Festas Populares na Bahia
O ciclo de festas populares já começou na Bahia. No mês de novembro os turistas que começam a desembarcar terão a oportunidade de vivenciar as tradições religiosas que perduram até o mês de fevereiro.
Dia 04 de Dezembro é o dia de Santa Bárbara (para os católicos) e dia de Iansã (para os adeptos do candomblé) e em Salvador uma série de homenagens acontecem no Pelourinho.A festa recebe o status oficial de patrimônio imaterial da Bahia, concedido pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC).
Veja o calendário das festas populares na Bahia:
Santa Bárbara
04 de dezembro
Salvador - Largo do PelourinhoFesta tradicional em homenagem a padroeira dos mercados. Esta santa católica é sincretizada como a deusa Iansã do Candomblé.
A principal característica da festa é o caruru oferecido por barraqueiros aos participantes. Paralelamente, há programação religiosa que compreende missa solene na igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e procissão. Em Feira de Santana, a devoção a Santa Bárbara também é comemorada com oferecimento de caruru, no Centro de Abastecimento da cidade, apresentação de samba de roda, procissão e alvorada de fogos. No município de São Félix ocorre a lavagem da Fonte de Santa Bárbara, tríduo, missa solene e festa de largo. O culto se estende até o interior do Estado, sendo a santa padroeira dos municípios de Água Fria, Boquira, Cachoeira e Cipó.
Nossa Senhora da Conceição
08 de dezembro
Salvador e interior do EstadoFesta tradicional em louvor à padroeira da Bahia, cuja origem do culto coincide com a origem da Cidade de Salvador: 1549, quando o primeiro governador iniciou a devoção, construindo a igreja em louvor à santa. A programação compreende novena, missa solene, procissão e festa de largo. Não há lavagem do adro da Basílica da Conceição da Praia. O culto se estendeu ao interior do Estado.
Santa Luzia13 de dezembro
Salvador - bairro do Pilar - e interior do EstadoFesta tradicional em louvor à protetora da visão, compreendendo tríduo, missa solene, procissão, queima de fogos, visitação à fonte milagrosa e festa de largo. Santa Luzia é comemorada como padroeira dos municípios de Macajuba, Santa Luz, Santa Luzia, Pau Brasil e do povoado de Uibai – Chapadinha. É também festejada nos municípios de Bom Jesus da Lapa, Caetité, Conceição da Feira, Coronel João Sá, Dom Macedo Costa, Heliópolis, Igrapiúna, Itaparica, Muquém de São Francisco, Pau Brasil, Ribeira do Amparo, Simões Filho, Rodelas, Taperoá, Ibipitanga, entre outros.
Réveillon31 de dezembro
Salvador e interior do Estado.
Celebrações em muitas residências, hotéis, barracas de praia e nas ruas e praças, com caráter carnavalesco, que se estendem pela madrugada do dia 1°. Além disso, inúmeras pessoas costumam “virar” o ano nas praias, oferecendo flores, presentes e preces à Rainha das Águas - Iemanjá.
Janeiro
Procissão do Senhor Bom Jesus dos Navegantes31 de dezembro e 01 de janeiro, Salvador.
Saída da Rampa do Mercado Modelo, vai até a praia da Barra e depois segue para o Largo da Boa Viagem e Baía de Todos os Santos.
Festa dos Reis ou Festa da Lapinha05 e 06 de janeiro
Salvador - Largo da Lapinha - e interior do Estado.
Festa tradicional de origem portuguesa que simboliza a visita dos Reis Magos ao Menino Jesus. A programação é composta de celebração de missa, visitação ao presépio no interior da Igreja da Lapinha, festa de largo e apresentação dos Ternos de Reis, autos que reproduzem a visitação dos Reis Magos.
A programação é composta de celebração de missas, das 6h às 8h do dia 6 de janeiro, visitação ao presépio no interior da Igreja da Lapinha (bairro da Liberdade), festa de largo e apresentação dos Ternos de Reis.
Festa do BonfimGeralmente na segunda quinta-feira de janeiro
Salvador – Colina e Largo do Bonfim.
Sincretizado com o deus do panteão africano Oxalá, Senhor do Bonfim é o santo de maior devoção popular na Bahia.
A programação religiosa compreende novena, acompanhada por coral e missa solene. Não há procissão. Na festa popular, destaque para a lavagem das escadarias da Igreja do Senhor do Bonfim, realizada geralmente na segunda quinta-feira de janeiro. Na ocasião, após a queima de fogos, um imenso cortejo parte da Basílica da Conceição da Praia, com a participação de mães e filhas-de-santo do Candomblé, conduzindo flores e água perfumada. Em seguida vêm as autoridades e o povo. Toda essa multidão desloca-se em um percurso de oito quilômetros, a pé e em carroças enfeitadas. Ao chegar ao Bonfim, as baianas trajando roupas típicas realizam a lavagem do adro e das escadarias da igreja.
Festa da Ribeira
19 de janeiro
Salvador-Ribeira.
Trata-se de uma prévia carnavalesca, realizada no bucólico bairro da Ribeira, Cidade Baixa, na segunda-feira posterior à Festa do Bonfim, quando as barracas são transferidas do Largo do Bonfim para a vizinha Ribeira. Durante todo o dia ocorrem apresentações e batucadas. Também chamada Segunda Feira Gorda da Ribeira.
Celebração da Revolta dos Malês
25 de janeiro
Salvador – Itapuã.
Festa em homenagem à Revolta dos Malês (movimento histórico de levante de negros de tradição islâmica escravizados na Bahia). Na Lagoa do Abaeté.
Nossa Senhora da Purificação
24 de janeiro a 02 de fevereiro
Santo Amaro da Purificação - Recôncavo Baiano (a 71 km da capital).
Festa religiosa em louvor a Nossa Senhora da Purificação com lavagem das escadarias da igreja e procissão. Após as funções religiosas, a população e muitos visitantes transformam a cidade em uma grande festa de largo. Nos dias anteriores e subseqüentes à lavagem ocorrem shows musicais na Praça da Matriz. Caetano Veloso e Maria Bethânia, astros da música popular brasileira e filhos do município, costumam se apresentar na programação.
São Lázaro
30 de janeiro
Salvador - São Lázaro da Federação.
Composto por tríduo, missa solene e procissão, a festa tem ponto máximo no último domingo de janeiro. Este santo católico é sincretizado com o orixá Omolu, deus da cura no panteão africano, e as baianas costumam homenageá-lo com banhos de pipoca, orações e velas acesas no cruzeiro situado em frente à igreja. Há também festa de largo.
Festa de Iemanjá 02/02
Salvador - Rio Vermelho.
Pescadores e fiéis festejam com cortejo marítimo, em inúmeros barcos, conduzindo flores e outros presentes para a Rainha das Águas, na maior manifestação religiosa pública do candomblé. Das ruas do bairro do Rio Vermelho, o povo assiste à manifestação ao som de cânticos e vários ritmos em barracas montadas nas praças e ruas do bairro.
Lavagem de Itapuã 12 de fevereiro
Salvador - Itapuã.
Festa tradicional, com missa, alvorada de fogos e um cortejo de baianas que sai das proximidades da Praia de Placaford, acompanhado por batucadas e blocos. Segue até a Igreja, onde acontece a lavagem da escadaria. Ocorre na quinta-feira subseqüente à Lavagem do Bonfim.
Carnaval
Salvador - Pelourinho, Praça Municipal/Campo Grande, Barra/Ondina, outros bairros - e interior do Estado.
Este evento retrata o grande momento do calendário de festas populares da Bahia. O Carnaval é, reconhecidamente, a maior manifestação popular do mundo, segundo o Guiness Book- Livro dos Recordes. Caracteriza-se pela apresentação de blocos, inclusive os afros e trios elétricos, atraindo gente de todo o mundo. Em 1996, o Pelourinho passou a ser um dos três circuitos do Carnaval da Bahia (junto com o centro da cidade, o primeiro da folia, e a orla marítima), contando com uma programação especial, voltada para os carnavais antigos, inclusive na ornamentação das ruas e praças, com desfiles de bandinhas e blocos caracterizados.
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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
terça-feira, 20 de maio de 2008
Origem nomes dos Bairros
Barbalho
O bairro está localizado em terras que pertenceram a Luiz Barbalho Bezerra, de onde lhe vem o batismo.
Barris
Tomou esse nome pelo fato de existir no atual bairro uma fonte de ótima água potável localizada próxima ao dique, onde os aguadeiros se abasteciam para atender à população.
Essa fonte era protegida por barris, sendo a água ali apanhada e transportada também em barris, em lombo de animais.
Bonfim
Recebe esse batismo devido a existência da conhecida Igreja do Bonfim, que se localiza no bairro de mesmo nome.
Brotas
O nome do bairro, como ocorre em incontáveis outros batismos populares de logradouros na Bahia, vem da corruptela popular de uma palavra: no caso Brotas por Grotas.
Carmo
Batismo extenso e curioso, mas que dá uma idéia exata do crescimento da cidade para além das Portas do Carmo, que ficavam na altura do Largo do Pelourinho, sendo conhecidas anteriormente como Portas de Santa Catarina.
Fazenda Garcia
Recebe esse batismo devido a presença, antigamente, da fazenda do Conde Garcia D’Ávila.
De fazenda, hoje, o Garcia só guarda o nome.
Itapagipe
De origem indígena, significa rio da taba ou aldeia (taba-gy-pe).
Itapuã
De origem indígena, significa pedra que ronca. Tem esse nome por lá existir uma pedra que, antes de se partir, roncava na maré vazante.
Cantado em prosa e verso por Dorival Caymmi e depois por Vinícius de Moraes, este bairro tem nomes poéticos em muitas das suas ruas (Amanhecer, Brisa, Irmão Sol).
Piatã
De origem tupi, significa o persistente, o obstinado.
Boa parte da praia entre Amaralina e Itapuã era conhecida como São Tomé, nome que vinha dos tempos da colônia. Foi ali que Hebert Rocha Vaz instalou a sua fábrica de óleo de baleia.

Pirajá
Braço estreito de mar ao norte da península Itapagipana, que se estende pela terra adentro com águas tranquilas entre mangues, à sombra de montes empinados, significa do tupi (pira-ya) capa de peixe, lugar farto de peixe para o sustento dos pescadores.
Pituaçu
De origem indígena, significa pitu grande.
Pituba
De origem indígena, significa bafo, exalação, maresia.
Ribeira
Primitivamente a Ribeira, expressão portuguesa que quer dizer ancoradouro para a reparação de naus, era uma colônia de pescadores e lugar de veraneio.
Por ser esse um local de difícil acesso, demorou muito para ser habitado.

Tororó
É corruptela da palavra (itororó)de origem tupi, que significa: o jorro, o enxurro, a enxurrada.
Calçada
Em 1638 o caminho para o Bonfim era pela praia e por Mont Serrat, só mais tarde se construiu, através dos mangues, o atual caminho de Roma, até lá por meio de aterros e calçamento, de onde o nome Calçada do Bonfim, que se estendeu a toda rua atual da Jequitaia.
Liberdade
Foi pela estrada das boiadas que o exército nacional adentrou Salvador, no dia 2 de julho de 1823, proclamando a independência da Bahia, que consolidou o fim do Domínio português no Brasil.
Com isso o bairro passou a ser chamado de Liberdade.
O bairro está localizado em terras que pertenceram a Luiz Barbalho Bezerra, de onde lhe vem o batismo.
Barris
Tomou esse nome pelo fato de existir no atual bairro uma fonte de ótima água potável localizada próxima ao dique, onde os aguadeiros se abasteciam para atender à população.
Essa fonte era protegida por barris, sendo a água ali apanhada e transportada também em barris, em lombo de animais.
Bonfim
Recebe esse batismo devido a existência da conhecida Igreja do Bonfim, que se localiza no bairro de mesmo nome.
Brotas
O nome do bairro, como ocorre em incontáveis outros batismos populares de logradouros na Bahia, vem da corruptela popular de uma palavra: no caso Brotas por Grotas.
Carmo
Batismo extenso e curioso, mas que dá uma idéia exata do crescimento da cidade para além das Portas do Carmo, que ficavam na altura do Largo do Pelourinho, sendo conhecidas anteriormente como Portas de Santa Catarina.
Fazenda Garcia
Recebe esse batismo devido a presença, antigamente, da fazenda do Conde Garcia D’Ávila.
De fazenda, hoje, o Garcia só guarda o nome.
Itapagipe
De origem indígena, significa rio da taba ou aldeia (taba-gy-pe).
Itapuã
De origem indígena, significa pedra que ronca. Tem esse nome por lá existir uma pedra que, antes de se partir, roncava na maré vazante.
Cantado em prosa e verso por Dorival Caymmi e depois por Vinícius de Moraes, este bairro tem nomes poéticos em muitas das suas ruas (Amanhecer, Brisa, Irmão Sol).
Piatã
De origem tupi, significa o persistente, o obstinado.
Boa parte da praia entre Amaralina e Itapuã era conhecida como São Tomé, nome que vinha dos tempos da colônia. Foi ali que Hebert Rocha Vaz instalou a sua fábrica de óleo de baleia.

Pirajá
Braço estreito de mar ao norte da península Itapagipana, que se estende pela terra adentro com águas tranquilas entre mangues, à sombra de montes empinados, significa do tupi (pira-ya) capa de peixe, lugar farto de peixe para o sustento dos pescadores.
Pituaçu
De origem indígena, significa pitu grande.
Pituba
De origem indígena, significa bafo, exalação, maresia.
Ribeira
Primitivamente a Ribeira, expressão portuguesa que quer dizer ancoradouro para a reparação de naus, era uma colônia de pescadores e lugar de veraneio.
Por ser esse um local de difícil acesso, demorou muito para ser habitado.
Tororó
É corruptela da palavra (itororó)de origem tupi, que significa: o jorro, o enxurro, a enxurrada.
Calçada
Em 1638 o caminho para o Bonfim era pela praia e por Mont Serrat, só mais tarde se construiu, através dos mangues, o atual caminho de Roma, até lá por meio de aterros e calçamento, de onde o nome Calçada do Bonfim, que se estendeu a toda rua atual da Jequitaia.
Liberdade
Foi pela estrada das boiadas que o exército nacional adentrou Salvador, no dia 2 de julho de 1823, proclamando a independência da Bahia, que consolidou o fim do Domínio português no Brasil.
Com isso o bairro passou a ser chamado de Liberdade.
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segunda-feira, 12 de maio de 2008
Ponta do Humaitá
Ponta de terra que se localiza no bairro de Monte Serrat, próximo ao Forte de Monte Serrat.
A Ponta do Humaitá é famosa por ser local de onde se pode ver um belo pôr-do-sol, vista panorâmica da Baía de Todos os Santos e da cidade, ao fundo.
O espaço agrega um conjunto arquitetônico formado pela Igreja de Monte Serrat, um mosteiro, o antigo Iate Clube de Monte Serrat e casas no estilo do século XIX, além de um farol, construído no começo do século XX para guiar as embarcações que passavam pela região. No dia 08 de março acontece a festividade do Presente de Iemanjá de Humaitá, na qual baianas e populares levam oferendas e pedidos à orixá considerada rainha das águas.
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A Ponta do Humaitá é famosa por ser local de onde se pode ver um belo pôr-do-sol, vista panorâmica da Baía de Todos os Santos e da cidade, ao fundo.
O espaço agrega um conjunto arquitetônico formado pela Igreja de Monte Serrat, um mosteiro, o antigo Iate Clube de Monte Serrat e casas no estilo do século XIX, além de um farol, construído no começo do século XX para guiar as embarcações que passavam pela região. No dia 08 de março acontece a festividade do Presente de Iemanjá de Humaitá, na qual baianas e populares levam oferendas e pedidos à orixá considerada rainha das águas.
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Bonfim
Situado numa das regiões mais privilegiadas da cidade, de onde se pode contemplar toda a beleza da Baía de Todos os Santos, o bairro do Bonfim é sinônimo de devoção.
Abençoado pela mais querida igreja da Bahia, a Basílica do Senhor do Bomfim, inaugurada em 24 de junho de 1754, o Bonfim revela do alto da Colina Sagrada um contraste entre duas cidades distintas: a do seu entorno, constituída de casas datadas do pós-guerra e a da Salvador moderna de “além mar” com seus espigões na Vitória e na Barra.
Habitado por um povo apaixonado e orgulhoso, o bairro é o ponto culminante da mais rica celebração religiosa do país, a Lavagem do Bonfim, onde católicos e adeptos do candomblé comungam uma mesma fé.
Localizado na Península Itapagipana, entre os bairros da Boa Viagem, Massaranduba e Roma, o Bonfim é um paraíso de tranqüilidade e beleza e, como diz o dito popular, “Quem foi à Bahia e não foi ao Bonfim, não foi à Bahia”.
CAMINHOS DOS BONDES
A primeira linha de bonde da cidade foi criada na Cidade Baixa, ligando Coqueiros de Água de Meninos à baixa do Bonfim, em 1866.
Era uma linha de bonde puxado a burro, da Concessionária do empresário austríaco Rafael Ariani.
Em 1869 passou para o controle da linha férrea dos veículos Econômicos e a linha foi estendida à Penha.
Nos anos de 1930 havia quatro linhas de bonde na Península de Itapagipe.
A de número doze conduzia até a Estação de Trem da Calçada, no bairro de mesmo nome.
A linha dezoito era a Luiz Tarquínio. Passava pela orla da praia da Boa Viagem onde hoje é a Avenida Luiz Tarquínio até a Ribeira. Foi criada com o desenvolvimento urbano que a Companhia Empório Industrial do Norte, fábrica de Luiz Tarquínio, levou para a região.
Onde hoje é a Avenida Dendezeiros havia a linha de número dezoito. Tinha como destino o Bonfim, para levar os romeiros da igreja.
Por fim, na Avenida Caminho de Areia, a linha de número vinte conduzia até a Ribeira. Sua curiosidade era ter os trilhos passando sobre a areia, pois o caminho foi aberto no areal, o que originou o nome da avenida.
Abençoado pela mais querida igreja da Bahia, a Basílica do Senhor do Bomfim, inaugurada em 24 de junho de 1754, o Bonfim revela do alto da Colina Sagrada um contraste entre duas cidades distintas: a do seu entorno, constituída de casas datadas do pós-guerra e a da Salvador moderna de “além mar” com seus espigões na Vitória e na Barra.
Habitado por um povo apaixonado e orgulhoso, o bairro é o ponto culminante da mais rica celebração religiosa do país, a Lavagem do Bonfim, onde católicos e adeptos do candomblé comungam uma mesma fé.
Localizado na Península Itapagipana, entre os bairros da Boa Viagem, Massaranduba e Roma, o Bonfim é um paraíso de tranqüilidade e beleza e, como diz o dito popular, “Quem foi à Bahia e não foi ao Bonfim, não foi à Bahia”.
CAMINHOS DOS BONDES
A primeira linha de bonde da cidade foi criada na Cidade Baixa, ligando Coqueiros de Água de Meninos à baixa do Bonfim, em 1866.
Era uma linha de bonde puxado a burro, da Concessionária do empresário austríaco Rafael Ariani.
Em 1869 passou para o controle da linha férrea dos veículos Econômicos e a linha foi estendida à Penha.
Nos anos de 1930 havia quatro linhas de bonde na Península de Itapagipe.
A de número doze conduzia até a Estação de Trem da Calçada, no bairro de mesmo nome.
A linha dezoito era a Luiz Tarquínio. Passava pela orla da praia da Boa Viagem onde hoje é a Avenida Luiz Tarquínio até a Ribeira. Foi criada com o desenvolvimento urbano que a Companhia Empório Industrial do Norte, fábrica de Luiz Tarquínio, levou para a região.
Onde hoje é a Avenida Dendezeiros havia a linha de número dezoito. Tinha como destino o Bonfim, para levar os romeiros da igreja.
Por fim, na Avenida Caminho de Areia, a linha de número vinte conduzia até a Ribeira. Sua curiosidade era ter os trilhos passando sobre a areia, pois o caminho foi aberto no areal, o que originou o nome da avenida.
Convento Sagrada Família
O Convento está situado na mesma colina da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, na Rua Plínio de Lima.
O prédio foi vendido pelos herdeiros do Dr. Ernesto Ferreira de Araújo à Real Sociedade Portuguesa de Beneficência, que inaugurou no local o Hospital Português, em 16 de setembro de 1866.
O Sr. José Rodrigues da Costa, diretor do Hospital entre os anos de 1869 a 1871, ornamentou o edifício e o terreno ao redor, gradeando-o e instalando um portão principal em ferro adquirido dos fabricantes da Jiquitaia.
Em 1931 o Hospital Português foi transferido para a avenida Princesa Isabel, na Graça, e sua administração interna foi dada às Irmãs Franciscanas Hospitaleiras Portuguesas.
O prédio do Convento, no Bonfim, foi exposto à venda até o ano de 1937, quando foi adquirido pela Congregação Franciscana Hospitaleira da imaculada Conceição – CONFHIC, que até então funcionava no Colégio São José. Em 06 de janeiro de 1938 a casa foi renomeada para Convento da Sagrada Família e atualmente é usado como espaço para retiros Intercongregacionais, encontros e Movimentos Pastorais da Congregação.
O prédio foi vendido pelos herdeiros do Dr. Ernesto Ferreira de Araújo à Real Sociedade Portuguesa de Beneficência, que inaugurou no local o Hospital Português, em 16 de setembro de 1866.
O Sr. José Rodrigues da Costa, diretor do Hospital entre os anos de 1869 a 1871, ornamentou o edifício e o terreno ao redor, gradeando-o e instalando um portão principal em ferro adquirido dos fabricantes da Jiquitaia.
Em 1931 o Hospital Português foi transferido para a avenida Princesa Isabel, na Graça, e sua administração interna foi dada às Irmãs Franciscanas Hospitaleiras Portuguesas.
O prédio do Convento, no Bonfim, foi exposto à venda até o ano de 1937, quando foi adquirido pela Congregação Franciscana Hospitaleira da imaculada Conceição – CONFHIC, que até então funcionava no Colégio São José. Em 06 de janeiro de 1938 a casa foi renomeada para Convento da Sagrada Família e atualmente é usado como espaço para retiros Intercongregacionais, encontros e Movimentos Pastorais da Congregação.
Lavagem do Beco do Morotó
A Lavagem do Beco do Morotó acontece no mesmo dia da lavagem do Bonfim, na segunda quinta-feira do ano.
Começou como uma reunião entre amigos músicos do guitarrista do grupo Retrofoguetes, Morotó Slim. A casa de seus pais, no Bonfim (e sua antiga residência), atraía pessoas conhecidas da família.
Em 1993, os amigos que freqüentavam a casa, entre eles integrantes da extinta banda Dead Billies, resolveram tocar no Beco como uma diversão entre amigos.
Hoje a festa é uma tradição alternativa instituída durante a Lavagem do Bonfim.
A apresentação de bandas de rock cunhou o nome que é também usado para a festa: ‘Bonfim Hard’. Segundo Morotó Slim, a festa no beco já atraiu mais de mil pessoas em uma só edição.
Na lavagem do beco já tocaram Pitty, Diamba, Penélope, Dr. Cascadura, remanescentes da banda Úteros em Fúria, The Honkers, entre outros.
Começou como uma reunião entre amigos músicos do guitarrista do grupo Retrofoguetes, Morotó Slim. A casa de seus pais, no Bonfim (e sua antiga residência), atraía pessoas conhecidas da família.
Em 1993, os amigos que freqüentavam a casa, entre eles integrantes da extinta banda Dead Billies, resolveram tocar no Beco como uma diversão entre amigos.
Hoje a festa é uma tradição alternativa instituída durante a Lavagem do Bonfim.
A apresentação de bandas de rock cunhou o nome que é também usado para a festa: ‘Bonfim Hard’. Segundo Morotó Slim, a festa no beco já atraiu mais de mil pessoas em uma só edição.
Na lavagem do beco já tocaram Pitty, Diamba, Penélope, Dr. Cascadura, remanescentes da banda Úteros em Fúria, The Honkers, entre outros.
Festas populares
No período colonial brasileiro, festas cívicas e religiosas não se diferenciavam muito, há um entrelaçamento entre elas, afinal todo festejo cívico deveria ter pelo menos a celebração de uma missa.
Além das inúmeras festas ligadas ao culto dos santos, existiam também o entrudo e as procissões reais ou da Câmara.
No século XVI, havia o padroado – política desenvolvida pelos reis católicos, segundo a qual a igreja romana delegava aos reis a tarefa de organizar a vida religiosa nos domínios coloniais.
Eles podiam escolher e nomear arcebispos e bispos, fundar paróquias e realizar missões. Dentro dessa política, desde a fundação de Salvador, a Câmara, a exemplo do que acontecia em Lisboa, tinha a obrigação de custear, organizar e realizar as procissões reais.
O ano já começa com a procissão marítima do Nosso Senhor Bom Jesus dos Navegantes, na qual centenas de embarcações de todos os tipos singram a Baía de Todos os Santos levando a imagem do Bom Jesus da igreja da Conceição da Praia para a capela da Boa Viagem, num belíssimo cortejo de fé.
Depois, vem uma seqüência de festejos, entre os quais se destaca a Lavagem do Bonfim, uma quilométrica procissão, com todos vestidos de branco, entre a igreja da Conceição e a do Bonfim, no alto da Colina Sagrada. Fazendo jus à máxima de que "quem tem fé vai a pé", a cada ano cerca de 800 mil pessoas garantem a grandiosidade desse evento religioso.
Ao chegarem, baianas vestidas tipicamente despejam seus vasos com água de cheiro no adro da igreja e sobre as cabeças dos fiéis, num ritual de fé e esperança.
É, também, destaque, por atrair milhares de fiéis de outras regiões do País, a Festa de Iemanjá, dia 2 de fevereiro, quando os adeptos do candomblé homenageiam a Rainha do Mar, simbolizada numa sereia.
A festa acontece no bairro do Rio Vermelho, uma poderosa manifestação de fé na força da Mãe d'Água, que tem seu desdobramento profano nas barracas padronizadas, onde a crença se transforma em samba. Vale a pena deixar ali uma oferenda para Iemanjá, acompanhada de um pedido.
Calendário das Festas Populares de Salvador
01/01- FESTA DO SENHOR BOM JESUS DOS NAVEGANTES E BOA VIAGEM - Após o reveillon, na manhã do dia primeiro de Janeiro a imagem do Senhor Bom Jesus dos Navegantes é conduzida na galeota "Gratidão do Povo", pelas águas da Baía de Todos os Santos.
Dezenas de barcos acompanham a procissão marítima que dá boas-vindas ao Ano Novo, há também os festejos populares da Boa Viagem.
03 a 06/01 - FESTA DE REIS OU DA LAPINHA - Na noite do dia 5 para o dia 6, diversos Ternos de Reis se apresentam no Largo da Lapinha lembrando no canto e na dança, a visitação do Reis Magos ao Menino Jesus.
Janeiro - FESTA DO BONFIM - A lavagem do Bonfim é a maior festa de largo da Bahia, e o ponto alto das comemorações da festa do Senhor do Bonfim.
Neste dia, milhares de pessoas vestindo branco seguem em animado cortejo da Basílica da Conceição da Praia até a Colina Sagrada, num percurso de oito quilômetros.
Mães e filhas de santo com seus jarros de flores e água de cheiro seguem em direção à Colina para lavar o adro da Igreja do Bonfim.
Autoridades, fiéis, pagadores de promessa e foliões acompanham o cortejo a pé, em carroças e caminhões.Novena, missa solene e festa popular complementam as comemorações.
Janeiro - REGATA DE SAVEIROS JOÃO DAS BOTAS
Esta regata, criada em 1969, tem o seu colorido próprio por ser disputada por embarcações tradicionais da Baía de todos os Santos, que são os saveiros e as canoas a vela.
Janeiro - TRAVESSIA MAR GRANDE / SALVADOREste evento acontece de há muitos, nadadores do mundo inteiro competem nadando da Cidade de Mar Grande na Ilha de Itaparica para o Porto da Barra em Salvador.
Janeiro - FESTA DE SÃO LÁZAROSão Lázaro, sincretizado como Omolú é homenageado na sua igreja enquanto que nos arredores os fiéis tomam banho de pipoca, comida do santo conforme o candomblé.
A festa popular dura quatros dias.
Janeiro ou Fevereiro
LAVAGEM DO IMBUÍ
Nesta época pré-carnavalesca os moradores do Bairro do Imbuí aproveitam para fazer um pré-carnaval.
FESTA DA PITUBA
Nesta época pré-carnavalesca os moradores da Pituba, bairro nobre de Salvador aproveitam para junto com baianas tipicamente vestidas fazerem a lavagem das escadarias da Igrejinha da Pituba.
02/02 - Festa de Iemanjá - Dois de fevereiro dia de festa no mar! Na praia do Rio Vermelho milhares de pessoas se aglomeram para deixar suas oferendas na Casa do Peso.
Perfumes, sabonetes, espelhos, flores e jóias são depositados em centenas de balaios elevados para alto-mar no final da tarde, em procissão marítima acompanhada por dezenas de embarcações. Cumprida a obrigação, a festa de largo se prolonga por alguns dias no bairro do Rio Vermelho.
13/06 - SANTO ANTÔNIO - No mês de Junho que se comemora a festa de Santo Antônio ''Santo Casamenteiro'', a esta festa antecedem rezas e orações.
24/06 - SÃO JOÃO - Para a maioria das pessoas do interior baiano, São João é a melhor festa de todas sendo comemorado com mesa farta, fogos de artifício, quadrilhas e muito forró.
Em Salvador com a proibição da famosa solta de balões que pontilhavam os céus dos baianos, criaram o Arraiá da Capitá e para lá todas as noites vão milhares de pessoas cantar e dançar ao som de forrozeiros e como não podia deixar de ser também ao som das Bandas de Axé.
29/06 - SÃO PEDRO - São Pedro, protetor das viúvas e dos pescadores, encerra o ciclo das festas juninas. No bairro de Itapuã, em Salvador, os pescadores fazem procissão marítima.
02/07 - INDEPENDÊNCIA DA BAHIA - Nesta data se comemora a verdadeira Independência do Brasil de fato e de direito.
Foi nesta data que as tropas baianas finalmente conseguiram a rendição das tropas portuguesas que ainda relutavam em aceitar a independência do Brasil.
16/08 - SÃO LÁZARO E SÃO ROQUE - Nesta data ocorrem os festejos de São Lázaro quando as pessoas vão até a igreja do santos banhar-se de pipocas para espantar os maus espíritos.
27/09 -SÃO COSME E SÃO DAMIÃO- Setembro é o mês dos carurus em homenagem a São Cosme e São Damião, dia 27 é o dia destes gêmeos muito venerados na Bahia.
Novembro - CAMINHADA AXÉ - Caminhada festiva que abre o verão, apresentando um resumo das manifestações culturais da Bahia.
04/12 - SANTA BÁRBARA - Esta é a festa da santa guerreira, rainha dos raios e dos trovões. Também é a padroeira dos mercados e patrona do Corpo de Bombeiros.
No Mercado de Santa Bárbara, que fica na Baixa dos Sapateiros os barraqueiros oferecem a todos um grande caruru que é preparado, em média, com cinco mil quiabos.
29/11 a 08/12 - FESTA DA CONCEIÇÃO DA PRAIA - O dia 8 de dezembro é dedicado à padroeira de Salvador, sendo feriado municipal.
A festa religiosa acontece na Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia, na Cidade Baixa e é acompanha por uma festa de largo.
13/12 - FESTA DE SANTA LUZIA - Realizada na Igreja de Santa Luzia no bairro do Pilar onde acontece uma festa de largo também freqüentada por portuários.
Além das inúmeras festas ligadas ao culto dos santos, existiam também o entrudo e as procissões reais ou da Câmara.
No século XVI, havia o padroado – política desenvolvida pelos reis católicos, segundo a qual a igreja romana delegava aos reis a tarefa de organizar a vida religiosa nos domínios coloniais.
Eles podiam escolher e nomear arcebispos e bispos, fundar paróquias e realizar missões. Dentro dessa política, desde a fundação de Salvador, a Câmara, a exemplo do que acontecia em Lisboa, tinha a obrigação de custear, organizar e realizar as procissões reais.
O ano já começa com a procissão marítima do Nosso Senhor Bom Jesus dos Navegantes, na qual centenas de embarcações de todos os tipos singram a Baía de Todos os Santos levando a imagem do Bom Jesus da igreja da Conceição da Praia para a capela da Boa Viagem, num belíssimo cortejo de fé.
Depois, vem uma seqüência de festejos, entre os quais se destaca a Lavagem do Bonfim, uma quilométrica procissão, com todos vestidos de branco, entre a igreja da Conceição e a do Bonfim, no alto da Colina Sagrada. Fazendo jus à máxima de que "quem tem fé vai a pé", a cada ano cerca de 800 mil pessoas garantem a grandiosidade desse evento religioso.
Ao chegarem, baianas vestidas tipicamente despejam seus vasos com água de cheiro no adro da igreja e sobre as cabeças dos fiéis, num ritual de fé e esperança.
É, também, destaque, por atrair milhares de fiéis de outras regiões do País, a Festa de Iemanjá, dia 2 de fevereiro, quando os adeptos do candomblé homenageiam a Rainha do Mar, simbolizada numa sereia.
A festa acontece no bairro do Rio Vermelho, uma poderosa manifestação de fé na força da Mãe d'Água, que tem seu desdobramento profano nas barracas padronizadas, onde a crença se transforma em samba. Vale a pena deixar ali uma oferenda para Iemanjá, acompanhada de um pedido.
Calendário das Festas Populares de Salvador
01/01- FESTA DO SENHOR BOM JESUS DOS NAVEGANTES E BOA VIAGEM - Após o reveillon, na manhã do dia primeiro de Janeiro a imagem do Senhor Bom Jesus dos Navegantes é conduzida na galeota "Gratidão do Povo", pelas águas da Baía de Todos os Santos.
Dezenas de barcos acompanham a procissão marítima que dá boas-vindas ao Ano Novo, há também os festejos populares da Boa Viagem.
03 a 06/01 - FESTA DE REIS OU DA LAPINHA - Na noite do dia 5 para o dia 6, diversos Ternos de Reis se apresentam no Largo da Lapinha lembrando no canto e na dança, a visitação do Reis Magos ao Menino Jesus.
Janeiro - FESTA DO BONFIM - A lavagem do Bonfim é a maior festa de largo da Bahia, e o ponto alto das comemorações da festa do Senhor do Bonfim.
Neste dia, milhares de pessoas vestindo branco seguem em animado cortejo da Basílica da Conceição da Praia até a Colina Sagrada, num percurso de oito quilômetros.
Mães e filhas de santo com seus jarros de flores e água de cheiro seguem em direção à Colina para lavar o adro da Igreja do Bonfim.
Autoridades, fiéis, pagadores de promessa e foliões acompanham o cortejo a pé, em carroças e caminhões.Novena, missa solene e festa popular complementam as comemorações.
Janeiro - REGATA DE SAVEIROS JOÃO DAS BOTAS
Esta regata, criada em 1969, tem o seu colorido próprio por ser disputada por embarcações tradicionais da Baía de todos os Santos, que são os saveiros e as canoas a vela.
Janeiro - TRAVESSIA MAR GRANDE / SALVADOREste evento acontece de há muitos, nadadores do mundo inteiro competem nadando da Cidade de Mar Grande na Ilha de Itaparica para o Porto da Barra em Salvador.
Janeiro - FESTA DE SÃO LÁZAROSão Lázaro, sincretizado como Omolú é homenageado na sua igreja enquanto que nos arredores os fiéis tomam banho de pipoca, comida do santo conforme o candomblé.
A festa popular dura quatros dias.
Janeiro ou Fevereiro
LAVAGEM DO IMBUÍ
Nesta época pré-carnavalesca os moradores do Bairro do Imbuí aproveitam para fazer um pré-carnaval.
FESTA DA PITUBA
Nesta época pré-carnavalesca os moradores da Pituba, bairro nobre de Salvador aproveitam para junto com baianas tipicamente vestidas fazerem a lavagem das escadarias da Igrejinha da Pituba.
02/02 - Festa de Iemanjá - Dois de fevereiro dia de festa no mar! Na praia do Rio Vermelho milhares de pessoas se aglomeram para deixar suas oferendas na Casa do Peso.
Perfumes, sabonetes, espelhos, flores e jóias são depositados em centenas de balaios elevados para alto-mar no final da tarde, em procissão marítima acompanhada por dezenas de embarcações. Cumprida a obrigação, a festa de largo se prolonga por alguns dias no bairro do Rio Vermelho.
13/06 - SANTO ANTÔNIO - No mês de Junho que se comemora a festa de Santo Antônio ''Santo Casamenteiro'', a esta festa antecedem rezas e orações.
24/06 - SÃO JOÃO - Para a maioria das pessoas do interior baiano, São João é a melhor festa de todas sendo comemorado com mesa farta, fogos de artifício, quadrilhas e muito forró.
Em Salvador com a proibição da famosa solta de balões que pontilhavam os céus dos baianos, criaram o Arraiá da Capitá e para lá todas as noites vão milhares de pessoas cantar e dançar ao som de forrozeiros e como não podia deixar de ser também ao som das Bandas de Axé.
29/06 - SÃO PEDRO - São Pedro, protetor das viúvas e dos pescadores, encerra o ciclo das festas juninas. No bairro de Itapuã, em Salvador, os pescadores fazem procissão marítima.
02/07 - INDEPENDÊNCIA DA BAHIA - Nesta data se comemora a verdadeira Independência do Brasil de fato e de direito.
Foi nesta data que as tropas baianas finalmente conseguiram a rendição das tropas portuguesas que ainda relutavam em aceitar a independência do Brasil.
16/08 - SÃO LÁZARO E SÃO ROQUE - Nesta data ocorrem os festejos de São Lázaro quando as pessoas vão até a igreja do santos banhar-se de pipocas para espantar os maus espíritos.
27/09 -SÃO COSME E SÃO DAMIÃO- Setembro é o mês dos carurus em homenagem a São Cosme e São Damião, dia 27 é o dia destes gêmeos muito venerados na Bahia.
Novembro - CAMINHADA AXÉ - Caminhada festiva que abre o verão, apresentando um resumo das manifestações culturais da Bahia.
04/12 - SANTA BÁRBARA - Esta é a festa da santa guerreira, rainha dos raios e dos trovões. Também é a padroeira dos mercados e patrona do Corpo de Bombeiros.
No Mercado de Santa Bárbara, que fica na Baixa dos Sapateiros os barraqueiros oferecem a todos um grande caruru que é preparado, em média, com cinco mil quiabos.
29/11 a 08/12 - FESTA DA CONCEIÇÃO DA PRAIA - O dia 8 de dezembro é dedicado à padroeira de Salvador, sendo feriado municipal.
A festa religiosa acontece na Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia, na Cidade Baixa e é acompanha por uma festa de largo.
13/12 - FESTA DE SANTA LUZIA - Realizada na Igreja de Santa Luzia no bairro do Pilar onde acontece uma festa de largo também freqüentada por portuários.
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quinta-feira, 8 de maio de 2008
Fitinha do Bonfim
Fita que traz grafado o nome de Nosso Senhor do Bonfim, a “Fitinha do Nosso Senhor do Bonfim” é famosa e considerada uma marca turística de Salvador.
Dizem que uma fitinha amarrada no pulso com três nós, concede três desejos para quem a estiver usando.
O uso de fitinhas do Bonfim foi introduzido desde 1809, pelo tesoureiro da irmandade do Bonfim, Manoel Antonio da Silva Servo.
Houve um tempo em que havia medidas também de Nossa Senhora da Guia. A fita era originalmente artesanal, de fita de seda, depois foi industrializada.
As fitinhas são chamadas também de “medidas” porque tradicionalmente tinham a medida do comprimento do braço direito da imagem do Senhor do Bonfim.
Segundo a Irmandade de Nosso Senhor do Bonfim, o termo “medida” não tem relação com a medida da razão com o coração como algumas pessoas dizem.
Dizem que uma fitinha amarrada no pulso com três nós, concede três desejos para quem a estiver usando.
O uso de fitinhas do Bonfim foi introduzido desde 1809, pelo tesoureiro da irmandade do Bonfim, Manoel Antonio da Silva Servo.
Houve um tempo em que havia medidas também de Nossa Senhora da Guia. A fita era originalmente artesanal, de fita de seda, depois foi industrializada.
As fitinhas são chamadas também de “medidas” porque tradicionalmente tinham a medida do comprimento do braço direito da imagem do Senhor do Bonfim.
Segundo a Irmandade de Nosso Senhor do Bonfim, o termo “medida” não tem relação com a medida da razão com o coração como algumas pessoas dizem.
Lavagem do Bonfim
A procissão de Nosso Senhor do Bonfim e lavagem das escadarias da Igreja é considerada a mais importante das comemorações de largo de Salvador.
O cortejo acontece na segunda quinta-feira após o dia de Reis (6 de janeiro).
E os festejos religiosos (novena) encerram no domingo após a lavagem.
Fogos de artifícios anunciam o início da procissão. O cortejo tem a presença de baianas e fiéis que caminham desde a Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia até o adro do Bonfim
No percurso, as baianas carregam água de cheiro, jarros de flores e vassouras. Carroças enfeitadas conduzem os devotos em um percurso de aproximadamente 14 quilômetros.
Milhares de pessoas vestem-se de branco para acompanhar o cortejo, em busca de proteção do Santo e das águas perfumadas.
Ao chegar, as baianas lavam as escadarias e o adro da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim com água perfumada e jorram a água sobre as cabeças de pessoas que buscam neste banho a purificação do corpo e da alma.
Durante o resto do dia muitas pessoas continuam se dirigindo ao Bonfim, em blocos ou seguindo as carroças, e em pequenos veículos com equipamentos sonoros.
No Bonfim, a festa prossegue com rodas de capoeira e samba, enquanto nas casas, os visitantes se deliciam com comidas populares, como o caruru, o cozido e a feijoada.
Em seu lado religioso, a festa acontece com missas e novenas, durante todo o mês de janeiro, dedicadas ao Senhor do Bonfim, Nossa Senhora da Guia e uma trida de São Gonçalo.
Segundo o historiador Cid Teixeira, no Rio Vermelho havia uma capela consagrada à devoção de São Gonçalo, santo tradicionalmente festejado em Portugal com festas que eram grandes farras. A capela arruinou-se e a festa de devoção de São Gonçalo foi transferida para o Bonfim.
Tem-se notícia que nos meados do século XIX, nas comemorações do mês de Janeiro, as festas já ocorriam na Colina Sagrada, com honrarias a Nosso Senhor do Bonfim, à Nossa Senhora da Guia e a São Gonçalo.
No passado, grande parte dos devotos seguia por mar, em saveiros e pequenos vapores da Companhia Baiana. Desembarcavam no Porto da Lenha e subiam a ladeira de mesmo nome. Por causa da distância e das dificuldades, os romeiros chegavam ao Bonfim três dias antes da festa do santo e criaram o costume de lavar a igreja na quinta-feira, para prepará-la para o domingo.
A princípio essa lavagem era feita pelos moradores das vizinhanças e depois foi se tornando um ato cada vez mais disputado. Dos que seguiam a pé ou em gôndolas, devotas levavam água de toda a cidade, em potes, moringas ou vasilhas sobre as cabeças, dançando durante todo o trajeto. Por achar que o ato tinha assumido um caráter festivo exagerado e não-condizente com o local santo, a lavagem no interior do templo foi proibida em 1890, pelo Marquês de Santa Cruz, Dr. Manuel Victorino Pereira, chefe do Governo Provisório na época.
A festa, desde que se tem notícia, é marcada pelo sincretismo religioso. Ao lado dos devotos católicos, membros do candomblé prestam homenagem ao santo, que no sincretismo corresponde a Oxalá. No lado profano da festa, havia a apresentação de filarmônicas ao mesmo tempo de grupos com atabaques, capoeira, samba e a população dançando em alvoroço. Na véspera da festa, no chamado sábado do Bonfim, começavam a chegar à noite numerosos ternos e ranchos que cantavam e dançavam até a manhã de domingo e permaneciam à espera da tradicional Segunda-Feira Gorda da Ribeira. A Lavagem do Bonfim ainda guarda suas características do passado. Durante todo o dia devotos caminham em direção à igreja e grupos de capoeira, samba e outros ritmos musicais se espalham pelo bairro do Bonfim.
O cortejo acontece na segunda quinta-feira após o dia de Reis (6 de janeiro).
E os festejos religiosos (novena) encerram no domingo após a lavagem.
Fogos de artifícios anunciam o início da procissão. O cortejo tem a presença de baianas e fiéis que caminham desde a Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia até o adro do Bonfim
No percurso, as baianas carregam água de cheiro, jarros de flores e vassouras. Carroças enfeitadas conduzem os devotos em um percurso de aproximadamente 14 quilômetros.
Milhares de pessoas vestem-se de branco para acompanhar o cortejo, em busca de proteção do Santo e das águas perfumadas.
Ao chegar, as baianas lavam as escadarias e o adro da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim com água perfumada e jorram a água sobre as cabeças de pessoas que buscam neste banho a purificação do corpo e da alma.
Durante o resto do dia muitas pessoas continuam se dirigindo ao Bonfim, em blocos ou seguindo as carroças, e em pequenos veículos com equipamentos sonoros.
No Bonfim, a festa prossegue com rodas de capoeira e samba, enquanto nas casas, os visitantes se deliciam com comidas populares, como o caruru, o cozido e a feijoada.
Em seu lado religioso, a festa acontece com missas e novenas, durante todo o mês de janeiro, dedicadas ao Senhor do Bonfim, Nossa Senhora da Guia e uma trida de São Gonçalo.
Segundo o historiador Cid Teixeira, no Rio Vermelho havia uma capela consagrada à devoção de São Gonçalo, santo tradicionalmente festejado em Portugal com festas que eram grandes farras. A capela arruinou-se e a festa de devoção de São Gonçalo foi transferida para o Bonfim.
Tem-se notícia que nos meados do século XIX, nas comemorações do mês de Janeiro, as festas já ocorriam na Colina Sagrada, com honrarias a Nosso Senhor do Bonfim, à Nossa Senhora da Guia e a São Gonçalo.
No passado, grande parte dos devotos seguia por mar, em saveiros e pequenos vapores da Companhia Baiana. Desembarcavam no Porto da Lenha e subiam a ladeira de mesmo nome. Por causa da distância e das dificuldades, os romeiros chegavam ao Bonfim três dias antes da festa do santo e criaram o costume de lavar a igreja na quinta-feira, para prepará-la para o domingo.
A princípio essa lavagem era feita pelos moradores das vizinhanças e depois foi se tornando um ato cada vez mais disputado. Dos que seguiam a pé ou em gôndolas, devotas levavam água de toda a cidade, em potes, moringas ou vasilhas sobre as cabeças, dançando durante todo o trajeto. Por achar que o ato tinha assumido um caráter festivo exagerado e não-condizente com o local santo, a lavagem no interior do templo foi proibida em 1890, pelo Marquês de Santa Cruz, Dr. Manuel Victorino Pereira, chefe do Governo Provisório na época.
A festa, desde que se tem notícia, é marcada pelo sincretismo religioso. Ao lado dos devotos católicos, membros do candomblé prestam homenagem ao santo, que no sincretismo corresponde a Oxalá. No lado profano da festa, havia a apresentação de filarmônicas ao mesmo tempo de grupos com atabaques, capoeira, samba e a população dançando em alvoroço. Na véspera da festa, no chamado sábado do Bonfim, começavam a chegar à noite numerosos ternos e ranchos que cantavam e dançavam até a manhã de domingo e permaneciam à espera da tradicional Segunda-Feira Gorda da Ribeira. A Lavagem do Bonfim ainda guarda suas características do passado. Durante todo o dia devotos caminham em direção à igreja e grupos de capoeira, samba e outros ritmos musicais se espalham pelo bairro do Bonfim.
Igreja do Bonfim
Um dos principais cartões-postais da cidade, a Igreja Basílica do Senhor Bom Jesus do Bonfim, ou Igreja de Nosso Senhor do Bonfim como é conhecida, é um dos símbolos da religiosidade baiana.
A construção do santuário de peregrinação teve início em 1740 com a vinda para a Bahia do Capitão de Mar e Guerra, Theodósio de Faria.
Segundo a Irmandade de Nosso Senhor do Bonfim, o Capitão de Mar e Guerra tinha grande devoção ao Senhor do Bonfim, através da imagem que se venera em Portugal, na cidade de Setúbal e trouxe de Lisboa uma imagem semelhante esculpida em pinho de riga, medindo 1,06m de altura.
Conta-se a história que o Capitão português trouxe a imagem como agradecimento por haver sobrevivido a uma tempestade em alto-mar, tendo prometido construir uma igreja no ponto mais alto que avistasse,de onde pudesse acompanhar a entrada da Baía de Todos os Santos.
Em 1745, a imagem foi guardada na Igreja da Penha de França de Itapagipe, onde permaneceu até a construção do templo de Nosso Senhor do Bonfim. Nesse mesmo ano, foi fundada uma irmandade de devotos leigos que foi denominada “Devoção do Senhor do Bonfim”. Situado na única colina de Itapagipe, o tempo foi construído entre os anos de 1746 a 1772.
A imagem do Santo foi passada para seu templo, em 1754, em uma procissão que contou com a presença de grande parte da população da cidade e do então Governador da Bahia. A imagem de Nossa Senhora da Guia, também trazida de Portugal por Theodósio de Faria foi também colocada na Igreja de Nosso Senhor do Bonfim e passou a ser venerada junto com o santo.
A Fachada do edifício é parcialmente revestida de azulejos brancos portugueses datados de 1873, contrastando com a pedra morena das esquinas, portais, cercaduras e frontão.
Nos seis altares laterais estão painéis de Franco Velasco.
Os painéis da sacristia e trinta e quatro quadros nos corredores são assinados por José Teófilo de Jesus. Os painéis “A Morte do Pecador” e “A Morte do Justo” quadros situados na entrada da igreja são atribuídos a Bento José Rufino Capinam e seu filho Tito Nicolau Capinam, respectivamente. Esta Igreja possui ainda azulejos de Lisboa com cenas da vida de Cristo e ricos adornos como: sacrário em prata lavrada, lâmpadas e tocheiros de prata.
Possui também salas com lembranças das graças alcançadas com a ajuda do santo.
Em frente à Igreja encontramos o Largo do Bonfim ou Adro do Bonfim, como também é conhecido.
As festas dedicadas ao santo acontecem na segunda semana de janeiro e a na semana seguinte as de Nossa Senhora da Guia. Dentro da semana dedicada ao Senhor do Bonfim acontece, na quinta-feira, a tradicional Lavagem do Bonfim, uma festa profano-religiosa, marcada pelo sincretismo religioso.
MUSEU DO EX-VOTO
Sala da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim que comporta objetos, retratos, lembranças de pessoas que tiveram alguma graça alcançada, alguma cura milagrosa ou desejo realizado e dedica o sucesso ao Senhor do Bonfim.
O museu foi criado em 11 de janeiro de 1975, por Rubem Freire de Carvalho, tesoureiro da irmandade Devoção do Senhor do Bonfim, com a colaboração do seu irmão João Carlos Freire de Carvalho Lopes.
Entre os objetos que fazem parte do acervo do museu destacam-se as muitas peças confeccionadas em gesso, madeira, em prata ou em ouro que reproduzem partes do corpo humano como mãos e pés.
Muitas telas pintadas representam os milagres alcançados como o quadro de agradecimento pela sobrevivência a uma epidemia no ano de 1855 ou quadros pintados por artistas conhecidos como Francisco Velasco e Canizares.
Uma escultura em cedro retrata um negro chamado Amaro, um escravo que foi doado à Capela como ex-voto em 1868.
SALA DOS MILAGRES
Assim como o Museu dos Ex-votos, a Sala dos Milagres guarda lembranças deixadas por devotos do Senhor do Bonfim de graças e milagres alcançados. Enquanto o Museu está localizado no andar superior da Igreja, a Sala se situa no andar térreo, ao lado do altar-mor. Muitos moldes de gesso reproduzindo pés, pernas, braços e outras partes do corpo estão pendurados no teto da sala, representando as doenças curadas. Ao lado de pinturas representativas dos milagres atribuídos ao santo, figuram radiografias, quadros de formatura, retratos de pessoas, de casamentos e outras espécies de pertences doados à sala como sinal de gratidão dos devotos.
IRMANDADE DE NOSSO SENHOR DO BONFIM
A Irmandade Devoção do Senhor do Bonfim foi criada em 1745, junto com a chegada da imagem, trazida de Portugal pelo Capitão de Mar e Guerra Theodósio Rodrigues de Faria, este passou a ser o responsável por manter o culto ao Senhor do Bonfim e Nossa Senhora da Guia.
A Irmandade é ainda responsável pela conservação do templo e das obras de arte do seu interior. Atualmente desenvolve também cursos profissionalizantes para a comunidade da paróquia do Bonfim além de cuidar da promoção da evangelização e da catequese na Basílica.
Trienalmente acontece a eleição da Mesa Administrativa, que se compõe dos chamados “Irmãos dignitários”. As funções, definidas em estatuto, são desenvolvidas por cargos como o de juiz, tesoureiro, escrivão e procurador. As eleições são realizadas em Assembléia Geral composta por “Irmãos devotos”, entre os quais se distinguem os “beneméritos”, pessoas que prestaram serviços de grande relevância ao culto e às obras mantidas pela Devoção do Senhor do Bonfim.
À Irmandade é atribuída a construção de vias de acesso até a Igreja do Bonfim, sendo a principal entidade responsável pelo desenvolvimento da península.
A única forma de chegar ao Bonfim era pelo mar, então mandam abrir a estrada do Bonfim, hoje Avenida Dendezeiros, que passou a ligar o Largo de Roma ao Bonfim. Construíram também o Cais das Amarras e a Ladeira da Lenha, ao lado da Igreja. As construções prosseguiram com a construção de vias, hoje Barão de Cotegipe e Fernandes da Cunha, em direção a Calçada. Foi a Irmandade também que construiu as casas dos romeiros, ao redor da Igreja.
Mais informações:
Desde o século 18, a cidade de Salvador é abençoada pelo Nosso Senhor do Bonfim lá do alto da Colina Sagrada.
Trata-se de um lugar sagrado para o povo, e recebe, diariamente, fiéis que pedem graças e pagam promessas.
O atestado de tanta fé pode ser conferido no museu dos ex-votos, onde devotos deixam um objeto de cera em agradecimento pelas graças recebidas do santo mais popular da Bahia.
O culto começou quando Teodósio Rodrigues de Faria, oficial da Armada Portuguesa, trouxe de Lisboa uma imagem do Cristo, que, em 1745, foi levada para a igreja da Penha, em Itapagipe. Quase dez anos depois, em julho de 1754, a imagem foi ganhou igreja própria, e chegou ao alto da Colina Sagrada seguida de procissão.
O santo ficou popularizado como o que cura doenças e salva vidas.
A fachada da Igreja do Bonfim, que é rococó, é coberta por azulejos brancos portugueses, que chegaram à igreja cem anos depois da construção. O interior é neoclássico, com pinturas de homens e nuvens no teto, feitas entre 1818 e 1820 por Franco Velasco.
A Igreja guarda ainda, na sacristia, uma bela coleção de quadros de José Teófilo, um dos pintores baianos do final do século XVIII.
Outra forma de agradar o santo é a famosa festa da Lavagem do Bonfim, que acontece em janeiro, na segunda quinta-feira depois do Dia de Reis. As escadarias e o adro da igreja são lavados com água de cheiro, e a população pede proteção e se esbalda na festa profana que reúne milhares de baianos e turistas.
A festa começa com a saída do cortejo de baianas da Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, que vai andando até o alto do Bonfim, e não tem hora para acabar.
* Com informações da Emtursa
A construção do santuário de peregrinação teve início em 1740 com a vinda para a Bahia do Capitão de Mar e Guerra, Theodósio de Faria.
Segundo a Irmandade de Nosso Senhor do Bonfim, o Capitão de Mar e Guerra tinha grande devoção ao Senhor do Bonfim, através da imagem que se venera em Portugal, na cidade de Setúbal e trouxe de Lisboa uma imagem semelhante esculpida em pinho de riga, medindo 1,06m de altura.
Conta-se a história que o Capitão português trouxe a imagem como agradecimento por haver sobrevivido a uma tempestade em alto-mar, tendo prometido construir uma igreja no ponto mais alto que avistasse,de onde pudesse acompanhar a entrada da Baía de Todos os Santos.
Em 1745, a imagem foi guardada na Igreja da Penha de França de Itapagipe, onde permaneceu até a construção do templo de Nosso Senhor do Bonfim. Nesse mesmo ano, foi fundada uma irmandade de devotos leigos que foi denominada “Devoção do Senhor do Bonfim”. Situado na única colina de Itapagipe, o tempo foi construído entre os anos de 1746 a 1772.
A imagem do Santo foi passada para seu templo, em 1754, em uma procissão que contou com a presença de grande parte da população da cidade e do então Governador da Bahia. A imagem de Nossa Senhora da Guia, também trazida de Portugal por Theodósio de Faria foi também colocada na Igreja de Nosso Senhor do Bonfim e passou a ser venerada junto com o santo.
A Fachada do edifício é parcialmente revestida de azulejos brancos portugueses datados de 1873, contrastando com a pedra morena das esquinas, portais, cercaduras e frontão.
Nos seis altares laterais estão painéis de Franco Velasco.
Os painéis da sacristia e trinta e quatro quadros nos corredores são assinados por José Teófilo de Jesus. Os painéis “A Morte do Pecador” e “A Morte do Justo” quadros situados na entrada da igreja são atribuídos a Bento José Rufino Capinam e seu filho Tito Nicolau Capinam, respectivamente. Esta Igreja possui ainda azulejos de Lisboa com cenas da vida de Cristo e ricos adornos como: sacrário em prata lavrada, lâmpadas e tocheiros de prata.
Possui também salas com lembranças das graças alcançadas com a ajuda do santo.
Em frente à Igreja encontramos o Largo do Bonfim ou Adro do Bonfim, como também é conhecido.
As festas dedicadas ao santo acontecem na segunda semana de janeiro e a na semana seguinte as de Nossa Senhora da Guia. Dentro da semana dedicada ao Senhor do Bonfim acontece, na quinta-feira, a tradicional Lavagem do Bonfim, uma festa profano-religiosa, marcada pelo sincretismo religioso.
MUSEU DO EX-VOTO
Sala da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim que comporta objetos, retratos, lembranças de pessoas que tiveram alguma graça alcançada, alguma cura milagrosa ou desejo realizado e dedica o sucesso ao Senhor do Bonfim.
O museu foi criado em 11 de janeiro de 1975, por Rubem Freire de Carvalho, tesoureiro da irmandade Devoção do Senhor do Bonfim, com a colaboração do seu irmão João Carlos Freire de Carvalho Lopes.
Entre os objetos que fazem parte do acervo do museu destacam-se as muitas peças confeccionadas em gesso, madeira, em prata ou em ouro que reproduzem partes do corpo humano como mãos e pés.
Muitas telas pintadas representam os milagres alcançados como o quadro de agradecimento pela sobrevivência a uma epidemia no ano de 1855 ou quadros pintados por artistas conhecidos como Francisco Velasco e Canizares.
Uma escultura em cedro retrata um negro chamado Amaro, um escravo que foi doado à Capela como ex-voto em 1868.
SALA DOS MILAGRES
Assim como o Museu dos Ex-votos, a Sala dos Milagres guarda lembranças deixadas por devotos do Senhor do Bonfim de graças e milagres alcançados. Enquanto o Museu está localizado no andar superior da Igreja, a Sala se situa no andar térreo, ao lado do altar-mor. Muitos moldes de gesso reproduzindo pés, pernas, braços e outras partes do corpo estão pendurados no teto da sala, representando as doenças curadas. Ao lado de pinturas representativas dos milagres atribuídos ao santo, figuram radiografias, quadros de formatura, retratos de pessoas, de casamentos e outras espécies de pertences doados à sala como sinal de gratidão dos devotos.
IRMANDADE DE NOSSO SENHOR DO BONFIM
A Irmandade Devoção do Senhor do Bonfim foi criada em 1745, junto com a chegada da imagem, trazida de Portugal pelo Capitão de Mar e Guerra Theodósio Rodrigues de Faria, este passou a ser o responsável por manter o culto ao Senhor do Bonfim e Nossa Senhora da Guia.
A Irmandade é ainda responsável pela conservação do templo e das obras de arte do seu interior. Atualmente desenvolve também cursos profissionalizantes para a comunidade da paróquia do Bonfim além de cuidar da promoção da evangelização e da catequese na Basílica.
Trienalmente acontece a eleição da Mesa Administrativa, que se compõe dos chamados “Irmãos dignitários”. As funções, definidas em estatuto, são desenvolvidas por cargos como o de juiz, tesoureiro, escrivão e procurador. As eleições são realizadas em Assembléia Geral composta por “Irmãos devotos”, entre os quais se distinguem os “beneméritos”, pessoas que prestaram serviços de grande relevância ao culto e às obras mantidas pela Devoção do Senhor do Bonfim.
À Irmandade é atribuída a construção de vias de acesso até a Igreja do Bonfim, sendo a principal entidade responsável pelo desenvolvimento da península.
A única forma de chegar ao Bonfim era pelo mar, então mandam abrir a estrada do Bonfim, hoje Avenida Dendezeiros, que passou a ligar o Largo de Roma ao Bonfim. Construíram também o Cais das Amarras e a Ladeira da Lenha, ao lado da Igreja. As construções prosseguiram com a construção de vias, hoje Barão de Cotegipe e Fernandes da Cunha, em direção a Calçada. Foi a Irmandade também que construiu as casas dos romeiros, ao redor da Igreja.
Mais informações:
Desde o século 18, a cidade de Salvador é abençoada pelo Nosso Senhor do Bonfim lá do alto da Colina Sagrada.
Trata-se de um lugar sagrado para o povo, e recebe, diariamente, fiéis que pedem graças e pagam promessas.
O atestado de tanta fé pode ser conferido no museu dos ex-votos, onde devotos deixam um objeto de cera em agradecimento pelas graças recebidas do santo mais popular da Bahia.
O culto começou quando Teodósio Rodrigues de Faria, oficial da Armada Portuguesa, trouxe de Lisboa uma imagem do Cristo, que, em 1745, foi levada para a igreja da Penha, em Itapagipe. Quase dez anos depois, em julho de 1754, a imagem foi ganhou igreja própria, e chegou ao alto da Colina Sagrada seguida de procissão.
O santo ficou popularizado como o que cura doenças e salva vidas.
A fachada da Igreja do Bonfim, que é rococó, é coberta por azulejos brancos portugueses, que chegaram à igreja cem anos depois da construção. O interior é neoclássico, com pinturas de homens e nuvens no teto, feitas entre 1818 e 1820 por Franco Velasco.
A Igreja guarda ainda, na sacristia, uma bela coleção de quadros de José Teófilo, um dos pintores baianos do final do século XVIII.
Outra forma de agradar o santo é a famosa festa da Lavagem do Bonfim, que acontece em janeiro, na segunda quinta-feira depois do Dia de Reis. As escadarias e o adro da igreja são lavados com água de cheiro, e a população pede proteção e se esbalda na festa profana que reúne milhares de baianos e turistas.
A festa começa com a saída do cortejo de baianas da Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, que vai andando até o alto do Bonfim, e não tem hora para acabar.
* Com informações da Emtursa
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