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quarta-feira, 21 de maio de 2008

Bairro Liberdade

A Liberdade está situado na parte da cidade alta de Salvador, ocupando uma área de aproximadamente 190 hectares.
Possui um plano inclinado que serve como ligação entre as cidades alta e baixa.
Abrange as localidades conhecidas como Soledade, Lapinha, Sieiro, Japão, Duque de Caxias, Curuzu, Cravinas, Bairro Guarani, Alegria, Jd São Cristovão, São Lourenço e parte do Largo do Tanque e da Baixa do Fiscal.

HistóricoNo início do século XX, graças ao crescimento da cidade do Salvador estimulado pelo êxodo da população rural que fugia da seca que atingia o interior do estado, o bairro da Liberdade plantou as suas bases.
Por volta do ano de 1930 , já existia quatro chácaras, localizadas no Curuzu, que tomavam a maior parte da área do bairro.
Podia-se ver uma grande extensão de vegetação florestal, composta de árvores como mangueiras, jaqueiras, que caracterizavam a região não muito povoada.

Com o passar dos anos, as chácaras foram sendo loteadas e vendidas,o que proporcionou o aumento da população.
A proximidade com o centro comercial e financeiro de Salvador, na época, a Rua Chile e o Comércio, facilitando o acesso ao trabalho, foi um dos principais fatores para que as pessoas se instalassem.
Sua ocupação se deu, a partir daí, de forma desordenada, e o bairro cresceu às custas de invasões, favelização e posterior urbanização das moradias.
Por conta disto, em vários pontos do bairro ainda encontra carência em termos de condições sanitárias e de infra-estrutura.
A Liberdade tem ainda uma forte influência da cultura negra, que constitui o grande apelo turístico da Liberdade .
A presença de blocos Afros, como o Ilê Aiyê, Muzenza, Vulcão da Liberdade é um dos convites aos turistas.
Há ainda a Festa de Reis da Lapinha, que é comemorada sempre nos dias 5 e 6 de janeiro.
O bairro era chamado de Estrada da Liberdade, pois foi por sua via principal que passaram os heróis da Independência da Bahia, sendo que até hoje em dia o cortejo atravessa suas ruas. Existem várias igrejas, terreiros de umbanda e candomblé, centros espíritas e templos protestantes, o que evidencia a multiplicidade cultural da população do bairro.

PopulaçãoA Liberdade tem uma das maiores densidades populacionais de Salvador. Até o ano de 1990 (dados do censo de 91), a área possuía aproximadamente 130.000 moradores, algo em torno de 5% da população do município.
Caracteristicamente, possui grande concentração da parcela negra da população soteropolitana, pertencentes de forma geral a faixa de baixa renda do município.
Atualmente o bairro é considerado uma "cidade" dentro da cidade de Salvador.

História da negritude no Bairro da Liberdade?

"Recentíssimo. Eu que estou falando aqui, sou do tempo em que a Liberdade eram quatro ou cinco roças, roças com bois e vacas e essas coisas.
Essa concentração de pobreza e negritude na liberdade é coisa de quarenta ou cinqüenta anos para cá, não é muito antiga, não.
Outros bairros se embranqueceram, por exemplo, um bairro onde só tinha negro mesmo, que era o Caxundé; hoje ninguém mais sabe nem onde é o Caxundé quanto mais falar em negro lá dentro.
Corresponde hoje ao Jardim de Alá, ali, na Pituba.
O trator chegou, urbanizou tudo, fez casinhas bonitinhas e acabou com a negritude de lá.
A Liberdade não tem essa história negra, não; eram roças.
Seu Chico Mãozinha era dono de tudo o que é hoje, Corta braço, Pero Vaz era a roça dele e eu conheci, eu estive lá, na roça dele, eu que estou aqui; portanto, não é coisa do século XVII, não. Eu vi, andei lá, como andei na Pituba com medo das vacas, com medo dos bois correndo atrás da gente".
Cid Teixeira

terça-feira, 20 de maio de 2008

Origem nomes dos Bairros

Barbalho
O bairro está localizado em terras que pertenceram a Luiz Barbalho Bezerra, de onde lhe vem o batismo.

Barris
Tomou esse nome pelo fato de existir no atual bairro uma fonte de ótima água potável localizada próxima ao dique, onde os aguadeiros se abasteciam para atender à população.
Essa fonte era protegida por barris, sendo a água ali apanhada e transportada também em barris, em lombo de animais.

Bonfim
Recebe esse batismo devido a existência da conhecida Igreja do Bonfim, que se localiza no bairro de mesmo nome.

Brotas
O nome do bairro, como ocorre em incontáveis outros batismos populares de logradouros na Bahia, vem da corruptela popular de uma palavra: no caso Brotas por Grotas.

Carmo

Batismo extenso e curioso, mas que dá uma idéia exata do crescimento da cidade para além das Portas do Carmo, que ficavam na altura do Largo do Pelourinho, sendo conhecidas anteriormente como Portas de Santa Catarina.

Fazenda Garcia
Recebe esse batismo devido a presença, antigamente, da fazenda do Conde Garcia D’Ávila.
De fazenda, hoje, o Garcia só guarda o nome.

Itapagipe
De origem indígena, significa rio da taba ou aldeia (taba-gy-pe).

Itapuã
De origem indígena, significa pedra que ronca. Tem esse nome por lá existir uma pedra que, antes de se partir, roncava na maré vazante.
Cantado em prosa e verso por Dorival Caymmi e depois por Vinícius de Moraes, este bairro tem nomes poéticos em muitas das suas ruas (Amanhecer, Brisa, Irmão Sol).

Piatã
De origem tupi, significa o persistente, o obstinado.
Boa parte da praia entre Amaralina e Itapuã era conhecida como São Tomé, nome que vinha dos tempos da colônia. Foi ali que Hebert Rocha Vaz instalou a sua fábrica de óleo de baleia.




Pirajá
Braço estreito de mar ao norte da península Itapagipana, que se estende pela terra adentro com águas tranquilas entre mangues, à sombra de montes empinados, significa do tupi (pira-ya) capa de peixe, lugar farto de peixe para o sustento dos pescadores.

Pituaçu
De origem indígena, significa pitu grande.

Pituba
De origem indígena, significa bafo, exalação, maresia.

Ribeira
Primitivamente a Ribeira, expressão portuguesa que quer dizer ancoradouro para a reparação de naus, era uma colônia de pescadores e lugar de veraneio.
Por ser esse um local de difícil acesso, demorou muito para ser habitado.



Tororó
É corruptela da palavra (itororó)de origem tupi, que significa: o jorro, o enxurro, a enxurrada.







Calçada
Em 1638 o caminho para o Bonfim era pela praia e por Mont Serrat, só mais tarde se construiu, através dos mangues, o atual caminho de Roma, até lá por meio de aterros e calçamento, de onde o nome Calçada do Bonfim, que se estendeu a toda rua atual da Jequitaia.

Liberdade
Foi pela estrada das boiadas que o exército nacional adentrou Salvador, no dia 2 de julho de 1823, proclamando a independência da Bahia, que consolidou o fim do Domínio português no Brasil.
Com isso o bairro passou a ser chamado de Liberdade.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Estátua Maria Quitéria



Estátua de Maria Quitéria

Estátua de Maria Quitéria de Jesus, "Soldado Medeiros"
Autor: José P. Barreto 
Época: 21 de agosto de 1953 (inauguração) Origem: Salvador
Localização: Praça da Soledade - Bairro da Liberdade, ao lado da Igreja N. Sra. da Soledade.

Dados Técnicos:Material: Bronze e pedestal em granito
Técnica: Fundição e Placas em granito
Dimensões: Altura = 6,59m, Base=(4,93x4,06)m

Descrição Sumária:
Monumento a
 Maria Quitéria de Jesus, "Soldado Medeiros", heroína das lutas pela independência da Bahia.
Escultura em bronze, erguida em 1953, na Praça da Soledade, ao lado da Igreja N. Sra. da Soledade, de autoria do artista José P. Barreto.
A sua base original, de marmorite, foi revestida por placas de granito cinza, na restauração do conjunto pela Prefeitura Municipal de Salvador em 29 de junho de 2000.

Referência Histórica 
Homenageada: Maria Quitéria (1792-1853)
Considerada heroína da Guerra da Independência, Maria Quitéria de Jesus Medeiros nasceu em 27 de julho de 1792, na freguesia de N. S. Do Rosário do Porto da Cachoeira (Bahia).
Filha de Gonçalo Alves de Almeida e Joana Maria de Jesus.
Aos dez anos fica órfã de mãe, assume a responsabilidade de cuidar da casa e dos irmãos.
Em 1822 o Exército brasileiro realizou campanhas para o alistamento de soldados para lutar pela consolidação da independência, frente à resistência dos portugueses na Bahia. Maria Quitéria pediu ao seu pai para se alistar, mas não obteve permissão. Fugiu, então, para casa de sua irmã Tereza e de seu cunhado, José Cordeiro de Medeiros e vestida com roupas de homem e com os cabelos cortados, alistou-se como soldado Medeiros.
Passou a integrar o Batalhão dos Voluntários do Príncipe, também chamado de
 Batalhão dos Periquitos, por causa da gola e dos punhos verdes do uniforme.
Duas semanas depois Quitéria foi descoberta por seu pai, mas impedida de deixar o exército pelo major Silva e Castro que lhe reconheceu grandes qualidades militares. Combateu na foz do Rio Paraguaçu, onde demonstrou heroísmo.
Participou também dos combates na Pituba e em Itapuã, sendo sempre destacada por sua coragem.
Com o fim da campanha na Bahia, foi ao Rio de Janeiro, onde recebeu das mãos do imperador
D. Pedro a condecoração dos
 cavaleiros da Imperial Ordem do Cruzeiro.
Voltando a Bahia, levou também uma carta do Imperador a seu pai, pedindo que a perdoasse. Casou-se com o lavrador Gabriel Pereira de Brito, com quem teve uma filha.
Mudou-se depois com a filha para Salvador, onde morreu quase cega e esquecida.
Faleceu na cidade do Salvador, no dia 21 de agosto de 1853.

Fontes: Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, nº. 59, 1933. Mattos, Coronel J. B. Os Monumentos Nacionais. Rio de Janeiro: Imprensa do Exército, 1956.