Serviços

Organizamos o roteiro desejado, providenciando:
Traslado até o local (ida e volta).
Informações sobre o local.
Levantamento de preços e horários disponíveis.
Tours fotográficos por ruas, prédios históricos, praias, cidades próximas, feiras e áreas de interesses.
Passeios individuais ou com grupos.
Envie-nos um e-mail e verifique a disponibilidade. waltsonraylan@globo.com




Mostrando postagens com marcador Praças. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Praças. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 31 de março de 2009

Roteiro Caminho da Vila Velha

Com a escolha do lugar para a construção de Salvador, a primitiva Vila do Pereira, no Porto da Barra, foi perdendo pouco a pouco sua importância.
Mas o Caminho da Vila Velha nunca deixou de ser relevante, especialmente para os pescadores e comerciantes que a utilizavam. A antiga trilha entre o local bom para pescar na praia do Porto da Barra e as fortificadas Portas de Santa Catarina, (atual Praça Castro Alves) é hoje tomada pela avenida Sete de Setembro e seus cinco quilômetros de extensão.
Aberta no inicio do século XX, a avenida uniu várias ruas estreitas de largura padronizada e foi responsável pela derrubada de uma igreja e várias fachadas de prédios civis do poder público. Mesmo assim, ela serviu como vetor de expansão promovida pela colônia inglesa no final do século XIX. Paralelamente a isso, começava a mudar o conceito de moradia em Salvador e a população já procurava novos espaços abertos para construir suas casas. Os ingleses ergueram, então, belas mansões no Corredor da Vitória e projetaram a praça do Campo Grande – além do corredor e do Campo Grande, esta área turística inclui a Praça da Piedade, o Largo de São Pedro, o Largo de São Bento e a Praça Castro Alves, onde ficavam as Portas de Santa Luzia no lado sul da muralha que cercava a cidade nos séculos XVI e XVII.



A Vila Velha, conhecida também como a Vila do Porto da Barra ou Vila do Pereira – uma alusão ao primeiro donatário da Capitania da Bahia, Francisco Pereira Coutinho -, surgiu no início do século XVI como um pequeno comércio próximo à única praia com condições naturais para a aproximação de embarcações no espaço da cidade. No Porto da Barra, desembarcaram o capitão Francisco Pereira Coutinho, em 1535, e o fundador de Salvador, Tomé de Souza, em 1549.
A pequena enseada também recebeu os soldados da Companhia das Índias Ocidentais na invasão de 1624, que seguiram pela trilha até a cidade então limitada entre a atual Praça Castro Alves e o Terreiro de Jesus. Fazem parte desta área monumentos como o Forte de Santa Maria, o Forte de São Diogo e a Igreja de Santo Antônio da Barra.

Porto da Barra – Com quase todo o litoral cercado por recifes, a cidade tem no Porto da Barra o único lugar onde é possível o desembarque de pequenas embarcações em segurança. Em forma de uma pequena enseada, o porto foi o lugar escolhido pelo donatário Francisco Pereira Coutinho para fundar a Vila da Capitania da Bahia. A Vila do Pereira, como ficou conhecida, recebia as naus que faziam comércio com os nativos comandados por Diogo Álvares “Caramuru”, na primeira metade do século XVI. Aí também foi o local onde desembarcaram o primeiro Governador-Geral Tomé de Souza, em 1549, e os soldados da Companhia das Índias Ocidentais, os quais invadiram a cidade em 1624. Um marco comemorativo, construído em 1949. Destaca o ligar da chegada de Tomé de Souza.

Forte de Santa Maria – Construído para guarnecer o Porto da Barra contra invasores, cruzando fogos com o Forte de São Diogo, esta fortaleza já existia quando a Companhia das Índias Ocidentais tentou ocupar Salvador pela segunda vez, em 1638. Forte sob invocação feminina em Salvador, tem forma de sete lados, quatro ângulos salientes e três reentrantes, e data do final do século XVIII.

Forte de São Diogo – Cruzando fogos com o Forte de Santa Maria e também com a função de impedir o desembarque de invasores no único porto natural da cidade, a fortificação já existia quando os holandeses invadiram Salvador pela segunda vez. Encravado na base do Outeiro de Santo Antônio, apresenta diariamente um vídeo sobre o Sistema Colonial da Cidade do Salvador e, ao meio-dia, dispara um tiro de canhão como ocorria antigamente.

Igreja de Santo Antônio da Barra – Situada sobre uma colina e com magnifica vista que abrange a Barra e a Baía de Todos os Santos, o templo foi construído entre 1595 e 1600. Sua fachada apresenta um alto frontão clássico de forma triangular e tem duas torres terminadas em pirâmide, revestidas por azulejos.

Igreja de Nossa Senhora da Vitória – Disputa com a Igreja de Nossa Senhora da Graça o título de a primeira construída em Salvador. Foi reedificada em 1666, com fachada voltada para o mar, e totalmente reformada em 1809, quando ocorreu uma inversão nas posições do altar e da entrada do templo. Em 1910, a fachada ganhou a atual decoração.

Corredor da Vitória – Esta bela avenida arborizada era ocupada por belas mansões da sociedade britânica no século XIX – as quais, pouco a pouco, foram substituídas por luxuosos edifícios residenciais a partir de meados do século XX. O Corredor da Vitória, que começa no largo da Igreja de Nossa Senhora da Vitória, possui alguns dos mais importantes museus de Salvador, como o Carlos Costa Pinto e o de Arte da Bahia, de Arte Decorativa e o Museu Geológico.

Museu Carlos Costa Pinto – Seu acervo foi, pacientemente, reunido pelo colecionador baiano Carlos Costa Pinto, na primeira metade do século XX, com aquisições de bens tradicionais de bens de tradicionais famílias da cidade. Os objetos do museu contam aspectos da vida social baiana nos séculos XVII, XIX e XX. A coleção de pratarias é considerada a maior do Brasil. O Museu localiza-se na mansão da família Costa Pinto, que o colecionador não chegou a ver concluída.

Museu de Arte da Bahia – Instalado numa mansão de um grande negociante de escravos do século XIX, o Museu de Arte da Bahia reúne em seu acervo coleções de objetos adquiridos em leilões ou compradas diretamente de espólios de tradicionais famílias baianas. Nele, destacam-se a porta em madeira original de um casarão do Centro Histórico, os painéis de azulejos importados da Europa e a pinacoteca, com obras de mestres da pintura baiana.

Museu Geológico – Este museu é um verdadeiro centro de estudos da geologia do território baiano e apresenta exemplares de rochas minerais e pedras preciosas.

Campo Grande – Esta área foi desmatada no século XVII e nivelada no século XVIII para treinamento militar dos soldados do Forte de São Pedro. Oficialmente chamada de Praça Dois de Julho, o Campo Grande transformou-se num jardim em 1851 e ganhou, no final do século XIX, um monumento central em homenagem à Guerra da Independência da Bahia – o dia 2 de Julho, aliás, é a maior data cívica da Bahia, sendo comemorada com desfiles militares e de entidades educacionais. No Campo Grande, destacam-se, ainda, os edifícios Casa do Arcebispo, de inspiração inglesa do século XIX, o Grande Hotel a Bahia, de meados do século XX e recuperado há poucos anos. Mais adiante esta o Forte de São Pedro, um baluarte da defesa por terra da cidade dos inimigos que desembarcassem no Porto da Barra.








Casa do Arcebispo – A residência de um próspero negociante do século XIX foi adquirida pela Arquidiocese de Salvador para ser a residência do arcebispo primaz do Brasil.

Grande Hotel da Bahia – Erguido em meados do século XX, foi o primeiro grande hotel com concepção moderna da cidade, estando em funcionamento até os dias de hoje.

Teatro Castro Alves – Um dos mais modernos teatros do País, foi construído em 1958 e sofreu um incêndio dias antes de sua inauguração. Sua recuperação foi concluída em 1967; vinte e nove anos depois, o teatro passou por uma reforma completa e ganhou os mais modernos equipamentos cênicos.

Forte de São Pedro – Levantado no início do século XVII no ligar escolhido pelos holandeses para a implantação de uma fortificação, este edifício militar tem forma de polígono quadrangular e possui baluartes nos quatro ângulos desenvolvidos segundo os princípios de Vauban. Tomado pelos brasileiros na Guerra da Independência, em 1822, o forte serviu como quartel general da Revolta da Sabinada, entre 1837 e 1838.

Praça da Piedade – O terreno situado em frente a Igreja de Nossa Senhora da Piedade teve muitos uso desde o século XVIII, quando o templo foi construído. Lugar de manobras militares e de execução de condenados políticos – entre eles as quatro mártires da Inconfidência Baiana, em 1799 -, o Largo da Piedade foi transformado em jardim no final do século XIX e reconstruído cem anos depois em homenagem aos mártires inconfidentes. Na praça, merecem destaque construções como o antigo Palácio do Senado da Província da Bahia , a sede do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, o Gabinete Português de Leitura, inspirado no estilo manuelino, a Igreja de São Pedro e o gradil da praça, criado pelo artista plástico Caribé.

Largo do Relógio de São Pedro – A área foi ocupada até o início do século XX pela antiga Igreja de São Pedro, demolida para a abertura da avenida Sete de Setembro em 1912. O Relógio de São Pedro, importado da França, é uma referencia de horário para os que passam pelo local.

Largo de São Bento – No lugar escolhido pelos monges beneditinos que chegaram com Tomé de Souza em 1549, foram erguidos a Igreja de São Sebastião e o Mosteiro de São Bento.

Igreja de São Sebastião e o Mosteiro de São Bento – Este conjunto religioso, um dos mais imponentes da cidade – cujo terreno foi herança deixada pela família de Diogo e Catarina Álvares, o primeiro casal brasileiro, para a Ordem Beneditina -, foi iniciado em 1589 e ainda se encontra inacabado. O mosteiro, em três pavimentos ao redor de um pátio, abriga uma biblioteca com 35 mil volumes e um museu com objetos de ordem.

Praça Castro Alves – A área surgiu do aterro de um grande charco que cercava a cidade e foi erguida pelo fundador Tomé de Souza. Serviu como praça do pelourinho, onde eram castigados os que infringiam a Lei Municipal. No seu centro, localizavam-se as Portas de Santa Luzia, que faziam parte da primeira muralha da cidade. O nome Castro Alves foi dado à praça no início do século XX em homenagem ao “Poeta dos Escravos”, que declamou seus versos no Teatro São João que aí existia. No monumento que ocupa a parte central da praça está a estátua de Castro Alves e uma urna com os seus restos mortais.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Beco da Rosália

por Janaíra Nogueira

Quarta-feira, meio da semana. Para relaxar do estresse urbano um dos programas mais comuns é sair para beber uma cerveja bem gelada e se divertir com amigos. Tudo na dose certa, porque a semana de trabalho só chega ao fim na sexta-feira. Pois bem, nos Barris, um dos bairros mais antigos de Salvador, esse costume ganha força, nome e lugar certo: Beco de Rosália.
Lá a quarta-feira é dia de cerveja gelada, música e literatura.
Referência entre artistas desconhecidos, intelectuais e para os que procuram entretenimento cultural, o bar possui características individuais que chamam a atenção daqueles que passam por ali.
Com decoração inovadora, de um amarelo vibrante e colagens de materiais digno de colecionadores que vão de vinil á azulejos exóticos, localizado próximo á locais de entretenimento alternativo; o que colabora na seleção natural dos clientes; o beco mostra para os freqüentadores que o seu maior atrativo esta no conteúdo e não na aparência: por todo bar existem livros.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Estátua de Thomé de Souza

Autor: Paschoal de Chirico
Época: Séc.XX
Origem: Bahia - Brasil
Localização: Praça Municipal - Escadaria do Palácio Rio Branco.



Dados Técnicos:Material: Gesso.
Técnica: Moldagem em gesso
Dimensões: Estátua/ Pedestal: Altura=2, 77m/Altura= 0,22m
Comprimento=1, 20m Comprimento=1,20m

Descrição Sumária:
Obra em tamanho natural, esculpida em bronze pelo artista Paschoal de Chirico, inaugurada em 29 de março de 1999, com a própria praça, no aniversario de 450 anos da chegada desse personagem histórico ao Porto da Barra o monumento possui quatro placas em homenagem a Thomé de Souza, D. João III, Luis Dias.
A última traz o desenho da planta original de Salvador.
A estátua possui uma réplica em bronze, atualmente situada na Praça Municipal.

Referência HistóricaHomenageado: Thomé de Souza
1º Governador Geral do Brasil e fundador da cidade de Salvador, Thomé de Sousa, originário da antiga nobreza lusitana, era filho do último Prior de Rates, João de Sousa e primo de Martin Afonso de Sousa.
Em 1528 foi incubido de combater os mouros na costa africana, em 1535 participou das lutas na Índia, regressando para Portugal em 1544.
No ano seguinte foi comandante da nau Conceição, integrou a expedição de Fernando de Andrade.
Em Sete de Janeiro de 1549 foi nomeado a Governador Geral do Brasil.
Após uma viagem de 56 dias chegou à Bahia de Todos os Santos, no porto de Vila Velha, povoação fundada pelo Donatário Francisco Pereira Coutinho, tendo a tripulação sido recebida festivamente pelos tupinambás e por Caramuru e sua gente, em cuja morada rústica hospedou-se Thomé de Sousa.
Thomé de Sousa cuidou logo de organizar o seu governo, instituindo funções para sua mais eficiente administração. Trouxera, em sua companhia para ocupar o cargo de Ouvidor-Geral, Antonio Cardoso de Barros, para provedor da Fazenda Real, Luiz Dias, mestre das obras d’El Rei, Antonio de Reis, escrivão da província, Pedro Ferreira, tesoureiro das rendas, Dr. Jorge Valadares, médico nomeado por 3 anos, e Diogo de Castro, farmacêutico.

Deixou o governo em 8 de maio de 1553, passando-o para o seu substituto Duarte da Costa. Recebido com honrias por D. João III, em Portugal, integrou os Conselhos da Coroa e serviu à nação com tirocínio e capacidade como Vedor de Fazendas.
Faleceu em 28 de janeiro de 1579.

Fonte:
Pondé, Consuelo. Revista Neon, março de 1999, ano 1, nº. 5.

Estátua Thomé de Souza
Autor: Vauluizo Bezerra Rodrigues.
Época: 29/03/1999 (Originalmente)08/07/2005 (Atualmente).
Origem: Salvador - Bahia
Localização:Praça Thomé de Souza (Atualmente).
Em frente ao Elevador Lacerda (Atualmente).

Dados Técnicos:
Material: Bronze, concreto e granito
Técnica: Fundição e revestimento em placas de granito polido cinza andorinha

Descrição Sumária:
A estátua de Thomé de Souza é uma cópia baseada na escultura feita por Pasquale de Chirico que se encontra na escadaria principal do Palácio Rio Branco.
Monumento composto de estátua em bronze, assentada sobre pedestal quadrangular em tronco de pirâmide de concreto armado com revestimento em granito cinza andorinha polido, acabamento em bico de andorinha.
Possui 4 placas de bronze de 0,50m x 0,70m, com as seguintes inscrições:

1. “Monumento a Thomé de Souza - Fundador da Cidade - Fidalgo Português, Natural de São Pedro de Rates, foi Nomeado por EI-Rey D. João III, Primeiro “Governador e Capitão-Geral do Estado do Brasil”. Desembarcou no Porto da Barra em 29 de Março de 1549, Fundou a Cidade do Salvador, exercendo suas Funções até o ano de 1553. Inaugurado nas Comemorações dos 450 Anos da Cidade do Salvador, Salvador, 29 de Março de 1999”.

2. "Planta da Cidade do Salvador" (traçado primitivo da cidade).

3. "Homenagem da Cidade do Salvador a Luís Dias - Mestre das Obras - Nomeado por EI-Rei D.João III, foi Responsável pela Execução do Traçado da Cidade do Salvador e Construção de seus Primeiros Edifícios, na Gestão do Governador e Capitão-Geral Thomé de Souza. Salvador, 29 de Março de 1999”.

4. "Homenagem da Cidade do Salvador a D. João III - Rei de Portugal - Nomeou Thomé de Souza “Governador e Capitão-Geral do Estado do Brasil” e o Ordenou “Fazer uma Fortaleza e Povoação Grande e Forte” nas Terras da Baía de Todos os Santos, Denominando-a, em Seguida, Cidade do Salvador. Salvador, 29 de Março de 1999.
Este monumento foi realocado da Praça da Sé para a Praça Thomé de Souza em 08 de Julho de 2005, pelo então prefeito João Henrique de Barradas Carneiro.

Estátua de Conde dos Arcos


O monumento é uma homenagem à memória do 8º Conde dos Arcos, pelos serviços prestados à cidade do Salvador no período de sua administração, de 30 de outubro de 1810 a 20 de janeiro de 1818.



Autor: Pasquale de Chirico
Época: 28 de janeiro de 1932
Origem: Bahia - Brasil
Localização: Praça Conde dos Arcos – Comércio -no fundo da Associação Comercial.

Dados Técnicos:Material: Bronze e Granito
Técnica: Fundição e Pedra lavrada
Dimensões: Altura (total)= 4,40m, Base = (4,40 x 4,40m).

Descrição Sumária:
Monumento composto de estátua em bronze assentada sobre pedestal de granito cinza.
O pedestal é constituído por blocos remontáveis sobre base quadrangular. Ladeando o mesmo, em plano inferior, duas estátuas menores, representando, respectivamente, a "Lavoura e Indústria" e o "Comércio" ambas em bronze.
Na parte frontal e posterior encontram-se afixadas placas comemorativas, no mesmo material.



Homenageado Conde dos Arcos
Fidalgo português, D. Marcos de Noronha e Brito o 8º Conde dos Arcos, governou a Bahia de 1810 a 1817.
Em 14 de julho de 1911, realizou-se a cerimônia do lançamento da primeira pedra da Estátua do Conde dos Arcos.
O monumento foi erigido na Praça Conde dos Arcos (antiga Praça da Associação Comercial), pelo governo do Estado e a classe comercial em 28 de janeiro de 1932.
A lei estadual n nº. 851, de 13 de julho de 1911, autorizou o governo a auxiliar a Associação Comercial com a quantia de 40:000$000 para o levantamento do monumento.

Fonte:
Revista Geográfica e Histórica da Bahia, nº. 59, 1933.

Obelisco a D.João VI

Obelisco ao Príncipe Regente D. João VI

Época: 22 de janeiro de 1815
Localização: Praça Padre Aspilcueta - Centro - Em frente ao Palácio da Aclamação.

Dados Técnicos:Material: Pedra de Lioz
Técnica: Entalhada e Gravada
Dimensões: Altura = 12,00m, Base (2,31 x 2,31)m.

Descrição Sumária:A construção do obelisco foi ordenada pelo Senado da Bahia, em homenagem ao fato histórico do desembarque de D. João VI na Bahia, em 22 de janeiro de 1808.
Instalado no Passeio Público, foi inaugurado em 1815, com grandes pompas, pelo então governador, o 8° Conde dos Arcos, D. Marcos de Noronha e Brito.
Em 1914, foi trasladado para a Praça da Aclamação, por ordem do governador baiano de então, sob protestos da minoria da bancada do Conselho Municipal.
Essa transferência é descrita no livro "Bahia Histórica - Reminiscências do passado - Registro do' presente", de autoria de Sílvio Bocanera Júnior, editado em 1921, nestes termos:
"E sobe de ponto essa irreverência praticada por um governo da Bahia, ao saber-se que, na trasladação referida do Obelisco para o parque da Praça da Aclamação, deixaram ficar desprezados, abandonados, como objetos de nenhum valor, de nenhuma importância, de nenhum culto cívico, sobre o local do Passeio Público, onde a História erguera, há um século passado, esse Monumento lapidar, todos os belos ornamentos de Arte que o circundavam e lhe emprestavam relevo, que já não mais possui! Dentre esses ornamentos, destacavam-se muitas estatuetas de fino mármore, cujo destino ignoramos, sabendo, porém que muitas ficaram inutilizadas! Um verdadeiro vandalismo que nosso espírito de sincero tradicionalista, revoltado, não pode aqui deixar passar no silêncio e o averba com o mais solene protesto. O secular monumento foi duplamente ofendido: em sua história e em sua estética. Hoje é um monumento deturpado".

Na face voltada para o Palácio da Aclamação, vê-se a gravação:

“JOANNIPRINC REG. P.F.P.P.XI CAL.FEBRUAR.A.D.MDCCCVIIIBAHIAE SENATUSMONUMENTUMPOSSUITMDCCCXV

Referência Histórica:
A chegada da Família Real ao Brasil

A invasão de Portugal pelas tropas de Napoleão Bonaparte, fez D. João VI, buscando asilo na terra brasileira, transportar para a América a sede da Monarquia Portuguesa.
A frota real, defendida por alguns vasos de guerra ingleses e composta de sete naus, cinco fragatas e outros navios, deixou o Porto de Lisboa, no dia 29 de novembro de 1807.
Na altura da ilha de Madeira, foi batida por um temporal, dividindo-se em duas, arribando a parte mais numerosa à Bahia, onde fundeou às 4 horas da tarde do dia 22 de janeiro de 1808, desembarcando a corte fugitiva no dia 24 com grande surpresa do povo brasileiro que a recebeu com mostra de júbilo.
Não obstante essa recepção generosa aos hóspedes reais por parte dos baianos que se ofereceram a construir-lhe um palácio no desejo de conservar a corte,
Partiu D. João VI, em 26 de fevereiro do mesmo ano, com toda sua comitiva para o Rio de Janeiro.
Da Bahia expediu por inspiração do Visconde de Cayru, o Decreto de 28 de janeiro de 1808, que abriu os portos do Brasil às nações amigas.

Fonte:Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, nº. 59, 1933.

Estátua de Castro Alves

Autor: Pasquale de Chirico
Época: 6 de julho de 1923
Origem: São Paulo – Brasil l
Localização: Endereço: Praça Castro Alves – Centro
Dados Técnicos: Material: Bronze e Granito Técnica: Fundição e Pedra lavrada.




Descrição Sumária:
Estátua em bronze, representando o poeta Castro Alves, em atitude declamatória – com braço direito estendido.
A estátua encontra-se assentada sobre pedestal de granito em blocos lapidados nas arestas.
A parte superior do pedestal é em forma de pilastra lisa, constituída por blocos superpostos.
Em direção à base observa-se um alargamento irregular, em degraus e blocos assimétricos. Apoiados ao pedestal no sentido longitudinal, 3 estátuas menores, também em bronze, representativas do movimento abolicionista, ainda no pedestal, adornos no mesmo material. Originalmente, integravam o conjunto lampiões de ferro fundido, hoje desaparecidos.
Ao pé da base repousam os restos mortais do poeta sob tampo de granito negro polido. Recentemente foi criado um canteiro ao redor do monumento.

Referência Histórica

O poeta baiano Antonio Frederico de Castro Alves nasceu em 14 de março de 1847, Muritiba (Bahia), filho do médico Antonio José Alves e Célia Brasília da Silva Castro.
Mudou-se por volta de 1853 com a família para Salvador, estudou no Colégio de Abílio César Borges, onde foi colega de Rui Barbosa e durante esse período já demonstrava grande vocação para a poesia.
Em 1862 foi para Recife onde concluiu os estudos preparatórios.
Em 1864 matriculou-se no curso de Direito da Faculdade de Direito de Recife, cursou o ano de 1865 deixando para dedicar-se aos versos e a poesia.
Em 1866 perde seu pai, em seguida inicia uma relação amorosa com a dançarina Eugênia Câmara.
Essa relação amorosa lhe rendeu inspiração para escrever poesias líricas.
Em 1868 matricula-se no 3º ano da Faculdade de Direito de São Paulo, na mesma turma do seu amigo Rui Barbosa. Neste período tem grande inspiração para escrever poesias de cunho social. Durante uma caçada um tiro acidental de espingarda lhe fere o pé esquerdo, o que devido a complicações foi amputado no Rio de Janeiro, em 1969.
Vítima de tuberculose retornou à Bahia onde passou grande parte do ano de 1970 nas fazendas de parentes em busca da recuperação da saúde. Nesse mesmo ano, em novembro publicou seu primeiro livro Espumas Flutuantes, único que chegou a ser publicado em vida.
Suas poesias se distinguem em duas vertentes: a feição lírico-amorosa e a feição social e humanitária.
Como poeta lírico, caracteriza-se pelo vigor da paixão, a intensidade com que exprime o amor, como desejo, encantamento da alma e do corpo.
Enquanto poeta social foi sensível à causa abolicionista.
Obras:
Espumas flutuantes (1870);
Gonzaga ou a Revolução de Minas (1876);
A cachoeira de Paulo Afonso (1876);
Os escravos, obra dividida em duas partes: 1. A cachoeira de Paulo Afonso; 2. Manuscritos de Stênio (1883).
Obras completas Edição do cinqüentenário da morte de Castro Alves, comentada, anotada e com numerosos inéditos, por Afrânio Peixoto, em 2 vols.
Faleceu em 6 de junho de 1871, em Salvador, aos 24 anos, sem ter podido acabar a maior empresa que se propusera, o poema Os escravos, uma série de poesias em torno do tema da escravidão.
O monumento encontra-se na Praça Castro Alves (antigo Largo do Theatro), assim denominada por ocasião da celebração do decenário da morte do poeta, em 1881, em vista da autorização da Câmara Municipal, conforme se lê a fls. 39 do livro da ata de 10 de junho de 1881. Removido o chafariz (existia na época um chafariz todo de mármore de carrara,com uma estátua de Pedro Álvares Cabral) ali existente, no seu lugar tiveram inicio as obras do referido monumento, em 1920.
A estátua de Castro Alves foi fundida na oficina de Angelo Aureli, em São Paulo, chegando à Bahia, em dezembro de 1922.
Na manhã de 20 de junho de 1923, a estátua, de bronze do poeta, foi levantada até o topo da coluna que lhe serve de base.
Os blocos que serviram para o pedestal são de granito.
Concluída a obra, inaugurou-se o monumento no dia 6 de julho de 1923.
O monumento, em sua totalidade, mede 10,74m de altura.
O pedestal tem 6 degraus, o primeiro com 0,35m de altura e os outros com 0,25m, cada um.
A estátua de bronze do poeta mede 2,34m de altura.
De um lado da coluna, há um grupo em bronze, com 2,16m representando um anjo em posição de vôo, a levantar uma mulher escrava pelo braço, erguendo-a à altura.
Do outro lado da coluna, encontra-se um livro aberto com uma espada atravessada, tendo em letras douradas o seguinte verso: "Não cora o sabre de hombrear com o livro".
Em placa de mármore, numa das faces da base, lê-se: A Bahia a Castro Alves.
A estátua do poeta, excelente trabalho do escultor Pasquale de Chirico, representa o poeta na atitude de fala ou está declamando, tendo a cabeça descoberta, fronte erguida, olhar perdido no infinito, chapéu mole de estudante à mão esquerda, braço direito estendido.

Fontes: SOUZA, Antonio Loureiro de. Baianos ilustres: 1564-1925. Salvador, Gráfica Beneditina, 1944. Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, nº. 59, 1933.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Cruzeiro de São Francisco

Cruzeiro de São Francisco
Autor: Desconhecido
Época: Século XIX (1807)
Origem: Lisboa - Portugal
Propriedade: Ordem 3º de São Francisco

Localização:
Terreiro de Jesus - Centro
Em frente a Igreja de São Francisco

Dados Técnicos:Material: Pedra Calcárea (Lioz)
Técnica: Pedra Lavrada
Dimensões: Altura = 8,00m;
Base (5,50 x 5,50)m

Descrição Sumária:
Monumento de cunho religioso composto por peça monolítica em pedra calcárea (pedra de Lioz), em forma de cruzeiro, assentada sobre pedestal, quadrangular constituído por blocos trabalhados, no mesmo material, apoiado em base quadrangular, disposta em 3 níveis de degraus.
No pedestal, inscrição em latim alusivo ao significado religioso do monumento.
Apesar de estar localizado em praça pública, faz parte do conjunto que engloba a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco, pertencendo a esta Irmandade.
Quando restaurado, em 1983, foi colocado gradil de proteção ao seu redor, hoje já desaparecido.

















terça-feira, 20 de maio de 2008

Origem nomes Ruas

Estrada da Rainha – Baixa de Quintas
Por ter sido o único acesso ao Cemitério da Quinta dos Lázaros, inevitavelmente todo cortejo fúnebre passava por aquela artéria.
Compreende-se que seja uma estrada, mas qual será a rainha? A morte?

Rua Carlos Gomes – Centro
Seu nome atual é uma homenagem ao maestro e compositor brasileiro Antônio Carlos Gomes.



Rua Chile – Centro
Em 1902, o nome de Rua Chile foi dado em homenagem a esse país sul-americano logo após a visita de esquadra chilena, que foi reverenciada pelo povo baiano.
Sua iluminação elétrica foi inaugurada em 1903, com grande festa na cidade.

Rua Cova da Onça – Nazaré
A clareza do batismo popular mais uma vez aqui se revela, embora não seja possível precisar quando teria sido ali enterrado algum felino daquela espécie, dando origem ao batismo.

Rua Direita da Piedade – Piedade
É denominação tipicamente portuguesa, trazida do Reino, onde existiam lá àquele tempo inúmeros exemplos de batismos iguais.
O adendo ao nome principal servia, portanto, para indicar as vias através das quais os moradores chegavam diretamente às edificações mais importantes do aglomerado urbano emergente.
Esta via levava de forma direita à Igreja da Piedade, templo que também dá nome à praça que lhe fica em frente.

Rua Direita do Santo Antônio – Santo Antônio
Idem ao batismo acima. Esta via levava de forma direita à Igreja de Santo Antônio.

Rua da Forca – Piedade
O acesso à Praça da Piedade - hoje totalmente remodelada - se fazia pela Rua de Baixo de São Bento (atual Carlos Gomes).
Por ali eram trazidos os condenados à execução, que ficavam encarcerados na parte inferior do prédio da Casa da Câmara e Cadeia (na Praça Municipal).
O cortejo era feito a pé, com os condenados sendo confortados pelos padres, e grande acompanhamento popular.
Ao chegar à altura de onde ainda hoje se encontra aquela rua, dobravam todos à esquerda e divisava-se, desde logo, aquele instrumento da justiça da época, instalado na Praça da Piedade. Assim é que, historicamente, a Rua da Forca é a rua que levava ao enforcamento.

Rua da Gamboa – Centro
Gamboa é uma lagoa artificial à beira do mar ou rio para juntar peixes.
Ali, na praia do Unhão, havia uma gamboa dos índios da aldeia de São Simão, aldeia essa localizada nas proximidades do hoje Passeio Público.

Rua Gregório de Matos – Centro Histórico
Batizada em homenagem ao poeta, popularizado pelo apelido de Boca do Inferno, nascido na Bahia em 1633.

Rua da Laranjeira – Centro
Contava-se na época que nessa rua morava um padre cuja vida pessoal tinha irregularidades. Desconfiando de que era espionado por alguém que se escondia na laranjeira existente em seu quintal, numa certa noite decidiu derrubá-la.
Ao fazer isso, veio ao chão, além da árvore, a ave noturna, que nela se aninhava para lhe testemunhar sua vida íntima, ficando a rua conhecida pelo acontecimento como Rua da Laranjeira.

Rua da Mangueira – Centro
Originalmente o seu nome completo foi Mangueira da Mouraria, estando localizada nas proximidades deste largo.

Rua das Mercês – Centro
A origem do nome desse trecho da Avenida Sete de Setembro, está ligada a fundação, em 1744, nesse mesmo local, do convento dedicado a Nossa Senhora das Mercês.

Rua da Misericórdia – Centro Histórico
É evidente que o batismo dessa rua se deve à presença ali, desde os primeiros tempos da colonização, da Igreja e Hospital da Santa Casa da Misericórdia.

Rua da Mouraria – Centro
Assim denominada por ter sido a primeira área destinada oficialmente para habitação dos ciganos que vieram degredados de Portugal para a Bahia, em 1718.

Rua da Paciência – Rio Vermelho
Tem a sua origem na Fazenda Paciência, de propriedade de Francisco Pinheiro de Souza.


Rua Politeama – Centro
Na área que hoje conserva seu batismo, localizou-se o Politeama Baiano, inicialmente apenas uma praça de touros, aberta ao público em 1882.

Rua Portão da Piedade – Centro
Um dos muitos acessos existentes entre a povoação grande e a região extramuros, e, a exemplo de tantos outros, guarnecido por um portão que era fechado pela necessidade de defesa e de controle de entrada e saída de pessoas.
O portão existiu e o batismo, que sobrevive ainda hoje, lhe conta a história.
O complemento (da Piedade) tem a sua origem na proximidade da Igreja da Piedade.

Rua do Tira Chapéu – Centro
Localizado ao lado da atual Câmara de Vereadores, ficava próxima à Casa dos Governadores.
Ficou assim conhecida pelo hábito dos transeuntes em levantar o chapéu em sinal de respeito quando se defrontavam com a referida residência.

Rua Quinta dos Lázaros – Baixa dos Sapateiros
Antigamente teria sido um sítio de retiro dos padres jesuítas, e que era conhecido como Quinta dos Padres.

Créditos: Jornalista Luiz Eduardo Dórea.

Origem nomes Praças

Praça Castro Alves – Centro
O nome desta praça é uma homenagem ao poeta dos escravos, Castro Alves.























Praça da Sé - Centro Histórico
Recebe esse nome devido a existência, nessa praça, da Sé Primacial do Brasil,
que foi demolida em 1933.






Praça Dodô e Osmar – Centro 
Apesar de possuir o seu nome tradicional que é Largo do Tororó, isso não invalida a tentativa de homenagear aqueles que inventaram o maior símbolo do carnaval baiano: o trio elétrico.

Praça dos Veteranos – Centro
Na parte baixa da Ladeira da Praça, era o local onde residia o coronel Joaquim Antônio da Silva Carvalho, ponto de encontro de veteranos das lutas pela independência.

Praça Municipal – Centro
O seu batismo, de origem eminentemente popular, e que indica a histórica presença ali dos principais setores do Poder Executivo do Município.
















segunda-feira, 19 de maio de 2008

Praça da Sé

Local onde, a partir de 1553, foi erguida a velha Sé da Bahia, um dos mais suntuosos templos das Américas na época.
No século XVII, a igreja serviu como fortaleza contra os invasores holandeses e, em 1808, sediou o Te Deum em homenagem à chegada do rei D. João VI e da comitiva real a Salvador.
A igreja teve sua condição de Sé perdida para a Igreja do Salvador em 1765, mas sua importância histórica continuou até seus últimos dias.
Em 1933, a igreja foi demolida para dar lugar aos trilhos dos bondes da Companhia Linhas Circular de Carris da Bahia.
Com isso, a praça passou a abrigar os bondes e o Belvedere da Sé (instalações de lazer, cultura e turismo, com vista para a Baía de Todos os Santos).
Após a inauguração do Terminal da Lapa, em 1982, a praça degradou-se.
Dezessete anos depois, com um projeto do arquiteto Assis Reis, a praça ganha uma nova perspectiva de belvedere, o monumento à demolição da Sé – a Cruz Caída, de autoria de Mário Cravo -, o monumento a Tomé de Sousa, a restauração do monumento a D. Pero Fernandes Sardinha, iluminação cênica e sonorização.
Além disso, seguiu-se uma escavação arqueológica às fundações da Velha Sé, a qual resultou na criação de quatro sítios arqueológicos, cujo resgate de objetos e ossos está sendo conduzido por uma equipe do Museu de Arqueologia e Etnologia da UFBA.

A IGREJA DA SÉ E O BAIRRO DE COSME DE FARIAS

"A igreja da Sé, ela foi demolida em 1933. Quando ela foi demolida, grandes protestos, grandes manifestações, mas não adiantou nada, não; botaram a igreja no chão.
E, por iniciativa do padre Manoel Barbosa, colocou-se um busto do primeiro bispo Dom Pero Fernandes Sardinha no sitio onde estava o altar-mor da igreja da Sé.
Não havia gratuidade na colocação daquele busto ali, não; o sitio estava no local onde a igreja da Sé tinha o seu altar-mor.
Quando fizeram essas modificações, agora, que botaram a fonte luminosa ali, botaram Tomé de Souza com ar de treinador de time de vôlei, puseram o bispo aleatoriamente, acharam que aqui está melhor e botaram o bispo. Não perdeu o simbolismo e encomendou-se a Mario Cravo uma cruz fraturada como símbolo do arrependimento tardio por ter-se demolido a igreja da Sé. Quando se demoliu a igreja da Sé, a pedra lavrada, a cantaria talhada, toda ela, toda ela – estou ficando velho, está na hora de eu dizer isso – toda ela foi colocada num terreno de propriedade da Cúria Metropolitana, que se chamava Quinta das Beatas. Pedras de cantaria lavrada, florões de pedra, etc., foi tudo colocado ali. Um dia fizeram uma invasão na Quinta das Beatas, que era um terreno baldio e de marreta quebraram-se as cantarias todas para fazer fundação das casas da invasão, que é hoje o consolidado bairro de Cosme de Farias.
Se alguém cavar uma casa em Cosme de Farias, está arriscado a encontrar uma portada de igreja, uma coisa dessas de cantaria talhada aí, na Quinta das Beatas."

Cid Teixeira
www.cidteixeira.com.br

PROTESTOS CONTRA A DEMOLIÇÃO DA IGREJA DA SÉ
“É bom que se diga a verdade, as negociações foram travadas ainda no tempo em que era arcebispo Dom Jerônimo Tomé da Silva, com a morte de Dom Jerônimo, assumiu o arcebispado Dom Augusto Álvaro da Silva que não se rendeu – vamos dizer assim – às manifestações, o que havia, a Faculdade de medicina, a Faculdade de direito, o Instituto Histórico, em resumo, as entidades mais significativas, mais culturais da cidade, protestaram, fizeram abaixo-assinados e manifestos, etc.; não obstante, foi demolida a igreja da Sé.”




Cid Teixeira
www.cidteixeira.com.br

A COMPANHIA LINHA CIRCULAR FINANCIOU A DEMOLIÇÃO DA IGREJA DA SÉ
“A Companhia Linha Circular tinha interesse em modificar o trânsito de seus bondes ali, no centro, porque com a igreja da Sé no meio. Você tem idéia de onde estava a igreja da Sé, a fachada voltada para o mar, onde está a Cruz Caída, o corpo da igreja atravessando tudo aquilo e os quarteirões todos, porque não foi só a igreja que foi derrubada, foi a igreja e todos os quarteirões ao redor.
Então, a Companhia Linha Circular, que fez a sua sede ali, onde está hoje a Coelba, aquele prédio foi feito pela Circular para ser sua sede, tinha todo o empenho em derrubar e patrocinou inclusive financeiramente, é verdade.
Dizem que a Sé na Misericórdia não cabe é certo, é justo; mas cabe não há discórdia no bolso de Dom Augusto.
Diziam-se uns versinhos assim na época.”

Cid Teixeira
www.cidteixeira.com.br

Praça da Piedade

Consolidada na segunda metade do século XVII, passou por diversas reformas e participou de importantes momentos da história.
A primeira modificação no projeto inicial aconteceu quando a praça, com mais de cem anos de existência, teve seu terreno aplainado.
Em 1870, recebeu obras de infra-estrutura e os trilhos dos bondes puxados a burro, que faziam as linhas Vitória-Piedade e Piedade-Largo do Teatro (Praça Castro Alves).
Em 1891, criou-se o Jardim da Piedade e, quatro anos mais tarde, colocou-se a grade que protegia a praça de atos depredatórios e os quatro canteiros contornados por árvores.



A construção da Avenida Sete de Setembro (então chamada de Avenida do Estado), porém, mudou o traçado e reduziu as dimensões da praça, que, em 1917, viu nascer a sede do Gabinete Português de Leitura e a Igreja Nova de São Pedro.


Pouco mais tarde, recebeu um novo projeto de ajardinamento e arborização, sem o antigo gradil.
Em 1931, a Piedade ainda teve o chafariz substituído por uma fonte luminosa importada da França e ganhou novos prédios.



Passados mais de 300 anos, a Praça da Piedade – inserida no atual projeto de recuperação de espaços públicos da cidade – sofreu mais uma reforma e recebeu nova roupagem: a fonte luminosa e demais monumentos foram totalmente recuperados, o local ganhou bancos e piso moderno de granito, um inédito sistema de irrigação informatizado e iluminação cênica.
Além disso, um belo gradil de 250 metros - obra do renomado artista plástico Caribé – cercou os seus canteiros com motivos regionais e pitorescos.
Os quatro portões que dão acesso à praça receberam os nomes dos mártires da Conjuração Baiana, que, em novembro de 1799, foram enforcados, esquartejados e expostos neste mesmo local.



Conjuração Baiana ou Revolta dos Alfaiates

Em 12 de agosto de 1798 estourou a Revolta dos Alfaiates em Salvador.
O nome foi dado em homenagem aos líderes do movimento que exerciam a profissão de alfaiate.
A revolta teve como causas principais a discriminação social, carga elevada de impostos, aumento dos preços dos alimentos essenciais e principalmente sua escassez, libertação dos escravos, bem como movimento emancipacionista para criação da República na Bahia.
Do movimento fizeram parte: comerciantes, militares, clérigos, funcionários públicos e pessoas de todas as classes sociais.
Uma precipitação na distribuição de folhetos fez com que a revolta fosse sufocada.
49 pessoas foram detidas e seus principais líderes presos e depois esquartejados.
Outros foram degredados em prisões fora da Bahia e do Brasil.
Os líderes da revolução dos alfaiates que foram enforcados na Praça da Piedade:
João de Deus do Nascimento, Manoel Faustino dos Santos Lira,
Lucas Dantas do Amorim Torres, Luiz Gonzaga das Virgens.



Praça Cayru

Praça que abriga o monumento ao Visconde de Cayru, inaugurado em 1932, e que representa a figura de José da Silva Lisboa, o político baiano que exerceu grande influência ao príncipe regente D. João para que fossem abertos os portos brasileiros às nações amigas.


Palácio Rio Branco

Construído inicialmente de taipa e barro, serviu para abrigar, em 1549, o governador-geral do Brasil, Tomé de Sousa, e o centro de administração do reino de Portugal.
Chamado então de Casa do Governo, passou também a funcionar como quartel e prisão, esteve envolvido em motins populares, foi sede da República Baiana de 1937, hospedou figuras portuguesas ilustres, serviu de residência provisória a D. Pedro II e sofreu incêndios e bombardeios como o de 1912, que tornaram necessária a sua reconstrução.

Reinaugurado em 1919 – quando ganhou o nome de Palácio Rio Branco -, permaneceu como centro de decisões do Estado até 1979.
Durante os quatro anos seguintes, abrigou a administração da Prefeitura Municipal de Salvador e, posteriormente, a sede do órgão estadual de turismo.
Em 1983, o palácio estava totalmente degradado em função da falta de manutenção e, no ano seguinte, decide-se fazer uma restauração completa do prédio.
Hoje, abriga a Fundação Pedro Calmon, a Fundação Cultural do Estado da Bahia e o Memorial dos Governadores.
Neste último local, o visitante pode conhecer personagens que construíram a história republicana e visitar o salão de espelhos, cujo acesso é através de uma escadaria de ferro e cristal procedente da França, e ainda ver, na sala que evoca Pompéia, um Mural das Bacantes, o qual esteve durante muito tempo.

A história do Palácio Rio Branco só pode ser entendida a partir de um contexto histórico evolutivo que teve início em 1549, época da fundação da cidade do Salvador, com a chegada do primeiro Governador-Geral Thomé de Souza.
No mesmo local em que hoje se encontra o atual Palácio Rio Branco, foi construída a primeira Casa de Governo, em taipa e barro, para residência do 1º Governador-Geral, Thomé de Souza.
Mais tarde Mém de Sá mandou levantar uma torre de pedra e cal na parte posterior do imóvel para manter a guarda da Baía de Todos os Santos.
Em 1624, foi invadido pelos holandeses. Contam os historiadores que, no início de 1808, a família real portuguesa, quando se transferiu para o Brasil residiu na segunda Casa dos Governadores com Dona Maria I, seu filho regente, Dom João, mais tarde Dom João VI, e sua esposa Dona Carlota Joaquina e vários netos, entre os quais Dom Pedro, menino de nove anos, depois Imperador do Brasil.
Em 1826, Dom Pedro vem a Bahia e fica hospedado na Casa com toda a família e a corte, inclusive Dona Leopoldina, e a princesa Dona Maria da Glória.
Em 1859, foi residência provisória de D. Pedro II e sua mulher, a Imperatriz Tereza Cristina.
Com a proclamação da República, foi anunciada, em 16 de janeiro de 1890, uma concorrência para construir o novo “Paço”.
No dia 24 do corrente ano foram iniciados os trabalhos de reconstrução do palácio com orçamento de 150 contos.
Somente em 24 de fevereiro de 1900 é inaugurada a construção do novo prédio do palácio, com vários salões e salas em estilos renascentistas, como a Sala do Descobrimento, o Salão dos Governadores, Salão Luiz XV, Sala Luiz XIII, Salão Luiz XIV, Sala Assiriana, Bizantina, o Salão de Honra, pinturas de Lopes Rodrigues e melhoria na iluminação, passando o Palácio a contar com 800 bicos de gás.
Grandes festas se iniciaram desde então, como as comemorações do 4º centenário do descobrimento do Brasil.
Em 10 de janeiro 1912, Salvador sofreu um bombardeio que atingiu, entre outros prédios, o Palácio do Governo, tornando-se necessária a reconstrução de grande parte das suas instalações, em especial toda a face oeste, que foi destruída.
No dia 11 de janeiro, o Palácio das Mercês, que tinha sido transformado em residência oficial dos governadores em 1908, pelo governador Araújo Pinho, após o bombardeio do Palácio do Governo, passa a ser sede oficial do Governo do Estado.
Além da destruição provocada pelo bombardeio e o fogo, o prédio sofreu ainda mais pela invasão de pessoas que quebraram móveis e inutilizaram papéis.
Finalmente em 1919, é edificada a última construção sob a denominação de Palácio Rio Branco, com a reconstrução da parte bombardeada e demolição da fachada principal, sob projeto do arquiteto Júlio Conti, plano geral modificado por Arlindo Coelho Fragoso, direção de obras do engenheiro Luiz de Sá Adami e acompanhamento final do engenheiro e arquiteto Filinto Santoro (da Real Universidade de Nápoles - a cuja capacidade técnica e gosto artístico se deve, exclusivamente, todo o trabalho da parte interna do novo Palácio), sendo sua reinauguração em grande pompa no 15 de novembro, 30° ano de Proclamação da República.
Em 1949 o Palácio Rio Branco sofreu uma ampliação em função do crescimento da máquina administrativa.






O centro de decisões do Estado da Bahia permaneceu no Palácio Rio Branco até o ano de 1979, quando foi transferido para o recém-construído Centro Administrativo da Bahia. Durante os quatro anos seguintes abrigou a Prefeitura da Cidade do Salvador. Em 1986, após grande restauração recebe a Fundação Pedro Calmon – Centro de Memória da Bahia, que em janeiro de 2003, passa a ser FUNDAÇÃO PEDRO CALMON – CENTRO DE MEMÓRIA E ARQUIVO PÚBLICO DA BAHIAAo visitante é dada a oportunidade de ver e sentir o aspecto de nobreza do Palácio, que representa, sem dúvida, uma verdadeira obra de arte, onde cada peça, painel, piso, teto, exalta a beleza incomum que atesta uma rica história vivida através dos séculos.