O nome TAMAR foi criado a partir da contração das palavras “tartaruga marinha”.
A abreviação mostrou-se necessária, ainda no início dos anos 80, para a confecção das pequenas placas de metal utilizadas na identificação das tartarugas marcadas pelo Projeto para estudos de biometria, monitoramento das rotas migratórias e outros.
Desde então, o Projeto TAMAR passou a designar o Programa Brasileiro de Conservação das Tartarugas Marinhas, que é executado pelo ICMBio, através do Centro Brasileiro de Proteção e Pesquisa das Tartarugas Marinhas (Centro TAMAR-ICMBio),
órgão governamental; e pela Fundação Centro Brasileiro de Proteção e Pesquisas das Tartarugas Marinhas (Fundação Pró-TAMAR), instituição não governamental, de utilidade pública federal.
Essa união do governamental com o não-governamental revela a natureza institucional híbrida do Projeto TAMAR.
O TAMAR conta ainda com a participação de empresas e instituições nacionais e internacionais, além de organizações não-governamentais.
O Projeto TAMAR (Tartaruga Marinha) é um projeto criado em 1980 pelo IBDF, atual IBAMA com a finalidade de proteger as cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil (Caretta caretta, Chelonia mydas, Dermochelys coriacea, Eretmochelys imbricata e Lepidochelys olivacea).
No início foi feito o levantamento da real situação das tartarugas no país. O Brasil já possuíu uma grande população de tartarugas, que alimentou desde os índios às famílias de pescadores do último final de século, passando por colonizadores, comerciantes jesuítas, etc.
O hábito de matar as fêmeas que sobem às praias para a desova, fez com que a população, outrora abundante, fosse quase extinta.
Para reverter esse quadro, o Projeto TAMAR decidiu estabelecer campos de trabalho nos principais pontos de reprodução para garantir a preservação das espécies. Foram escolhidas, inicialmente, a Praia do Forte, na Bahia; Pirambu, em Sergipe, e Regência, no Espírito Santo.
De lá para cá somam-se 21 estações que garantem o nascimento aproximado de 350 mil filhotes por ano.
O que faz?
O Projeto TAMAR realiza importante trabalho de educação ambiental junto aos turistas e as comunidades litorâneas, cumprindo também uma função social através do envolvimento destas comunidades no trabalho de preservação.
Cerca de 300 pescadores trabalham para o Projeto TAMAR em todo o país. Eles são os tartarugueiros, que patrulham as áreas de proteção, fiscalizando os ninhos.
Também desenvolve projetos sociais, como creches e hortas comunitárias, e outros que oferecem fontes alternativas de renda, como confecções, artesanato, programas de ecoturismo, programa de guias-mirins e várias atividades de educação ambiental.
Oferece ainda, atividade de educação ambiental junto a escolas e instituições.
Nas áreas de desova há o monitoramento da praia pelos tartarugueiros e pesquisadores. Eles marcam as nadadeiras anteriores, identificando o animal com um número individual e uma inscrição com o endereço do TAMAR e a solicitação de que seja notificado quando e onde aquela tartaruga foi encontrada. Quando isso acontece, é possível estudar o comportamento da desova, as rotas migratórias, e fazer um controle da população. É feita, ainda, análise biométrica para cada espécie, medindo o comprimento e a largura do casco.
Os ninhos que estiverem em locais de risco são transferidos para trechos mais protegidos ou para os cercados nas bases do TAMAR, onde são reproduzidas as condições normais para a incubação dos ovos.
Quando os filhotes saem à superfície, são contados, identificados e soltos para seguirem até o mar.
Nas áreas de alimentação de juvenis e sub-adultos de tartarugas marinhas o TAMAR monitora as redes de pesca e outras formas de armadilhas para peixes que possam existir nos locais, para verificar a incidência de captura acidental de tartarugas. Uma vez encontradas, essas são identificadas, muitas vezes recuperadas através de desafogamento e ressuscitação cárdio-pulmonar, e então medidas e marcadas a fim de que se possa estudar seu ciclo de vida, padrão de crescimento e rotas migratórias.
O Projeto TAMAR desenvolve continuamente atividades de pesquisa visando a aumentar os conhecimentos sobre o comportamento das tartarugas marinhas e aprimorar técnicas que possam contribuir para o trabalho de preservação das espécies.
Para descrever as populações de tartarugas marinhas são realizados estudos genéticos (DNA mitocondrial) e outros que revelam informações sobre comportamento de reprodução, condição de incubação de ninhos, distribuição espacial e temporal de ninhos para as diferentes espécies e áreas de reprodução, além de comparativos referentes a temperatura de ninhos e incubação em locais diferentes.
PROGRAMA DE AUTO-SUSTENTAÇÃO
Garantindo o futuro com apoio da sociedade
O programa de auto-sustentação, executado pela Fundação Pró-TAMAR, envolve a venda de produtos TAMAR, o ecoturismo e a campanha Adote uma Tartaruga. Essas atividades geram renda para mais de 1200 pessoas e representam um terço do orçamento do Projeto.
Na busca pela auto-sustentação plena – que garantiria maior independência e segurança quanto à sobrevivência do Projeto a longo prazo – o programa se dedica ao aperfeiçoamento permanente das atividades atuais e à criação de novas formas de participação da sociedade na manutenção do TAMAR, priorizando sempre as que produzam benefícios sócio-econômicos para as comunidades e contribuam com a conservação da natureza.
Os próximos passos privilegiam, entre outras iniciativas, maior profissionalização da produção e comercialização da linha TAMAR, incluindo criação de novos produtos; e a ampliação e melhoria dos Centros de Visitantes, com profissionalização do atendimento e terceirização de alguns serviços através de cooperativas e empresas locais.
Como ajudar?
Não compre, e denuncie quem capturar ou vender produtos oriundos das tartarugas marinhas, tais como: ovos, carne, enfeites, cremes, etc.
Quando avistar uma tartaruga, mesmo morta, comunique imediatamente a base mais próxima do projeto.
Visite e ajude a divulgar o Projeto TAMAR junto a seus amigos, parentes, colegas, etc.
Nas bases do projeto você poderá ver tartarugas vivas em tanques, assistir fitas de vídeo e exposições sobre o trabalho do Projeto TAMAR, além de poder adquirir camisetas, bonés e outros souvenirs.
Para maiores informações visite o site do Projeto TAMAR na internet.
Blog para amantes de fotografia que desejam realizar passeios fotográficos por Salvador e adjacências. Realizamos roteiros personalizados. Escolha o local que deseja conhecer e fotografar e deixe a organização e os preparativos por minha conta. Salvador/Bahia/Brasil.
Serviços
Organizamos o roteiro desejado, providenciando:Traslado até o local (ida e volta).Informações sobre o local.Levantamento de preços e horários disponíveis.Tours fotográficos por ruas, prédios históricos, praias, cidades próximas, feiras e áreas de interesses.Passeios individuais ou com grupos.Envie-nos um e-mail e verifique a disponibilidade. waltsonraylan@globo.com
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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Projeto Tamar
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Praia do Forte
"Todos os dias, tão logo o sol começa a aparecer, Angelina Rodrigues do Nascimento caminha até a varanda da sua casa para acompanhar o vai-e-vem de turistas que circulam diariamente em Praia do Forte, vilarejo distante 55 quilômetros de Salvador e que pertence ao município de Mata de São João.
Ao longo dos seus 85 anos, a professora aposentada assistiu da varanda à transformação da antiga vila de pescadores em um dos destinos turísticos mais famosos do País.
Do humilde povoado, de chão de terra batida e casebres de palha, onde nasceu e passou toda a vida, só restam as lembranças do sabor da carne de baleia – que comeu pela última vez quando tinha nove anos – e das Festas de Reis, guardadas em sua prodigiosa memória.
Desde então, muita coisa mudou no vilarejo, que atualmente reúne uma população fixa de dois mil habitantes e recebe cerca de 800 mil visitantes por ano. Após viver longo período parado no tempo, o povoado foi apresentado ao mundo no começo dos anos 70. No lugar das casas de palha, foram surgindo bares, restaurantes, cafés e lojas de grife.
Aos poucos, a vila ganhou ares de modernidade e passou a atrair empreendedores de várias partes do mundo. Dois mil leitos, em pousadas e hotéis, e mais de 270 negócios foram erguidos. O lugar cresceu, sofisticou-se e estimulou centenas de pessoas a trocarem a vida urbana pela tranqüilidade do litoral sem abrir mão do conforto. E bote conforto nisso. Praia do Forte reúne hoje o que há de melhor em lazer".
por Ronaldo Jacobina
Rejane Carneiro Ag. A TARDE
Todos já sabem que Praia do Forte é um destino muito procurado pelos turistas nacionais e internacionais, que quando chegam á esse pedaço de paraíso se deparam com uma realidade.
É fato que, muitos chegam até aqui, apenas com a intenção de desfrutar de férias maravilhosas e acabam optando por fixar residência neste local pela qualidade de vida e tranqüilidade.
Além dos benefícios de se viver em um local privilegiado, a opção de negócios imobiliários é imensa.
Como esse destino atrai muitos estrangeiros e o mercado imobiliário brasileiro está em ascensão, investir na Praia do Forte é muito lucrativo.
Mas não são apenas os residentes fixos, que agitam o mercado imobiliário de Praia do Forte. Geraldo Marques trabalha há quatro anos com imóveis no local e segundo a sua estimativa, 75% são locados para veraneio para um público diferenciado de Salvador. “Como Praia do Forte é considerada um shopping a céu aberto e Vilas, Flamengo e Stella Mares se tornaram áreas residenciais, a demanda aumentou por aqui”.Segundo Marques, a tendência é de crescimento no setor imobiliário local, pois Guarajuba vai se tornar uma área residencial e Praia do Forte nunca vai perder o encanto de veraneio. “Além disso, a demanda por aluguéis temporários é alta, conhecer o Projeto Tamar e a vila dos pescadores faz parte do roteiro de Salvador”, diz.
As belas praias são delimitadas por coqueirais e famosas por suas piscinas naturais.
As mais freqüentadas são as do “Lord” e “Papa-Gente”, que ficam repletas de peixes nas suas águas cristalinas, que podem ser facilmente visualizados com a máscara de mergulho snorkelling.
O que fazer na Praia do Forte?
A Praia do Forte tem muito sol o ano inteiro, praias maravilhosas com piscinas naturais, florestas, lagoas, dunas e um imenso coqueiral.
Para desfrutar dos diversos passeios e atrativos turísticos, você deve permanecer na Praia do Forte no mínimo cinco dias.
Surf
Praia do Forte é um local perfeito para a prática do surf, tanto é que foi sede este ano, no mês de junho, de um dos maiores campeonatos mundiais, o Billabong Surf Eco Festival.
A praia é formada por fundo de recife de coral.
Quadriciclo
O passeio de quadriciclo pela Reserva Ecológica da Sapiranga é muito procurado pelos turistas, pois além do gostinho de aventura que esse passeio proporciona, desperta o prazer de estar em contato totalmente com a natureza.
A Reserva da Sapiranga é formada pela Mata Atlântica e habitat natural de diferentes espécies de flores e plantas nativas.
Passeio de cavalo
O passeio de cavalo vem atraindo cada vez mais os turistas, não só os brasileiros quanto aos estrangeiros. Eles têm a opção de fazer o trajeto da praia ou da Reserva Ecológica da Sapiranga, onde poderão apreciar um magnífico banho de cachoeira, no encontro no rio Pojuca com o mar.
Bicicleta
Para os amantes do ciclismo, uma excelente opção de trilha na Reserva da Sapiranga, é a da Corredeira, que dá acesso ás corredeiras do Rio Pojuca e a outra é o percurso até o Castelo Garcia D'Ávila. Já para os que querem se refrescar em águas limpas e calmas, a trilha que vai até a Lagoa Açu é outra opção excelente.
Bóia-Cross
Para os amantes de esportes mais radicais, o rio Pojuca que forma um cenário belíssimo, oferece atividades mais radicais como bóia-cross e tirolesa.
Os passeios de barco partem da foz do Pojuca e seguem rio acima até as corredeiras, onde os mais arrojados poderão se aventurar com as bóias. Nessas corredeiras, pode-se também tomar banho e desfrutar de uma hidromassagem natural.
Tirolesa
Para quem gosta de altura, que tal arriscar a tirolesa? O corpo suspenso no ar e toda beleza natural ao seu inteiro dispor. Aquele “friozinho” na barriga, aquela “adrenalina” que vai sentir quando estiver praticamente deslizando, vai dar a sensação de que o limite, entre o seu corpo e a natureza, é a imensidão do universo!
Vôo Parasail
O vôo começa com a lancha em movimento, saindo de uma plataforma especial para isso, e dura cerca de 10 min. Pode-se chegar a uma altura de 60 m, desfrutando de uma linda vista panorâmica de Praia do Forte.
O retorno à lancha é feito de forma gradual, através de um sistema hidráulico.
Entre as principais atrações próximas da Praia do Forte, vale a pena conhecer as praias de Itacimirim que começam numa enseada e são belíssimas e Guarajuba, que possui uma variedade de praias que agradam tanto a adultos quanto crianças, por suas piscinas naturais e banho em águas calmas e limpas.
Imbassaí e Santo Antonio merecem ser visitados por seus cordões de dunas e a linha de coqueiral paralela ao mar e pela grande variedade de artesanato na vila de Santo Antonio, caracterizado pelos artigos de palha trançada. Já Diogo, que fica localizado á cinco quilômetros de Imbassaí, é um recanto de vários artistas e se destaca pela sua gastronomia.
A Costa do Sauípe é um local de muito interesse dos turistas, pois é um mega empreendimento composto por hotéis de luxo e pousadas temáticas. Possui uma infra-estrutura completa, com campos de golfe, quadra de tênis, squash, campo de futebol, centro eqüestre, discoteca, piscina de água mineral e salão de jogos.
Para os que estão hospedados na Praia do Forte, a dica é comprar o convite e passar o dia no resort.
Para quem está disposto á ir um pouco mais longe, Mangue Seco é uma atração imperdível, pois abriga diversos ecossistemas litorâneos tais como dunas, restinga, foz, manguezais e praias. As imensas dunas vêm cobrindo coqueiros, casas e até ruas. Foi cenário da novela da Rede Globo nos anos 80, “Tieta do Agreste”.
Entre as atividades culturais e folclóricas da Praia do Forte está á animada roda de capoeira.
Os nativos dão um verdadeiro show de artes marciais, chamando a atenção de todos que por eles passam e também, como partes das manifestações folclóricas da Bahia estão o samba-de-roda e maculelê.
Mas, ainda mais peculiar, as Caretas de Praia do Forte, agitam os meses de fevereiro a abril e mostram realmente o que é uma manifestação cultural. A lenda diz que é uma herança do período da escravidão, onde os homens, tanto adultos quanto crianças, vestem o corpo de folhagens, usam máscaras com caras de animais e sinos nos pés.
Os caretas acompanham o bloco das “Tabaroas”, as mulheres se vestem de trajes caipiras e extravagantes e abusam na maquiagem. Tudo isso para evidenciar os trajes inadequados e destoados e contribuir ainda mais, para o ar folclórico de Praia do Forte.
A História da antiga vila dos pescadores de Praia do Forte.
É possível que a formação da vila tenha começado em torno do Forte, que foi construído para proteger o porto.
Com a função de armazenar mercadorias que chegavam pelo mar e que seriam enviadas para Salvador, esse Forte não era avistado pela Casa da Torre de Garcia D´Ávila.
Muitas famílias começaram a chegar à região, com a chegada de mudas de coco, cabendo aos homens o plantio e á colheita. Muitos desses homens tornaram-se marinheiros, atravessando pessoas e mercadorias no rio Pojuca e outros, tornaram-se pescadores.
Esses, por sua vez, começaram a construir habitações primitivas próximas ao Forte, dando origem à vila.
As suas características iniciais eram completamente diferentes da realidade de hoje, embora existam algumas construções que foram modernizadas ao longo do tempo, com estrutura de tijolos e telhas cerâmicas.
Castelo Garcia D´Ávila
Uma das belezas que podem ser contempladas na Praia do Forte é o Castelo Garcia D'Ávila, considerado a primeira edificação portuguesa de arquitetura residencial militar no Brasil.
Representado hoje por suas ruínas, apresenta características medievais, sendo a única construção do gênero em toda a América. Foi abandonado em 1835 e, em meados do século XIX já se apresentava em ruínas.
A vida noturna de Praia do Forte é repleta de muita alegria, música e gente bonita circulando pelos bares, que normalmente ficam abertos até de madrugada.
O "Las Margaritas" é uma excelente opção, pois além de música ao vivo, oferece deliciosos coquetéis exóticos, entre os petiscos mexicanos.
O Beach House com o seu estilo rústico, agrada não só aos turistas brasileiros, como também aos estrangeiros. Oferece um som eclético, que vai desde Música Popular Brasileira à Rock internacional.
Já o Bambu, atrai os clientes pelo seu estilo bem brasileiro, com muitas opções de coquetéis e petiscos,no final da noite, se torna o ponto de encontro dos músicos da Praia do Forte.
Para finalizar a noite, o Bar Souza está a seu dispor. Com bandas nos finais de semana, o agito só termina às cinco horas da manhã. É um ambiente agradável, que acolhe desde os nativos, brasileiros e estrangeiros. A troca de cultura é intensa e todos se divertem com o repertório brasileiro baiano.
Para os que não gostam muito de agito, a opção é sair para um passeio noturno, principalmente nos dias de lua cheia. Praia do Forte oferece noites muito agradáveis, com uma leve brisa que parece estar acariciando a sua pele. Nos dias de lua cheia, não deixe de ir até a praia para ver a lua nascer. É magnífico!
A charmosa vila dos pescadores é um local excelente para compras, pois está repleta de lojas que vendem desde produtos típicos da Bahia, como artesanato para decoração, até roupas que agradam a todos os gostos. Lojas de maiôs e biquínis de qualidade, roupas despojadas para um ambiente mais praiano até roupas mais sofisticadas, tudo isso pode ser encontrado aqui, por um preço acessível.
Ao longo dos seus 85 anos, a professora aposentada assistiu da varanda à transformação da antiga vila de pescadores em um dos destinos turísticos mais famosos do País.
Do humilde povoado, de chão de terra batida e casebres de palha, onde nasceu e passou toda a vida, só restam as lembranças do sabor da carne de baleia – que comeu pela última vez quando tinha nove anos – e das Festas de Reis, guardadas em sua prodigiosa memória.
Desde então, muita coisa mudou no vilarejo, que atualmente reúne uma população fixa de dois mil habitantes e recebe cerca de 800 mil visitantes por ano. Após viver longo período parado no tempo, o povoado foi apresentado ao mundo no começo dos anos 70. No lugar das casas de palha, foram surgindo bares, restaurantes, cafés e lojas de grife.
Aos poucos, a vila ganhou ares de modernidade e passou a atrair empreendedores de várias partes do mundo. Dois mil leitos, em pousadas e hotéis, e mais de 270 negócios foram erguidos. O lugar cresceu, sofisticou-se e estimulou centenas de pessoas a trocarem a vida urbana pela tranqüilidade do litoral sem abrir mão do conforto. E bote conforto nisso. Praia do Forte reúne hoje o que há de melhor em lazer".
por Ronaldo Jacobina
Rejane Carneiro Ag. A TARDE
Todos já sabem que Praia do Forte é um destino muito procurado pelos turistas nacionais e internacionais, que quando chegam á esse pedaço de paraíso se deparam com uma realidade.
É fato que, muitos chegam até aqui, apenas com a intenção de desfrutar de férias maravilhosas e acabam optando por fixar residência neste local pela qualidade de vida e tranqüilidade.
Além dos benefícios de se viver em um local privilegiado, a opção de negócios imobiliários é imensa.
Como esse destino atrai muitos estrangeiros e o mercado imobiliário brasileiro está em ascensão, investir na Praia do Forte é muito lucrativo.
Mas não são apenas os residentes fixos, que agitam o mercado imobiliário de Praia do Forte. Geraldo Marques trabalha há quatro anos com imóveis no local e segundo a sua estimativa, 75% são locados para veraneio para um público diferenciado de Salvador. “Como Praia do Forte é considerada um shopping a céu aberto e Vilas, Flamengo e Stella Mares se tornaram áreas residenciais, a demanda aumentou por aqui”.Segundo Marques, a tendência é de crescimento no setor imobiliário local, pois Guarajuba vai se tornar uma área residencial e Praia do Forte nunca vai perder o encanto de veraneio. “Além disso, a demanda por aluguéis temporários é alta, conhecer o Projeto Tamar e a vila dos pescadores faz parte do roteiro de Salvador”, diz.
As belas praias são delimitadas por coqueirais e famosas por suas piscinas naturais.
As mais freqüentadas são as do “Lord” e “Papa-Gente”, que ficam repletas de peixes nas suas águas cristalinas, que podem ser facilmente visualizados com a máscara de mergulho snorkelling.
O que fazer na Praia do Forte?
A Praia do Forte tem muito sol o ano inteiro, praias maravilhosas com piscinas naturais, florestas, lagoas, dunas e um imenso coqueiral.
Para desfrutar dos diversos passeios e atrativos turísticos, você deve permanecer na Praia do Forte no mínimo cinco dias.
Surf
Praia do Forte é um local perfeito para a prática do surf, tanto é que foi sede este ano, no mês de junho, de um dos maiores campeonatos mundiais, o Billabong Surf Eco Festival.
A praia é formada por fundo de recife de coral.
Quadriciclo
O passeio de quadriciclo pela Reserva Ecológica da Sapiranga é muito procurado pelos turistas, pois além do gostinho de aventura que esse passeio proporciona, desperta o prazer de estar em contato totalmente com a natureza.
A Reserva da Sapiranga é formada pela Mata Atlântica e habitat natural de diferentes espécies de flores e plantas nativas.
Passeio de cavalo
O passeio de cavalo vem atraindo cada vez mais os turistas, não só os brasileiros quanto aos estrangeiros. Eles têm a opção de fazer o trajeto da praia ou da Reserva Ecológica da Sapiranga, onde poderão apreciar um magnífico banho de cachoeira, no encontro no rio Pojuca com o mar.
Bicicleta
Para os amantes do ciclismo, uma excelente opção de trilha na Reserva da Sapiranga, é a da Corredeira, que dá acesso ás corredeiras do Rio Pojuca e a outra é o percurso até o Castelo Garcia D'Ávila. Já para os que querem se refrescar em águas limpas e calmas, a trilha que vai até a Lagoa Açu é outra opção excelente.
Bóia-Cross
Para os amantes de esportes mais radicais, o rio Pojuca que forma um cenário belíssimo, oferece atividades mais radicais como bóia-cross e tirolesa.
Os passeios de barco partem da foz do Pojuca e seguem rio acima até as corredeiras, onde os mais arrojados poderão se aventurar com as bóias. Nessas corredeiras, pode-se também tomar banho e desfrutar de uma hidromassagem natural.
Tirolesa
Para quem gosta de altura, que tal arriscar a tirolesa? O corpo suspenso no ar e toda beleza natural ao seu inteiro dispor. Aquele “friozinho” na barriga, aquela “adrenalina” que vai sentir quando estiver praticamente deslizando, vai dar a sensação de que o limite, entre o seu corpo e a natureza, é a imensidão do universo!
Vôo Parasail
O vôo começa com a lancha em movimento, saindo de uma plataforma especial para isso, e dura cerca de 10 min. Pode-se chegar a uma altura de 60 m, desfrutando de uma linda vista panorâmica de Praia do Forte.
O retorno à lancha é feito de forma gradual, através de um sistema hidráulico.
Entre as principais atrações próximas da Praia do Forte, vale a pena conhecer as praias de Itacimirim que começam numa enseada e são belíssimas e Guarajuba, que possui uma variedade de praias que agradam tanto a adultos quanto crianças, por suas piscinas naturais e banho em águas calmas e limpas.
Imbassaí e Santo Antonio merecem ser visitados por seus cordões de dunas e a linha de coqueiral paralela ao mar e pela grande variedade de artesanato na vila de Santo Antonio, caracterizado pelos artigos de palha trançada. Já Diogo, que fica localizado á cinco quilômetros de Imbassaí, é um recanto de vários artistas e se destaca pela sua gastronomia.
A Costa do Sauípe é um local de muito interesse dos turistas, pois é um mega empreendimento composto por hotéis de luxo e pousadas temáticas. Possui uma infra-estrutura completa, com campos de golfe, quadra de tênis, squash, campo de futebol, centro eqüestre, discoteca, piscina de água mineral e salão de jogos.
Para os que estão hospedados na Praia do Forte, a dica é comprar o convite e passar o dia no resort.
Para quem está disposto á ir um pouco mais longe, Mangue Seco é uma atração imperdível, pois abriga diversos ecossistemas litorâneos tais como dunas, restinga, foz, manguezais e praias. As imensas dunas vêm cobrindo coqueiros, casas e até ruas. Foi cenário da novela da Rede Globo nos anos 80, “Tieta do Agreste”.
Entre as atividades culturais e folclóricas da Praia do Forte está á animada roda de capoeira.
Os nativos dão um verdadeiro show de artes marciais, chamando a atenção de todos que por eles passam e também, como partes das manifestações folclóricas da Bahia estão o samba-de-roda e maculelê.
Mas, ainda mais peculiar, as Caretas de Praia do Forte, agitam os meses de fevereiro a abril e mostram realmente o que é uma manifestação cultural. A lenda diz que é uma herança do período da escravidão, onde os homens, tanto adultos quanto crianças, vestem o corpo de folhagens, usam máscaras com caras de animais e sinos nos pés.
Os caretas acompanham o bloco das “Tabaroas”, as mulheres se vestem de trajes caipiras e extravagantes e abusam na maquiagem. Tudo isso para evidenciar os trajes inadequados e destoados e contribuir ainda mais, para o ar folclórico de Praia do Forte.
A História da antiga vila dos pescadores de Praia do Forte.
É possível que a formação da vila tenha começado em torno do Forte, que foi construído para proteger o porto.
Com a função de armazenar mercadorias que chegavam pelo mar e que seriam enviadas para Salvador, esse Forte não era avistado pela Casa da Torre de Garcia D´Ávila.
Muitas famílias começaram a chegar à região, com a chegada de mudas de coco, cabendo aos homens o plantio e á colheita. Muitos desses homens tornaram-se marinheiros, atravessando pessoas e mercadorias no rio Pojuca e outros, tornaram-se pescadores.
Esses, por sua vez, começaram a construir habitações primitivas próximas ao Forte, dando origem à vila.
As suas características iniciais eram completamente diferentes da realidade de hoje, embora existam algumas construções que foram modernizadas ao longo do tempo, com estrutura de tijolos e telhas cerâmicas.
Castelo Garcia D´Ávila
Uma das belezas que podem ser contempladas na Praia do Forte é o Castelo Garcia D'Ávila, considerado a primeira edificação portuguesa de arquitetura residencial militar no Brasil.
Representado hoje por suas ruínas, apresenta características medievais, sendo a única construção do gênero em toda a América. Foi abandonado em 1835 e, em meados do século XIX já se apresentava em ruínas.
A vida noturna de Praia do Forte é repleta de muita alegria, música e gente bonita circulando pelos bares, que normalmente ficam abertos até de madrugada.
O "Las Margaritas" é uma excelente opção, pois além de música ao vivo, oferece deliciosos coquetéis exóticos, entre os petiscos mexicanos.
O Beach House com o seu estilo rústico, agrada não só aos turistas brasileiros, como também aos estrangeiros. Oferece um som eclético, que vai desde Música Popular Brasileira à Rock internacional.
Já o Bambu, atrai os clientes pelo seu estilo bem brasileiro, com muitas opções de coquetéis e petiscos,no final da noite, se torna o ponto de encontro dos músicos da Praia do Forte.
Para finalizar a noite, o Bar Souza está a seu dispor. Com bandas nos finais de semana, o agito só termina às cinco horas da manhã. É um ambiente agradável, que acolhe desde os nativos, brasileiros e estrangeiros. A troca de cultura é intensa e todos se divertem com o repertório brasileiro baiano.
Para os que não gostam muito de agito, a opção é sair para um passeio noturno, principalmente nos dias de lua cheia. Praia do Forte oferece noites muito agradáveis, com uma leve brisa que parece estar acariciando a sua pele. Nos dias de lua cheia, não deixe de ir até a praia para ver a lua nascer. É magnífico!
A charmosa vila dos pescadores é um local excelente para compras, pois está repleta de lojas que vendem desde produtos típicos da Bahia, como artesanato para decoração, até roupas que agradam a todos os gostos. Lojas de maiôs e biquínis de qualidade, roupas despojadas para um ambiente mais praiano até roupas mais sofisticadas, tudo isso pode ser encontrado aqui, por um preço acessível.
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sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Cachoeira
Nascida às margens do rio Paraguaçu na época da colonização da cana-de-açúcar, a cidade de Cachoeira, a 110 km de Salvador deixou, através dos tempos, sua marca na história, fato que pode ser verificado a todo instante ao se percorrer suas ladeiras, ruas e becos calçados em pedra, admirar os velhos casarões do estilo barroco ou ouvir, quem sabe, ainda, os ecos aguerridos das lutas pela independência.
Belíssimas igrejas e capelas construídas nesse tempo, testemunham a inspirada arquitetura colonial erigida numa época em que a região tinha importante significado econômico e retratam o elevado espírito religioso de um povo que convive, paralelamente, com a religião afro-brasileira, de grande expressão na cidade.
Toda essa riqueza de detalhe nas construções, as cores, a disposição dos sobrados, praças e monumentos formam um harmonioso conjunto arquitetônico, reconhecido mundialmente como um dos maiores e mais expressivos da América Latina.
O nome Cachoeira foi dado pelos índios, significa na linguagem deles, mar grande, e isto, explica-se pelas águas do rio Paraguaçu.
Pelo seu passado histórico e pela imponência de sua arquitetura barroca, presente em suas igrejas, sobrados e museus, Cachoeira foi distinguida com o título de Cidade Monumento Nacional com o decreto 68.045 de 13 de janeiro de 1971, no governo do então Presidente Emílio Garrastazu Médici.
Atrativos
Casa da Câmara e ex- Cadeia
Situada na Praça da Aclamação, era onde funcionava o Poder Legislativo cachoeirano. Este prédio foi sede do governo da Província da Bahia por dois períodos. Lá se reuniram as mais ilustres personalidades para aclamar o Príncipe Regente e proclamar a independência.
Funciona também o Museu e Galeria da Câmara Municipal, Cândido da Silva Xavier, exímio ceramista de Cachoeira.
Museu Regional
O imóvel é considerado como a mais bela obra da arquitetura civil de cachoeira e possui notável acervo de móveis dos séculos XVIII e XIX que pertenceram ao barão de Cabo Frio. No saguão, o visitante pode ver uma cadeirinha de arrumar onde os escravos carregavam os senhores de engenho.
Igreja da Ordem Terceira do CarmoO conjunto arquitetônico do Carmo (século XVIII) é composto pela Igreja e Casa de Oração da Ordem Terceira (1702). Destacam-se na primeira, os trabalhos em talha dourada (uma miniatura da Igreja de São Francisco trabalhada em ouro) e as imagens em tamanho natural de influência oriental.
Ponte D. Pedro IIA idéia de se construir uma ponte ligando as duas cidades Cachoeira e São Félix surgiu em tempos remotos. Porém só em 1754 a Câmara da então Vila de Nossa Senhora do Rosário do Porto da Cachoeira recebia a primeira proposição de um de seus membros.
A ponte foi inaugurada em 7 de julho de 1865 com o nome de Imperial Ponte D. Pedro II.
Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário
Construída entre os séculos XVII e XVIII (1693 - 1754) na rua Ana Néri, destacam-se aí os maiores painéis de azulejo de 4 a 5 metros de altura que retratam paisagens bíblicas e ricas pinturas no teto.
Igreja de Nossa Senhora d'Ajuda
Construída entre os séculos XVI e XVII (1595-1606) no Largo da Ajuda, foi a primeira igreja construída pelos pioneiros desbravadores destas terras.
Fundação Hansen Bahia
Esta fundação é uma instituição cultural e educativa sem fins lucrativos, destinada a colaborar no fomento da produção cultural da região.
No dia 13 de março do ano de 1997, quando Cachoeira completou 160 anos de elevação à categoria de cidade, a Fundação ganhou nova sede na rua 13 de maio, n° 13. Em suas salas podem ser apreciados o retrato do gravador e a biblioteca do museu, com 25 livros de arte editados na Europa e traduzidos por Hansen Bahia, além de 2.000 livros raros sobre arte.
Casa da Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte
Museu e exposição de fotografias.
Chafariz Imperial
Construído em 1827 na praça Dr. Aristides Milton; possui gárgulas de bronze e abasteceu Cachoeira até a instalação de água encanada.
Museu Regional
Situado em frente a Casa da Câmara, na casa de nº 4, e representa talvez, a mais bela obra da arquitetura civil da Cachoeira. A sua fachada com 4 portas para a rua e outras tantas do andar superior, com seus belos balcões de púlpito, conferem à casa um ar sensorial e digno. Os móveis existentes no solar foram adquiridos pelo Patrimônio: são camas, oratórios, escrivaninhas, mesas e cadeiras do período compreendido entre os séculos XVII e XIX. No saguão o visitante pode ver uma cadeirinha de arruar, lembrando os tempos tranqüilos do passado.
Santa Casa de Misericórdia / (1734)
A Igreja é rica em alfaias e ornamentos. O hospital foi o primeiro construído no município. O conjunto possui bonitos jardins decorados por peças de louças portuguesas.
Mercado Municipal
Notável obra realizada no século XIX e curiosamente foi rejeitada pelo povo que preferia promover a feira à beira do caís.
Igreja de Nossa Senhora da Conceição do Monte / (Séc. XVIII)
Construída no ano de 1795, no alto da estação ferroviária. Possui bela vista para a cidade, ricas imagens de santos e bonita festa religiosa.
Estação Ferroviária
Ainda trazendo as lembranças do passado, a estação ferroviária movimenta linha de trem que passa por dentro da cidade de Cachoeira e São Félix.
Cais do Rio Paraguaçu
Começou a ser construído no ano 1712 e durou mais de 200 anos para ser terminado. A época foi um dos mais importantes portos de escoamento do açúcar e do fumo.
Casa Teixeira de Freitas
Nesta casa nasceu Teixeira de Freitas (cachoeirano reconhecido por toda Bahia). Atualmente este local passou a ser a sede do Fórum da Cidade.
Fora da cidade
Cachoeira, nos seus arredores, existem pontos que merecem ser visitados. A sete quilômetros da cidade, está a Igreja do Seminário de Belém, um pequeno povoado em torno da grande praça aberta ao estilo jesuítico.
Conta a tradição, que existia na igreja, trazido pelos jesuítas, um santo Inácio em ouro maciço tamanho natural. Certa feita, os jesuítas tiveram de se retirar apressadamente de Belém. Na impossibilidade de levarem o referido santo, enterraram-no num subterrâneo que existia partindo de Belém, ao lado direito de quem entra na Igreja e que ia dar no Convento do Carmo em Cachoeira. Desaparecido o Seminário, ficou apenas a igreja com a sua primeira arquitetura.
O Convento de São Francisco do Paraguaçu, a Igreja Matriz de Santiago do Iguape e as ruínas da Casa do Engenho de Vitória, também merecem ser visitados como pontos turísticos interessantes.
Festividades
Atualmente, as festas cachoeiranas se constituem na principal riqueza histórica do Recôncavo. Além de operar como demonstrações de fé religiosa, elas contribuem para o melhor esclarecimento do temperamento da sua população, que tem em todos os eventos sócio-culturais da cidade, participação definitiva na realização dos mesmos. Eis algumas manifestações importantes e um pouco de suas histórias.
FESTA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO
A festa de Nossa Senhora do Rosário, padroeira do município ocorre numa data móvel da segunda quinzena de outubro. O culto à santa é antigo e sua freguesia foi criada pelo Arcebispo Dom João Franco d'Oliveira, no ano de 1696, sendo que a igreja data de 1693-1754. Esta festa, entretanto, não é a comemoração de maior prestígio entre os cachoeiranos, tratando-se de uma manifestação de caráter puramente religioso.
FESTA DO DIVINO
A festa do Divino Espírito Santo, em Cachoeira, data do século XVIII, sendo uma tradição de origem portuguesa. O Imperador da festa costuma ser uma criança na faixa etária de 8 à 12 anos. Uma missa solene é celebrada na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, a qual é seguida do desfile do Imperador com a sua corte pelas ruas da cidade. A bandeira do Espírito Santo é conduzida no cortejo pelos fiéis. No passado, o Imperador se dirigia à Delegacia de Polícia, onde um dos presos era posto em liberdade e, finalizando o ato simbólico, ele lançava a Bandeira do Divino sobre a cabeça do ex-condenado.
FESTA DA INDEPENDÊNCIA
O dia 25 de junho é a data Magna da cidade. Os festejos se iniciam no dia 24, à noite, com o cortejo do Caboclo, acompanhado das duas filarmônicas, saindo do bairro do Caquende para se encontrar com a Cabocla que vem do Município de São Félix, na Praça Manoel Vitorino.
Os políticos, autoridades locais e convidados rumam para a Praça da Aclamação onde o Hino de Cachoeira é entoado, seguido de desfile cívico em direção `a Ponta da Calçada, local de encontro dos carros dos caboclos, que são incluídos no cortejo, que retorna à Praça da Aclamação e à Praça dos Arcos, respectivamente, para uma homenagem à Estátua da Liberdade, coroada solenemente pelos participantes. O evento é seqüenciado com as execuções dos hinos nacional, estadual e municipal encerrando o desfile cívico. No dia 26 de junho, ocorre a apresentação das bandas Minerva Cachoeirana e Lira Ceciliana. Já no dia 27, as bandas acompanham o cortejo da cabocla, que regressa à São Félix, finalizando as comemorações.
FESTA DA BOA MORTE
A Festa de Nossa Senhora da Boa Morte realiza-se todo ano durante a primeira quinzena do mês de agosto. Celebrada desde os primórdios do movimento abolicionista, a festa preserva ainda hoje seus traços característicos, individualizados, marcados pelo sofrimento de um povo que lutou para alcançar a sua liberdade. E é exatamente este o significado da celebração, o agradecimento a Nossa Senhora , pela liberdade conseguida a duras penas, com a realização de várias cerimônias, culminando com a assunção de Nossa Senhora.
A Irmandade da Boa Morte - uma sociedade exclusivamente feminina, formada por mulheres geralmente de meia-idade e descendentes de escravos - encarrega-se de todo o necessário para fazer a festa acontecer. As irmãs se dedicam de corpo e alma à devoção de Nossa Senhora e têm a realização da festa como um dever, uma obrigação que deve ser cumprida a cada ano, para pagar a promessa feita pelos seus ancestrais. As cerimônias se revestem de extraordinária riqueza, desde os trajes especiais e jóias que as mulheres usam a cada dia, até as ceias oferecidas na casa da irmandade e o samba-de-roda, que caracteriza a parte profana da festa.
Pagar pela liberdade
Os registros históricos não precisam a data inicial da festa. Originalmente, sabe-se da existência da devoção em várias igrejas e conventos de Salvador, que celebravam a "procissão do Enterro de Nossa Senhora" ou "procissão de Nossa Senhora da Boa Morte", hábitos herdados de Portugal. No livro Bahia imagens da terra e do povo, o escritor Odorico tavares registra o início do culto, na Igreja da Barroquinha, por volta de 1820, e desaparecendo com o progresso. "Foram os jejes, se deslocando da capital para o interior, que levaram a devoção para Cachoeira", explica o autor.
Na verdade, a festa de Nossa Senhora da Boa Morte, em Cachoeira, é uma manifestação sincrética do culto afro com o catolicismo. São as irmãs que explicam a necessidade (ou imposição) de se mostrar a devoção através dos rituais da Igreja Católica: "Porque elas eram escravas e não eram brasileiras. Então, naquela parte da África, elas não falavam como nós. De tudo isso, elas fizeram uma promessa para quando viesse a liberdade celebrariam a festa. A promessa foi feita antes da abolição (fim da escravatura(, porque elas já esperavam, mas pediam a Deus que chegasse logo aquele dia. Quando alcançassem a liberdade, a festa então explodiria em agradecimento’.
A festa não começou antes da abolição, pelo menos em Cachoeira. Diz o povo que nesse período - cerca de 68 anos entre a organização da Irmandade, por volta de 1820, e a decretação da Lei Áurea, em 1888 - as escravas faziam um ritual secreto e não existia a parte católica. "Faziam a novena delas, faziam o samba-de-roda ( dança folclórica onde se forma uma roda de mulheres e ao som de palmas, se dança) até que pudessem alcançar a liberdade e celebrar a missa católica.
FESTA DE SÃO COSME E SÃO DAMIÃO
Esta é uma festa tradicional de Cachoeira, estando ligada ao seu sincretismo afro-brasileiro, sendo realizada em templos distintos: Capela de Nossa Senhora dos Remédios e na de São Cosme e São Damião. Nesta última, situada no bairro do Cucuí, pertence a Igreja Católica Apostólica Brasileira. As comemorações são iniciadas com tríduo e, no dia 27 de setembro, uma missa solene é celebrada às 10:00 horas. À tarde, sai deste templo a procissão com os andores de São Cosme e São Damião e do Sagrado Coração de Jesus, acompanhada de uma das bandas locais (Minerva Cachoeirana ou Lira Ceciliana).
No bairro do Cucuí, em diversas residências é servido o tradicional caruru, uma das características dos festejos em louvor aos santos gêmeos. Na capela de São Cosme e São Damião a festa se realiza há 15 anos, sendo organizada pelo Bispo Dom Roque Cardoso Nonato. As comemorações contam ainda com apresentações de afoxé, samba-de-roda e trança-fita.
FESTA D'AJUDA
É vaga a origem da devoção de Nossa Senhora D'Ajuda, na região. Contudo a sua igreja foi edificada pelo capitão Álvares Dias Adorno, no período de 1595-1606, sendo o primeiro templo regido naquela povoação. Os festejos se realizam em data móvel, no mês de novembro, preferencialmente na primeira quinzena. Duas semanas antes do domingo da festa, faz-se o desfile do bando anunciador que sai às ruas distribuindo a programação da festa. Os membros do bando desfilam em carroças, caminhões e bicicletas, fantasiados e acompanhados das duas bandas locais.
No sábado que acontece à lavagem, a população é despertada com exibições do Terno do Silêncio que produz um barulho ensurdecedor. No domingo à tarde, faz-se o cortejo das baianas e, em seguida, realiza-se a lavagem do adro da igreja de Nossa Senhora D'Ajuda. na terça-feira, após a lavagem, a população participa da lavagem da lenha, ato simbólico, relembrando os tempos em que não havia luz elétrica.
Já na quinta-feira, dá-se a lavagem das crianças, que também ocorre de maneira simbólica, pois as crianças apenas acompanham o cortejo. Com rezas e outras manifestações religiosas, os tríduos são seqüenciados até sábado à noite. A festa encerra-se no domingo, com alvorada de fogos, às 5:00 horas, seguida de missa. À tarde, uma grande procissão percorre as ruas centrais da cidade. Enquanto isso, os festejos no largo D'Ajuda são animados com atrações da cultura local.
QUEIMA DE JUDAS
Esta manifestação ocorre no Sábado de Aleluia, e durante a festa D'Ajuda, em novembro. Dos seus folguedos constam: Terno da Bola - meninas vestidas em trajes esportivos formam duas filas para brincar com uma bola - ; Terno das Cozinheiras, composto de apresentações de músicas tradicionais e personificações de mestre cuca e cozinheira; Terno dos Mandus, com seus personagens utilizando-se de peneiras na cabeça, na qual se prende uma saia com uma barra amarrada na cintura, e ainda um paletó fechado, em cujas mangas são enfiados pedaços de madeira.
Belíssimas igrejas e capelas construídas nesse tempo, testemunham a inspirada arquitetura colonial erigida numa época em que a região tinha importante significado econômico e retratam o elevado espírito religioso de um povo que convive, paralelamente, com a religião afro-brasileira, de grande expressão na cidade.
Toda essa riqueza de detalhe nas construções, as cores, a disposição dos sobrados, praças e monumentos formam um harmonioso conjunto arquitetônico, reconhecido mundialmente como um dos maiores e mais expressivos da América Latina.
O nome Cachoeira foi dado pelos índios, significa na linguagem deles, mar grande, e isto, explica-se pelas águas do rio Paraguaçu.
Pelo seu passado histórico e pela imponência de sua arquitetura barroca, presente em suas igrejas, sobrados e museus, Cachoeira foi distinguida com o título de Cidade Monumento Nacional com o decreto 68.045 de 13 de janeiro de 1971, no governo do então Presidente Emílio Garrastazu Médici.
Atrativos
Casa da Câmara e ex- Cadeia
Situada na Praça da Aclamação, era onde funcionava o Poder Legislativo cachoeirano. Este prédio foi sede do governo da Província da Bahia por dois períodos. Lá se reuniram as mais ilustres personalidades para aclamar o Príncipe Regente e proclamar a independência.
Funciona também o Museu e Galeria da Câmara Municipal, Cândido da Silva Xavier, exímio ceramista de Cachoeira.
Museu Regional
O imóvel é considerado como a mais bela obra da arquitetura civil de cachoeira e possui notável acervo de móveis dos séculos XVIII e XIX que pertenceram ao barão de Cabo Frio. No saguão, o visitante pode ver uma cadeirinha de arrumar onde os escravos carregavam os senhores de engenho.
Igreja da Ordem Terceira do CarmoO conjunto arquitetônico do Carmo (século XVIII) é composto pela Igreja e Casa de Oração da Ordem Terceira (1702). Destacam-se na primeira, os trabalhos em talha dourada (uma miniatura da Igreja de São Francisco trabalhada em ouro) e as imagens em tamanho natural de influência oriental.
Ponte D. Pedro IIA idéia de se construir uma ponte ligando as duas cidades Cachoeira e São Félix surgiu em tempos remotos. Porém só em 1754 a Câmara da então Vila de Nossa Senhora do Rosário do Porto da Cachoeira recebia a primeira proposição de um de seus membros.
A ponte foi inaugurada em 7 de julho de 1865 com o nome de Imperial Ponte D. Pedro II.
Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário
Construída entre os séculos XVII e XVIII (1693 - 1754) na rua Ana Néri, destacam-se aí os maiores painéis de azulejo de 4 a 5 metros de altura que retratam paisagens bíblicas e ricas pinturas no teto.
Igreja de Nossa Senhora d'Ajuda
Construída entre os séculos XVI e XVII (1595-1606) no Largo da Ajuda, foi a primeira igreja construída pelos pioneiros desbravadores destas terras.
Fundação Hansen Bahia
Esta fundação é uma instituição cultural e educativa sem fins lucrativos, destinada a colaborar no fomento da produção cultural da região.
No dia 13 de março do ano de 1997, quando Cachoeira completou 160 anos de elevação à categoria de cidade, a Fundação ganhou nova sede na rua 13 de maio, n° 13. Em suas salas podem ser apreciados o retrato do gravador e a biblioteca do museu, com 25 livros de arte editados na Europa e traduzidos por Hansen Bahia, além de 2.000 livros raros sobre arte.
Casa da Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte
Museu e exposição de fotografias.
Chafariz Imperial
Construído em 1827 na praça Dr. Aristides Milton; possui gárgulas de bronze e abasteceu Cachoeira até a instalação de água encanada.
Museu Regional
Situado em frente a Casa da Câmara, na casa de nº 4, e representa talvez, a mais bela obra da arquitetura civil da Cachoeira. A sua fachada com 4 portas para a rua e outras tantas do andar superior, com seus belos balcões de púlpito, conferem à casa um ar sensorial e digno. Os móveis existentes no solar foram adquiridos pelo Patrimônio: são camas, oratórios, escrivaninhas, mesas e cadeiras do período compreendido entre os séculos XVII e XIX. No saguão o visitante pode ver uma cadeirinha de arruar, lembrando os tempos tranqüilos do passado.
Santa Casa de Misericórdia / (1734)
A Igreja é rica em alfaias e ornamentos. O hospital foi o primeiro construído no município. O conjunto possui bonitos jardins decorados por peças de louças portuguesas.
Mercado Municipal
Notável obra realizada no século XIX e curiosamente foi rejeitada pelo povo que preferia promover a feira à beira do caís.
Igreja de Nossa Senhora da Conceição do Monte / (Séc. XVIII)
Construída no ano de 1795, no alto da estação ferroviária. Possui bela vista para a cidade, ricas imagens de santos e bonita festa religiosa.
Estação Ferroviária
Ainda trazendo as lembranças do passado, a estação ferroviária movimenta linha de trem que passa por dentro da cidade de Cachoeira e São Félix.
Cais do Rio Paraguaçu
Começou a ser construído no ano 1712 e durou mais de 200 anos para ser terminado. A época foi um dos mais importantes portos de escoamento do açúcar e do fumo.
Casa Teixeira de Freitas
Nesta casa nasceu Teixeira de Freitas (cachoeirano reconhecido por toda Bahia). Atualmente este local passou a ser a sede do Fórum da Cidade.
Fora da cidade
Cachoeira, nos seus arredores, existem pontos que merecem ser visitados. A sete quilômetros da cidade, está a Igreja do Seminário de Belém, um pequeno povoado em torno da grande praça aberta ao estilo jesuítico.
Conta a tradição, que existia na igreja, trazido pelos jesuítas, um santo Inácio em ouro maciço tamanho natural. Certa feita, os jesuítas tiveram de se retirar apressadamente de Belém. Na impossibilidade de levarem o referido santo, enterraram-no num subterrâneo que existia partindo de Belém, ao lado direito de quem entra na Igreja e que ia dar no Convento do Carmo em Cachoeira. Desaparecido o Seminário, ficou apenas a igreja com a sua primeira arquitetura.
O Convento de São Francisco do Paraguaçu, a Igreja Matriz de Santiago do Iguape e as ruínas da Casa do Engenho de Vitória, também merecem ser visitados como pontos turísticos interessantes.
Festividades
Atualmente, as festas cachoeiranas se constituem na principal riqueza histórica do Recôncavo. Além de operar como demonstrações de fé religiosa, elas contribuem para o melhor esclarecimento do temperamento da sua população, que tem em todos os eventos sócio-culturais da cidade, participação definitiva na realização dos mesmos. Eis algumas manifestações importantes e um pouco de suas histórias.
FESTA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO
A festa de Nossa Senhora do Rosário, padroeira do município ocorre numa data móvel da segunda quinzena de outubro. O culto à santa é antigo e sua freguesia foi criada pelo Arcebispo Dom João Franco d'Oliveira, no ano de 1696, sendo que a igreja data de 1693-1754. Esta festa, entretanto, não é a comemoração de maior prestígio entre os cachoeiranos, tratando-se de uma manifestação de caráter puramente religioso.
FESTA DO DIVINO
A festa do Divino Espírito Santo, em Cachoeira, data do século XVIII, sendo uma tradição de origem portuguesa. O Imperador da festa costuma ser uma criança na faixa etária de 8 à 12 anos. Uma missa solene é celebrada na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, a qual é seguida do desfile do Imperador com a sua corte pelas ruas da cidade. A bandeira do Espírito Santo é conduzida no cortejo pelos fiéis. No passado, o Imperador se dirigia à Delegacia de Polícia, onde um dos presos era posto em liberdade e, finalizando o ato simbólico, ele lançava a Bandeira do Divino sobre a cabeça do ex-condenado.
FESTA DA INDEPENDÊNCIA
O dia 25 de junho é a data Magna da cidade. Os festejos se iniciam no dia 24, à noite, com o cortejo do Caboclo, acompanhado das duas filarmônicas, saindo do bairro do Caquende para se encontrar com a Cabocla que vem do Município de São Félix, na Praça Manoel Vitorino.
Os políticos, autoridades locais e convidados rumam para a Praça da Aclamação onde o Hino de Cachoeira é entoado, seguido de desfile cívico em direção `a Ponta da Calçada, local de encontro dos carros dos caboclos, que são incluídos no cortejo, que retorna à Praça da Aclamação e à Praça dos Arcos, respectivamente, para uma homenagem à Estátua da Liberdade, coroada solenemente pelos participantes. O evento é seqüenciado com as execuções dos hinos nacional, estadual e municipal encerrando o desfile cívico. No dia 26 de junho, ocorre a apresentação das bandas Minerva Cachoeirana e Lira Ceciliana. Já no dia 27, as bandas acompanham o cortejo da cabocla, que regressa à São Félix, finalizando as comemorações.
FESTA DA BOA MORTE
A Festa de Nossa Senhora da Boa Morte realiza-se todo ano durante a primeira quinzena do mês de agosto. Celebrada desde os primórdios do movimento abolicionista, a festa preserva ainda hoje seus traços característicos, individualizados, marcados pelo sofrimento de um povo que lutou para alcançar a sua liberdade. E é exatamente este o significado da celebração, o agradecimento a Nossa Senhora , pela liberdade conseguida a duras penas, com a realização de várias cerimônias, culminando com a assunção de Nossa Senhora.
A Irmandade da Boa Morte - uma sociedade exclusivamente feminina, formada por mulheres geralmente de meia-idade e descendentes de escravos - encarrega-se de todo o necessário para fazer a festa acontecer. As irmãs se dedicam de corpo e alma à devoção de Nossa Senhora e têm a realização da festa como um dever, uma obrigação que deve ser cumprida a cada ano, para pagar a promessa feita pelos seus ancestrais. As cerimônias se revestem de extraordinária riqueza, desde os trajes especiais e jóias que as mulheres usam a cada dia, até as ceias oferecidas na casa da irmandade e o samba-de-roda, que caracteriza a parte profana da festa.
Pagar pela liberdade
Os registros históricos não precisam a data inicial da festa. Originalmente, sabe-se da existência da devoção em várias igrejas e conventos de Salvador, que celebravam a "procissão do Enterro de Nossa Senhora" ou "procissão de Nossa Senhora da Boa Morte", hábitos herdados de Portugal. No livro Bahia imagens da terra e do povo, o escritor Odorico tavares registra o início do culto, na Igreja da Barroquinha, por volta de 1820, e desaparecendo com o progresso. "Foram os jejes, se deslocando da capital para o interior, que levaram a devoção para Cachoeira", explica o autor.
Na verdade, a festa de Nossa Senhora da Boa Morte, em Cachoeira, é uma manifestação sincrética do culto afro com o catolicismo. São as irmãs que explicam a necessidade (ou imposição) de se mostrar a devoção através dos rituais da Igreja Católica: "Porque elas eram escravas e não eram brasileiras. Então, naquela parte da África, elas não falavam como nós. De tudo isso, elas fizeram uma promessa para quando viesse a liberdade celebrariam a festa. A promessa foi feita antes da abolição (fim da escravatura(, porque elas já esperavam, mas pediam a Deus que chegasse logo aquele dia. Quando alcançassem a liberdade, a festa então explodiria em agradecimento’.
A festa não começou antes da abolição, pelo menos em Cachoeira. Diz o povo que nesse período - cerca de 68 anos entre a organização da Irmandade, por volta de 1820, e a decretação da Lei Áurea, em 1888 - as escravas faziam um ritual secreto e não existia a parte católica. "Faziam a novena delas, faziam o samba-de-roda ( dança folclórica onde se forma uma roda de mulheres e ao som de palmas, se dança) até que pudessem alcançar a liberdade e celebrar a missa católica.
FESTA DE SÃO COSME E SÃO DAMIÃO
Esta é uma festa tradicional de Cachoeira, estando ligada ao seu sincretismo afro-brasileiro, sendo realizada em templos distintos: Capela de Nossa Senhora dos Remédios e na de São Cosme e São Damião. Nesta última, situada no bairro do Cucuí, pertence a Igreja Católica Apostólica Brasileira. As comemorações são iniciadas com tríduo e, no dia 27 de setembro, uma missa solene é celebrada às 10:00 horas. À tarde, sai deste templo a procissão com os andores de São Cosme e São Damião e do Sagrado Coração de Jesus, acompanhada de uma das bandas locais (Minerva Cachoeirana ou Lira Ceciliana).
No bairro do Cucuí, em diversas residências é servido o tradicional caruru, uma das características dos festejos em louvor aos santos gêmeos. Na capela de São Cosme e São Damião a festa se realiza há 15 anos, sendo organizada pelo Bispo Dom Roque Cardoso Nonato. As comemorações contam ainda com apresentações de afoxé, samba-de-roda e trança-fita.
FESTA D'AJUDA
É vaga a origem da devoção de Nossa Senhora D'Ajuda, na região. Contudo a sua igreja foi edificada pelo capitão Álvares Dias Adorno, no período de 1595-1606, sendo o primeiro templo regido naquela povoação. Os festejos se realizam em data móvel, no mês de novembro, preferencialmente na primeira quinzena. Duas semanas antes do domingo da festa, faz-se o desfile do bando anunciador que sai às ruas distribuindo a programação da festa. Os membros do bando desfilam em carroças, caminhões e bicicletas, fantasiados e acompanhados das duas bandas locais.
No sábado que acontece à lavagem, a população é despertada com exibições do Terno do Silêncio que produz um barulho ensurdecedor. No domingo à tarde, faz-se o cortejo das baianas e, em seguida, realiza-se a lavagem do adro da igreja de Nossa Senhora D'Ajuda. na terça-feira, após a lavagem, a população participa da lavagem da lenha, ato simbólico, relembrando os tempos em que não havia luz elétrica.
Já na quinta-feira, dá-se a lavagem das crianças, que também ocorre de maneira simbólica, pois as crianças apenas acompanham o cortejo. Com rezas e outras manifestações religiosas, os tríduos são seqüenciados até sábado à noite. A festa encerra-se no domingo, com alvorada de fogos, às 5:00 horas, seguida de missa. À tarde, uma grande procissão percorre as ruas centrais da cidade. Enquanto isso, os festejos no largo D'Ajuda são animados com atrações da cultura local.
QUEIMA DE JUDAS
Esta manifestação ocorre no Sábado de Aleluia, e durante a festa D'Ajuda, em novembro. Dos seus folguedos constam: Terno da Bola - meninas vestidas em trajes esportivos formam duas filas para brincar com uma bola - ; Terno das Cozinheiras, composto de apresentações de músicas tradicionais e personificações de mestre cuca e cozinheira; Terno dos Mandus, com seus personagens utilizando-se de peneiras na cabeça, na qual se prende uma saia com uma barra amarrada na cintura, e ainda um paletó fechado, em cujas mangas são enfiados pedaços de madeira.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Mergulho em Salvador
Principais pontos de mergulhos em Salvador e entorno.
Barra - Em frente à famosa Praia do Porto da Barra e em toda a área próxima ao Farol estão imersos belíssimos recifes de corais. Saindo da praia pode-se praticar snorkling (mergulho livre) ou optar pelos pontos visitados pelas operadoras. Com profundidade média de 12 metros e visibilidade de 10 a 15 metros, o local é ideal para o mergulho de iniciantes e para fotos e filmagens submarinas.
Baía de Todos os Santos - Dentro da maior Baía do Brasil existem muitas formações de corais, recifes, lajes e paredões. São vários pontos com profundidade variando entre 16 e 45 metros, para mergulhadores de todos os níveis e com muita vida marinha. São encontradas muitas algas, conchas, esponjas, além de cardumes de peixes pequenos e coloridos que atraem grandes predadores como cavalas, guaricemas, guaraiúbas, barracudas, dentões e muitos outros. No quebra-mar Norte, bem em frente ao cais do porto, há um ponto interessante para a prática de mergulho noturno com grande quantidade de vida marinha, destacando-se os camarões-palhaços, grandes lagostas e, com alguma sorte, cavalos-marinhos. A profundidade média é de seis metros. Na maré enchente, em alguns pontos, a visibilidade varia entre 15 e 20 metros. Em certos locais dentro da baia deve-se mergulhar na parada da maré enchente, pois além da melhor visibilidade, evita-se a influência da forte correnteza.
Itapuã - A famosa praia, cantada por Dorival Caymmi, também reserva grandes surpresas para o mergulho. Saindo da rua "K", existem diversos pontos com profundidades de 2 a 40 metros, onde pode-se apreciar belíssimas formações de coral e uma piscina natural que criou um porto seguro para uma das mais antigas colônias de pesca da região. Local ideal para prática do snorkling (mergulho livre) na maré vazia, com grandes possibilidades de desfrutar a presença de peixes coloridos, moluscos, lagostas e uma grande diversidade de algas. Para os adeptos do mergulho autônomo destacam-se, entre outros, a Sala de Aula e as Cordilheiras, pontos destinados a todos os níveis de mergulhadores, a menos de 10 minutos de barco do porto de Itapuã É uma área rica em vida marinha e se destaca pela imponência de suas rochas, que chegam a mais de 10 metros de altura, encrostadas de corais e esponjas.
Naufrágios
Banco da Panela - Um dos maiores sítios arqueológicos do Brasil. São dezenas de destroços de Galeões do século XVII. Foi neste local que durante a invasão holandesa naufragaram cerca de 90 navios numa só noite. O local é uma área de preservação, sendo proibido pela Marinha a retirada de qualquer peça do fundo do mar. Fica localizado na entrada do Porto de Salvador, a profundidade média de 18 metros
Blackadder - Localizado a apenas 100m da praia da boa viagem, na Ribeira. Este carvoeiro norueguês, de aço e com 80 m de comprimento, está numa profundidade variando entre 8 e 12 m. Excelente para mergulhadores básicos e mergulhos noturnos.
Bretagne / Germânia - Os destroços dos dois navios encontram-se misturados no fundo, com algumas partes ainda definidas. Localizado próximo ao Farol da Barra, está a 8 metros de profundidade. Cardumes de quatinga, barbeiros, barrigudinhos e olhetes são freqüentes no local. Lagostas, caranguejos e moluscos proporcionam um belo visual, principalmente à noite. Local muito recomendado para mergulhadores iniciantes.
Cap Frio - Naufragado há 80 anos, em frente ao Farol da Barra e a 400 m da costa. É um mergulho para todos os níveis e pode oferecer boas surpresas aos mais experientes se realizado à noite, onde são encontradas muitas lagostas e cardumes. Os destroços da embarcação, que incluem caldeiras, propiciam um mergulho bem atraente. A visibilidade na maré enchente é de 10 a 12 metros
Cavo Artemidi - Com uma profundidade mínima de 9 metros e máxima de 30 metros. A embarcação, afundada em 1980, que transportava ferro para fundição, tem 160 metros de comprimento, salões e casas das máquinas, proporcionando belas filmagens e fotografias. No verão, a visibilidade da água é de 20 a 30 metros de profundidade e no Inverno de 5 a 25 metros. O local é apropriado para mergulhadores experientes ou aprendizes em estágio avançado. Este é o único navio afundado na costa brasileira que se mantém quase todo inteiro, sendo considerado o maior naufrágio do Brasil.
Galeão Sacramento - Naufragou em 05 de maio de 1668 após colidir com o Banco de Santo Antônio, encontra-se localizado a 32 metros de profundidade, e em seus destroços já foram encontradas preciosas peças de porcelana chinesa e instrumentos de época como canhões de bronze, que hoje se encontram espalhados pelos museus hidrográficos do RJ e BA.
Ho Mei III (Chinês) - Naufrágio recente, trata-se de uma embarcação pesqueira apreendida pela marinha que se encontrava pescando nos limites da nossa costa. Com 40 metros de comprimento e sem casario, está a 36 metros de profundidade, com visibilidade em torno de 15 metros. Cardumes de dentões, ariacós, quatingas, sororocas são seus moradores mais assíduos.
Paraná / Salvador – Rumo ao norte, mais precisamente na praia de Jauá, as atrações são dois naufrágios causados pelos recifes de coral da região, o vapor de roda Salvador e o Paraná, afundados no final do século XIX. O primeiro, encontra-se a uma profundidade de 19 metros, enquanto que o segundo está a 12 metros da superfície. No Salvador, pode-se observar uma grande quantidade de vida marinha entre as ferragens que sobraram da estrutura da roda, onde suas pás movimentavam o navio. No Paraná, pode-se ver claramente as suas grandes âncoras, o leme, as caldeiras, grande parte do "esqueleto" do navio e seu grande motor a vapor.
Queen - Navio inglês naufragado após um incêndio em primeiro de junho de 1800, está localizado a 13 metros de profundidade, próximo ao Porto de Salvador
Barra - Em frente à famosa Praia do Porto da Barra e em toda a área próxima ao Farol estão imersos belíssimos recifes de corais. Saindo da praia pode-se praticar snorkling (mergulho livre) ou optar pelos pontos visitados pelas operadoras. Com profundidade média de 12 metros e visibilidade de 10 a 15 metros, o local é ideal para o mergulho de iniciantes e para fotos e filmagens submarinas.
Baía de Todos os Santos - Dentro da maior Baía do Brasil existem muitas formações de corais, recifes, lajes e paredões. São vários pontos com profundidade variando entre 16 e 45 metros, para mergulhadores de todos os níveis e com muita vida marinha. São encontradas muitas algas, conchas, esponjas, além de cardumes de peixes pequenos e coloridos que atraem grandes predadores como cavalas, guaricemas, guaraiúbas, barracudas, dentões e muitos outros. No quebra-mar Norte, bem em frente ao cais do porto, há um ponto interessante para a prática de mergulho noturno com grande quantidade de vida marinha, destacando-se os camarões-palhaços, grandes lagostas e, com alguma sorte, cavalos-marinhos. A profundidade média é de seis metros. Na maré enchente, em alguns pontos, a visibilidade varia entre 15 e 20 metros. Em certos locais dentro da baia deve-se mergulhar na parada da maré enchente, pois além da melhor visibilidade, evita-se a influência da forte correnteza.
Itapuã - A famosa praia, cantada por Dorival Caymmi, também reserva grandes surpresas para o mergulho. Saindo da rua "K", existem diversos pontos com profundidades de 2 a 40 metros, onde pode-se apreciar belíssimas formações de coral e uma piscina natural que criou um porto seguro para uma das mais antigas colônias de pesca da região. Local ideal para prática do snorkling (mergulho livre) na maré vazia, com grandes possibilidades de desfrutar a presença de peixes coloridos, moluscos, lagostas e uma grande diversidade de algas. Para os adeptos do mergulho autônomo destacam-se, entre outros, a Sala de Aula e as Cordilheiras, pontos destinados a todos os níveis de mergulhadores, a menos de 10 minutos de barco do porto de Itapuã É uma área rica em vida marinha e se destaca pela imponência de suas rochas, que chegam a mais de 10 metros de altura, encrostadas de corais e esponjas.
Naufrágios
Banco da Panela - Um dos maiores sítios arqueológicos do Brasil. São dezenas de destroços de Galeões do século XVII. Foi neste local que durante a invasão holandesa naufragaram cerca de 90 navios numa só noite. O local é uma área de preservação, sendo proibido pela Marinha a retirada de qualquer peça do fundo do mar. Fica localizado na entrada do Porto de Salvador, a profundidade média de 18 metros
Blackadder - Localizado a apenas 100m da praia da boa viagem, na Ribeira. Este carvoeiro norueguês, de aço e com 80 m de comprimento, está numa profundidade variando entre 8 e 12 m. Excelente para mergulhadores básicos e mergulhos noturnos.
Bretagne / Germânia - Os destroços dos dois navios encontram-se misturados no fundo, com algumas partes ainda definidas. Localizado próximo ao Farol da Barra, está a 8 metros de profundidade. Cardumes de quatinga, barbeiros, barrigudinhos e olhetes são freqüentes no local. Lagostas, caranguejos e moluscos proporcionam um belo visual, principalmente à noite. Local muito recomendado para mergulhadores iniciantes.
Cap Frio - Naufragado há 80 anos, em frente ao Farol da Barra e a 400 m da costa. É um mergulho para todos os níveis e pode oferecer boas surpresas aos mais experientes se realizado à noite, onde são encontradas muitas lagostas e cardumes. Os destroços da embarcação, que incluem caldeiras, propiciam um mergulho bem atraente. A visibilidade na maré enchente é de 10 a 12 metros
Cavo Artemidi - Com uma profundidade mínima de 9 metros e máxima de 30 metros. A embarcação, afundada em 1980, que transportava ferro para fundição, tem 160 metros de comprimento, salões e casas das máquinas, proporcionando belas filmagens e fotografias. No verão, a visibilidade da água é de 20 a 30 metros de profundidade e no Inverno de 5 a 25 metros. O local é apropriado para mergulhadores experientes ou aprendizes em estágio avançado. Este é o único navio afundado na costa brasileira que se mantém quase todo inteiro, sendo considerado o maior naufrágio do Brasil.
Galeão Sacramento - Naufragou em 05 de maio de 1668 após colidir com o Banco de Santo Antônio, encontra-se localizado a 32 metros de profundidade, e em seus destroços já foram encontradas preciosas peças de porcelana chinesa e instrumentos de época como canhões de bronze, que hoje se encontram espalhados pelos museus hidrográficos do RJ e BA.
Ho Mei III (Chinês) - Naufrágio recente, trata-se de uma embarcação pesqueira apreendida pela marinha que se encontrava pescando nos limites da nossa costa. Com 40 metros de comprimento e sem casario, está a 36 metros de profundidade, com visibilidade em torno de 15 metros. Cardumes de dentões, ariacós, quatingas, sororocas são seus moradores mais assíduos.
Paraná / Salvador – Rumo ao norte, mais precisamente na praia de Jauá, as atrações são dois naufrágios causados pelos recifes de coral da região, o vapor de roda Salvador e o Paraná, afundados no final do século XIX. O primeiro, encontra-se a uma profundidade de 19 metros, enquanto que o segundo está a 12 metros da superfície. No Salvador, pode-se observar uma grande quantidade de vida marinha entre as ferragens que sobraram da estrutura da roda, onde suas pás movimentavam o navio. No Paraná, pode-se ver claramente as suas grandes âncoras, o leme, as caldeiras, grande parte do "esqueleto" do navio e seu grande motor a vapor.
Queen - Navio inglês naufragado após um incêndio em primeiro de junho de 1800, está localizado a 13 metros de profundidade, próximo ao Porto de Salvador
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Praias de Morro de São Paulo e passeios
Garapuá
Uma praia belíssima, isolada entre manguezais, e quase deserta. Tem apenas um pequeno vilarejo de pescadores e alguns restaurantes nos seus quase dois quilômetros de praia com águas profundas e quentes.
De todas as praias de Morro de São Paulo, é a única sem corais, somente fundo de areia.
A melhor maneira de visitá-la é fazer um passeio por uma trilha na Mata Atlântica.
Praia do Encanto
Separada da Quarta Praia por um pequeno manguezal que pode ser atravessado sem dificuldades na maré baixa, tem dois quilômetros de praia praticamente deserta,com piscinas naturais mais profundas, boas na maré baixa.
É a praia mais bem preservada de Morro de São Paulo, mais tranqüila, e o lugar ideal para quem busca paz e contato com a natureza
Pratigi
É a maior praia da ilha de Tinharé, com 10 quilômetros, e também a mais isolada.
É completamente deserta e dificil de chegar até de barco.
A melhor forma de conhecê-la é fazer uma expedição de três dias, com caminhadas pelas praias mais selvagens do arquipélago.
Não confunda: há OUTRA praia com o mesmo nome, mais próxima a Barra Grande, onde acontece um evento chamado "Universo Paralelo", essa festa NÃO é em Morro de São Paulo
Gamboa
Está situada do lado noroeste da ilha, voltada para o continente.
Além da encosta de argila, famosa para o tratamento da pele, tem um povoado, onde mora grande parte da população da ilha.
A melhor forma de conhecer a praia da Gamboa, é através de um passeio que parte da Vila de Morro de São Paulo a pé e volta de barco, ou então saindo de barco, da Terceira Praia, visitando também a Ponta do Curral.
Atividades Esportivas em Morro de São Paulo
Mergulho
Além do mergulho com snorkel, Morro de São Paulo tem cerca de 20 locais para mergulho com cilindro, a maioria em recifes de coral. A visibilidade média é de 12 metros e a temperatura 27° C.
Há mergulhos tanto para iniciantes como todo tipo de serviços para mergulhadores experientes, além de cursos de todos os níveis e aluguel de equipamentos. O mergulho depende das condições climáticas e de maré, sendo a melhor época de novembro a abril.
Vela
Há veleiros monocasco e catamarãs para alugar na praia da Gamboa, desde o Laser, até o Tornado.
Também pode-se fazer aulas de vela, ou mesmo passeios para os locais normalmente só visitados de lancha.
Wakeboard e esqui aquáticoHá várias lanchas preparadas para estes esportes, tendo todos os equipamentos necessários. Os melhores lugares são na Gamboa, mas as saídas também costumam acontecer na Primeira ou na Terceira Praia.
Banana-boat
Em Morro de São Paulo, tem área demarcada em frente à Primeira Praia, onde acontecem as saídas.
Tirolesa
Embora seja uma atividades de altura, a maior tirolesa do Brasil acaba dentro d'água, na Primeira Praia. A saída é do mirante próximo ao Farol.
Observação de Baleias
Todo ano as baleias jubarte deixam as gélidas águas próximas ao continente antártico em busca de água mais quentes e tranqüilas, o que encontram no litoral do nordeste brasileiro.
Pode-se inclusive dizer que essas baleias são bahianas, afinal, não apenas nascem na Bahia, como também são concebidas aqui.
Essas baleias são do grupo que não tem dentes, e sim grandes barbatanas, com as quais filtram pequenos camarões para se alimentar, coisa que só fazem no verão, perto da Antártica. Quando as baleias jubarte estão no litoral bahiano, é possível se aproximar delas - seguindo uma série de cuidados - e observar alguns de seus hábitos. É comum encontrar mães com seu filhote em águas rasas, relativamente perto da costa.
A Rota Tropical, em parceria com o Instituto Baleia Jubarte, está desenvolvendo nos meses de agosto e setembro, e até o início de outubro, o passeio de observação de baleias em Morro de São Paulo.
A iniciativa, além de ser um passeio muito interessante, é também uma forma de colaborar com a preservação das baleias jubarte - parte do valor do passeio é revestido para o Instituto Baleia Jubarte, e biólogos costumam acompanhar as saídas dos passeios para coletar dados científicos.
Volta à Ilha
Passeio de lancha para as piscinas naturais de Moreré e/ou Garapuá e as ilhas vizinhas, Boipeba e Cairú.
Ponta do Curral
Conheça os principais pontos da baia de Tinharé a bordo de um barco.
Passeio feito nas tradicionais embarcações de madeira da Bahia, os saveiros. Visita à Ponta do Curral, lugar onde foi introduzido o gado bovino no Brasil, o banco de areia da Coroa, e a encosta de argila da Gamboa.
A ordem dos pontos visitados e os horários de saída e retorno dependem das condições de maré.
É um dos passeios mais tranquilos de Morro de São Paulo.
Duração de aproximadamente 6 horas.
O roteiro mais tradicional de Morro de São Paulo dá uma visão geral do arquipélago, porém sem permanecer muito tempo em cada local visitado.
Mergulho com máscara e snorkel nas piscinas naturais de Garapuá e/ou Moreré. O tempo de parada nas duas piscinas naturais totaliza 50 minutos, mas se permanece mais tempo naquela que apresentar melhores condições de mergulho, ou pode-se até mesmo parar em apenas uma delas.
Desembarque na praia de Coeira, na ilha de Boipeba. Pode-se continuar o percurso na lancha, ou percorrer uma trilha, passando pela praia de Tassimirim e um trecho de Mata Atlântica, com o acompanhamento de guias locais, até a praia de Boca da Barra, onde se pára para o almoço.
À tarde, navegação pelo Rio do Inferno até a ilha de Cairú, para visitação do convento de Santo Antônio. Há uma parada opcional para degustar ostras em Canavieira.
É operado em lanchas equipadas para mar aberto, com dois motores e todo o equipamento de segurança recomendado pela Marinha, além de confortáveis bancos individuais e anatômicos.
Saídas às 9h 30 min e retorno aproximadamente às 17 horas.
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quarta-feira, 21 de maio de 2008
Costa dos Coqueiros
A Estrada do Coco foi construída no final dos anos 60 do século XX. É o primeiro trecho, com 53 km, da rodovia ecológica BA-099, que segue por todo Litoral Norte do Estado. A estrada tem início nas imediações do Aeroporto Internacional Deputado Luís Eduardo Magalhães, cortando os municípios de Lauro de Freitas e Camaçari.
É a mais antiga rodovia ecológica do país, inaugurada em 1993, quando ganhou continuidade a partir da Linha Verde. Ela estende-se da Praia do Forte até o povoado de Cachoeira do Itanhim, município de Jandaíra, agora por uma extensão de 192 km, até a divisa com Sergipe.
As praias da Estrada do Coco são conhecidas por proporcionar, aos visitantes e nativos, banhos de mar em águas calmas, quentes e quase sempre cercadas de quebra-mar natural. O local ainda conta com a presença de lagoas, rios e paisagens deslumbrantes. Fazem parte do conjunto de belezas naturais da região os rios Jacuípe, Pojuca e Joanes, sendo este último ponto excelente para prática de esportes náuticos.
A estrada desvendou áreas de belezas naturais ainda primitivas do Litoral Norte da Bahia. O seu traçado permite a integração socioeconômica de diversos municípios vizinhos, possibilitando o desenvolvimento da região, principalmente no segmento de lazer, com uma gama de equipamentos turísticos que facilitam aos visitantes explorar as belezas naturais como a flora, dunas e uma extensa malha hidrográfica. Algumas construções antigas também tornaram-se grandes atrativos para a região.
Abaixo, algumas fotos de Barra do Jacuípe.
O Castelo Garcia D’Ávila, ou da Torre, como também é chamado, é um dos mais importantes e significativos monumentos do patrimônio histórico e cultural brasileiro, localizado próximo à Praia do Forte. É a primeira grande edificação portuguesa de arquitetura residencial militar no Brasil, com característica de castelo medieval. Infelizmente, no século XIX, já era uma grande ruína, sendo tombado pelo Iphan em 1938, hoje em restauração. Seu dono, o português Garcia D’Ávila, chegou à Bahia no cargo de almoxarife real e tornou-se um dos maiores latifundiários da história, com 129 fazendas que ocupavam 800.000 km², o que equivale a um décimo do território brasileiro. Seus domínios estendiam-se até o Piauí e Maranhão.
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