Festas Populares na Bahia
O ciclo de festas populares já começou na Bahia. No mês de novembro os turistas que começam a desembarcar terão a oportunidade de vivenciar as tradições religiosas que perduram até o mês de fevereiro.
Dia 04 de Dezembro é o dia de Santa Bárbara (para os católicos) e dia de Iansã (para os adeptos do candomblé) e em Salvador uma série de homenagens acontecem no Pelourinho.A festa recebe o status oficial de patrimônio imaterial da Bahia, concedido pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC).
Veja o calendário das festas populares na Bahia:
Santa Bárbara
04 de dezembro
Salvador - Largo do PelourinhoFesta tradicional em homenagem a padroeira dos mercados. Esta santa católica é sincretizada como a deusa Iansã do Candomblé.
A principal característica da festa é o caruru oferecido por barraqueiros aos participantes. Paralelamente, há programação religiosa que compreende missa solene na igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e procissão. Em Feira de Santana, a devoção a Santa Bárbara também é comemorada com oferecimento de caruru, no Centro de Abastecimento da cidade, apresentação de samba de roda, procissão e alvorada de fogos. No município de São Félix ocorre a lavagem da Fonte de Santa Bárbara, tríduo, missa solene e festa de largo. O culto se estende até o interior do Estado, sendo a santa padroeira dos municípios de Água Fria, Boquira, Cachoeira e Cipó.
Nossa Senhora da Conceição
08 de dezembro
Salvador e interior do EstadoFesta tradicional em louvor à padroeira da Bahia, cuja origem do culto coincide com a origem da Cidade de Salvador: 1549, quando o primeiro governador iniciou a devoção, construindo a igreja em louvor à santa. A programação compreende novena, missa solene, procissão e festa de largo. Não há lavagem do adro da Basílica da Conceição da Praia. O culto se estendeu ao interior do Estado.
Santa Luzia13 de dezembro
Salvador - bairro do Pilar - e interior do EstadoFesta tradicional em louvor à protetora da visão, compreendendo tríduo, missa solene, procissão, queima de fogos, visitação à fonte milagrosa e festa de largo. Santa Luzia é comemorada como padroeira dos municípios de Macajuba, Santa Luz, Santa Luzia, Pau Brasil e do povoado de Uibai – Chapadinha. É também festejada nos municípios de Bom Jesus da Lapa, Caetité, Conceição da Feira, Coronel João Sá, Dom Macedo Costa, Heliópolis, Igrapiúna, Itaparica, Muquém de São Francisco, Pau Brasil, Ribeira do Amparo, Simões Filho, Rodelas, Taperoá, Ibipitanga, entre outros.
Réveillon31 de dezembro
Salvador e interior do Estado.
Celebrações em muitas residências, hotéis, barracas de praia e nas ruas e praças, com caráter carnavalesco, que se estendem pela madrugada do dia 1°. Além disso, inúmeras pessoas costumam “virar” o ano nas praias, oferecendo flores, presentes e preces à Rainha das Águas - Iemanjá.
Janeiro
Procissão do Senhor Bom Jesus dos Navegantes31 de dezembro e 01 de janeiro, Salvador.
Saída da Rampa do Mercado Modelo, vai até a praia da Barra e depois segue para o Largo da Boa Viagem e Baía de Todos os Santos.
Festa dos Reis ou Festa da Lapinha05 e 06 de janeiro
Salvador - Largo da Lapinha - e interior do Estado.
Festa tradicional de origem portuguesa que simboliza a visita dos Reis Magos ao Menino Jesus. A programação é composta de celebração de missa, visitação ao presépio no interior da Igreja da Lapinha, festa de largo e apresentação dos Ternos de Reis, autos que reproduzem a visitação dos Reis Magos.
A programação é composta de celebração de missas, das 6h às 8h do dia 6 de janeiro, visitação ao presépio no interior da Igreja da Lapinha (bairro da Liberdade), festa de largo e apresentação dos Ternos de Reis.
Festa do BonfimGeralmente na segunda quinta-feira de janeiro
Salvador – Colina e Largo do Bonfim.
Sincretizado com o deus do panteão africano Oxalá, Senhor do Bonfim é o santo de maior devoção popular na Bahia.
A programação religiosa compreende novena, acompanhada por coral e missa solene. Não há procissão. Na festa popular, destaque para a lavagem das escadarias da Igreja do Senhor do Bonfim, realizada geralmente na segunda quinta-feira de janeiro. Na ocasião, após a queima de fogos, um imenso cortejo parte da Basílica da Conceição da Praia, com a participação de mães e filhas-de-santo do Candomblé, conduzindo flores e água perfumada. Em seguida vêm as autoridades e o povo. Toda essa multidão desloca-se em um percurso de oito quilômetros, a pé e em carroças enfeitadas. Ao chegar ao Bonfim, as baianas trajando roupas típicas realizam a lavagem do adro e das escadarias da igreja.
Festa da Ribeira
19 de janeiro
Salvador-Ribeira.
Trata-se de uma prévia carnavalesca, realizada no bucólico bairro da Ribeira, Cidade Baixa, na segunda-feira posterior à Festa do Bonfim, quando as barracas são transferidas do Largo do Bonfim para a vizinha Ribeira. Durante todo o dia ocorrem apresentações e batucadas. Também chamada Segunda Feira Gorda da Ribeira.
Celebração da Revolta dos Malês
25 de janeiro
Salvador – Itapuã.
Festa em homenagem à Revolta dos Malês (movimento histórico de levante de negros de tradição islâmica escravizados na Bahia). Na Lagoa do Abaeté.
Nossa Senhora da Purificação
24 de janeiro a 02 de fevereiro
Santo Amaro da Purificação - Recôncavo Baiano (a 71 km da capital).
Festa religiosa em louvor a Nossa Senhora da Purificação com lavagem das escadarias da igreja e procissão. Após as funções religiosas, a população e muitos visitantes transformam a cidade em uma grande festa de largo. Nos dias anteriores e subseqüentes à lavagem ocorrem shows musicais na Praça da Matriz. Caetano Veloso e Maria Bethânia, astros da música popular brasileira e filhos do município, costumam se apresentar na programação.
São Lázaro
30 de janeiro
Salvador - São Lázaro da Federação.
Composto por tríduo, missa solene e procissão, a festa tem ponto máximo no último domingo de janeiro. Este santo católico é sincretizado com o orixá Omolu, deus da cura no panteão africano, e as baianas costumam homenageá-lo com banhos de pipoca, orações e velas acesas no cruzeiro situado em frente à igreja. Há também festa de largo.
Festa de Iemanjá 02/02
Salvador - Rio Vermelho.
Pescadores e fiéis festejam com cortejo marítimo, em inúmeros barcos, conduzindo flores e outros presentes para a Rainha das Águas, na maior manifestação religiosa pública do candomblé. Das ruas do bairro do Rio Vermelho, o povo assiste à manifestação ao som de cânticos e vários ritmos em barracas montadas nas praças e ruas do bairro.
Lavagem de Itapuã 12 de fevereiro
Salvador - Itapuã.
Festa tradicional, com missa, alvorada de fogos e um cortejo de baianas que sai das proximidades da Praia de Placaford, acompanhado por batucadas e blocos. Segue até a Igreja, onde acontece a lavagem da escadaria. Ocorre na quinta-feira subseqüente à Lavagem do Bonfim.
Carnaval
Salvador - Pelourinho, Praça Municipal/Campo Grande, Barra/Ondina, outros bairros - e interior do Estado.
Este evento retrata o grande momento do calendário de festas populares da Bahia. O Carnaval é, reconhecidamente, a maior manifestação popular do mundo, segundo o Guiness Book- Livro dos Recordes. Caracteriza-se pela apresentação de blocos, inclusive os afros e trios elétricos, atraindo gente de todo o mundo. Em 1996, o Pelourinho passou a ser um dos três circuitos do Carnaval da Bahia (junto com o centro da cidade, o primeiro da folia, e a orla marítima), contando com uma programação especial, voltada para os carnavais antigos, inclusive na ornamentação das ruas e praças, com desfiles de bandinhas e blocos caracterizados.
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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Convento Sagrada Família
O Convento está situado na mesma colina da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, na Rua Plínio de Lima.
O prédio foi vendido pelos herdeiros do Dr. Ernesto Ferreira de Araújo à Real Sociedade Portuguesa de Beneficência, que inaugurou no local o Hospital Português, em 16 de setembro de 1866.
O Sr. José Rodrigues da Costa, diretor do Hospital entre os anos de 1869 a 1871, ornamentou o edifício e o terreno ao redor, gradeando-o e instalando um portão principal em ferro adquirido dos fabricantes da Jiquitaia.
Em 1931 o Hospital Português foi transferido para a avenida Princesa Isabel, na Graça, e sua administração interna foi dada às Irmãs Franciscanas Hospitaleiras Portuguesas.
O prédio do Convento, no Bonfim, foi exposto à venda até o ano de 1937, quando foi adquirido pela Congregação Franciscana Hospitaleira da imaculada Conceição – CONFHIC, que até então funcionava no Colégio São José. Em 06 de janeiro de 1938 a casa foi renomeada para Convento da Sagrada Família e atualmente é usado como espaço para retiros Intercongregacionais, encontros e Movimentos Pastorais da Congregação.
O prédio foi vendido pelos herdeiros do Dr. Ernesto Ferreira de Araújo à Real Sociedade Portuguesa de Beneficência, que inaugurou no local o Hospital Português, em 16 de setembro de 1866.
O Sr. José Rodrigues da Costa, diretor do Hospital entre os anos de 1869 a 1871, ornamentou o edifício e o terreno ao redor, gradeando-o e instalando um portão principal em ferro adquirido dos fabricantes da Jiquitaia.
Em 1931 o Hospital Português foi transferido para a avenida Princesa Isabel, na Graça, e sua administração interna foi dada às Irmãs Franciscanas Hospitaleiras Portuguesas.
O prédio do Convento, no Bonfim, foi exposto à venda até o ano de 1937, quando foi adquirido pela Congregação Franciscana Hospitaleira da imaculada Conceição – CONFHIC, que até então funcionava no Colégio São José. Em 06 de janeiro de 1938 a casa foi renomeada para Convento da Sagrada Família e atualmente é usado como espaço para retiros Intercongregacionais, encontros e Movimentos Pastorais da Congregação.
Ribeira
O bairro da Ribeira fica situado na Península Itapagipana, na Cidade Baixa.
Banhado pelas águas da Baía de Todos os Santos e da Enseada dos Tainheiros, é um dos poucos bairros em que os moradores conservam o hábito de colocar cadeiras nas portas das casas, no finalzinho da tarde, e de sentar para apreciar a paisagem.
A autenticidade do povo que mora na Ribeira, com sua cultura tão particular retrata de forma quase mágica a divisão da cidade em Alta e Baixa.
É difícil explicar esta sensação de magia.
É necessário experimentá-la para compreendê-la. É preciso conhecer a Ribeira, que da Cidade Alta parece nem existir, mas que, quando nos encontramos lá, nos provoca um choque delicioso pela descoberta de uma outra Salvador.
A Ribeira dos acarajés, pastéis e dos famosos sorvetes sobrevive e mantém preservada a sua personalidade única.
As primeiras ocupações passando pela Boa Viagem, pela igreja de mesmo nome e seguindo o bairro de Monte Serrat é possível conhecer marcos das primeiras construções portuguesas na península.
A Igreja de Nossa Senhora de Monte Serrat e o Forte de Monte Serrat são exemplos das mais antigas construções da região.
O bairro oferece também como atração o antigo Iate Itapagipe, as casas seculares ao lado da igreja, a vista da Baía da Ponta do Humaitá e a sede do CRA – Centro de Recursos Ambientais.
Subindo a Rua Rio São Francisco, em direção ao Bonfim, é possível ver o Hospital Couto Maia, o Convento da Sagrada Família e o Mirante do Bonfim, logo em frente.
Ao Redor da famosa Igreja do Bonfim, as casas dos romeiros e o Solar Marback completam o conjunto arquitetônico. Na parte baixa do largo, o Centro de Artesanato do Bonfim é opção para comprar uma lembrança da Bahia e da cidade. Descendo a Ladeira da Lenha é possível percorrer a Avenida Beira Mar e apreciar as praias calmas da península. Se a opção for a Rua Travassos de Fora, seguindo pela Rua Visconde de Caravelas é possível passar pelo Largo do Papagaio, Largo da Madragoa até chegar ao Fim de Linha da Ribeira, bairro que também foi palco das primeiras ocupações urbanas.
Na Penha, além da praia e da sombra dos Tamarindeiros há a Igreja da Penha, do século XVIII. No Largo da Ribeira há o famoso sorvete da Ribeira e a pastelaria, que atraem muitos visitantes ao bairro. Da orla é possível avistar o subúrbio. À noite, o conjunto de casas iluminadas faz lembrar um presépio.
Na Avenida Porto dos Tainheiros além das marinas e barcos, os Clubes de Remo, o Solar Amado Bahia, o antigo Hidroporto da Ribeira e o Instituto de Cultura Brasil Itália Europa são algumas das atrações.
Depoimentos
Onde fica a ribeira dos galeões?
“A ribeira dos galeões é o bairro da Ribeira. Porque ribeira, em vernáculo, é o local onde o navio ou embarcação, tem uma oscilação de marés tal que permite que o barco fique em seco para trabalhar. Isso acontecia cá, na ribeira das naus, hoje não acontece mais porque já aterrou tudo, do segundo distrito para cima já não tem mais nada. E lá na Ribeira, onde ainda acontece isso na praia do Bogari. Repare que quem tem barco para consertar leva para lá porque ali é fácil, quando a maré baixa está seco.”
(Cid Teixeira)
www.cidteixeira.com.br
Banhado pelas águas da Baía de Todos os Santos e da Enseada dos Tainheiros, é um dos poucos bairros em que os moradores conservam o hábito de colocar cadeiras nas portas das casas, no finalzinho da tarde, e de sentar para apreciar a paisagem.
A autenticidade do povo que mora na Ribeira, com sua cultura tão particular retrata de forma quase mágica a divisão da cidade em Alta e Baixa.
É difícil explicar esta sensação de magia.
É necessário experimentá-la para compreendê-la. É preciso conhecer a Ribeira, que da Cidade Alta parece nem existir, mas que, quando nos encontramos lá, nos provoca um choque delicioso pela descoberta de uma outra Salvador.
A Ribeira dos acarajés, pastéis e dos famosos sorvetes sobrevive e mantém preservada a sua personalidade única.
As primeiras ocupações passando pela Boa Viagem, pela igreja de mesmo nome e seguindo o bairro de Monte Serrat é possível conhecer marcos das primeiras construções portuguesas na península.
A Igreja de Nossa Senhora de Monte Serrat e o Forte de Monte Serrat são exemplos das mais antigas construções da região.
O bairro oferece também como atração o antigo Iate Itapagipe, as casas seculares ao lado da igreja, a vista da Baía da Ponta do Humaitá e a sede do CRA – Centro de Recursos Ambientais.
Subindo a Rua Rio São Francisco, em direção ao Bonfim, é possível ver o Hospital Couto Maia, o Convento da Sagrada Família e o Mirante do Bonfim, logo em frente.
Ao Redor da famosa Igreja do Bonfim, as casas dos romeiros e o Solar Marback completam o conjunto arquitetônico. Na parte baixa do largo, o Centro de Artesanato do Bonfim é opção para comprar uma lembrança da Bahia e da cidade. Descendo a Ladeira da Lenha é possível percorrer a Avenida Beira Mar e apreciar as praias calmas da península. Se a opção for a Rua Travassos de Fora, seguindo pela Rua Visconde de Caravelas é possível passar pelo Largo do Papagaio, Largo da Madragoa até chegar ao Fim de Linha da Ribeira, bairro que também foi palco das primeiras ocupações urbanas.
Na Penha, além da praia e da sombra dos Tamarindeiros há a Igreja da Penha, do século XVIII. No Largo da Ribeira há o famoso sorvete da Ribeira e a pastelaria, que atraem muitos visitantes ao bairro. Da orla é possível avistar o subúrbio. À noite, o conjunto de casas iluminadas faz lembrar um presépio.
Na Avenida Porto dos Tainheiros além das marinas e barcos, os Clubes de Remo, o Solar Amado Bahia, o antigo Hidroporto da Ribeira e o Instituto de Cultura Brasil Itália Europa são algumas das atrações.
Depoimentos
Onde fica a ribeira dos galeões?
“A ribeira dos galeões é o bairro da Ribeira. Porque ribeira, em vernáculo, é o local onde o navio ou embarcação, tem uma oscilação de marés tal que permite que o barco fique em seco para trabalhar. Isso acontecia cá, na ribeira das naus, hoje não acontece mais porque já aterrou tudo, do segundo distrito para cima já não tem mais nada. E lá na Ribeira, onde ainda acontece isso na praia do Bogari. Repare que quem tem barco para consertar leva para lá porque ali é fácil, quando a maré baixa está seco.”
(Cid Teixeira)
www.cidteixeira.com.br
Largo da Ribeira
O Largo da Ribeira, também conhecido como Largo da Penha, é o centro do bairro da Ribeira.
Formado pela junção de duas praças, a Praça General Osório e a Praça General Justos, o Largo está localizado no final da Avenida Porto dos Tainheiros, entre a avenida e a Ponta da Penha. Protegido por velhas árvores, o Largo da Ribeira convida os visitantes à contemplação do mar calmo da Baía de Todos os Santos, sendo um dos pontos mais paradisíacos da península.
Segundo o Sr. Miguel Gesy Lopes, morador da Península de Itapagipe, os visitantes que se dirigiam ao Largo geraram o costume de chamar a região de Itapagipe de Ribeira.
Na região da Penha, como conta o historiador Luiz Henrique Dias Tavares, a família Garcia D’ávila iniciou sua trajetória de enriquecimento, fundando aí uma Olaria e Curral.
Mais tarde, foi o local preferido pelas famílias abastadas da cidade para construção de residências de veraneio.
Ao lado, na Ponta da Penha, casais namoravam sentados à sombra de grandes tamarindeiros e assistiam as apresentações de Ternos de Reis.
No Largo da Ribeira encontramos o final de linha da Ribeira, terminal de ônibus do bairro.
O Largo atrai muitos visitantes e moradores que buscam o local para apreciar as delícias da famosa Sorveteria da Ribeira, jogar dominó com os amigos ou simplesmente apreciar a paisagem bucólica da península.
O tradicional Clube de Regatas Itapagipe desponta imponente no centro do Largo, próximo ao único teatro do bairro, o Espaço Cultural Cena Um. No lado oposto, junto à Ponta da Penha, a Marina da Penha é opção para festas e shows.
Formado pela junção de duas praças, a Praça General Osório e a Praça General Justos, o Largo está localizado no final da Avenida Porto dos Tainheiros, entre a avenida e a Ponta da Penha. Protegido por velhas árvores, o Largo da Ribeira convida os visitantes à contemplação do mar calmo da Baía de Todos os Santos, sendo um dos pontos mais paradisíacos da península.
Segundo o Sr. Miguel Gesy Lopes, morador da Península de Itapagipe, os visitantes que se dirigiam ao Largo geraram o costume de chamar a região de Itapagipe de Ribeira.
Na região da Penha, como conta o historiador Luiz Henrique Dias Tavares, a família Garcia D’ávila iniciou sua trajetória de enriquecimento, fundando aí uma Olaria e Curral.
Mais tarde, foi o local preferido pelas famílias abastadas da cidade para construção de residências de veraneio.
Ao lado, na Ponta da Penha, casais namoravam sentados à sombra de grandes tamarindeiros e assistiam as apresentações de Ternos de Reis.
No Largo da Ribeira encontramos o final de linha da Ribeira, terminal de ônibus do bairro.
O Largo atrai muitos visitantes e moradores que buscam o local para apreciar as delícias da famosa Sorveteria da Ribeira, jogar dominó com os amigos ou simplesmente apreciar a paisagem bucólica da península.
O tradicional Clube de Regatas Itapagipe desponta imponente no centro do Largo, próximo ao único teatro do bairro, o Espaço Cultural Cena Um. No lado oposto, junto à Ponta da Penha, a Marina da Penha é opção para festas e shows.
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Hidroporto dos Tainheiros
O primeiro aeroporto de Salvador estava localizado na Ribeira, na Avenida Porto dos Tainheiros, em área dos pescadores de tainhas, que tiveram que abandonar o espaço.
O local era utilizado antes como um píer de madeira e em 1922 serviu de parada para a primeira viagem sobre o Atlântico Sul, pelo Almirante Gago Coutinho e Sacadura Cabral.
Foi construído o Hidroporto entre 1937 e 1939, impulsionado pela descoberta de um poço de petróleo no bairro do Lobato.Os aviões, chamados de hidroaviões, de modelo Catalina, decolavam do mar e como era na água, ao invés de aterrissar eles amerissavam.
Era conhecido como Aeroporto dos Tainheiros. Tinha instalações luxuosas, com sala de espera, sala de bagagem, espaço para agências e companhias aéreas e um restaurante-bar. Os hidroaviões amerissavam em uma ponte em forma de Y. À noite formavam uma fileira de canoas com tochas para iluminar o lugar onde pousariam os hidroaviões.
Quando os aviões se aproximavam era tocada uma sirene para alertar aos banhistas e condutores de barcos para que se afastassem do local de pouso, a fim de evitar acidentes. Autoridades e personalidades da época chegaram a Salvador através do Hidroporto dos Tainheiros como o ex-presidente Getúlio Vargas e sua esposa, Darci Vargas, os artistas brasileiros Raul Roulien, Silvio Caldas, Orlando Silva e artistas internacionais como Errol Flynn, Lew Ayres, John Bolles, entre outros.
Com a Construção do atual Aeroporto de Salvador, por volta de 1943, o Hidroporto dos Tainheiros foi desativado e por algum tempo serviu de sede da Associação dos Radio Amadores – LABRE.
Depois, abrigou o Cube dos Sargentos da Marinha e posteriormente no lugar funcionou uma boate.
Na década de oitenta, o antigo Hidroporto foi motivo de uma batalha entre moradores de Itapagipe e uma empresa náutica, interessada em transformar o espaço em marina.
Os moradores, através do AMAI – Associação de Moradores e Amigos de Itapagipe – reclamaram a transformação do Hidroporto em espaço cultural para a comunidade e alegaram que a marina afetaria a raia das competições de remo, tradicional esporte da península. Atualmente o antigo Hidroporto dos Tainheiros abriga uma marina, mas a raia de remo foi mantida.

O local era utilizado antes como um píer de madeira e em 1922 serviu de parada para a primeira viagem sobre o Atlântico Sul, pelo Almirante Gago Coutinho e Sacadura Cabral.
Foi construído o Hidroporto entre 1937 e 1939, impulsionado pela descoberta de um poço de petróleo no bairro do Lobato.Os aviões, chamados de hidroaviões, de modelo Catalina, decolavam do mar e como era na água, ao invés de aterrissar eles amerissavam.
Era conhecido como Aeroporto dos Tainheiros. Tinha instalações luxuosas, com sala de espera, sala de bagagem, espaço para agências e companhias aéreas e um restaurante-bar. Os hidroaviões amerissavam em uma ponte em forma de Y. À noite formavam uma fileira de canoas com tochas para iluminar o lugar onde pousariam os hidroaviões.
Quando os aviões se aproximavam era tocada uma sirene para alertar aos banhistas e condutores de barcos para que se afastassem do local de pouso, a fim de evitar acidentes. Autoridades e personalidades da época chegaram a Salvador através do Hidroporto dos Tainheiros como o ex-presidente Getúlio Vargas e sua esposa, Darci Vargas, os artistas brasileiros Raul Roulien, Silvio Caldas, Orlando Silva e artistas internacionais como Errol Flynn, Lew Ayres, John Bolles, entre outros.
Com a Construção do atual Aeroporto de Salvador, por volta de 1943, o Hidroporto dos Tainheiros foi desativado e por algum tempo serviu de sede da Associação dos Radio Amadores – LABRE.
Depois, abrigou o Cube dos Sargentos da Marinha e posteriormente no lugar funcionou uma boate.
Na década de oitenta, o antigo Hidroporto foi motivo de uma batalha entre moradores de Itapagipe e uma empresa náutica, interessada em transformar o espaço em marina.
Os moradores, através do AMAI – Associação de Moradores e Amigos de Itapagipe – reclamaram a transformação do Hidroporto em espaço cultural para a comunidade e alegaram que a marina afetaria a raia das competições de remo, tradicional esporte da península. Atualmente o antigo Hidroporto dos Tainheiros abriga uma marina, mas a raia de remo foi mantida.
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Iate Clube Itapagipe
O Clube de Iate Itapagipe foi fundado em 1619 em uma estrutura em pedra e cal.
Está localizado no centro da Ponta de Humaitá. Hoje é utilizado como ponto comercial por um bar.
Segundo o Senhor Edson José Soares, aposentado, Padre Antonio Vieira residiu no Edifício do Iate Clube.
Depois foi o português Pedro de Melo, que ficou exilado na casa e escreveu um livro: “Monte Serrat Antártico”. O livro narrava a época em os navios negreiros vinham da África e paravam aqui.
Segundo Senhor Edson, constava no livro a informação de que os negros descansavam no prédio para irem depois para engenhos próximos, na região de Feira de Santana, porém o edifício não foi uma senzala.
Está localizado no centro da Ponta de Humaitá. Hoje é utilizado como ponto comercial por um bar.
Segundo o Senhor Edson José Soares, aposentado, Padre Antonio Vieira residiu no Edifício do Iate Clube.
Depois foi o português Pedro de Melo, que ficou exilado na casa e escreveu um livro: “Monte Serrat Antártico”. O livro narrava a época em os navios negreiros vinham da África e paravam aqui.
Segundo Senhor Edson, constava no livro a informação de que os negros descansavam no prédio para irem depois para engenhos próximos, na região de Feira de Santana, porém o edifício não foi uma senzala.
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Regatas de Itapagipe
Evento esportivo mais tradicional da Península de Itapagipe, as Regatas de Itapagipe são disputadas desde 1901.
A disputa acontece na Ribeira, ao longo da Avenida Porto dos Tainheiros, com largada na Penha.
Tem a participação de quatro clubes: São Salvador, Esporte Clube Vitória, Clube de Regatas Itapagipe e Esporte Clube Santa Cruz.
Em 1904 foi criada pelos clubes a Federação de Regatas da Bahia, a fim de dirigir e incentivar a prática do esporte.
A raia de remo de Itapagipe está definida em planta, isto é, oficializada, desde 1940, pelo Departamento Nacional de Portos e Navegação.
Durante os anos trinta a quarenta do século XX, a Companhia de Navegação Baiana alugava, aos clubes, navios que ficavam ancorados na Ribeira, fora da raia.
Cada Clube tinha o seu navio, de onde as pessoas assistiam às regatas ao som de bandas de jazz e com muita comida e bebida.
A festa acontecia também em terra, atraindo pessoas de toda a cidade.
Os páreos tinham padrinhos ilustres, como integrantes das famílias Tarquínio e Martins Catharino, Agenor Gordilho, Júlio Correa e outros.
A rivalidade entre os clubes era grande e o remo tinha tanta importância para os torcedores como hoje tem o futebol. Até membros de uma mesma família brigavam por clubes diferentes. As Taças disputadas eram a Maria Luiza e a Olga. Hoje, não há a presença dos navios, mas a Regata ainda é festejada na Avenida Porto dos Tainheiros. Hoje a Regata de Itapagipe conta com uma arquibancada, de onde a comissão julgadora assiste à competição
A disputa acontece na Ribeira, ao longo da Avenida Porto dos Tainheiros, com largada na Penha.
Tem a participação de quatro clubes: São Salvador, Esporte Clube Vitória, Clube de Regatas Itapagipe e Esporte Clube Santa Cruz.
Em 1904 foi criada pelos clubes a Federação de Regatas da Bahia, a fim de dirigir e incentivar a prática do esporte.
A raia de remo de Itapagipe está definida em planta, isto é, oficializada, desde 1940, pelo Departamento Nacional de Portos e Navegação.
Durante os anos trinta a quarenta do século XX, a Companhia de Navegação Baiana alugava, aos clubes, navios que ficavam ancorados na Ribeira, fora da raia.
Cada Clube tinha o seu navio, de onde as pessoas assistiam às regatas ao som de bandas de jazz e com muita comida e bebida.
A festa acontecia também em terra, atraindo pessoas de toda a cidade.
Os páreos tinham padrinhos ilustres, como integrantes das famílias Tarquínio e Martins Catharino, Agenor Gordilho, Júlio Correa e outros.
A rivalidade entre os clubes era grande e o remo tinha tanta importância para os torcedores como hoje tem o futebol. Até membros de uma mesma família brigavam por clubes diferentes. As Taças disputadas eram a Maria Luiza e a Olga. Hoje, não há a presença dos navios, mas a Regata ainda é festejada na Avenida Porto dos Tainheiros. Hoje a Regata de Itapagipe conta com uma arquibancada, de onde a comissão julgadora assiste à competição
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Sorveteria da Ribeira
A Sorveteria da Ribeira foi inaugurada em 1931 pelo italiano Mário Tosta.
Ele fabricava e vendia pizza, e vendia também sorvetes, um dos primeiros estabelecimentos do ramo na Península.
Em 1964, o atual dono, o espanhol José Lorenzo Hermida, veio para o Brasil procurar trabalho e encontrou na sorveteria.
Anos depois, ele a comprou e o antigo dono foi para o Rio de Janeiro, onde montou uma fábrica de macarrão, seguindo a tradição, de fazer massas, de sua família italiana. Mário Tosta passou todos seus conhecimentos sobre os sorvetes para o Sr. José Hermida.
Nos fundos da loja tem uma mini-fábrica onde os sorvetes são feitos e batidos, artesanalmente.
As frutas são compradas na feira de São Joaquim na mão de um mesmo fornecedor há mais de 30 anos e a casquinha é comprada há 10 anos na mão de Rosângela Oliveira.
A tradição está presente também com os funcionários.
O mais antigo e famoso do local é José de Jesus Almeida, conhecido como Chumbinho, devido à sua rapidez para atender as pessoas quando começou na sorveteria em 1974.
Outra sorveteira antiga é Jocileide de Almeida, que trabalha lá desde 1987 e que, além de fazer sorvetes também cuida da parte administrativa. Além deles, mais seis atendentes trabalham no local e outros três são contratados para os dias mais movimentados.
A sorveteria, que tem uma localização privilegiada na Ribeira, é reconhecida como ponto turístico na cidade, atraindo pessoas de todos os bairros, cidades e países.
O verão é a época em que os sorvetes são mais vendidos, e os sabores mais procurados são os de coco, chocolate, tapioca, ameixa, os chamados cremosos.
Um dado curioso é que o sorvete de tapioca foi inventado na Sorveteria da Ribeira e foi patenteado e levado pra outros países, fazendo um enorme sucesso lá fora.
Outros sabores famosos e os campeões de venda são os de frutas como mangaba, cajá e pitanga, que é feito só na época da fruta.
Ele fabricava e vendia pizza, e vendia também sorvetes, um dos primeiros estabelecimentos do ramo na Península.
Em 1964, o atual dono, o espanhol José Lorenzo Hermida, veio para o Brasil procurar trabalho e encontrou na sorveteria.
Anos depois, ele a comprou e o antigo dono foi para o Rio de Janeiro, onde montou uma fábrica de macarrão, seguindo a tradição, de fazer massas, de sua família italiana. Mário Tosta passou todos seus conhecimentos sobre os sorvetes para o Sr. José Hermida.
Nos fundos da loja tem uma mini-fábrica onde os sorvetes são feitos e batidos, artesanalmente.
As frutas são compradas na feira de São Joaquim na mão de um mesmo fornecedor há mais de 30 anos e a casquinha é comprada há 10 anos na mão de Rosângela Oliveira.
A tradição está presente também com os funcionários.
O mais antigo e famoso do local é José de Jesus Almeida, conhecido como Chumbinho, devido à sua rapidez para atender as pessoas quando começou na sorveteria em 1974.
Outra sorveteira antiga é Jocileide de Almeida, que trabalha lá desde 1987 e que, além de fazer sorvetes também cuida da parte administrativa. Além deles, mais seis atendentes trabalham no local e outros três são contratados para os dias mais movimentados.
A sorveteria, que tem uma localização privilegiada na Ribeira, é reconhecida como ponto turístico na cidade, atraindo pessoas de todos os bairros, cidades e países.
O verão é a época em que os sorvetes são mais vendidos, e os sabores mais procurados são os de coco, chocolate, tapioca, ameixa, os chamados cremosos.
Um dado curioso é que o sorvete de tapioca foi inventado na Sorveteria da Ribeira e foi patenteado e levado pra outros países, fazendo um enorme sucesso lá fora.
Outros sabores famosos e os campeões de venda são os de frutas como mangaba, cajá e pitanga, que é feito só na época da fruta.
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Festa da Ribeira
SEGUNDA-FEIRA GORDA DA RIBEIRA
A Segunda-Feira Gorda da Ribeira surge segundo alguns historiadores, como uma extensão da Festa do Senhor do Bonfim.
Romeiros que participavam da festa na Colina Sagrada, no final dos festejos perambulavam pelos bairros vizinhos, estendendo o fim da festa profana até a segunda-feira.
Aliás, antigamente a data era chamada de Segunda-Feira do Bonfim. De caráter profano, a Festa da Ribeira, como também é conhecida é, de fato, uma continuação dos festejos do Bonfim. Na madrugada do domingo os barraqueiros migram com suas barracas para a Ribeira atraindo uma grande quantidade de pessoas Apesar de ser uma festa puramente profana, a Segunda-Feira Gorda da Ribeira acontece na data em que são iniciadas as celebrações em louvor a Nossa Senhora da Guia.
Há alguns anos a festa era considerada a primeira prévia do carnaval de Salvador, quando trios elétricos percorriam as ruas da região fazendo uma espécie de lançamento dos novos sucessos musicais.
Hoje em dia não há mais trios, a música fica por conta das barracas e, principalmente dos grupos de samba de roda e partido alto. A festa, regada a muita cerveja tem como destaque gastronômico o famoso cozido, muito procurado pelos foliões que fazem a festa na Enseada dos Tainheiros.
A Segunda-Feira Gorda da Ribeira surge segundo alguns historiadores, como uma extensão da Festa do Senhor do Bonfim.
Romeiros que participavam da festa na Colina Sagrada, no final dos festejos perambulavam pelos bairros vizinhos, estendendo o fim da festa profana até a segunda-feira.
Aliás, antigamente a data era chamada de Segunda-Feira do Bonfim. De caráter profano, a Festa da Ribeira, como também é conhecida é, de fato, uma continuação dos festejos do Bonfim. Na madrugada do domingo os barraqueiros migram com suas barracas para a Ribeira atraindo uma grande quantidade de pessoas Apesar de ser uma festa puramente profana, a Segunda-Feira Gorda da Ribeira acontece na data em que são iniciadas as celebrações em louvor a Nossa Senhora da Guia.
Há alguns anos a festa era considerada a primeira prévia do carnaval de Salvador, quando trios elétricos percorriam as ruas da região fazendo uma espécie de lançamento dos novos sucessos musicais.
Hoje em dia não há mais trios, a música fica por conta das barracas e, principalmente dos grupos de samba de roda e partido alto. A festa, regada a muita cerveja tem como destaque gastronômico o famoso cozido, muito procurado pelos foliões que fazem a festa na Enseada dos Tainheiros.
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