesas.
Acha-se entregue aos desvelos da Associação Comercial que o tem cuidadosamente conservado.
A Batalha Naval de Riachuelo, 11 de junho de 1865.
Foi uma grande batalha que se travou, logo no inicio da Guerra do Paraguai.
Exaltada na época não só pelas conseqüências imediatas que representava a vitória sobre o desenrolar futuro da guerra, mas também pela real demonstração de valor de nossos patrícios, é vista como um acontecimento histórico.

Fontes:
Revista do Instituto Geográfico e Histórico, nº, 59, 1933.
Mattos, J. B. Os Monumentos Nacionais. Rio de Janeiro: Imprensa do Exército, 1956

Monumento 2 de Julho

Autor: Comendador Carlo Nicol
Época: 02 de julho de 1895 (inauguração)
Origem: Carrara - Itália
Localização: Avenida 7 de Setembro - Largo do Campo Grande

Dados Técnicos:
Material: Bronze e Pedestal em Mármore de Carrara
Técnica: Fundição e Placas de Mármore de Carrara
Dimensões: Altura = 25,86m








O majestoso Monumento, erigido em homenagem à independência da Bahia, localiza-se no Largo do Campo Grande e tem como símbolo principal "O Caboclo", que representa um ato de afirmação de identidade, nacionalidade e liberdade.
Compõe o Monumento um pedestal de mármore de Carrara, formado por dois corpos e escadarias do mesmo material. Assentado sobre o pedestal, ergue-se uma elegante coluna de bronze, da ordem corinthya, encimada garbosamente pela figura de um índio armado de arco e flecha, simbolizando o Brasil.
Medindo exatos vinte e cinco metros e oitenta e seis centímetros, o Monumento ostenta alegorias, símbolos e quadros que representam batalhas campais, nomes dos heróis que trabalharam em prol de nossa emancipação, os principais rios da Bahia: "o São Francisco" e "o Paraguaçu" - " a Cachoeira de Paulo Afonso" e outras tantas representações.
O Monumento possui, em seu perímetro, um passeio de mármore de Carrara formado por mosaicos em variadas cores, fechado por um gradil de ferro fundido, onde figuram, em baixo relevo, as armas da República e da Cidade.
Um segundo passeio, com orla de cantaria e mosaicos em mármore preto, cinza e branco circula o anterior, onde foram montados oito bem trabalhados candelabros em ferro fundido, com sete metros de altura, encimados por quatro grandes globos redondos.



Referência Histórica:O monumento comemora a entrada do exército pacificador em Salvador em 2 de julho de 1823.
Foi levantado por uma comissão com auxílio do Governo do Estado da Bahia e da Câmara Municipal de Salvador.
O engenheiro Alexandre Freire Maia Bittencourt responsável pela obra publicou e distribuiu no dia da inauguração um folheto descritivo do monumento que dizia:
Compõe-se o referido monumento “de elegante coluna de bronze, da ordem Corynthia, com onze metros e quarenta e seis centímetros, assentada sobre pedestal de mármore de Carrara, composto de dois corpos, sobre posto um ao outro, tendo o superior de altura três metros e quarenta centímetros, e o inferior quatro metros e dois centímetros, o qual se apóia em um plano onde partem para os quatro lados escadarias do mesmo mármore, formadas de sete degraus com trinta centímetro de altura e cinqüenta de passo, cada um.
Em cima da coluna, ostenta-se, garbosamente a figura de um índio, com 4 metros e 11 centímetros de altura, armado de arco e flecha, simbolizando o Brasil, na altitude de desferir tremendos golpes sobre a serpente, aludida ao governo da Metrópole, a qual procura esmagar debaixo dos pés.

O capitel da coluna é constituído de folhagens de carvalho e louro com ornatos alegórico, tudo de bronze dourado, com um metro e sessenta e cinco centímetros.
O fuste e a base da coluna medem 9 metros e 80 centímetros, tendo o primeiro terço inferior octogonal, em que se destacam quatro grinaldas, de louro de carvalho, douradas e suspensas por botões metálicos, com inscrições para lembrar aos nossos posteros, as seguintes datas:
Na frente:
Entrada das tropas libertadoras, 2 de Julho de 1823.
No fundo:Reuniões das côrtes, 26 de Agosto de 1821.
Ao lado direito:Batalha contra a frota luzitana, 4 de Maio de 1823.
Ao lado esquerdo:Organização da Junta na Cachoeira, 26 de Junho de 1822.

Os dois terços da coluna são estriados, tendo de espaço em espaço, faixas, nos quais estão burilados os nomes daqueles que, com tanto e tamanho heroísmo, bravura e abnegação souberam trabalhar em prol da nossa emancipação, como fossem:
Borges de Barros, Lino Coutinho, Cypriano Barata, Gomes Ferrão Pedro Bandeira, Montezuma, Visconde de Pirajá, Carneiro de Campos, Garcia Pacheco, Rodrigo Brandão, Siqueira Bulcão, Pereira Rebouças, Brigadeiro Manoel Pedro, General Pedro Labatut, Tenente Coronel Souza Lima, Coronel Lima e Silva, Major Silva Castro, Coronel Luiz Lopes, Tenente José Pinheiro de Lemos, Tenente Jacome Dorea, Tenente Silva Lisboa, Capitão Cypriano Siqueira e Almirante Cochrane.

Entre essa parte da coluna e o capitel notam-se festões dourados.
O pedestal superior de mármore, em forma quadrangular, tem, no meio da face da frente, as armas da República e sobre elas o lema da democracia:
Liberdade, igualdade e fraternidade,Na face oposta, as armas ou divisa da cidade, com a inscrição apropriada:
Sic illa ad arcam reversa estDo lado direito, encostada ao pedestal, figura no (...) a estátua de uma mulher de colo ereto envolvida numa bandeira empunhada com vigor, que representa a Bahia, proclamando a sua liberdade.
Do lado oposto, uma estátua com cabelos soltos, coroa de louro e braços de mulher varonil, figura Catharina Paraguassú, tendo em uma das mãos uma arma em posição defesa e na outra um escudo, em que está gravado, com letras de ouro, aquelas memoráveis palavras pronunciadas nas margens de Ypiranga: Independência ou morte.



O pedestal inferior, ainda de forma quadrangular, e em maiores proporções, tem, es escudos de bronze e letras douradas, épocas que rememoram glórias para a primogênita do Brasil:

Chegada de Cabral a Porto Seguro, 22 de Abril de 1500
Fundação da Bahia, 6 de Agosto de 1549
Proclamação da Independência, 7 de Setembro de 1822
Entrada do Exército Libertador, 2 de Julho de 1823

Sobre essas colunas elevam-se troféus de armas e objetos indígenas, artisticamente combinados.
Nas almofadas da frente e fundo desse pedestal, existem quadros de bronze, em relevo, onde o artista, com perícia e arte, soube mostrar os atos de heroísmo praticados pelos itaparicanos na tomada da barca lusitana em 7 de janeiro de 1823 e, noutro, o denoto dos cachoeiranos em 25 de junho de 1822; figurando aqui, uma barca no rio Paraguassú, que é invadida por pessoas armadas de pedras e cacetes, que se apoderam da mesma; e ali, outra barca defronte do forte de São Lourenço, em Itaparica, para onde sobrem muitos abordantes, compostos de soldados e gente do povo.
Nas outras duas almofadas, lêem-se inscrições, a primeira das quais é como se segue:
Anno 1895
Aos heróes da Independência
A Pátria agradecida

No plano de que se partem as escadarias, observam-se, em socos de 0,m30 de alto na frente e no fundo, grandes águias com asas abertas, pousando esta sobre canhões, âncora, estandarte da Metrópole, com um escudo circulando de uma grinalda de folhas de café, com a data de 25 de junho de 1822, e aquela sobra a proa de uma barca em destroços, mastros, leme, cabos, machadinhas, etc, com a data de 7 de janeiro de 1823 escrita numa fita ornamentada de ramo de café, corresponde a elas os quadros acima descritos.



Fonte:
Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, nº. 59, 1933.