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quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Praia Porto da Barra

Em 2007, o site de turismo do jornal inglês The Guardian classificou a praia do Porto da Barra como a terceira melhor do mundo, atrás apenas das Ilhas Cies na Galícia, Espanha, e da praia do Parque Nacional Tayrona, na Colômbia.
Quem frequenta a praia do Porto entende perfeitamente o mérito em questão, afinal a praia é um espaço democrático, onde a diversidade reina sob a luz do sol.
Suas águas – guardadas pelos fortes de Santa Maria e São Diogo – são calmas e convidam os adeptos de um bom banho de mar ou mesmo os praticantes da natação a nelas mergulhar. Sua faixa de areia, apesar de estreita, abriga um número de apaixonados por seus encantos que, ao cair da noite, aplaudem o mais lindo pôr-do-sol da cidade.








Localiza-se no bairro da Barra; limita-se ao sul pela encosta que é formada pela Ladeira da Barra, passando pelo Hospital Espanhol indo até o Farol da Barra, passando pela fortaleza de Santa Maria.
No limite do passeio, em pedras portuguesas, existe uma balaustrada de onde se tem uma excelente vista da Ilha de Itaparica e de onde se pode apreciar o pôr-do-sol - um dos poucos locais do Brasil continental onde o poente ocorre sobre o mar.
Esta enseada termina antes da fortaleza de Santa Maria, a partir da qual as formações rochosas tornam o local inapropriado ao banho.
Existe também um monumento, em forma de cruz, indicando o local do desembarque do primeiro governador-geral do Brasil Tomé de Sousa.
É um dos pontos turísticos da Bahia, com vários hotéis e restaurantes.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Barra, Morro do Cristo e Praia do Farol da Barra

Como morador da Barra tenho minhas próprias percepções deste bairro que é um dos mais conhecidos de Salvador, aqui estão localizados vários hotéis, restaurantes e algumas das principais atrações da cidade, logo é um dos locais que os turistas não podem deixar de conhecer. Atualmente houve a requalificação da Orla, trazendo o povo soteropolitano para caminhadas no calçadão de uma das praias mais bonitas do Nordeste.
A Barra localiza-se na entrada da Baía de Todos os Santos e tem mais de 500 anos de história. Aqui começou a colonização portuguesa da cidade. Em 1501, o padrão de posse português foi instalado no local do atual Farol da Barra.
Um dos circuitos do Carnaval acontece na orla da praia, arrastando todos os anos milhões de foliões atrás dos trios elétricos, além de shows que acontecem, com frequência, no Largo do Farol da Barra.
Possuindo praias importantes como a do Farol e a do Porto da Barra, os moradores e turistas possuem opções algumas opções de lazer, que no final do dia são emolduradas pelo belo pôr do sol. Pode-se admirar este espetáculo tanto do Morro do Cristo ou da Praia do Porto, ambos produzem muitas imagens inesquecíveis.

Em 1549, Thomé de Souza desembarcou no Porto da Barra para fundar a primeira capital do Brasil. O bairro possui três fortes históricos e uma das igrejas mais antigas da Cidade: a Igreja de Santo Antônio da Barra.






Farol da Barra

O Farol encontra-se no Forte de Santo Antônio da Barra, o primeiro forte construído em Salvador, data de 1534, com função de proteger a Baía de Todos os Santos da entrada de invasores. Atualmente o forte abriga o Museu Náutico da Bahia, que conta a história da navegação brasileira, com relatos e lembranças de navios naufragados na região. É a construção militar mais antiga do Brasil.É possível subir ao ponto mais alto do farol, onde há um mirante, através de uma escadaria interna e curtir o belo visual da Barra e da Baía de Todos os Santos.













A escultura do Cristo Redentor, localizada no Morro do Cristo, na Barra, foi esculpida em  mármore carrara,pelo artista italiano Pasquale De Chirico. Tem sete metros de altura, com pedestal.




Forte de Santa Maria e Praia do Porto da Barra


























terça-feira, 14 de outubro de 2008

Morro de São Paulo

Um vilarejo sem carros, uma ilha sem bancos, noite agitada e praias paradisíacas. Isso é o que você vai encontrar em Morro de São Paulo, na ilha de Tinharé, a apenas 60 quilômetros ao sul de Salvador.
As praias são numeradas: a Primeira, pertinho da vila, é mais freqüentada pelos moradores.
A Segunda é pura badalação. Gente jogando capoeira, frescobol e futebol de dia, e a festa rolando a noite toda.
Da Terceira praia saem passeios de barco para as ilhas vizinhas e a Gamboa.
A Quarta praia é muito tranqüila, bem sossegada, ideal para quem prefere relaxar.
Depois vêm os paraísos ecológicos: a Praia do Encanto, Garapuá, e a ilha vizinha, Boipeba.
A noite de Morro de São Paulo é agitadíssima. Mas claro, sem atrapalhar o sono de quem busca descanso e distância da agitação.
Já o interior da ilha é o cenário perfeito para a aventura e a vida mais próxima da natureza.
Tudo isso convive harmoniosamente nesta ilha peculiar, um verdadeiro paraíso tropical, seguro ao ponto de ter apenas três policiais, praticamente desocupados.
Caminhando pelas ruelas estreitas da vila, ouve-se uma infinidade de línguas distintas, do inglês ao baianês, do carioquês ao alemão. A roda de capoeira, a música brasileira, os frutos do mar, a culinária com o tempero que só a baiana tem. Tudo é exuberante em Morro de São Paulo. Extensas praias desertas, matas repletas de pássaros, micos, manguezais com canais navegáveis, uma flora absolutamente exuberante e diversa, piscinas naturais, recifes de coral, morros com vistas fantásticas. Tudo é lindo nesta ilha que se preocupa com seu futuro.
A canalização e o tratamento do esgoto garantem praia limpa o ano todo.

Morro de São Paulo está situado no extremo norte da ilha de Tinharé, ilha que compõe, junto com Boipeba, Cairú e outras 23 pequenas ilhas, o Arquipélago de Tinharé.
O arquipélago fica a cerca de 60 quilômetros ao sul de Salvador, próximo à cidade de Valença.
O Arquipélago de Tinharé é também o único município-arquipélago do Brasil, o município de Cairú, com sede na ilha de mesmo nome.
As ilhas são separadas entre si e do continente por grandes canais de manguezais, fato que dificulta o acesso à ponto de ainda hoje muitos locais serem inabitados e raramente visitados, já que a navegação é dependente de marés e acessos por terra quase impossíveis.
A região mais acessível do arquipélago é a costa leste, onde estão as praias. A água é mais profunda, embora em quase sua totalidade, as praias são protegidas por arrecifes, podendo-se chegar à praia apenas em alguns pontos específicos.
O canal ao norte da ilha de Tinharé também é profundo, embora tenha bancos de areia, e é por ele que se chega à Ponta do Curral e a cidade de Valença, ambos no continente.
Já os demais canais são rasos e traiçoeiros.
Apenas quem conhece bem a região se aventura a navegar por eles, e ainda assim, não em qualquer maré.
O arquipélago tem cerca de 451 quilômetros quadrados, sendo Tinharé a maior ilha, com 54% desta área. Boipeba e Cairu tem área semelhante, cerca de 20% do arquipélago cada uma. Já as demais 23 ilhas somam menos de 7% da área total.
As maiores elevações estão situadas ao norte da ilha de Tinharé, onde há um farol, e a noroeste, na localidade de Galeão. O restante da ilha é praticamente plano e tem poucos metros acima do nível do mar. Já as ilhas de Boipeba e Cairú são mais onduladas, mas suas elevações não ultrapassam os 80 metros.
Quase não há estradas, apenas caminhos que são percorridos à pé, a cavalo, ou quando as condições permitem, de trator.
O transporte de mercadorias é feito praticamente todo em barcos de madeira, os saveiros.
Os povoados estão todos fixados ao longo do mar e dos canais navegáveis. Na ilha de Tinharé são eles: Morro de São Paulo, Gamboa, Galeão, Zimbo, Garapuá e Canavieira. Já na ilha de Boipeba, Velha Boipeba, Moreré, Monte Alegre e São Sebastião ou Cova da Onça.
Cairú, além da sede do município, tem o povoado de Torrinhas. O arquipélago tem um total de 11.410 habitantes, que, embora as ilhas sejam de tamanhos diferentes, estão dividos mais ou menos em igual número nas três ilhas habitadas.
Basicamente os povoados dependem de atividades ligadas ao mar, principalmente pesca, e mais recentemente do turismo. A população é uma miscigenação de negros e europeus, principalmente portugueses, mas também holandeses e ainda índios.
O povo é geralmente muito tranqüilo, amistoso, humilde e bem disposto a receber os visitantes.
Grande parte das ilhas era originalmente coberto de Mata Atlântica, porém hoje, boa parte está ocupada por imensos coqueirais, embora ainda existam consideráveis áreas de mata virgem.
Há também grandes áreas de restinga, mas o ecossistema mais importante do arquipélago é o manguezal, que é o grande berçário da vida marinha e serve de fonte de sustento para grande parte da população.
Desde 1992 as ilhas de Tinharé e Biopeba formam uma área de preservação ambiental. No entanto, ainda persistem alguns problemas, como a destinação do lixo, embora grandes avanços tenham sido alcançados, como o tratamento do esgoto. Algumas ONGs estão hoje empenhadas em implantar alternativas mais lucrativas e ao mesmo tempo ecologicamente corretas à população local. Claro que o futuro do arquipélago depende de todos, população, empresários, poder público e turistas.

Vila
Na verdade Morro de São Paulo é o nome do povoado no extremo norte da ilha de Tinharé, mas sua fama acabou emprestando o nome à ilha inteira, ou até mesmo ao arquipélago. É onde que se concentra o comércio e os monumentos históricos.

Forte
A contrução iniciada em 1630 é uma das maiores fortificações do Brasil, na época colonial chegou a ter 51 peças de artilharia, enquanto a vila abrigava uma guarnição de 183 homens.
Hoje é o melhor local para ver o pôr-do-sol.

Casarão
A casa mais antiga de Morro de São Paulo, construída em 1608, já hospedou D. Pedro II e a Marquesa de Santos.
Hoje abriga um restaurante e uma pousada.

Portaló
Para quem vem pelo mar, é o primeiro monumento visto em Morro de São Paulo, nada mais é que um portão de entrada, uma mensagem de boas vindas para o visitante, do século XVII até hoje.

Farol
A construção mais visível de Morro de São Paulo. Um braço amigo, tanto para quem está no mar como para quem está em terra, admirando a noite calma, repleta de estrelas.
Pode-se chegar no Farol por uma trilha, que começa em frente à igreja, há dois mirantes perto dele, um para o norte, onde se vê o atracadouro, a Ponta do Curral, e um pouquinho da Gamboa, e outro voltado para o sul, onde está o principal cartão postal de Morro, as três primeiras praias. É também deste local que começa a maior tiroleza do Brasil.
Não deixe de ir lá para tirar fotos e admirar a paisagem. A caminhada vale a pena!

Igreja Nossa Senhora da Luz
O prédio atual foi construído em 1845, mas suas imagens datam de séculos anteriores. Antes, estava localizada próxima do atual Farol de Morro de São Paulo. Além de ter escapado de diversas tentativas de saque, é provavelmente a última igreja bahiana a manter a tradição de enterrar pessoas ilustres no seu interior.

Fonte Grande
Embora existisse desde o século XVII para abastecer de água o povoado, sua atual forma se deve à obra de um arquiteto francês, que coordenou a obra em 1746. É o mais avançado sistema de tratamento de água do Brasil colonial, com suas galerias de captação do lençol d'água e cisterna de decantação e regularização de fluxo.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Fortes de Salvador

Visitar os fortes de Salvador é fazer uma viagem de volta ao passado e conhecer mais sobre a história da capital baiana.
Desde 1995, o Exército abriu à visitação pública quatro de seus fortes: Monte Serrat, São Diogo, São Pedro e Santo Alberto.
A guarda destes locais recebeu treinamento apropriado para trabalhar diretamente com turistas, nacionais e estrangeiros.

História
A cidade de Salvador nasceu sob o signo da defesa.
Os portugueses deram início à implantação de um sistema de defesa que evoluiu até o século XVIII.
Uma grande muralha de taipa e barro, suficiente contra as flechas dos índios foi a primeira obra militar portuguesa na Capital.
Com o passar dos anos, a muralha foi ampliada e reforçada em pedra e cal, ganhando baluartes na parte do mar e torres encasteladas nas portas voltadas para o São Bento e o Carmo.
Logo, as preocupações de defesa se voltaram para o mar, de onde os corsários estrangeiros ameaçavam a cidade.
Inútil contra a artilharia da época, a velha muralha deu lugar a um eficiente sistema de defesa em profundidade, com trincheiras, muralhas e fortificações, construídas em lugares estratégicos e armadas de acordo com a evolução da arte da guerra.
Alguns projetos nasceram da criatividade dos militares portugueses, outros foram desenhados por engenheiros militares das escolas italianas e francesas, contratados pelo governo colonial. A idéia era sempre aproveitar as condições naturais do terreno para as necessidades de defesa e o exercício da mais bela plasticidade.
A cidade do Salvador sempre atraiu a atenção do mundo por sua localização estratégica e por sua riqueza natural.
Suas fortificações foram construídas primeiramente para defesa dos ataques de índios e saqueadores ingleses, espanhóis, franceses e holandeses, e com a febre da construção militar Salvador logo se transformou na cidade mais protegida dos séculos XVII e XVIII com 14 fortificações construídas.

Atualmente, Salvador possui 11 fortes, são eles:
Forte de Santo Antônio da Barra - também conhecido como Farol da Barra
Forte de Santa Maria,
Forte de São Diogo,
Forte de São Paulo da Gamboa,
Forte de São Pedro,
Forte São Marcelo,
Forte de Santo Alberto,
Forte Jequitaia de Santo Antônio,
Forte Jequitaia do Carmo,
Forte Nossa Senhora do Monte Serrat
Forte Barbalho.



Forte São Paulo

Forte de São Paulo da Gamboa
O Forte de São Paulo da Gamboa situa-se entre o mar e a montanha, e por integrar o sistema defensivo com o Forte de São Pedro (em referência aos apóstolos Pedro e Paulo que trabalharam juntos).
Surge como parte do plano de defesa da cidade elaborado por João Massé, em 1714 / 1716 e possivelmente, foi inaugurado em 1722.
De notável inserção paisagística, oferece bela visão da Baía de Todos os Santos e, no seu entorno imediato estão localizados os últimos exemplares do casario do bairro da Gamboa de Baixo. Edificação de singular mérito arquitetônico, trata-se de uma fortificação em alvenaria de pedra e cal, geometricamente irregular, na forma de uma poligonal, sem possuir reentrância. Posicionando defronte da Baía de Todos os Santos, possui sua face principal orientada 45º para sudeste, de forma a fortalecer o ataque e defesa por mar.
Estava ligado ao forte de São Pedro por extensa linha de trincheiras, fechando a cidades pelo lado sul, e ao bairro do Campo Grande por uma ladeira.
Ambos seccionados pela abertura da Avenida Contorno na década de 60.
Possuía em 1775 dezenove peças de ferro de diferentes calibres que foi mantidas, segundo Luís dos Santos Vilhena, até 1801. Em 1837 adere á Sabinada. Em 1875 foi instalado na fortificação o canhão Armstrong, calibre 250 mm, pesando 13 toneladas que só deu tiro experimental, sendo logo apelidado pela população de Vovó, sendo dali retirado e levado para o Quartel General da 6º Região Militar, onde se encontra atualmente.
Foi tombado pelo instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em 24 de maio de 1938, e está sob a posse da Fazenda Nacional (Patrimônio da União).

Forte Monte Serrat

Forte de Nossa Senhora de Monte Serrat Esse forte do Exército é considerado, pela sua forma harmoniosa, a mais bela construção militar do período colonial brasileiro.

Foi construído a partir de 1583, numa posição estratégica no alto da ponta mais avançada da península com vistas sobre o porto da cidade.
Concluído em 1742, sem modificações em sua planta original, permanece até os dias de hoje com uma casa de comando flanqueada às muralhas de bastiões redondos, contando com uma bateria de nove canhões
Sua história fala de momentos de heroísmo na resistência aos holandeses em 1624 e 1638.
Em 1624, durante a visita do governador Van Dorth ao forte, os militares brasileiros mataram o comandante holandês nas suas proximidades.
Desde 1993, abriga o Museu da Armaria, com armamentos civis e militares, leves e médios, alguns utilizados pelo Exército no passado. Desse forte se tem a vista mais privilegiada da entrada da Baía de Todos os Santos, vendo-se de um lado Salvador e do outro, a Ilha de Itaparica.

Forte do Barbalho

O Forte de Nossa Senhora do Monte do Carmo, também conhecido simplesmente como Forte do Barbalho, localiza-se à Rua Aristides Ático, s/nº, em Salvador, no litoral do estado da Bahia, no Brasil.

História
No contexto da segunda das Invasões holandesas do Brasil (1630-1654), o capitão pernambucano Luís Barbalho Bezerra (c. 1600-1644), receando um segundo ataque neerlandês às trincheiras de Santo Antônio, fez erguer um reduto no local (1638)
O forte setecentistaO forte foi reconstruído com melhor traçado, em alvenaria de pedra e cal, no Governo Geral de Alexandre de Sousa Freire (1667-1671), pelo Capitão-de-Mar-e-Guerra João Calmon (SOUZA, 1983:169). Uma placa epigráfica sobre o portão de acesso assinala a data da sua conclusão: 25 de agosto de 1712 (RIGHB. t. 3, nº. 7, mar. 1896. nota p. 61). Denominado como Forte de Nossa Senhora do Monte do Carmo ou Forte de Nossa Senhora do Monte Carmelo, tinha como função defender, juntamente com o Forte de Santo Antônio Além do Carmo, o acesso terrestre Norte a então capital do Estado do Brasil.
Essa defesa foi ampliada pelo Vice-rei D. Pedro Antônio de Noronha Albuquerque e Sousa (1714-1718), dentro do plano de fortificação de Salvador elaborado pelo Brigadeiro Engenheiro Jean Massé em 1714. Este Capitão de Engenheiros francês, após as invasões de corsários franceses à cidade do Rio de Janeiro (1710, 1711), por determinação do rei D. João V (1705-1750), passou, em 1712 com o posto de brigadeiro, ao Brasil para examinar e reparar as fortificações daquele Estado.

As obras prosseguiram no governo do Vice-rei e Capitão-General-de-Mar-e-Terra do Estado do Brasil, D. Vasco Fernandes César de Meneses (1720-1735), sendo interrompidas pelo falecimento do Capitão-Engenheiro João Teixeira, responsável à época pelas obras das praças na Bahia (Forte do Barbalho e Fortaleza do morro de São Paulo), para serem concluídas, em 1736, pelo Vice-rei D. André de Melo e Castro (1735-1749), conforme placa epigráfica sobre o portão, que reza: "O muito alto e poderoso rei D. João V mandou edificar este forte, e se completou sendo V. Rei deste Estado o Conde das Galveas. 1736."
De acordo com iconografia de José Antônio Caldas (Planta, e fachada do forte do Barbalho. Cartas topográficas contem as plantas e prospectos das fortalezas que defendem a cidade da Bahia de Todos os Santos e seu recôncavo por mar e terra, c. 1764. Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa), a sua planta apresenta o formato de um polígono quadrangular regular, com três baluartes pentagonais e um circular nos vértices, acessados por rampas, a partir do terrapleno. Em torno deste, ao abrigo das muralhas, foram dispostas as edificações de serviço (Quartéis da Tropa, Casa da Palamenta, etc.) e, pelo lado da rampa de acesso, o Corpo da Guarda, superposto pela Casa do Comandante. A portada em tribuna provavelmente faz parte das alterações introduzidas posteriormente, no século XIX.
O forte no século XIXDurante a Guerra da Independência do Brasil (1822-1823) com a retirada das tropas portuguesas sob o comando de Inácio Madeira de Melo, a 2 de julho de 1823, esta foi a primeira fortificação a arvorar a bandeira do Brasil em Salvador (SOUZA, 1885:97).
Foi palco do motim da tropa e das manifestações populares que exigiram a demissão do Comandante das Armas, General João Crisóstomo Calado (1730-1???), concedida pelo Presidente da Província, Luís Paulo de Araújo Bastos (1830-1831), a 4 de abril de 1831.
Em 1837 o seu comando aderiu à Sabinada e, no ano seguinte (1838), ofereceu resistência às forças imperiais, tendo, após sua queda, aí sido detidos cerca de duzentos revoltosos.
Utilizado desde 1828 como Cadeia Pública de Salvador, por determinação do então Presidente da Província, José Egídio Gordilho de Barbuda (1827-1830), esse ato foi sancionada pelo Governo Imperial em 1845.
Sofreu reparos em 1853 (GARRIDO, 1940:92), sendo utilizada a partir de 1855 como enfermaria de coléricos do Lazareto de São Lázaro.
Foi visitado em 1859 pelo Imperador D. Pedro II (1840-1889), que registrou em seu diário de viagem:
"30 de Outubro - Fui ver as prisões. (...) A prisão do Barbalho é sofrível. O carcereiro é surdo e parece algum tanto lerdo. O comandante deste forte é também um Coronel, pai do lente Doutor Antunes.
As prisões dos fortes são quase todas abobadadas, e no vão ou encostadas à muralha, com pouca luz e mal arejadas, encontrando em todas as prisões, tanto no Aljube como nos fortes, seu fogão que mais concorre para viciar o ar. O Chefe de Polícia já proibiu este uso, mas a ordem não fora cumprida ainda e ele me disse que os alimentos fornecidos aos presos, uma só vez por dia pela Santa Casa de Misericórdia, em virtude de contrato, eram maus e em pequenas quantidades. Dos registros das prisões coligi que há muitas irregularidades em tal serviço, havendo presos de muito tempo sem culpa formada, outros sem guia e sem se conhecer o delito, e demora ilegal na entrega da nota constitucional; o Chefe de Polícia ficou de cuidar desses abusos
".
No Barbalho sobre o portão, há esta inscrição: 'O muito alto e poderoso rei, D. João V, mandou edificar este forte e se completou sendo Vice-rei deste Estado o Conde das Galveias, 1736'. (PEDRO II, 2003: 170-171)
Em 1886, sofreu novos reparos e foi utilizada como Centro de Isolamento de variolosos.
Do século XX aos nossos diasDe 1892 a 1920 serviu como Quartel de Artilharia (SOUZA, 1983:169).
Tomou parte no bombardeio da cidade, juntamente com o Forte de São Marcelo e o Forte de São Pedro, no contexto da Política das Salvações do presidente da República, Hermes da Fonseca (1910-1914).
Na ocasião, dia 10 de janeiro de 1912, foram alvejados o Palácio do Governo, a Prefeitura Municipal, o Teatro de São João (GARRIDO, 1940:92) e a Biblioteca Pública de Salvador, tendo esta última se incendiado em decorrência, com a perda de importantes documentos do Arquivo Público da Bahia.
GARRIDO (1940) esclarece que, em 1904, sediava o 5º Batalhão de Artilharia de Posição, passando a ser guarnecido, à época da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) pelo 4º Batalhão de Artilharia de Posição (1915), ocasião em que recebeu um canhão Krupp L/28 (75 mm, cf. BARRETTO, 1958:180) (op. cit., p. 92).
De acordo com BARRETTO (1958), à época (1958), o forte aquartelava a 4ª Companhia de Guarda e a 6ª Companhia de Polícia, da 6ª Região Militar (op. cit., p. 180).
De propriedade da União, o imóvel encontra-se tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional desde 1957, administrado pelo Governo do Estado da Bahia, que ali abriga um Quartel da Polícia Militar. Para os aficionados da telecartofilia, o seu portão de acesso encimado pelas armas do Império, ilustra um cartão telefônico da série Fortes de Salvador, emitida pela Telebahia em junho de 1998.

Forte Santo Antônio Além do Carmo

Construído na segunda metade do século XVII no largo de Santo Antônio, serviu de prisão a importantes figuras da vida política nacional cem anos mais tarde.
Sofreu muitas modificações a partir do século XIX, quando funcionou apenas como trincheira. Após a segunda invasão holandesa, teve o parapeito reerguido.
Porém, nunca chegou a participar de episódios de guerra. Recentemente serviu como Casa de Detenção e sediou o Centro de Cultura Popular.

O Forte de Santo Antônio Além do Carmo está situado no local da extinta “Trincheira Baluarte de Santiago”, construída pelo arquiteto Francisco Frias, por ordem do governador Diogo Luiz de Oliveira, chegado à Bahia em 1626.
A “Trincheira Baluarte de Santiago” foi levantada em 1627 após a expulsão dos holandeses de Salvador.
Em 1638, no período que antecedeu a segunda Invasão Holandesa na Bahia, o Conde de Bagnoli mandou reerguê-la às pressas.
Nesse mesmo ano, quando Maurício de Nassau tentou expugnar a Praça de Salvador, encontrou fortificada a posição da “Trincheira Baluarte de Santiago”, que lhe ofereceu tenaz resistência e da qual nunca conseguiu passar.
Uma inscrição lapídea existente no edifício dá conta de que, no Consulado de Francisco Barreto e sob reinado de D. Afonso VI, foram feitas reformas que terminaram no ano de 1659. Continuou, entretanto, sendo uma construção de terra, porém de boa qualidade.
A construção de pedra e cal situa-se entre o final do século XVII e início do século XVIII.
Na sua História Militar, Mirales atribui o início da sua construção a D. João de Lencastro, sendo a obra concluída na gestão de D. Rodrigo da Costa (1702 – 1705).

Em decorrência de fortes chuvas no dia 1º de Julho de 1813 verificou-se um grande desabamento de terras na montanha contígua ao baluarte setentrional.
Em 1828, o major Francisco de Paula foi designado administrador da fortaleza, onde passou a morar com sua família.
Seis anos depois, em 05 de Setembro de 1841, o Forte de Santo Antônio recebeu um novo hóspede: Xisto de Paula Bahia, quinto filho do major Francisco de Paula e D. Tereza de Jesus Maria do Sacramento Bahia.
Esse hóspede veio a ser o importante compositor, músico, cantor e ator baiano do século XIX, Xisto Bahia.
O Forte de Santo Antônio Além do Carmo, além das funções de guardião de defesa da Cidade teve, desde os primórdios, uma vocação histórica para ser prisão e, ainda como fortificação, abrigou, no melancólico mister de cárcere, muitos prisioneiros ilustres, tais como:
- 1711: Sebastião de Castro Caldas, capitão general de Pernambuco, donde vinha fugido dos efeitos da Guerra dos Mascates;
- 1713: José Correa de Castro, ex-governador da possessão Africana São Tomé e Príncipe;
- 1720: Luís Lopes Pegado Serpa, procurador mor da Fazenda Real do Estado do Brasil;
- 1817: José Inácio de Abreu e Lima, futuro General do Exército de Simon Bolivar;
- 1835: Homens Negros da Revolta dos Malês.

De Trincheira a Forte da CapoeiraEm 1830, a Secretaria de Estado de Negócios da Justiça cedeu o imóvel ao Município para servir de Casa de Correção.
Entretanto, segundo Silva Campos, conforme relatório de 1847, o Presidente da Província fala de consertos no edifício para aquartelamento da Guarda Nacional, considerando igualmente, que a transformação da fortificação em presídio ( Casa de Correção ) só vai acontecer, efetivamente, a partir de 1863.
Consta ainda que, em período incerto do século XVIII serviu de prisão para loucos indigentes.No ano de 1861, foram removidos para o Forte os presos civis que se encontravam no Ajube.
Em 1949, o intendente municipal Joaquim Wanderley de Araújo Pinho, efetuou várias reformas na Fortaleza, tanto no interior como no exterior, remodelando a frontaria e construindo nova parte entre os dois antigos baluartes.
No início da década de 50, a fortaleza foi transformada em Casa de Detenção da Cidade de Salvador, tendo sido desativada em 21 de Outubro de 1976.
Na história mais recente, abrigou muitos presos políticos do regime Militar instaurado em 1964, alguns deles muito conhecidos, como os irmãos Santana: Marcelo, Sérgio e Yeda; os economistas Albérico Bonzan e Maria Lúcia Carvalho; o advogado José Pugliesi; Carlos Marighela; os engenheiros: Luiz Contreiras e Marco Antônio Medeiros; o físico e professor da UFBA Roberto Max Argolo; o administrador de Empresas Nidalvo Quinto dos Santos, entre outros.
No inicio de 1979, o monumento passou a ser ocupado pelo Bloco Carnavalesco “Os Lord´s” e a partir de 1981 sofreu intervenções físicas, a fim de abrigar o Centro de Cultura Popular, inaugurado em 20 de Agosto de 1982, cuja implantação teve o apoio do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural do Estado da Bahia – IPAC, Fundação Cultural do Estado da Bahia - FUNCEB e da Prefeitura Municipal de Salvador.
No período de 1975 a 1981 foi desenvolvido o ante-projeto elaborado pelo técnicos: Vicente Deocleciano Moreira, Jéferson Bacelar e Maria Conceição Barbosa de Souza, cujo objetivo era a ocupação social do monumento.
No período de 1982 a 1988 o Bloco Afro Ilê Ayiê realizou seus ensaios no pátio interno da fortificação.
Em 1990 as atividades do Centro de Cultura Popular foram praticamente desativadas, a exceção de dois expressivos símbolos de resistência em defesa do Forte, ou seja, duas escolas de Capoeira: Centro Esportivo de Capoeira Angola, do Mestre João Pequeno de Pastinha e o Grupo de Capoeira Angola Pelourinho, do Mestre Moraes.
Populares ocuparam e depredaram as instalações da fortaleza, cuja culminância foi a degradação do monumento, que ficou em estado de ruína.
Em 1997, o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural do Estado da Bahia – IPAC, promoveu os meios para a fortaleza ser desocupada, iniciando novos estudos para a sua restauração e reativação.
Em Setembro de 2003, o Centro de Referencia Cultural da Secretaria da Cultura e Turismo do Estado da Bahia, iniciou um novo projeto de restauração e ocupação da fortificação, elaborado pelas arquitetas Vivian Lene de Correia Lima e Costa e Luciana Diniz Guerra Santos.
Após a recuperação da edificação a sua ocupação está prevista com a implantação do Centro de Referência, Estudo, Pesquisa e Memória da Capoeira – Forte da Capoeira.

Forte São Pedro

Construído no lugar escolhido pelos holandeses em 1624 para uma fortificação, foi erguido entre 1646 e 1723.
Ocupando um lugar estratégico para a defesa do limite Sudoeste da cidade colonial, tinha como objetivo principal impedir o acesso a Salvador de invasores desembarcados no Porto de Barra.
Sua concepção, em forma quadrada com quatro baluartes traçados em forma de ponta de lança, era um avanço para a época.
Neste forte, os militares brasileiros se rebelaram pela primeira vez contra o governo colonial português, em 1822, iniciando a guerra pela independência do Brasil.

A primitiva fortificação do local remonta ao entrincheiramento de São Pedro, diante das Portas de São Bento (Portas de Vila Velha), em local escolhido pelos holandeses, quando da invasão de 1624, para uma fortificação.
Tinha a função de defesa do acesso terrestre sudoeste àquela capital, devendo-se o seu nome à Igreja de São Pedro, que se erguia nas suas vizinhanças, e que por esse motivo foi demolida.

As obras de um forte no local foram iniciadas a partir de 1627, no Governo-geral de Diogo Luís de Oliveira (1626-1635), empregando faxina e terra, quando foi artilhado com trinta e cinco peças de diversos calibres (BARRETTO, 1958:178).
A partir de 1646, no Governo-geral de Antônio Teles da Silva (1642-1647), o forte foi reconstruído em alvenaria de pedra e cal, com planta no formato de um polígono quadrangular, com baluartes pentagonais nos vértices em estilo Vauban.
Em 1661, diante da ruína da portada de acesso, em madeira, foi ordenada a sua substituição por outra nova, em alvenaria de pedra e cal.
O século XVIIINo governo do Vice-rei D. Pedro Antônio de Noronha Albuquerque e Souza (1714-1718), dentro do plano de fortificação de Salvador elaborado pelo Engenheiro francês Brigadeiro Jean Massé em 1714, foram-lhe acrescentadas muralhas, fosso e obras exteriores de defesa.
A cisterna, Quartel de Comando e outras obras internas foram reconstruídos a partir de 1717, sendo o forte inaugurado em 1723, no governo do Vice-rei e Capitão General de Mar e Terra do Estado do Brasil, D. Vasco Fernandes César de Meneses (1720-1735) (SOUZA, 1983:170).
Uma nova portada de acesso foi erguida em arco abatido, superposta por uma espécie de tribuna. Dispostos ao redor do terrapleno, ao abrigo das muralhas, encontram-se os edifícios de um pavimento e, no centro, a cisterna. Os vértices dos baluartes apresentam guaritas em forma de torreões encimados por cúpulas.
BARRETTO (1958) informa que, à época, estava guarnecido por um Capitão e três soldados artilheiros, sendo a sua artilharia aumentada para quarenta e três peças, cinco de bronze (duas de calibre 10 libras, duas de 8, e uma de 3), trinta e sete de ferro (dezesseis de calibre 24, quatro de 12, quinze de 8, uma de 6 e uma de 2), e um morteiro de bronze de 1/2. Cooperava com o Forte de São Paulo, com o qual se comunicava por meio de uma cortina (op. cit., p. 178-179).
Segundo o delator da Conspiração dos Alfaiates (1798-1799), era no Forte de São Pedro que se reuniam os conspiradores, liderados pelos soldados Lucas Dantas e Luiz Gonzaga das Virgens, e pelos alfaiates João de Deus do Nascimento e Manuel
O século XXUma grande reforma foi procedida em 1905, aterrando-se-lhe os fossos (GARRIDO, 1940:88), após o que o forte foi desarmado. No início de 1912 recebeu canhões Krupp de 75mm.
Tomou parte no bombardeio da cidade, juntamente com o Forte do Barbalho e com o Forte de São Marcelo (10 de Janeiro de 1912), no contexto da Política das Salvações do Presidente da República, Hermes da Fonseca (1910-1914).
Na ocasião foram alvejados o Palácio do Governo, a Prefeitura Municipal, o Teatro de São João (GARRIDO, 1940:92) e a Biblioteca Pública de Salvador, tendo esta última se incendiado em decorrência, com a perda de importantes documentos históricos do Arquivo Público da Bahia.
Encontra-se tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) desde 1957, quando abrigava a 6ª DSup (estabelecimento regional de Subsistência) do Exército.
Restaurado na década de 1980, foi aberto ao público, dentro do Projeto de revitalização das Fortalezas Históricas de Salvador, da Secretaria de Cultura e Turismo em parceria com o Exército brasileiro.
Para os aficionados da telecartofilia, o vértice de um baluarte com respectiva guarita, ilustra um cartão telefônico da série Fortes de Salvador, emitida pela Telebahia em Junho de 1998.

Forte de Santo Abelardo

Localizado na Avenida Jequitaia, Cidade Baixa, é mais conhecido como Forte da Lagartixa. Sua construção foi iniciada em 1590, ao redor da antiga Torre de São Tiago, cujos vestígios arqueológicos foram recentemente descobertos.
Concluído em 1610, integrava um sistema de defesa com o Forte de Santo Antônio Além do Carmo, sendo ocupado pelos holandeses nas invasões de 1624 e 1638.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Forte São Marcelo

Inicialmente de madeira, foi todo reconstruído em alvenaria em 1624 para enfrentar os holandeses. Em 1650, ganhou a definitiva forma circular.
O Forte de São Marcelo, um dos principais marcos históricos da Baía de Todos os Santos, foi aberto à visitação pública em 29 de março de 2006, devido a um trabalho de recuperação de iniciativa da Prefeitura Municipal de Salvador.
Hoje abriga os museus do Forte, Memória do Mar e Memórias da Cidade.
Os museus conduzem os visitantes a navegarem pela memória da baía, às histórias da fundação de Salvador, a conhecerem o patrimônio histórico da cidade e os relatos que envolveram a construção do forte e sua utilização estratégica para defender a cidade.
Em 14 salas, há exposições permanentes, temporárias e a midiateca - um banco de dados sobre a Cidade de Salvador, com informações históricas e socioeconômicas, através de vídeos, encenações e projeções virtuais.
O forte dispõe ainda de espaço para eventos na área externa e auditório.

História
Nascida sob o signo da defesa, Salvador teve no Forte de São Marcelo um dos mais importantes pontos de proteção de seu porto.
O forte foi alvo de ocupações e enfrentou batalhas decisivas contra os corsários que atacavam a cidade nos três primeiros séculos de colonização.
Inicialmente construído em madeira, foi edificado em alvenaria em 1623, portando 19 armamentos de defesa.
Em 1650, começaram a execução de obras que lhe deram o tão peculiar formato circular.
Em 1812, as últimas reformas finalizaram a formatação atual.
Embora seu nome inicial tenha sido Forte de Nossa Senhora do Popolo de São Marcelo era popularmente conhecido como Forte do Mar.
Ocupado pelos conquistadores durante a invasão holandesa de 1624, dele os inimigos dispararam balas incendiárias, aterrorizando os moradores soteropolitanos.
Já na tentativa de ocupação liderada pelo holandês Maurício de Nassau, em 1638, o Forte teve papel decisivo para manter a esquadra do conquistador à distância.

Formato circular



Em 1650, foram iniciadas as obras de enrocamento (uma técnica de construção) em torno do recife com pedras. Após essa etapa, em 1656, começou a ser erguida a muralha do torreão, em pedra de granito.
Em 1664 progrediam as edificações da cisterna e os compartimentos dos 12 quartéis.
Outro trabalho culminou com um terraplano de 241 metros de circunferência.
Obras, entre 1810 e 1812, concluíram a configuração atual do forte, com artilharia de quarenta e seis peças de ferro e bronze de diversos calibres.

Fatos de destaqueNos Séculos XIX e XX, o Forte de São Marcelo foi alvo de boa parte dos conflitos políticos vividos em Salvador, entre os quais:
- Durante a Guerra da Independência (1822-1823), abandonado pelas tropas portuguesas foi hasteada uma bandeira verde e amarela, em 2 de Julho de 1823.
- Serviu prisão e, em 1833, os detidos se amotinaram e hastearam a bandeira de listas verticais, nas cores azul, branca e azul, bombardeando a cidade durante quatro dias.
- Recolheu o líder farroupilha Bento Gonçalves (1788-1847).
- O forte foi entregue ao Ministério da Marinha em 1855, nesse período foi instalado um farol de sinalização.
- Em 1912 foi novamente utilizado para bombardear Salvador, no contexto da política do Presidente Hermes da Fonseca.
- Desde 1938, encontra-se tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Bairro do Comércio

PENÍNSULA E COMÉRCIO

A Cidade Alta e a Cidade Baixa são separadas pela chamada falha geológica de Salvador, um afundamento de uma faixa de terra de 100 quilômetros na direção norte-sul que aconteceu há milhares de anos.
Esta característica topográfica somada a posição geográfica da Baia de Todos os Santos foi decisiva para escolher o lugar de fundação da capital em meados do século XVI.
Sobre a escarpa de 70 metros, protegida contra ataques pelo mar, estava a cidade fortificada cercada de muros; embaixo, ficava o principal porto do comércio marítimo da costa brasileira.
Em meados do séc. XVI, a mando do 1º Governador Geral do Brasil, Tomé de Souza, começa a construção da Cidade Baixa, inicialmente, como porto marítimo.
Esta área guarda boa parte da história da Cidade de Salvador, servindo até os dias atuais como um potencial porto.
A primeira área construída foi a chamada hoje de Conceição da Praia e, como esta estava sendo de grande importância econômica para a cidade, foi construído à sua frente, sobre um banco de areia, o Forte São Marcelo, inicialmente chamado de Forte de Santa Maria Del Popolo.
Na Cidade Baixa também surgiram pontos de muita importância para a cidade e para o estado da Bahia, dentre vários podemos destacar o Comércio, o Elevador Lacerda e o Mercado Modelo.


COMÉRCIO


O bairro do Comércio, até a década de 70, era muito importante para a vida da cidade.
O povoamento de bairros, como Iguatemi, traz mudanças no cenário da cidade, mas, ainda hoje, algumas lojas mantêm a memória dos tempos glamurosos.
O Comércio era a porta de entrada para se chegar a Salvador, por lá passou a família real, fugida de Portugal, e, também, servia, e serve até hoje, como principal porto de mercadorias da cidade, já foi considerado o maior porto do Atlântico Sul.
Durante 400 anos, a região figurou como único centro comercial, industrial e portuário da província.
A construção da Avenida Lafaiete Coutinho - Avenida Contorno em 1962 muda o aspecto do Comércio, favorecendo a implementação de um moderno Centro Comercial para a época.
Com o crescimento e a evolução da cidade para outra área, como o Miolo Central e Iguatemi, o bairro do Comércio é abandonado por suas principais empresas e, hoje, estuda-se um projeto de revitalização que confronta propostas turísticas, comerciais, imobiliárias e de moradia popular.

(Quem faz Salvador, 2002, Cd-Room, Ufba).






















segunda-feira, 12 de maio de 2008

Forte de Mont Serrat

O local para instalação do Forte de Monte Serrat foi escolhido em função da enseada de águas mansas, escondidas pelos morros que encobriam a área plana limitada na parte ocidental pela ponta do Humaitá.
Um pequeno forte foi construído de 1538 a 1587 e depois reformado em 1602 com maior poder defensivo. Por muito tempo foi conhecido como “Fortaleza de São Felipe” – denominação que perdurou até o início do século XIX - ou “Castelo de Itapagipe”.
Originalmente, o Forte de Monte Serrat possuía uma ponte levadiça entre a rampa e o terraço e no térreo, o corpo da guarda tinha dois quartéis rodeando a entrada. Segundos dados do Iphan, o seu desenho arquitetônico segue o estilo da escola italiana de fortificação.
Juntamente com fortes localizados na Barra, tinha a responsabilidade de impedir, mediante fogo cruzado, o desembarque de inimigos no porto e praias vizinhas à cidade.
Mesmo tendo impedido o desembarque dos holandeses durante todo o dia nove de maio de 1624, o forte era pequeno e incapaz de se defender.
Por isso, foi ocupado em 1638, quando abrigou o príncipe Maurício de Nassau.
Em 1925 o Ministério da Marinha tomou posse do forte, e em 1993 foi instalado o Museu das Armas, guardando nele as armas históricas do Estado. Foi cercado de jardins e se transformou em ponto turístico da cidade.

Ribeira

O bairro da Ribeira fica situado na Península Itapagipana, na Cidade Baixa.
Banhado pelas águas da Baía de Todos os Santos e da Enseada dos Tainheiros, é um dos poucos bairros em que os moradores conservam o hábito de colocar cadeiras nas portas das casas, no finalzinho da tarde, e de sentar para apreciar a paisagem.
A autenticidade do povo que mora na Ribeira, com sua cultura tão particular retrata de forma quase mágica a divisão da cidade em Alta e Baixa.
É difícil explicar esta sensação de magia.
É necessário experimentá-la para compreendê-la. É preciso conhecer a Ribeira, que da Cidade Alta parece nem existir, mas que, quando nos encontramos lá, nos provoca um choque delicioso pela descoberta de uma outra Salvador.

A Ribeira dos acarajés, pastéis e dos famosos sorvetes sobrevive e mantém preservada a sua personalidade única.

As primeiras ocupações passando pela Boa Viagem, pela igreja de mesmo nome e seguindo o bairro de Monte Serrat é possível conhecer marcos das primeiras construções portuguesas na península.
A Igreja de Nossa Senhora de Monte Serrat e o Forte de Monte Serrat são exemplos das mais antigas construções da região.
O bairro oferece também como atração o antigo Iate Itapagipe, as casas seculares ao lado da igreja, a vista da Baía da Ponta do Humaitá e a sede do CRA – Centro de Recursos Ambientais.
Subindo a Rua Rio São Francisco, em direção ao Bonfim, é possível ver o Hospital Couto Maia, o Convento da Sagrada Família e o Mirante do Bonfim, logo em frente.
Ao Redor da famosa Igreja do Bonfim, as casas dos romeiros e o Solar Marback completam o conjunto arquitetônico. Na parte baixa do largo, o Centro de Artesanato do Bonfim é opção para comprar uma lembrança da Bahia e da cidade. Descendo a Ladeira da Lenha é possível percorrer a Avenida Beira Mar e apreciar as praias calmas da península. Se a opção for a Rua Travassos de Fora, seguindo pela Rua Visconde de Caravelas é possível passar pelo Largo do Papagaio, Largo da Madragoa até chegar ao Fim de Linha da Ribeira, bairro que também foi palco das primeiras ocupações urbanas.
Na Penha, além da praia e da sombra dos Tamarindeiros há a Igreja da Penha, do século XVIII. No Largo da Ribeira há o famoso sorvete da Ribeira e a pastelaria, que atraem muitos visitantes ao bairro. Da orla é possível avistar o subúrbio. À noite, o conjunto de casas iluminadas faz lembrar um presépio.
Na Avenida Porto dos Tainheiros além das marinas e barcos, os Clubes de Remo, o Solar Amado Bahia, o antigo Hidroporto da Ribeira e o Instituto de Cultura Brasil Itália Europa são algumas das atrações.

Depoimentos

Onde fica a ribeira dos galeões?
“A ribeira dos galeões é o bairro da Ribeira. Porque ribeira, em vernáculo, é o local onde o navio ou embarcação, tem uma oscilação de marés tal que permite que o barco fique em seco para trabalhar. Isso acontecia cá, na ribeira das naus, hoje não acontece mais porque já aterrou tudo, do segundo distrito para cima já não tem mais nada. E lá na Ribeira, onde ainda acontece isso na praia do Bogari. Repare que quem tem barco para consertar leva para lá porque ali é fácil, quando a maré baixa está seco.”
(Cid Teixeira)
www.cidteixeira.com.br

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Gamboa

O bairro da Gamboa caracteriza-se pela comunidade litorânea, secularmente habitada por pescadores, situada na entrada sudoeste da Baía de Todos os Santos nas proximidades do centro de Salvador.
O Forte São Paulo da Gamboa, que surgiu como parte do plano de defesa da cidade, elaborado por João Massé, no século XVIII, foi inaugurado, possivelmente, em 1722.
A fortaleza, como é denominada pelos moradores locais, hoje, em ruínas, serve de moradia para algumas famílias e é o local escolhido pela comunidade para a realização dos principais encontros e atividades da comunidade.
O pequeno bairro conta também com um pequeno espaço cultural, o Teatro Gamboa.
Na sua fronteira está localizado o Passeio Público de Salvador, onde encontramos o tradicional Teatro Vila Velha e o suntuoso Palácio da Aclamação do Governo.
O Passeio Público debruça-se para o bairro da Gamboa e para uma das mais belas vistas da Baía de Todos os Santos.

Forte São Diogo

Situado na base de um morro, ao lado direito da praia do Porto da Barra, foi erguido com a finalidade de impedir o desembarque de invasores no único porto seguro existente para eles, que pretendiam atacar a cidade pelo lado Sul.
Atuou belicamente em maio de 1938, por ocasião da invasão holandesa, quando Maurício de Nassau enviou a sua frota.
Concluído em 1722, abrigava uma bateria de sete canhões em seu curioso terrapleno, cuja forma, não-convencional, acompanha palmo-a-palmo a curvatura da costa, aproveitando a raiz da colina cortada para a sua construção.
Com planta irregular do tipo italiano, possui casa de comando com dois pavimentos, portada com brasão e guarita.
Sofreu sucessivas modificações em sua forma original.
Mais do que uma atração histórica, que guarda um visual exclusivo da Baía de Todos os Santos, esse forte é um importante centro de lazer.

Graciosamente construído na borda do morro de Santo Antônio, na antiga Vila Velha, quase encoberto, tomou parte ativa nos combates contra os holandeses, em 1624 e 1625.
A sua edificação remonta ao século XVI.
Ao alto da entrada, vê-se o emblema do Brasil Império.
Bem em sua frente, encontramos o monumento comemorativo do desembarque de Tomé de Souza no Brasil.
Localização: Praia do Porto da Barra

Forte Santa Maria

Construído na antiga Vila Velha em pequena saliência sobre arrecifes, tem a sua construção datada do século XVII, sofreu reformas no século seguinte. Ao alto da entrada, o emblema do Brasil Império. Ao lado da porta, uma lápide que diz: “Aqui desembarcaram aos 9 de Maio de 1624 os hollandezes commandados por Albret Shouten e aos 30 de Março de 1625 as primeiras tropas restauradoras de Fradique de Toledo Osório. 19. I.G. +H.B.38.”
Próximo dali, avistamos a herma de Stefan Sweig.
Antigamente, em frente ao forte funcionava uma feira de peixes, que foi desativada.
Localização: Praia do Porto da Barra





Após a invasão holandesa de 1624, os governantes fizeram fortificações na pequena enseada do Porto da Barra, com o objetivo de cruzar fogo e impedir novas invasões.
Esta fortaleza, concluída no século XVIIII e que guarda uma imagem de Nossa Senhora, serviu como depósito de bóias do balizamento do porto durante muitos anos.
A fortaleza tem planta heptagonal de tipo italiano e acesso à casa de comando por uma ponte.

Forte e Farol da Barra

O Forte de Santo Antônio da Barra foi instalado nessa paisagem apenas 34 anos após o descobrimento do Brasil. A fortaleza, também conhecida como Vigia da Barra e Forte Grande, foi construída no começo do século XVI, em uma posição estratégica para guarnecer a Baia de Todos os Santos.
Naquela época, no ano de 1598, a tradição era de que todas as praças de guerra fossem dedicadas a um santo, que protegeria o local do alcance da artilharia inimiga. O primeiro registro oficial de que Santo Antônio foi o eleito para abençoar o forte da Barra data de 1705, quando o governador Dom Rodrigues da Costa expediu ordem dirigida ao provedor-mor da Fazenda Real do Estado para que assentasse praça de capitão ao Santo Antônio da Barra.
A curiosidade é de que, como soldado, o Santo tinha ainda direito a um soldo, que seria pago ao síndico do Convento de São Francisco. Em setembro de 1810 o Santo foi promovido ainda ao posto de major e a tenente-coronel em novembro de 1814.
Nos primeiros séculos, o Forte era apenas uma trincheira montada em terra socada, feito de areia e taipa, pedra e cal. Na época da invasão holandesa, na primeira metade do século XVII, o Forte foi reformado pelos portugueses.
A parede de defesa na Barra foi reforçada ainda com a construção dos outros dois fortes, o de Santa Maria e o de São Diogo. O Farol foi acrescentado à estrutura original do forte no final do mesmo século, para orientar os navios que entravam na Bahia de Todos os Santos, missão que é cumprida até hoje.
Instalado sobre uma torre de alvenaria a 37 metros acima do nível do mar, o Farol do Forte de Santo Antônio da Barra foi o primeiro farol de todo o continente americano.
Na transição entre os séculos XVII e XVIII, o Forte de Santo Antônio da Barra recebeu a forma irregular de estrela, com quatro faces reentrantes e seis salientes. Era a nova linha de arquitetura militar portuguesa.
Outras modificações no ano de 1937, quando foi concluído o serviço de eletrificação do Farol, sendo retirada a instalação incandescente a querosene. Hoje o alcance luminoso é de 70 km para a luz branca, e 63 km para a luz encarnada. Mais recentemente, uma reforma do Forte permitiu a criação do Museu Náutico da Bahia e também de um café

Museu NáuticoInstalado no Farol da Barra, o Museu Náutico da Bahia guarda histórias e lembranças de navios naufragados na costa baiana. Além de museu, é um espaço de transmissão de conhecimentos relacionados à Hidrografia, Sinalização Náutica e Cartografia da Baía de Todos os Santos.
A administração é do Departamento Regional do Abrigo do Marinheiro de Salvador.
O Museu mostra aos visitantes o acervo de instrumentos utilizados pelos navegantes de hoje, bem como réplicas dos modelos utilizados a partir do século XV. As visitas podem acontecer de terça a domingo, das 9h às 19h.
O telefone de contato é (71) 264-3296 e 331-8039.
Mais informações pelo e-mail: museunautico@zaz.com.br.