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terça-feira, 18 de junho de 2013

Fundação Jorge Amado


Fundação Casa de Jorge Amado




Inaugurada em 7 de março de 1987, funciona até hoje em dois casarões situados no coração do Largo do Pelourinho.
O espaço cultural - criado para preservar, estudar e expor o trabalho do grande romancista baiano – reúne, em seus quatro andares, todo o arquivo das obras de Jorge Amado (livros publicados em 60 países dos cinco continentes, filmes, fitas de vídeo e fotografias, além de cartazes e objetos relacionados a vida e às produções do escritor).

Há, também, obras da esposa do romancista, Zélia Gattai.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Espaço Unibanco de Cinema em Salvador

Espaço Glauber Rocha revitaliza Praça Castro Alves.

A inauguração do Espaço Unibanco de Cinema - Glauber Rocha, ex-cine Guarany e ex-cine Glauber Rocha, localizado na Praça Castro Alves, é um passo importante na revitalização do centro da cidade que passa, na avaliação do secretário de turismo da Bahia, Domingos Leonelli, pela cultura e o turismo. Leonelli visitou ontem o espaço a convite do idealizador do projeto, Cláudio Marques, e seus sócios Adhemar Oliveira e Leon Cakoff, para conhecer a restauração do imóvel e o novo espaço, que conta com quatro modernas salas de cinema, com 630 lugares ao todo; uma livraria, um restaurante e um café.
A decoração do amplo espaço homenageia o cineasta baiano com painéis de cenas de filmes como Terra em Transe e Deus e o Diabo na Terra do Sol.
A programação, segundo Marques, será eclética e diversificada, para atrair ao local um público variado. “Nossa expectativa é que a Praça Castro Alves volte a ser um ponto freqüentado”, destaca.
O secretario de Cultura da Bahia, Márcio Meireles, e o cineasta Póla Ribeiro, diretor geral do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (Irdeb), também visitou o espaço na companhia da mãe de Gláuber Rocha, D. Lúcia Rocha, a irmã do cineasta, Paloma Rocha, e o documentarista Eryck Rocha, filho de Gláuber.
Segundo o secretário Leonelli, a reinauguração do cinema fortalece o conceito A Bahia é Muito Mais, que vem sendo trabalhado pela Setur na atual gestão. “O espaço enriquece a diversidade política e cultural e abre espaço para trabalharmos conjuntamente para trazer o Templo Glauber para a Bahia”, destaca.
O Templo Glauber é um espaço que reúne, desde 1989, no Rio de Janeiro, o acervo da obra do baiano. Há cinco anos o espaço se dedica ainda à restauração e catalogação dos filmes do cineasta e este ano passou a contar com um centro de documentação (são mais de 100 mil documentos entre roteiros e romances inéditos; poemas, cartas, testamentos, peças de teatro, balé, óperas, manifestos e desenhos de Glauber.
O cinema estará aberto com programação que inclui filmes do circuito comercial e do chamado circuito artístico.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Fundação Jorge Amado


Fundação Casa de Jorge Amado

Inaugurada em 7 de março de 1987, funciona até hoje em dois casarões situados no coração do Largo do Pelourinho.



O espaço cultural - criado para preservar, estudar e expor o trabalho do grande romancista baiano – reúne, em seus quatro andares, todo o arquivo das obras de Jorge Amado (livros publicados em 60 países dos cinco continentes, filmes, fitas de vídeo e fotografias, além de cartazes e objetos relacionados a vida e às produções do escritor).
Há, também, obras da esposa do romancista, Zélia Gattai.

A Casa dos 7 Candeeiros

“Em 1759, já, portanto, no meio do século XVIII, nós vamos encontrar um grande solar, este sim, com uma densa história, com uma beleza arquitetônica muito grande, que é a Casa dos Sete Candeeiros.
A Casa dos Sete Candeeiros foi construída por um homem que deixou lá o seu brasão de armas, Inácio Aprígio da Fonseca Galvão.
Ela começa como casa residencial, É um palácio. Se alguém não conhece a Casa dos Sete Candeeiros está em debito consigo próprio.
Ela está mal situada na cidade, mas de tal beleza, beleza arquitetônica que mercê ir até lá.
A geração masculina aqui presente, sabe muito bem onde era o Rumba Dancing, fica de fronte do Rumba Dancing, todo mundo sabe onde é, os masculinos da sala, sabem todos.
Não há mais Rumba Dancing que as senhoras podem ir lá desacompanhadas sem nenhum problema.
Sabe onde é a Caixa Econômica? Rua d’Ajuda, ali dentro. Entre pela Caixa Econômica e vá direto que você bate nos Sete Candeeiros.
Essa foi a residência de Inácio Aprígio da Fonseca Galvão, que mandou colocar no alto da viga da porta o seu brasão de armas e, estudando esse brasão de armas, você verifica que é o mesmo brasão usado anos e anos mais tarde pelo marechal Deodoro da Fonseca, o que nós leva a crer que assim como os Góes da Ribeira do Góes são parentes dos atuais Góes; Deodoro da Fonseca tenha que ver com Inácio Aprígio da Fonseca Galvão.
Depois foi seminário jesuítico, mas tarde, propriedade da Santa Casa da Misericórdia que alugou a terceiros, inclusive alugou a um homem que tem uma responsabilidade muito grande no nascimento de Rui Barbosa, o conselheiro Albino José Barbosa de Oliveira, que morou ali e entregou uma casinha no fundo, absolutamente desprezível, a um sobrinho que fracassou nos negócios, que era o pai de Rui Barbosa.
Rui Barbosa nasce ali, pelas dificuldades financeiras do pai e vai morar numa casa de estábulo, numa casa de fundo de roça, que foi do tio do pai dele, por isso nasce Rui Barbosa ali, no que é hoje a Casa de Rui Barbosa, que todos conhecem.
Mais tarde passa a ser residência do desembargador Candido Leão, quando foi arrematada pela Santa Casa da Misericórdia, que passou a alugar, dispondo de cômodos e perdendo a sua, digamos, dignidade senhorial, até que finalmente foi recuperada.
A Casa dos Sete Candeeiros teve um trabalho, teve uma importância muito grande na cidade de Salvador porque foi hospedaria. Prá vocês terem uma idéia da majestade da casa, durante o mês de janeiro de 1808, esteve aqui a Corte Portuguesa, Dom João e o pessoal dele todo.
Três viscondes foram hospedados na Casa dos Sete Candeeiros que teve alojamento, teve condição, teve equipamentos para hospedar três, Visconde Redondo, Visconde Rezende e Visconde Alegrete.
Essa daí, eu faço um apelo, se ninguém foi ainda lá, vá um dia desses, se estiver andando a pé ali, pelo centro da cidade, vá ver a Casa dos Sete Candeeiros que se chama dos Sete Candeeiros exatamente porque quando foi equipada para receber a família real e os seus acompanhantes, ornou a sua parte externa com sete luminárias que foram os sete candeeiros.
Eu chamo a atenção dessa história dos sete candeeiros porque uma professora chamada Ruthlands, ela era uma antropóloga, é, está viva ainda, uma antropóloga norte-americana que veio a Bahia e escreveu um livro sobre suas impressões da Bahia.
Ouviu um guia de turismo por aí e escreveu que a Casa dos Seven Lampions, se chama Seven Lampions em homenagem a um famoso bandido e seus sete principais asseclas, sete candeeiros, sete lampiões, sete membros da quadrilha de Lampião.
É preciso ficar muito atento quando se estuda história para não cair em armadilhas como essa, que bota sete lampiões lá; que diz que morreu um padre na igreja do Unhão, que anda dizendo coisas por aí.”
Cid Teixeira
www.cidteixeira.com.br

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Solar Marback

O Solar Marback está situado no sopé da ladeira de acesso à colina do Bonfim.
Quando foi construído, no século XVIII, o local era ermo e nas suas proximidades só existia Igreja do Senhor do Bonfim.
O Sobrado azul possui três pavimentos apresentando duas galerias laterais envidraçadas e larga escada externa que conduz ao pavimento nobre.
Possui amplos jardins laterais, mas nenhum recuo frontal.
No térreo, o cômodo atualmente utilizado como garagem, servia como galeria de distribuição de serviços.
Segundo documentos datados de 1828, o prédio foi construído por Luiz da Penha França que o vendeu ao coronel Francisco Maria Sodré Pereira.
Em 1841, foi leiloado e arrematado pelo Sr. Henry Samuel Marback.
Após a morte deste, o filho Samuel Augusto Marback cuidou da reconstrução do Solar.

FAMÍLIA MARBACK

Não se tem notícia do ano de chegada do irlandês Henry Samuel Marback na Bahia.
Sabe-se que ele nasceu em 1788 e partiu ainda jovem de Liverpool, estabelecendo-se na cidade de Cachoeira, às margens do Rio Paraguaçu, casando-se com Augusta da Silva.
Posteriormente transferiu-se com toda sua frota de navios de cabotagem para Salvador, onde constituiu a firma Marback, Gantois & Cia. e se tornou um dos homens mais ricos de Salvador na segunda metade do século XIX, chegando até a possuir a única embarcação de passeio movida a vapor de todo o norte-nordeste do país.
Do casamento de Henry S. Marback com Augusta da Silva Marback nasceu um único filho, Samuel Augusto Marback, que foi industrial e implantou a primeira fábrica de sabão em barras em larga escala da cidade de Salvador. Veio a se casar com dona Carolina Amália de Lasssance (Marback), irmã do general Guilherme Carlos de Lassance e Cunha e daí surgiu a introdução do nome “Guilherme” na família.
Em 1855 Henry S. Marback adquiriu o palacete no sopé da Ladeira do Bonfim que ficou conhecido como Solar Marback.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Barris

O bairro dos Barris se localiza no centro de Salvador, entre os bairros do Politeama, Piedade e Tororó.
Como outros bairros de Salvador, inicialmente era uma grande roça; suas primeiras moradias surgiram no final do século XIX e se constituíam de chácaras e sobrados.
O nome "Barris" provavelmente se origina desse período, quando as casas ainda não possuíam rede de esgotos e cada moradia possuía um barril, onde eram depositados os dejetos que toda noite eram despejados pelos escravos numa área próxima, que passou a ser conhecida como Vaza Barris.
Algumas figuras ilustres fazem parte da história do bairro: o presidente Getúlio Vargas, nos anos 40, costumava se hospedar num sobrado na esquina das ruas General Labatut e Comendador Gomes da Costa; nos Barris também viveu a família do grande cineasta Glauber Rocha.
A Biblioteca Central dos Barris, a mais importante do estado, é motivo de orgulho para os seus moradores.
Nela funcionam ainda as salas de cinema Walter da Silveira e a Alexandre Robato, além de um teatro, o Espaço Xisto Bahia.
O Bairro conta ainda com dois grandes Shoppings, o Center Lapa e o Shopping Piedade.
A estação da Lapa, a principal estação de ônibus de Salvador e, futuramente, também estação do Metrô, está localizada nos Barris.
Dentre as instituições de ensino do bairro destacam-se o tradicional Colégio de Nossa Senhora do Salete, com mais de 140 anos, e a Faculdade Visconde de Cairu.
O bairro dos Barris conta ainda com vários estabelecimentos comerciais, bares e boates.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Teatros de Salvador

Teatro Castro Alves - Campo Grande (71) 3339-8014

Sala do Coro (TCA) - Campo Grande (71) 3339-8033
Concha Acústica (TCA) - Campo Grande (71) 3339-8018
Cine-Teatro Sesc - Pituba (71) 3273-8731
Teatro ACBEU - Corredor da Vitória (71) 3444-4423
Teatro da Barra - Barra (71) 3264-4163
Teatro Caballeros de Santiago - Rio Vermelho (71) 3334-0241
Teatro Dias Gomes - Nazaré (71) 3322-5522
Teatro Diplomata - Patamares (71) 3367-8882
Teatro Gamboa Nova - Gamboa (71) 3329-2418
Teatro Gregório de Matos - Centro (71) 3322-2646
Teatro do IRDEB - Federação (71) 3116-7436
Teatro ISBA - Ondina (71) 4009-7089
Teatro Jorge Amado - Pituba (71) 3355-8620
Teatro do Movimento - Ondina (71) 3245-6412
Teatro Martim Gonçalves - Canela (71) 3283-7851/7850
Teatro Miguel Santana - Pelourinho (71) 3322-1962
Teatro Módulo - Pituba (71) 3351-1105
Teatro Mollière - Ladeira da Barra (71) 3336-7599/5259
Teatro Salesiano - Largo de Nazaré (71) 3327-0166
Teatro SESI do Rio Vermelho - Rio Vermelho (71) 3334-0668
Teatro SESC/SENAC - Pelourinho (71) 3324-4520
Café-Teatro Sitorne - Rio Vermelho (71) 3347-7089
Teatro Vila Velha - Campo Grande (71) 3083-4600
Teatro XVIII - Pelourinho (71) 3322-0018
Teatro Gil Santana - Rio Vermelho (71) 3489-2917

Teatro Castro Alves

Fruto das ideias desenvolvimentistas do Governador Antônio Balbino, a história do Teatro Castro Alves, que homenageia o "Poeta dos Escravos", possui momentos de grandes espetáculos e tragédias, como os dois incêndios que motivaram sua reforma.
O primeiro deles ocorreu antes mesmo de sua inauguração. Era a madrugada do dia 9 de julho de 1958 - cinco dias antes da abertura ao público - e a versão apurada oficialmente foi de que um curto-circuito havia destruído aquele que deveria ser o mais novo espaço cultural de uma cidade que jazia estagnada economicamente - o chamado Enigma Baiano que se estendia desde o início do século e nos anos 50 preocupava estudiosos e economistas.
Seu projeto original foi feito pelos arquitetos Alcides da Rocha Miranda e José de Souza Reis, em 1948; porém o edifício construído foi aquele desenvolvido por José Bina Fonyat Filho e o engenheiro Humberto Lemos Lopes, sendo ganhador da IV Bienal de São Paulo com suas linhas e conceitos modernistas e chocando a sociedade Baiana de então, avessa a novidades,com sua grandiosidade que incomodava os políticos em disputa pelo poder local.
As obras foram executadas pela então Secretaria de Viação e Obras Públicas, que na época chegou a publicar o livreto intitulado "A verdade sobre o Teatro Castro Alves" mostrando desde o projeto de lei do então deputado estadual Antônio Balbino em 2 de junho de 1948, fotos e imagens do projeto, entrevista com especialistas e buscando justificar a realização desse projeto ao invés do idealizado por Rocha Miranda e Souza Reis.
Balbino, que introduzira no governo do Estado uma mentalidade de planejamento e fomento econômico, enfrentava sem sucesso as forças conservadoras: Quando pronto a edificação que não possuía os Pilares em V sofreu um misterioso incêndio, depois disso a edificação passou a ter os benditos pilares.
Seu aparente fracasso fez com que as obras de recuperação, reiniciadas ainda em seu mandato, fossem abandonadas por Juracy Magalhães - seu opositor.
Situado na principal praça da capital - o Campo Grande - onde um belo monumento erguido pelo governador Rodrigues Lima evoca as lutas gloriosas da Independência da Bahia, o teatro foi praticamente reconstruído pelo governo Lomanto Júnior - recebendo entretanto, por parte da elite local já avessa ao ativismo cultural, grande ojeriza, que somente o tempo foi capaz de vencer.
Foi inaugurado, com a presença, além do próprio governador, do presidente Humberto de Alencar Castelo Branco, a 4 de março de 1967.