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terça-feira, 1 de outubro de 2013

Cetro da Ancestralidade


Espécie: Escultura
Título: Cetro da Ancestralidade (Op? Baba N’Laawa).
Autor: Deoscóredes Maximiliano dos Santos, Mestre Didi
Época: Fevereiro de 2001
Origem: Salvador - Bahia

Endereço: Av. Oceânica - Paciência - Bairro do Rio Vermelho
Dados Técnicos:
Material: Bronze
Técnica: Fundição
Dimensões: Altura = 7,00m



Descrição Sumária:Implantado em fevereiro de 2001, na Rua da Paciência, Rio Vermelho, de autoria do sacerdote-artista Deoscóredes Maximiliano dos Santos, Mestre Didi.Confeccionada em bronze, com 7,00m de altura, sobre uma calota de terra gramada, essa escultura é um marco da herança africana, uma obra de arte e um objeto sagrado que utiliza elementos significativos da sua herança cultural, responsável pelo legado civilizatório que marca nossa identidade.

Foi localizado de forma a ter como fundo a linha do horizonte infinito do oceano, em direção a África.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Ciclos de Festas da Bahia

Festas Populares na Bahia

O ciclo de festas populares já começou na Bahia. No mês de novembro os turistas que começam a desembarcar terão a oportunidade de vivenciar as tradições religiosas que perduram até o mês de fevereiro.
Dia 04 de Dezembro é o dia de Santa Bárbara (para os católicos) e dia de Iansã (para os adeptos do candomblé) e em Salvador uma série de homenagens acontecem no Pelourinho.A festa recebe o status oficial de patrimônio imaterial da Bahia, concedido pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC).

Veja o calendário das festas populares na Bahia:

Santa Bárbara
04 de dezembro
Salvador - Largo do PelourinhoFesta tradicional em homenagem a padroeira dos mercados. Esta santa católica é sincretizada como a deusa Iansã do Candomblé.
A principal característica da festa é o caruru oferecido por barraqueiros aos participantes. Paralelamente, há programação religiosa que compreende missa solene na igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e procissão. Em Feira de Santana, a devoção a Santa Bárbara também é comemorada com oferecimento de caruru, no Centro de Abastecimento da cidade, apresentação de samba de roda, procissão e alvorada de fogos. No município de São Félix ocorre a lavagem da Fonte de Santa Bárbara, tríduo, missa solene e festa de largo. O culto se estende até o interior do Estado, sendo a santa padroeira dos municípios de Água Fria, Boquira, Cachoeira e Cipó.


Nossa Senhora da Conceição
08 de dezembro
Salvador e interior do EstadoFesta tradicional em louvor à padroeira da Bahia, cuja origem do culto coincide com a origem da Cidade de Salvador: 1549, quando o primeiro governador iniciou a devoção, construindo a igreja em louvor à santa. A programação compreende novena, missa solene, procissão e festa de largo. Não há lavagem do adro da Basílica da Conceição da Praia. O culto se estendeu ao interior do Estado.

Santa Luzia13 de dezembro
Salvador - bairro do Pilar - e interior do EstadoFesta tradicional em louvor à protetora da visão, compreendendo tríduo, missa solene, procissão, queima de fogos, visitação à fonte milagrosa e festa de largo. Santa Luzia é comemorada como padroeira dos municípios de Macajuba, Santa Luz, Santa Luzia, Pau Brasil e do povoado de Uibai – Chapadinha. É também festejada nos municípios de Bom Jesus da Lapa, Caetité, Conceição da Feira, Coronel João Sá, Dom Macedo Costa, Heliópolis, Igrapiúna, Itaparica, Muquém de São Francisco, Pau Brasil, Ribeira do Amparo, Simões Filho, Rodelas, Taperoá, Ibipitanga, entre outros.

Réveillon31 de dezembro
Salvador e interior do Estado.
Celebrações em muitas residências, hotéis, barracas de praia e nas ruas e praças, com caráter carnavalesco, que se estendem pela madrugada do dia 1°. Além disso, inúmeras pessoas costumam “virar” o ano nas praias, oferecendo flores, presentes e preces à Rainha das Águas - Iemanjá.


Janeiro

Procissão do Senhor Bom Jesus dos Navegantes31 de dezembro e 01 de janeiro, Salvador.
Saída da Rampa do Mercado Modelo, vai até a praia da Barra e depois segue para o Largo da Boa Viagem e Baía de Todos os Santos.

Festa dos Reis ou Festa da Lapinha05 e 06 de janeiro
Salvador - Largo da Lapinha - e interior do Estado.
Festa tradicional de origem portuguesa que simboliza a visita dos Reis Magos ao Menino Jesus. A programação é composta de celebração de missa, visitação ao presépio no interior da Igreja da Lapinha, festa de largo e apresentação dos Ternos de Reis, autos que reproduzem a visitação dos Reis Magos.
A programação é composta de celebração de missas, das 6h às 8h do dia 6 de janeiro, visitação ao presépio no interior da Igreja da Lapinha (bairro da Liberdade), festa de largo e apresentação dos Ternos de Reis.

Festa do BonfimGeralmente na segunda quinta-feira de janeiro
Salvador – Colina e Largo do Bonfim.
Sincretizado com o deus do panteão africano Oxalá, Senhor do Bonfim é o santo de maior devoção popular na Bahia.
A programação religiosa compreende novena, acompanhada por coral e missa solene. Não há procissão. Na festa popular, destaque para a lavagem das escadarias da Igreja do Senhor do Bonfim, realizada geralmente na segunda quinta-feira de janeiro. Na ocasião, após a queima de fogos, um imenso cortejo parte da Basílica da Conceição da Praia, com a participação de mães e filhas-de-santo do Candomblé, conduzindo flores e água perfumada. Em seguida vêm as autoridades e o povo. Toda essa multidão desloca-se em um percurso de oito quilômetros, a pé e em carroças enfeitadas. Ao chegar ao Bonfim, as baianas trajando roupas típicas realizam a lavagem do adro e das escadarias da igreja.

Festa da Ribeira
19 de janeiro
Salvador-Ribeira.
Trata-se de uma prévia carnavalesca, realizada no bucólico bairro da Ribeira, Cidade Baixa, na segunda-feira posterior à Festa do Bonfim, quando as barracas são transferidas do Largo do Bonfim para a vizinha Ribeira. Durante todo o dia ocorrem apresentações e batucadas. Também chamada Segunda Feira Gorda da Ribeira.

Celebração da Revolta dos Malês
25 de janeiro
Salvador – Itapuã.
Festa em homenagem à Revolta dos Malês (movimento histórico de levante de negros de tradição islâmica escravizados na Bahia). Na Lagoa do Abaeté.

Nossa Senhora da Purificação
24 de janeiro a 02 de fevereiro
Santo Amaro da Purificação - Recôncavo Baiano (a 71 km da capital).
Festa religiosa em louvor a Nossa Senhora da Purificação com lavagem das escadarias da igreja e procissão. Após as funções religiosas, a população e muitos visitantes transformam a cidade em uma grande festa de largo. Nos dias anteriores e subseqüentes à lavagem ocorrem shows musicais na Praça da Matriz. Caetano Veloso e Maria Bethânia, astros da música popular brasileira e filhos do município, costumam se apresentar na programação.

São Lázaro
30 de janeiro
Salvador - São Lázaro da Federação.
Composto por tríduo, missa solene e procissão, a festa tem ponto máximo no último domingo de janeiro. Este santo católico é sincretizado com o orixá Omolu, deus da cura no panteão africano, e as baianas costumam homenageá-lo com banhos de pipoca, orações e velas acesas no cruzeiro situado em frente à igreja. Há também festa de largo.

Festa de Iemanjá 02/02
Salvador - Rio Vermelho.
Pescadores e fiéis festejam com cortejo marítimo, em inúmeros barcos, conduzindo flores e outros presentes para a Rainha das Águas, na maior manifestação religiosa pública do candomblé. Das ruas do bairro do Rio Vermelho, o povo assiste à manifestação ao som de cânticos e vários ritmos em barracas montadas nas praças e ruas do bairro.



Lavagem de Itapuã 12 de fevereiro
Salvador - Itapuã.
Festa tradicional, com missa, alvorada de fogos e um cortejo de baianas que sai das proximidades da Praia de Placaford, acompanhado por batucadas e blocos. Segue até a Igreja, onde acontece a lavagem da escadaria. Ocorre na quinta-feira subseqüente à Lavagem do Bonfim.

Carnaval
Salvador - Pelourinho, Praça Municipal/Campo Grande, Barra/Ondina, outros bairros - e interior do Estado.
Este evento retrata o grande momento do calendário de festas populares da Bahia. O Carnaval é, reconhecidamente, a maior manifestação popular do mundo, segundo o Guiness Book- Livro dos Recordes. Caracteriza-se pela apresentação de blocos, inclusive os afros e trios elétricos, atraindo gente de todo o mundo. Em 1996, o Pelourinho passou a ser um dos três circuitos do Carnaval da Bahia (junto com o centro da cidade, o primeiro da folia, e a orla marítima), contando com uma programação especial, voltada para os carnavais antigos, inclusive na ornamentação das ruas e praças, com desfiles de bandinhas e blocos caracterizados.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Praia do Buracão

A praia Anita Costa, mais conhecida como praia do Buracão, localiza-se no bairro do Rio Vermelho em meio a uma beleza natural particular. Pouco conhecida até mesmo pelos próprios baianos, ela se localiza dentro de um buraco, num lugar bastante escondido. Daí a origem do seu nome. Até a praia são cerca de 50 degraus, e no fundo do " buracão" um lugar de areia fina e arrecifes, extremamente silencioso e pouco explorado. Apesar dos muitos prédios e movimento que compõem a paisagem do Rio Vermelho.
A única entrada é mesmo pela escada, pois a praia é fechada, de um lado, pelo Quartel do Exército e, por outro pelas pedras, o que torna o lugar bastante isolado.




 


 O acesso é pela Rua do Barro Vermelho. Prédios luxuosos, dois grandes hotéis (Íbis e Mercury) e um apart hotel ainda em construção, compõem o cenário da rua onde morava o cantor Carlinhos Brown. Além do timbaleiro, a ex-prefeita Lídice da Mata e o atual prefeito João Henrique também já viveram às margens do Buracão.
O lugar não possui a infra-estrutura das grandes praias da cidade. A única barraca é a Cabana do Roque. O proprietário, Roque Araújo, é um simpático senhor de 55 anos que vive na praia há quase 10. Segundo ele, a praia não mudou muita coisa desde que resolveu abrir sua cabana, apenas passou a ser mais frequentada pelos turistas hospedados nos hotéis vizinhos. Além do público já cativo, formado por jornalistas, artistas, poetas e admiradores que se inspiram na beleza do lugar.
Na barraca é possível encontrar um cardápio bastante variado, com tudo que uma boa praia pode oferecer.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Festa de Yemanjá

Dia 02 de Fevereiro, comemora-se em Salvador uma das festas populares mais importantes da cidade, a Festa de Iemanjá, no bairro do Rio Vermelho, aonde localiza-se a igreja e a casa dos pescadores que agradecem em especial neste dia a Rainha das Águas. 




















Boteco do França

Aqui o cliente escolhe entre o clima informal e autêntico de botequim com mesinhas na calçada pra curtir com os amigos ou, então, um ambiente requintado para apreciar um bom vinho, tratar de negócios ou curtir uma ocasião especial.
A casa funciona de terça-feira a domingo a partir de 12:00 horas oferecendo almoço, happy hour e noites que se estendem até a saída do último cliente.

Não é por acaso que a casa se tornou uma das mais bem conceituadas no Rio Vermelho, freqüentada tanto por jovens alternativos quanto por executivos e pessoas famosas.
Os pratos e tira-gostos são responsáveis por garantir esta clientela tão variada, que exige também qualidade nas bebidas.

Rua Borges dos Reis 24/A – Rio Vermelho - Em frente ao Teatro Sesi

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Cetro da Ancestralidade

Espécie: Escultura
Título: Cetro da Ancestralidade (Op? Baba N’Laawa).
Autor: Deoscóredes Maximiliano dos Santos, Mestre Didi
Época: Fevereiro de 2001
Origem: Salvador - Bahia

Endereço: Av. Oceânica - Paciência - Bairro do Rio Vermelho
Dados Técnicos:
Material: Bronze
Técnica: Fundição
Dimensões: Altura = 7,00m



Descrição Sumária:Implantado em fevereiro de 2001, na Rua da Paciência, Rio Vermelho, de autoria do sacerdote-artista Deoscóredes Maximiliano dos Santos, Mestre Didi.Confeccionada em bronze, com 7,00m de altura, sobre uma calota de terra gramada, essa escultura é um marco da herança africana, uma obra de arte e um objeto sagrado que utiliza elementos significativos da sua herança cultural, responsável pelo legado civilizatório que marca nossa identidade.
Foi localizado de forma a ter como fundo a linha do horizonte infinito do oceano, em direção a África.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Origem nomes Ruas

Estrada da Rainha – Baixa de Quintas
Por ter sido o único acesso ao Cemitério da Quinta dos Lázaros, inevitavelmente todo cortejo fúnebre passava por aquela artéria.
Compreende-se que seja uma estrada, mas qual será a rainha? A morte?

Rua Carlos Gomes – Centro
Seu nome atual é uma homenagem ao maestro e compositor brasileiro Antônio Carlos Gomes.



Rua Chile – Centro
Em 1902, o nome de Rua Chile foi dado em homenagem a esse país sul-americano logo após a visita de esquadra chilena, que foi reverenciada pelo povo baiano.
Sua iluminação elétrica foi inaugurada em 1903, com grande festa na cidade.

Rua Cova da Onça – Nazaré
A clareza do batismo popular mais uma vez aqui se revela, embora não seja possível precisar quando teria sido ali enterrado algum felino daquela espécie, dando origem ao batismo.

Rua Direita da Piedade – Piedade
É denominação tipicamente portuguesa, trazida do Reino, onde existiam lá àquele tempo inúmeros exemplos de batismos iguais.
O adendo ao nome principal servia, portanto, para indicar as vias através das quais os moradores chegavam diretamente às edificações mais importantes do aglomerado urbano emergente.
Esta via levava de forma direita à Igreja da Piedade, templo que também dá nome à praça que lhe fica em frente.

Rua Direita do Santo Antônio – Santo Antônio
Idem ao batismo acima. Esta via levava de forma direita à Igreja de Santo Antônio.

Rua da Forca – Piedade
O acesso à Praça da Piedade - hoje totalmente remodelada - se fazia pela Rua de Baixo de São Bento (atual Carlos Gomes).
Por ali eram trazidos os condenados à execução, que ficavam encarcerados na parte inferior do prédio da Casa da Câmara e Cadeia (na Praça Municipal).
O cortejo era feito a pé, com os condenados sendo confortados pelos padres, e grande acompanhamento popular.
Ao chegar à altura de onde ainda hoje se encontra aquela rua, dobravam todos à esquerda e divisava-se, desde logo, aquele instrumento da justiça da época, instalado na Praça da Piedade. Assim é que, historicamente, a Rua da Forca é a rua que levava ao enforcamento.

Rua da Gamboa – Centro
Gamboa é uma lagoa artificial à beira do mar ou rio para juntar peixes.
Ali, na praia do Unhão, havia uma gamboa dos índios da aldeia de São Simão, aldeia essa localizada nas proximidades do hoje Passeio Público.

Rua Gregório de Matos – Centro Histórico
Batizada em homenagem ao poeta, popularizado pelo apelido de Boca do Inferno, nascido na Bahia em 1633.

Rua da Laranjeira – Centro
Contava-se na época que nessa rua morava um padre cuja vida pessoal tinha irregularidades. Desconfiando de que era espionado por alguém que se escondia na laranjeira existente em seu quintal, numa certa noite decidiu derrubá-la.
Ao fazer isso, veio ao chão, além da árvore, a ave noturna, que nela se aninhava para lhe testemunhar sua vida íntima, ficando a rua conhecida pelo acontecimento como Rua da Laranjeira.

Rua da Mangueira – Centro
Originalmente o seu nome completo foi Mangueira da Mouraria, estando localizada nas proximidades deste largo.

Rua das Mercês – Centro
A origem do nome desse trecho da Avenida Sete de Setembro, está ligada a fundação, em 1744, nesse mesmo local, do convento dedicado a Nossa Senhora das Mercês.

Rua da Misericórdia – Centro Histórico
É evidente que o batismo dessa rua se deve à presença ali, desde os primeiros tempos da colonização, da Igreja e Hospital da Santa Casa da Misericórdia.

Rua da Mouraria – Centro
Assim denominada por ter sido a primeira área destinada oficialmente para habitação dos ciganos que vieram degredados de Portugal para a Bahia, em 1718.

Rua da Paciência – Rio Vermelho
Tem a sua origem na Fazenda Paciência, de propriedade de Francisco Pinheiro de Souza.


Rua Politeama – Centro
Na área que hoje conserva seu batismo, localizou-se o Politeama Baiano, inicialmente apenas uma praça de touros, aberta ao público em 1882.

Rua Portão da Piedade – Centro
Um dos muitos acessos existentes entre a povoação grande e a região extramuros, e, a exemplo de tantos outros, guarnecido por um portão que era fechado pela necessidade de defesa e de controle de entrada e saída de pessoas.
O portão existiu e o batismo, que sobrevive ainda hoje, lhe conta a história.
O complemento (da Piedade) tem a sua origem na proximidade da Igreja da Piedade.

Rua do Tira Chapéu – Centro
Localizado ao lado da atual Câmara de Vereadores, ficava próxima à Casa dos Governadores.
Ficou assim conhecida pelo hábito dos transeuntes em levantar o chapéu em sinal de respeito quando se defrontavam com a referida residência.

Rua Quinta dos Lázaros – Baixa dos Sapateiros
Antigamente teria sido um sítio de retiro dos padres jesuítas, e que era conhecido como Quinta dos Padres.

Créditos: Jornalista Luiz Eduardo Dórea.

Origem nomes dos Bairros

Barbalho
O bairro está localizado em terras que pertenceram a Luiz Barbalho Bezerra, de onde lhe vem o batismo.

Barris
Tomou esse nome pelo fato de existir no atual bairro uma fonte de ótima água potável localizada próxima ao dique, onde os aguadeiros se abasteciam para atender à população.
Essa fonte era protegida por barris, sendo a água ali apanhada e transportada também em barris, em lombo de animais.

Bonfim
Recebe esse batismo devido a existência da conhecida Igreja do Bonfim, que se localiza no bairro de mesmo nome.

Brotas
O nome do bairro, como ocorre em incontáveis outros batismos populares de logradouros na Bahia, vem da corruptela popular de uma palavra: no caso Brotas por Grotas.

Carmo

Batismo extenso e curioso, mas que dá uma idéia exata do crescimento da cidade para além das Portas do Carmo, que ficavam na altura do Largo do Pelourinho, sendo conhecidas anteriormente como Portas de Santa Catarina.

Fazenda Garcia
Recebe esse batismo devido a presença, antigamente, da fazenda do Conde Garcia D’Ávila.
De fazenda, hoje, o Garcia só guarda o nome.

Itapagipe
De origem indígena, significa rio da taba ou aldeia (taba-gy-pe).

Itapuã
De origem indígena, significa pedra que ronca. Tem esse nome por lá existir uma pedra que, antes de se partir, roncava na maré vazante.
Cantado em prosa e verso por Dorival Caymmi e depois por Vinícius de Moraes, este bairro tem nomes poéticos em muitas das suas ruas (Amanhecer, Brisa, Irmão Sol).

Piatã
De origem tupi, significa o persistente, o obstinado.
Boa parte da praia entre Amaralina e Itapuã era conhecida como São Tomé, nome que vinha dos tempos da colônia. Foi ali que Hebert Rocha Vaz instalou a sua fábrica de óleo de baleia.




Pirajá
Braço estreito de mar ao norte da península Itapagipana, que se estende pela terra adentro com águas tranquilas entre mangues, à sombra de montes empinados, significa do tupi (pira-ya) capa de peixe, lugar farto de peixe para o sustento dos pescadores.

Pituaçu
De origem indígena, significa pitu grande.

Pituba
De origem indígena, significa bafo, exalação, maresia.

Ribeira
Primitivamente a Ribeira, expressão portuguesa que quer dizer ancoradouro para a reparação de naus, era uma colônia de pescadores e lugar de veraneio.
Por ser esse um local de difícil acesso, demorou muito para ser habitado.



Tororó
É corruptela da palavra (itororó)de origem tupi, que significa: o jorro, o enxurro, a enxurrada.







Calçada
Em 1638 o caminho para o Bonfim era pela praia e por Mont Serrat, só mais tarde se construiu, através dos mangues, o atual caminho de Roma, até lá por meio de aterros e calçamento, de onde o nome Calçada do Bonfim, que se estendeu a toda rua atual da Jequitaia.

Liberdade
Foi pela estrada das boiadas que o exército nacional adentrou Salvador, no dia 2 de julho de 1823, proclamando a independência da Bahia, que consolidou o fim do Domínio português no Brasil.
Com isso o bairro passou a ser chamado de Liberdade.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Rio Vermelho

O Rio Vermelho é um desses lugares especiais cheios de lendas e histórias.
A mais antiga delas talvez seja a do naufrágio de Diogo Álvares Correia, o Caramuru, que naufragou por lá em 1510, conseguindo salvar-se pelo amor que despertou na filha do chefe Itaparica.
O episódio acabou resultando no batismo do seu principal largo, o Largo da Mariquita, que em tupi guarani significa naufrágio.
Suas histórias podem ser literalmente histórias de pescadores, que escolheram ou foram escolhidos pelo bairro para abrigar a sua colônia de pesca.


No mar do Rio Vermelho, Iemanjá, Rainha das Águas é celebrada com devoção no dia dois de fevereiro numa festa que atrai multidões, numa prova concreta da devoção e fé do povo baiano. O Rio Vermelho, batismo de sangue que atravessou o Rio das Tripas trazendo os sinais vitais do Mosteiro de São Bento, é um patrimônio da cidade.
Um bairro com o cheiro do dendê de Dinha, Regina e Cira, cheio de boemia, fé, lendas e histórias que resume todo o espírito soteropolitano.





Depoimentos
“No caso do Rio Vermelho, há a considerar o seguinte: “camarajibe”.
Camarajibe” é um nome que foi transformado pelo uso popular em “camurujipe”. “Camarajibe” é rio dos camarás.
Quem conhece camarás aqui? Ninguém mais conhece, todo mundo é do asfalto. É uma florzinha vermelha, abundantíssima, antigamente tinha demais aí, na cidade.
Rio das florzinhas vermelhas, rio vermelho, daí nasce o nome do rio que foi propriedade da casa de Ibiza.
Propriedade de Manoel Inácio da Cunha Menezes, que ganhou de sesmaria a terra que vai dali, da Mariquita até a sede de praia do Bahia, daí para dentro, a mesma coisa.
Morou numa casa que eu ainda conheci e aqui, aqui ninguém conheceu, todo mundo é menino. Foi durante muito tempo sede do Aeroclube da Bahia, depois foi demolida e agora fizeram lá, aquela coisa. Ali estava a sesmaria de Manoel Inácio da Cunha Menezes do rio Vermelho.”
(Cid Teixeira)
www.cidteixeira.com.br

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Festa de Iemanjá

FESTA DO RIO VERMELHO - IEMANJÁ

O dia 2 de fevereiro é a data maior do bairro do Rio Vermelho.
As homenagens a Iemanjá atraem uma multidão de pessoas que pretendem levar suas oferendas para a Mãe das Águas, pedindo proteção, num ritual único e emocionante.
Flores e perfumes são os presentes preferidos do orixá que já recebeu, nas profundezas no mar de Salvador, presentes bem mais inusitados como um palácio azul e branco com dois metros de altura.
As oferendas são levadas para a casa do peso na Colônia de Pesca do Rio Vermelho onde serão distribuídas em diversos balaios colocados em barcos que partirão para o alto mar ao som de um espocar de fogos de artifício para, enfim, serem atirados ao mar.
Pelas ruas do Rio Vermelho, diversas barracas de bebidas e comidas se espalham nas calçadas. Várias casas realizam festas particulares com atrações musicais e Djs, dando um tom pop a essa festa tão tradicional que enche de branco e de fé as ruas do bairro.
No passado a festa experimentou a presença de trios elétricos que atraía um número maior de pessoas. Entretanto a experiência descaracterizava a essência pacífica da manifestação, gerando diversos episódios de violência.
Em 2008, pela primeira vez em mais de um século, a festa aconteceu em meio ao carnaval.



CURIOSIDADES
A tradição da festa em homenagem a Iemanjá teve início no ano de 1923, quando um grupo de 25 pescadores resolveu oferecer presentes para a mãe das águas.
Nesta época os peixes estavam escassos no mar. Todos os anos os pescadores pedem a Iemanjá que lhes dê fartura de peixes e um mar tranqüilo.
No início, a celebração era feita em conjunto com a Igreja Católica, numa demonstração do sincretismo religioso da Bahia.
Na década de 1960, um padre teria ofendido os pescadores, chamando-os de ignorantes por cultuarem uma sereia. O fato provocou um rompimento com a igreja e a partir daí os pescadores passaram a realizar a festa apenas em homenagem a Iemanjá.
Existe uma superstição sobre os presentes dados a Iemanjá que não afundam, indo parar na areia da praia. Segundo ela, Iemanjá não gostou do presente e o teria devolvido, causando grande frustração aos devotos. Em geral, presentes feitos com materiais leves ou ocos costumam não afundar.
Nem mesmo o presente principal, feito pelos pescadores, está livre deste infortúnio. Algumas vezes foi preciso amarrá-lo a algo pesado para que pudesse afundar.
Segundo a lenda, o cavalo marinho é o guardião da casa de Iemanjá, sendo ele o seu mensageiro mais rápido. É comum que imagens deste animal sejam oferecidas pelos devotos. Em 2007, o presente principal dos pescadores foi a imagem de um cavalo marinho adornado. Presente principal: Todos os anos um presente principal é preparado para ser oferecido à Iemanjá. Sob ele vão as oferendas preparadas pela ialorixá responsável pelo comando da festa.
Estas oferendas, cujos preparativos são cercados de rituais e fundamentos sagrados e secretos, demoram sete dias para ficar prontas.
Nas ruas do Rio Vermelho desfilam grupos de samba de roda e ijexá, capoeira, blocos afros, grupos fantasiados, fanfarras dentre outros.
Alguns destes grupos desfilam exclusivamente na Festa do Rio Vermelho, numa prova da devoção do povo baiano. A escultura de Iemanjá localizada em frente à Casa do Peso foi confeccionada por Manoel Bonfim em 1970.
Trata-se de uma escultura de uma sereia feita de gesso, assentada sobre pedestal de concreto revestido com apliques variados, conchas e pedras portuguesas. É de propriedade da Colônia de Pesca Z1. Existe atualmente uma preocupação por parte de ambientalistas alertando sobre os presentes jogados no mar que não se decompõem.
Muitos animais marinhos morrem ao ingerir esses presentes. Os pescadores que organizam o dois de fevereiro estão começando a se preocupar mais com o aspecto ecológico que envolve a festa.

A LENDA DE IEMANJÁ

Conta a tradição dos povos iorubás (atual Nigéria), que Iemanjá era a filha de Olokum, deus do mar. Em Ifé, tornou-se a esposa de Olofin-Odudua, com o qual teve dez filhos, todos orixás.
De tanto amamentar seus filhos, os seios de Iemanjá tornaram-se imensos. Cansada da sua estadia em Ifé, Iemanjá fugiu na direção do “entardecer-da-terra”, como os iorubas designam o Oeste, chegando a Abeokutá. Iemanjá continuava muito bonita. Okerê propôs-lhe casamento.
Ela aceitou com a condição que ele jamais ridicularizasse a imensidão dos seus seios.
Um dia, Okerê voltou para casa bêbado. Tropeçou em Iemanjá, que lhe chamou de bêbado imprestável. Okerê então gritou: "Você, com esses peitos compridos e balançantes!" Ofendida, Iemanjá fugiu.
Okerê colocou seus guerreiros em perseguição e Iemanjá, vendo-se cercada, lembrou que tinha recebido de Olokum uma garrafa, com a recomendação que só abrisse em caso de necessidade. Iemanjá tropeçou e esta quebrou-se, nascendo um rio de águas tumultuadas, que levaram Iemanjá em direção ao oceano, residência de Olokum. Okerê tentou impedir a fuga de sua mulher e se transformou numa colina.
Iemanjá, vendo bloqueado seu caminho, chamou Xangô, o mais poderoso dos seus filhos, que lançou um raio sobre a colina Okerê, que abriu-se em duas, dando passagem para Iemanjá, que foi para o mar, ao encontro de Olokum. Iemanjá usa roupas cobertas de pérola, tem filhos no mundo inteiro e está em todo lugar aonde chega o mar.
Seus filhos fazem oferendas para acalmá-la e agradá-la. Iemanjá, Odô Ijá (rainha das águas), nunca mais voltou para a terra. Ainda existe, na Nigéria, uma colina dividida em duas, de nome Okerê, que dá passagem ao rio Ogun, que corre para o oceano.


quinta-feira, 8 de maio de 2008

Igreja de Santana do Rio Vermelho

Situa-se a igreja no centro de um largo, num antigo bairro de pescadores e veraneio, o Rio Vermelho.
Sua vizinhança é formada por construções do séc. XIX já muito alteradas.
A pequena igreja está ligada ao sincretismo religioso afro-brasileiro. Segundo uma lenda, certo dia Yemanjá caiu em uma rede da próspera pesca do Xaréu. Sem refletir, o pescador-chefe levou-a, à força, à capela próxima onde se celebrava a missa. Humilhada e envergonhada, ela chorou todo o tempo, sendo depois solta.
Após esta data, nunca mais houve peixe no local, apesar dos presentes que os pecadores lhe oferecem todos os anos.
Tendo sido construída uma nova igreja em sua proximidade, foi retirado da mesma o culto religioso e transformada no Centro Social Monsenhor Amílcar Marques, onde são dados cursos profissionalizantes e assistência médica.
Altares e imagens foram retirados.
Igreja inconcluída provavelmente da 1ª. metade do século XIX. Seu projeto segue o modelo adotado nas igrejas matrizes de irmandades a partir do início do séc. XVIII, isto é, corredores laterais superpostos por tribunas. Este projeto, porém, não foi concluído, mas os vãos entaipados das tribunas do lado esquerdo podem ser identificados em seu interior. Em seu estado atual parece ter sido construída em duas etapas. A primeira, compreendendo: nave, capela-mor e sacristia. A segunda, compreendendo um corredor lateral desproporcionado, superposto por sótão. Esta segunda etapa parece um arranjo destinado a ganhar espaço, face à dificuldade de concluir o plano primitivo. A nave apresenta dois altares laterais embutidos sob arcos de descarga, reminiscências das antigas capelas laterais da planta jesuítica luso-brasileira tradicional.
Sua fachada é formada por dois corpos. O correspondente à nave é terminado por um frontão rococó tardio. Não há vestígios de torre.



Histórico arquitetônico

Tomé de Souza doa ao Conselho e Câmara do Senado da Cidade uma sesmaria, para o povo, neste local. Surgem aí os primeiros currais e armações de pesca. Mais tarde D. Marcos Teixeira, regressando de Abrantes (Espírito Santo) e investido do cargo de Capitão-mor, organizou a resistência à invasão holandesa de 1624. Com o passar dos anos surgem dois pequenos povoados: A Paciência e a Mariquita. Durante o período que coincide com a guerra do Paraguai (1864-1870), surge entre os dois lugares um terceiro, hoje conhecido como largo de N. S. de Santana, onde se encontra a igreja e as fundações de um baluarte que não chegou a ser concluído.

Fonte: Cd-room IPAC-BA: Inventário de proteção do acervo cultural da Bahia, Secretaria de Cultura e Turismo.