Serviços

Organizamos o roteiro desejado, providenciando:
Traslado até o local (ida e volta).
Informações sobre o local.
Levantamento de preços e horários disponíveis.
Tours fotográficos por ruas, prédios históricos, praias, cidades próximas, feiras e áreas de interesses.
Passeios individuais ou com grupos.
Envie-nos um e-mail e verifique a disponibilidade. waltsonraylan@globo.com




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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Fotografando por Salvador


Pessoal,

Hoje estava procurando informações sobre tours fotográficos em Salvador, sou um amante desta arte que começou como um hobby e que aliado a viagens e passeios me trazem grande satisfação. Como não encontrei nenhum site com passeios regulares e tendo uma necessidade de eternizar alguns locais desta cidade, resolvi juntar essa paixão por fotografia  com o meu conhecimento que adquiri no curso de Guia de Turismo da Bahia, realizado pelo SENAC em 2008. Aproveitei o meu antigo Blog "Turismo em Salvador"(com informações e curiosidades da cidade e da Bahia) para divulgar esse novo serviço que passo a oferecer a pessoas que possuem o mesmo interesse.
Como estou reaproveitando o antigo Blog, irei atualizar muitas informações e postar algumas fotos que registrei desta cidade.
Peço aos interessados que me enviem um e-mail detalhando o interesse e o período de visita, irei montar um roteiro personalizado, de acordo com a sua necessidade.
Meus serviços incluirão: Tour fotográfico em Salvador e cidades próximas (Litoral Norte, Cachoeira, Cidades do Recôncavo, etc...).
Fico à disposição para maiores esclarecimentos de agendamentos, preços, ou qualquer outra informação que se faça necessário, no e-mail: waltsonraylan@globo.com

Obrigado e  bons clicks!






terça-feira, 14 de outubro de 2008

Morro de São Paulo

Um vilarejo sem carros, uma ilha sem bancos, noite agitada e praias paradisíacas. Isso é o que você vai encontrar em Morro de São Paulo, na ilha de Tinharé, a apenas 60 quilômetros ao sul de Salvador.
As praias são numeradas: a Primeira, pertinho da vila, é mais freqüentada pelos moradores.
A Segunda é pura badalação. Gente jogando capoeira, frescobol e futebol de dia, e a festa rolando a noite toda.
Da Terceira praia saem passeios de barco para as ilhas vizinhas e a Gamboa.
A Quarta praia é muito tranqüila, bem sossegada, ideal para quem prefere relaxar.
Depois vêm os paraísos ecológicos: a Praia do Encanto, Garapuá, e a ilha vizinha, Boipeba.
A noite de Morro de São Paulo é agitadíssima. Mas claro, sem atrapalhar o sono de quem busca descanso e distância da agitação.
Já o interior da ilha é o cenário perfeito para a aventura e a vida mais próxima da natureza.
Tudo isso convive harmoniosamente nesta ilha peculiar, um verdadeiro paraíso tropical, seguro ao ponto de ter apenas três policiais, praticamente desocupados.
Caminhando pelas ruelas estreitas da vila, ouve-se uma infinidade de línguas distintas, do inglês ao baianês, do carioquês ao alemão. A roda de capoeira, a música brasileira, os frutos do mar, a culinária com o tempero que só a baiana tem. Tudo é exuberante em Morro de São Paulo. Extensas praias desertas, matas repletas de pássaros, micos, manguezais com canais navegáveis, uma flora absolutamente exuberante e diversa, piscinas naturais, recifes de coral, morros com vistas fantásticas. Tudo é lindo nesta ilha que se preocupa com seu futuro.
A canalização e o tratamento do esgoto garantem praia limpa o ano todo.

Morro de São Paulo está situado no extremo norte da ilha de Tinharé, ilha que compõe, junto com Boipeba, Cairú e outras 23 pequenas ilhas, o Arquipélago de Tinharé.
O arquipélago fica a cerca de 60 quilômetros ao sul de Salvador, próximo à cidade de Valença.
O Arquipélago de Tinharé é também o único município-arquipélago do Brasil, o município de Cairú, com sede na ilha de mesmo nome.
As ilhas são separadas entre si e do continente por grandes canais de manguezais, fato que dificulta o acesso à ponto de ainda hoje muitos locais serem inabitados e raramente visitados, já que a navegação é dependente de marés e acessos por terra quase impossíveis.
A região mais acessível do arquipélago é a costa leste, onde estão as praias. A água é mais profunda, embora em quase sua totalidade, as praias são protegidas por arrecifes, podendo-se chegar à praia apenas em alguns pontos específicos.
O canal ao norte da ilha de Tinharé também é profundo, embora tenha bancos de areia, e é por ele que se chega à Ponta do Curral e a cidade de Valença, ambos no continente.
Já os demais canais são rasos e traiçoeiros.
Apenas quem conhece bem a região se aventura a navegar por eles, e ainda assim, não em qualquer maré.
O arquipélago tem cerca de 451 quilômetros quadrados, sendo Tinharé a maior ilha, com 54% desta área. Boipeba e Cairu tem área semelhante, cerca de 20% do arquipélago cada uma. Já as demais 23 ilhas somam menos de 7% da área total.
As maiores elevações estão situadas ao norte da ilha de Tinharé, onde há um farol, e a noroeste, na localidade de Galeão. O restante da ilha é praticamente plano e tem poucos metros acima do nível do mar. Já as ilhas de Boipeba e Cairú são mais onduladas, mas suas elevações não ultrapassam os 80 metros.
Quase não há estradas, apenas caminhos que são percorridos à pé, a cavalo, ou quando as condições permitem, de trator.
O transporte de mercadorias é feito praticamente todo em barcos de madeira, os saveiros.
Os povoados estão todos fixados ao longo do mar e dos canais navegáveis. Na ilha de Tinharé são eles: Morro de São Paulo, Gamboa, Galeão, Zimbo, Garapuá e Canavieira. Já na ilha de Boipeba, Velha Boipeba, Moreré, Monte Alegre e São Sebastião ou Cova da Onça.
Cairú, além da sede do município, tem o povoado de Torrinhas. O arquipélago tem um total de 11.410 habitantes, que, embora as ilhas sejam de tamanhos diferentes, estão dividos mais ou menos em igual número nas três ilhas habitadas.
Basicamente os povoados dependem de atividades ligadas ao mar, principalmente pesca, e mais recentemente do turismo. A população é uma miscigenação de negros e europeus, principalmente portugueses, mas também holandeses e ainda índios.
O povo é geralmente muito tranqüilo, amistoso, humilde e bem disposto a receber os visitantes.
Grande parte das ilhas era originalmente coberto de Mata Atlântica, porém hoje, boa parte está ocupada por imensos coqueirais, embora ainda existam consideráveis áreas de mata virgem.
Há também grandes áreas de restinga, mas o ecossistema mais importante do arquipélago é o manguezal, que é o grande berçário da vida marinha e serve de fonte de sustento para grande parte da população.
Desde 1992 as ilhas de Tinharé e Biopeba formam uma área de preservação ambiental. No entanto, ainda persistem alguns problemas, como a destinação do lixo, embora grandes avanços tenham sido alcançados, como o tratamento do esgoto. Algumas ONGs estão hoje empenhadas em implantar alternativas mais lucrativas e ao mesmo tempo ecologicamente corretas à população local. Claro que o futuro do arquipélago depende de todos, população, empresários, poder público e turistas.

Vila
Na verdade Morro de São Paulo é o nome do povoado no extremo norte da ilha de Tinharé, mas sua fama acabou emprestando o nome à ilha inteira, ou até mesmo ao arquipélago. É onde que se concentra o comércio e os monumentos históricos.

Forte
A contrução iniciada em 1630 é uma das maiores fortificações do Brasil, na época colonial chegou a ter 51 peças de artilharia, enquanto a vila abrigava uma guarnição de 183 homens.
Hoje é o melhor local para ver o pôr-do-sol.

Casarão
A casa mais antiga de Morro de São Paulo, construída em 1608, já hospedou D. Pedro II e a Marquesa de Santos.
Hoje abriga um restaurante e uma pousada.

Portaló
Para quem vem pelo mar, é o primeiro monumento visto em Morro de São Paulo, nada mais é que um portão de entrada, uma mensagem de boas vindas para o visitante, do século XVII até hoje.

Farol
A construção mais visível de Morro de São Paulo. Um braço amigo, tanto para quem está no mar como para quem está em terra, admirando a noite calma, repleta de estrelas.
Pode-se chegar no Farol por uma trilha, que começa em frente à igreja, há dois mirantes perto dele, um para o norte, onde se vê o atracadouro, a Ponta do Curral, e um pouquinho da Gamboa, e outro voltado para o sul, onde está o principal cartão postal de Morro, as três primeiras praias. É também deste local que começa a maior tiroleza do Brasil.
Não deixe de ir lá para tirar fotos e admirar a paisagem. A caminhada vale a pena!

Igreja Nossa Senhora da Luz
O prédio atual foi construído em 1845, mas suas imagens datam de séculos anteriores. Antes, estava localizada próxima do atual Farol de Morro de São Paulo. Além de ter escapado de diversas tentativas de saque, é provavelmente a última igreja bahiana a manter a tradição de enterrar pessoas ilustres no seu interior.

Fonte Grande
Embora existisse desde o século XVII para abastecer de água o povoado, sua atual forma se deve à obra de um arquiteto francês, que coordenou a obra em 1746. É o mais avançado sistema de tratamento de água do Brasil colonial, com suas galerias de captação do lençol d'água e cisterna de decantação e regularização de fluxo.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

A Casa dos 7 Candeeiros

“Em 1759, já, portanto, no meio do século XVIII, nós vamos encontrar um grande solar, este sim, com uma densa história, com uma beleza arquitetônica muito grande, que é a Casa dos Sete Candeeiros.
A Casa dos Sete Candeeiros foi construída por um homem que deixou lá o seu brasão de armas, Inácio Aprígio da Fonseca Galvão.
Ela começa como casa residencial, É um palácio. Se alguém não conhece a Casa dos Sete Candeeiros está em debito consigo próprio.
Ela está mal situada na cidade, mas de tal beleza, beleza arquitetônica que mercê ir até lá.
A geração masculina aqui presente, sabe muito bem onde era o Rumba Dancing, fica de fronte do Rumba Dancing, todo mundo sabe onde é, os masculinos da sala, sabem todos.
Não há mais Rumba Dancing que as senhoras podem ir lá desacompanhadas sem nenhum problema.
Sabe onde é a Caixa Econômica? Rua d’Ajuda, ali dentro. Entre pela Caixa Econômica e vá direto que você bate nos Sete Candeeiros.
Essa foi a residência de Inácio Aprígio da Fonseca Galvão, que mandou colocar no alto da viga da porta o seu brasão de armas e, estudando esse brasão de armas, você verifica que é o mesmo brasão usado anos e anos mais tarde pelo marechal Deodoro da Fonseca, o que nós leva a crer que assim como os Góes da Ribeira do Góes são parentes dos atuais Góes; Deodoro da Fonseca tenha que ver com Inácio Aprígio da Fonseca Galvão.
Depois foi seminário jesuítico, mas tarde, propriedade da Santa Casa da Misericórdia que alugou a terceiros, inclusive alugou a um homem que tem uma responsabilidade muito grande no nascimento de Rui Barbosa, o conselheiro Albino José Barbosa de Oliveira, que morou ali e entregou uma casinha no fundo, absolutamente desprezível, a um sobrinho que fracassou nos negócios, que era o pai de Rui Barbosa.
Rui Barbosa nasce ali, pelas dificuldades financeiras do pai e vai morar numa casa de estábulo, numa casa de fundo de roça, que foi do tio do pai dele, por isso nasce Rui Barbosa ali, no que é hoje a Casa de Rui Barbosa, que todos conhecem.
Mais tarde passa a ser residência do desembargador Candido Leão, quando foi arrematada pela Santa Casa da Misericórdia, que passou a alugar, dispondo de cômodos e perdendo a sua, digamos, dignidade senhorial, até que finalmente foi recuperada.
A Casa dos Sete Candeeiros teve um trabalho, teve uma importância muito grande na cidade de Salvador porque foi hospedaria. Prá vocês terem uma idéia da majestade da casa, durante o mês de janeiro de 1808, esteve aqui a Corte Portuguesa, Dom João e o pessoal dele todo.
Três viscondes foram hospedados na Casa dos Sete Candeeiros que teve alojamento, teve condição, teve equipamentos para hospedar três, Visconde Redondo, Visconde Rezende e Visconde Alegrete.
Essa daí, eu faço um apelo, se ninguém foi ainda lá, vá um dia desses, se estiver andando a pé ali, pelo centro da cidade, vá ver a Casa dos Sete Candeeiros que se chama dos Sete Candeeiros exatamente porque quando foi equipada para receber a família real e os seus acompanhantes, ornou a sua parte externa com sete luminárias que foram os sete candeeiros.
Eu chamo a atenção dessa história dos sete candeeiros porque uma professora chamada Ruthlands, ela era uma antropóloga, é, está viva ainda, uma antropóloga norte-americana que veio a Bahia e escreveu um livro sobre suas impressões da Bahia.
Ouviu um guia de turismo por aí e escreveu que a Casa dos Seven Lampions, se chama Seven Lampions em homenagem a um famoso bandido e seus sete principais asseclas, sete candeeiros, sete lampiões, sete membros da quadrilha de Lampião.
É preciso ficar muito atento quando se estuda história para não cair em armadilhas como essa, que bota sete lampiões lá; que diz que morreu um padre na igreja do Unhão, que anda dizendo coisas por aí.”
Cid Teixeira
www.cidteixeira.com.br

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Iate Clube Itapagipe

O Clube de Iate Itapagipe foi fundado em 1619 em uma estrutura em pedra e cal.
Está localizado no centro da Ponta de Humaitá. Hoje é utilizado como ponto comercial por um bar.
Segundo o Senhor Edson José Soares, aposentado, Padre Antonio Vieira residiu no Edifício do Iate Clube.
Depois foi o português Pedro de Melo, que ficou exilado na casa e escreveu um livro: “Monte Serrat Antártico”. O livro narrava a época em os navios negreiros vinham da África e paravam aqui.
Segundo Senhor Edson, constava no livro a informação de que os negros descansavam no prédio para irem depois para engenhos próximos, na região de Feira de Santana, porém o edifício não foi uma senzala.