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terça-feira, 18 de junho de 2013

Fundação Jorge Amado


Fundação Casa de Jorge Amado




Inaugurada em 7 de março de 1987, funciona até hoje em dois casarões situados no coração do Largo do Pelourinho.
O espaço cultural - criado para preservar, estudar e expor o trabalho do grande romancista baiano – reúne, em seus quatro andares, todo o arquivo das obras de Jorge Amado (livros publicados em 60 países dos cinco continentes, filmes, fitas de vídeo e fotografias, além de cartazes e objetos relacionados a vida e às produções do escritor).

Há, também, obras da esposa do romancista, Zélia Gattai.

terça-feira, 31 de março de 2009

Personagens da nossa História


Américo Vespúcio – Este navegador genovês que deu nome ao continente americano, foi contratado, em 1501, pelo rei D. Manoel de Portugal para explorar e mapear o litoral do Brasil. Vespucio foi o primeiro europeu a entrar na Baia de Todos os Santos e desembarcou no Porto da Barra, onde permaneceu por duas semanas.

Francisco Pereira Coutinho – A chegada do donatário da Capitania da Baia de Todos os Santos, em fins de 1535, não foi bem recebida pelos nativos locais. Eles reagiram contra a invasão de suas terras pelos portugueses da comitiva, já que também submete-los à escravidão. Inábil no trato pessoal e de temperamento arrogante, o donatário viu fracassar seu empreendimento, decidiu raptar Diogo “Caramuru”- que juntamente com a esposa Catarina “Paraguaçu”, lideravam os nativos – e fugir para a Capitania de Porto Seguro. Quando tentou retornar e trazer “Caramuru” como refém, em 1548, foi emboscado na costa da Ilha de Itaparica e foi morto pelos nativos.

Diogo Alvares “Caramuru” – Náufrago de uma nau francesa que afundou nos recifes da costa da Bahia em 1509, o português caiu nas graças de uma tribo nativa e casou com a filha do cacique. Branco, encontrado nú, faminto, cansado e camuflado com sargaços, foi, inicialmente, ridicularizado pelos nativos que o chamavam de “Caramuru” – um peixe semelhante a moréia que se escondia nos recifes. Porém, foi poupado do sacrifício da morte e de ser devorado pela tribo. Seu conhecimento sobre os interesses dos europeus nas terras do Brasil, sua habilidade no trato com os nativos e sua diplomacia acabaram por transforma-lo na figura mais importante da primeira metade do século XVI na Bahia. “Caramuru” intermediava os negócios e facilitava os contatos entre navegantes, comerciantes europeus e nativos, alem de ajudar no abastecimento e recuperação das embarcações que seguiam pelo litoral brasileiro com destino ao Rio da Prata e ao Oriente, na rota das especiarias.

Catarina Alvares “Paraguaçu” – Filha do Cacique Taparica, chefe da tribo que encontrou o naufrago “Caramuru”, foi uma líder de seu povo. Sua curiosidade a levou a interrogar os europeus que eram capturados pela tribo. Tornou-se a principal companheira de Diogo Alvares “Caramuru”, com quem se casou oficialmente na França logo após ser batizada na Igreja Católica em 1527. Sua devoção à Mãe de Jesus levou à construção da Igreja da Graça e sua herança territorial foi legada à Ordem Beneditina da Bahia. Morreu em 1583.

Tomé de Souza – Considerado um bom administrador e herói das conquistas portuguesas na Índia, o capitão Tomé de Souza recebeu do Rei D. João III a missão de fundar a primeira cidade do continente americano. Seu governo na capital do Brasil durou de 1549 a 1552 e foi decisivo para o sucesso da primeira investida portuguesa no novo mundo.



terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Acarajé

por Agnes Mariano



A cena se repete há décadas, sempre no mesmo lugar. No pequeno largo que dá acesso à lagoa do Abaeté, ela surge sem avisar. Toda de branco, veste-se majestosamente, com uma longa saia engomada, linda bata feita de rendas e torço delicado sobre os cabelos. Maquiagem, um discreto esmalte cor-de-rosa, colar, brincos, pulseiras e anéis dourados completam a indumentária dessa filha de Oxum e Iansã, que combina fala mansa e temperamento obstinado. Com andar firme, mas sem pressa, mal olha para os lados ao atravessar a rua, enquanto os carros param para vê-la passar. Quem a vê assim, como uma rainha, nem imagina que a vida de Cira é feita de muito suor e esforço. Ela acorda cedo, compra pessoalmente os ingredientes, participa do preparo da massa e acompanhamentos, orienta suas funcionárias sobre cada detalhe. Depois vem a hora da venda na rua, fritando os bolinhos e atendendo os fregueses até altas horas, todos os dias. Quem começou tudo foi sua mãe, que já ocupava esse lugar antes dela nascer. Naquele tempo, Itapuã era pouco habitada, a clientela era pequena e mesmo no resto da cidade não havia muitas baianas. Hoje, as coisas mudaram. Aonde quer que elas estejam – Cira, Dinha, Loura, Chica, Ivone, Neinha e tantas outras - uma multidão se desloca diariamente para reverenciá-las e deliciar-se com o quitute incandescente que somente elas sabem fazer: o acarajé.


segunda-feira, 2 de junho de 2008

Galeria Pierre Verger

A Galeria Pierre Verger, integrante do Complexo Cultural Biblioteca dos Barris, é administrada pelo Governo do Estado da Bahia, através da Diretoria de Artes Visuais da Fundação Cultural do Estado da Bahia. Em virtude de sua localização privilegiada, tem recebido, em média, um público de três a quatro mil pessoas a cada exposição, cuja duração é de aproximadamente um mês.
Criada com o objetivo de incentivar o aperfeiçoamento e a produção fotográfica na Bahia, foi inaugurada em 23 de março de 1998, com uma exposição do fotógrafo e etnólogo francês Pierre Fatumbi Verger, composta em preto e branco, dentre as quais algumas inéditas.
Em regime de cessão de pautas, a galeria recebe exposições, instalações e lançamentos de livros ligados à área das artes visuais, tendo se tornado referência como espaço aberto à produção fotográfica em Salvador.
Atualmente, a Diretoria de Artes Visuais segue na busca de parcerias com outras instituições a fim de oferecer à comunidade baiana a produção fotográfica nacional e internacional através das mostras em cartaz Galeria Pierre Verger.

Quem foi Pierre Verger?Pierre Verger nasceu em Paris, no dia quatro de novembro de 1902 e faleceu em fevereiro de 1996. Em 1932 aprendeu o ofício da fotografia e viajou pelo mundo por quase 14 anos consecutivos trabalhando como fotógrafo. Ao desembarcar na Bahia, Verger ficou seduzido pela hospitalidade e riqueza cultural que encontrou e acabou se instalando definitivamente na capital. Os negros que viviam aqui foram, além de personagens das suas fotos, seus amigos, cujas vidas Verger buscou conhecer com detalhe. Quando tomar conhecimento do candomblé, se tornou um estudioso do culto aos orixás, indo buscar na África o seu renascimento, recebendo o nome de Fatumbi, "nascido de novo graças ao Ifá", em 1953.

Verger criou, em 1988, a Fundação Pierre Verger (FPV), situada na Vila América, no bairro do Engenho Velho de Brotas, da qual era doador, mantenedor e presidente, assumindo assim a transformação da sua própria casa num centro de pesquisa.

Ruy Barbosa

Ruy Barbosa (1849-1923)
Jurista, político, escritor, diplomata, filólogo e orador, Ruy Barbosa de Oliveira nasceu em 5 de novembro de 1849, em Salvador (Bahia), filho de João Barbosa de Oliveira e Maria Adélia Barbosa de Almeida.
Ingressou na Faculdade de Direito de Olinda em 1964, formou-se pela na Faculdade de Direito de São Paulo, em 1870.
Iniciou-se na carreira de jornalismo em 1872 no jornal Diário da Bahia, sendo que 1873 tornou-se do diretor do mesmo.
Em 1877 foi Deputado da Assembléia Provincial da Bahia.
Em 1878 foi Deputado geral, mandato que se renovou até 1884.
Proclamada a República, em 1889. Ocupou a Pasta da Fazenda e o lugar do Vice-Chefe do Governo Provisório.
Em 1895 foi para o Senado. Concorreu por três vezes à presidência da República, mas não teve êxito.

Faleceu na cidade de Petrópolis em 1º de março de 1923.

Fonte:
Souza, Antonio Loureiro de. Baianos ilustres: 1564-1925. Salvador: Gráfica Beneditina, 1944.

Manoel da Nóbrega


Padre Manoel da Nóbrega
Nasceu em Portugal, no dia 28 de outubro de 1917.
Fez na Universidade de Salamanca (Espanha) o curso de Humanidades, e de regresso à Portugal, fez na Universidade de Coimbra, o curso de Direito.
Em 1542, começou a fazer parte de Companhia de Jesus onde desde os primeiros tempos se revelou dos mais ilustres e assíduos no cumprimento dos sagrado deveres.
Ainda em Portugal exerceu o ministério apostólico com muito brilho e grande acatamento dos soberanos e do povo, que viam em Manuel da Nóbrega, um verdadeiro apóstolo da fé cristã.
Em 1549 aportou ao Brasil na expedição de Thomé de Souza, qualidade de superior dos Jesuítas, tendo em sua companhia chegado mais cinco padres da mesma ordem religiosa.
Logo se dedicou a catequese dos índios, auxiliando enormemente os colonizadores do seu trabalho de desbravamento e povoação da terra descoberta.

Fundou o Colégio de Piratininga, em São Vicente, fundou a Igreja de São Paulo.
Fundou outros colégios no Espírito Santo e no Rio de Janeiro.

Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, em 1570.

Fontes:
Mattos, Coronel J. B. Os monumentos nacionais. Imprensa do Exército: Rio de Janeiro, 1956.

Pedro Labatut


General Pedro Labatut
Comandante do Exército pacificador na campanha de independência da Bahia, Pedro Labatut nasceu em 1775, em Cannes (França). Filho de Antonio Labatut e Genoveva Alegre.
Iniciou a carreira das armas e militou no exército francês de Napoleão Bonaparte, onde alcançou respeito e consideração dos seus superiores.
No posto de coronel migrou para a América do Sul, promovido no exército da Colômbia, em seguida veio para o Brasil. Residiu no Rio de Janeiro e por ordem do Príncipe Regente, incorporou-se ao exército nacional, em 3 de julho de 1822, na patente de brigada.
Em 9 de julho do mesmo ano, foi designado o comando das tropas que na Bahia se revoltaram contra o domínio do general português Madeira de Melo.
Foi casado com Clara Úrsula Cristina, com quem teve 4 filhos: Maria Conceição, Manoela, Isabel e Emmanuel Labatut.
Faleceu na cidade do Salvador, no dia 4 de setembro de 1849.
O monumento levantado pela Comissão Executiva do Centenário da Independência para honrar a memória do general Labatut, comandante, chefe e organizador do exército pacificador na campanha pela independência.

Fontes:
Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, nº. 68, 1942.
Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, nº. 59, 1933.

Góes Calmon

Góes Calmon (1874-1932)

Jurista, economista e político, Francisco Marques de Góes Calmon nasceu em 6 de novembro de 1874, em Salvador, filho de Antonio Calmon du Pin e Almeida e de Maria dos Prazeres de Góis Calmon.
Formou-se na Faculdade de Direito do Recife, em 1894.
Foi um dos fundadores do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, em 1896.
Um ano depois foi nomeado Ministro da Fazenda Fiscal do Banco da Bahia.
A partir daí, especializou-se em assuntos de finanças.
Nos anos de 1906, 1912 e 1916 viajou para a Europa, a fim de apurar seus conhecimentos financeiros e jurídicos.
De 1924 a 1928 foi governador do Estado da Bahia.
Fez a construção de estradas na sua administração, transformando-se no governador do pioneirismo rodoviário.
Na área da educação, juntamente com Anísio Teixeira realizou admirável trabalho, dando partida a disseminação do ensino médio no interior.
Inaugurou, em 1928, o Ginásio Santamarense, na cidade de Santo Amaro.
Restaurou as finanças publicas revalorizando os títulos do Estado e pondo em dia o pagamento do funcionalismo público.

Faleceu no dia 29 de janeiro de 1932.

Fontes:
Cartilha Histórica da Bahia, 2002.
SOUZA, Antonio Loureiro de. Baianos ilustres: 1564-1925. Salvador, Gráfica Beneditina, 1944.

J.J.Seabra


J. J. Seabra (1855-1942)
Político baiano, Jose Joaquim Seabra nasceu em 21 de agosto de 1855, em Salvador.
Formou-se na Faculdade de Direito do Recife, em 1877.
Foi catedrático da Faculdade de Direito do Recife, deputado baiano à constituinte, deputado federal por três vezes, ministro da Justiça e Negócios Interiores no governo de Rodrigues Alves e ministro da Viação e Obras Públicas no governo de Hermes da Fonseca.
Em 1892, em conseqüência do movimento de 10 de abril foi desterrado para Cucui, no Alto do Amazonas, voltando à Câmara depois de decretada a anistia.
Jose Joaquim Seabra, foi eleito a 28 de janeiro de 1912 e empossado a 29 de março do mesmo ano.
Apesar das lutas político-partidárias seu governo foi tranqüilo.
Elaborou um vasto programa de obras pelo qual se iniciou a remodelação da cidade do Salvador.
Desenvolveu as vias de comunicações, incrementando o desenvolvimento das fontes de produção. Prestou auxílio à organização sanitária do Estado, criou a Imprensa Oficial, remodelou o Hospício dos Alienados, contribuiu para a fundação do Hospital das Crianças, propôs a reforma da Constituição e criou o Tribunal de Contas, nos moldes do Tribunal Federal.
Em parceria com o prefeito da cidade do Salvador, Júlio Brandão, inaugurou a nova Avenida Sete de Setembro e construiu a Escola Normal de Feira de Santana.
Em prédio construído pelo seu governo, à Rua da Misericórdia, instalou a Imprensa Oficial.
Realizou um vasto programa de obras de urbanização na cidade do Salvador.
Governou por dois mandatos, sendo o primeiro de 29.03.1912 a 28.03.1916; e o segundo de 28.03.1920 a 28.03.1924.
Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 5 de dezembro de 1942.

Fonte:
Cartilha Histórica da Bahia, 2002.
SOUZA, Antonio Loureiro de. Baianos ilustres: 1564-1925. Salvador, Gráfica Beneditina, 1944.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Estátua de D.Pedro II

Autor: Pasquale De Chirico
Época: Iniciado em 1936 e concluído em 20 de maio de 1937
Localização: Praça Conselheiro Almeida Couto - Nazaré (em frente a Igreja N. Sra. Auxiliadora).

Dados Técnicos:
Material: Bronze e Granito de Santa Luzia
Técnica: Fundição e Placas em granito.
Dimensões: Altura = 9, 30, Base (6,30 x 6,30m).

Descrição Sumária:O monumento tem a altura total de 9,30 m, ocupando uma área de 42,25 m², e foi levantado sobre um alicerce de pedras, cimento e areia, com a profundidade de 1,25 m e 7,00 m em cada lado.
O pedestal de granito branco de Santa Luzia tem 6,30 m de altura.
A estátua de bronze de D. Pedro lI, fardado como aparece representado em uma grande tela a óleo existente no salão nobre do Paço da Câmara Municipal desta cidade, tem 3,00 m de altura.
Nos quatro ângulos da base do monumento, existem 4 grandes e artísticos candelabros de bronze, com 5 globos de luz elétrica cada um.
Na face do monumento que dá para a Avenida Joana Angélica, na base há um grande escudo de bronze com as armas imperiais e, no centro do mesmo, as palavras - A BAHIA A D. PEDRO lI. Na face oposta, há uma grande placa de bronze, com lavores artísticos contendo os nomes dos 21 membros da comissão central do monumento a D. Pedro II.
Nas faces laterais, em uma há um grande medalhão de bronze representando a Imperatriz
D.Thereza Cristina, cognominada - A Mãe dos Brasileiros, e na outra um grande medalhão de bronze representando a Princesa D.Isabel, Condessa D'EU, denominada - A Redemptora.
Nas quatro faces do planto do monumento, há 4 placas de bronze, artísticas, em alto relevo, dando-lhe grande realce.

Referência Histórica:Homenageado: Pedro II (1825-1891)
Segundo e último Imperador do Brasil, Pedro Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Bragança e Habsburgo nasceu em 2 de dezembro de 1825, no Rio de Janeiro.
Filho do Imperador D. Pedro I e D. Leopoldina, Arquiduquesa da Áustria.
Tendo D. Pedro I abdicado em 7 de abril de 1831, seu filho Pedro de Alcantâra, não podia governar porque tinha apenas cinco anos de idade. Em virtude da menor idade, José Bonifácio de Andrada e Silva foi nomeado seu tutor.
Por isso estabeleceu-se no Brasil uma forma de governo provisória, conhecido como Período Regencial. De 1831 a 1840 o país esteve sob o domínio de 4 Regências sucessivas.

Em 23 de julho de 1840, Pedro de Alcântara, foi proclamado maior, antecipadamente e coroado em 18 de julho do ano seguinte, aos 15 anos de idade, D. Pedro II iniciou um reinado que só terminou com a república em 1889.
Tinha fortes interesses culturais e mesmo científicos, praticando a poesia, a pintura, conhecendo as línguas e freqüentando as ciências.
Em 1843 casou-se com a princesa Teresa Cristina Maria de Bourbon, com quem teve quatro filhos.
Faleceu no dia 5 de dezembro de 1891, em Paris (França).

Estátua de Conde dos Arcos


O monumento é uma homenagem à memória do 8º Conde dos Arcos, pelos serviços prestados à cidade do Salvador no período de sua administração, de 30 de outubro de 1810 a 20 de janeiro de 1818.



Autor: Pasquale de Chirico
Época: 28 de janeiro de 1932
Origem: Bahia - Brasil
Localização: Praça Conde dos Arcos – Comércio -no fundo da Associação Comercial.

Dados Técnicos:Material: Bronze e Granito
Técnica: Fundição e Pedra lavrada
Dimensões: Altura (total)= 4,40m, Base = (4,40 x 4,40m).

Descrição Sumária:
Monumento composto de estátua em bronze assentada sobre pedestal de granito cinza.
O pedestal é constituído por blocos remontáveis sobre base quadrangular. Ladeando o mesmo, em plano inferior, duas estátuas menores, representando, respectivamente, a "Lavoura e Indústria" e o "Comércio" ambas em bronze.
Na parte frontal e posterior encontram-se afixadas placas comemorativas, no mesmo material.



Homenageado Conde dos Arcos
Fidalgo português, D. Marcos de Noronha e Brito o 8º Conde dos Arcos, governou a Bahia de 1810 a 1817.
Em 14 de julho de 1911, realizou-se a cerimônia do lançamento da primeira pedra da Estátua do Conde dos Arcos.
O monumento foi erigido na Praça Conde dos Arcos (antiga Praça da Associação Comercial), pelo governo do Estado e a classe comercial em 28 de janeiro de 1932.
A lei estadual n nº. 851, de 13 de julho de 1911, autorizou o governo a auxiliar a Associação Comercial com a quantia de 40:000$000 para o levantamento do monumento.

Fonte:
Revista Geográfica e Histórica da Bahia, nº. 59, 1933.

Obelisco a D.João VI

Obelisco ao Príncipe Regente D. João VI

Época: 22 de janeiro de 1815
Localização: Praça Padre Aspilcueta - Centro - Em frente ao Palácio da Aclamação.

Dados Técnicos:Material: Pedra de Lioz
Técnica: Entalhada e Gravada
Dimensões: Altura = 12,00m, Base (2,31 x 2,31)m.

Descrição Sumária:A construção do obelisco foi ordenada pelo Senado da Bahia, em homenagem ao fato histórico do desembarque de D. João VI na Bahia, em 22 de janeiro de 1808.
Instalado no Passeio Público, foi inaugurado em 1815, com grandes pompas, pelo então governador, o 8° Conde dos Arcos, D. Marcos de Noronha e Brito.
Em 1914, foi trasladado para a Praça da Aclamação, por ordem do governador baiano de então, sob protestos da minoria da bancada do Conselho Municipal.
Essa transferência é descrita no livro "Bahia Histórica - Reminiscências do passado - Registro do' presente", de autoria de Sílvio Bocanera Júnior, editado em 1921, nestes termos:
"E sobe de ponto essa irreverência praticada por um governo da Bahia, ao saber-se que, na trasladação referida do Obelisco para o parque da Praça da Aclamação, deixaram ficar desprezados, abandonados, como objetos de nenhum valor, de nenhuma importância, de nenhum culto cívico, sobre o local do Passeio Público, onde a História erguera, há um século passado, esse Monumento lapidar, todos os belos ornamentos de Arte que o circundavam e lhe emprestavam relevo, que já não mais possui! Dentre esses ornamentos, destacavam-se muitas estatuetas de fino mármore, cujo destino ignoramos, sabendo, porém que muitas ficaram inutilizadas! Um verdadeiro vandalismo que nosso espírito de sincero tradicionalista, revoltado, não pode aqui deixar passar no silêncio e o averba com o mais solene protesto. O secular monumento foi duplamente ofendido: em sua história e em sua estética. Hoje é um monumento deturpado".

Na face voltada para o Palácio da Aclamação, vê-se a gravação:

“JOANNIPRINC REG. P.F.P.P.XI CAL.FEBRUAR.A.D.MDCCCVIIIBAHIAE SENATUSMONUMENTUMPOSSUITMDCCCXV

Referência Histórica:
A chegada da Família Real ao Brasil

A invasão de Portugal pelas tropas de Napoleão Bonaparte, fez D. João VI, buscando asilo na terra brasileira, transportar para a América a sede da Monarquia Portuguesa.
A frota real, defendida por alguns vasos de guerra ingleses e composta de sete naus, cinco fragatas e outros navios, deixou o Porto de Lisboa, no dia 29 de novembro de 1807.
Na altura da ilha de Madeira, foi batida por um temporal, dividindo-se em duas, arribando a parte mais numerosa à Bahia, onde fundeou às 4 horas da tarde do dia 22 de janeiro de 1808, desembarcando a corte fugitiva no dia 24 com grande surpresa do povo brasileiro que a recebeu com mostra de júbilo.
Não obstante essa recepção generosa aos hóspedes reais por parte dos baianos que se ofereceram a construir-lhe um palácio no desejo de conservar a corte,
Partiu D. João VI, em 26 de fevereiro do mesmo ano, com toda sua comitiva para o Rio de Janeiro.
Da Bahia expediu por inspiração do Visconde de Cayru, o Decreto de 28 de janeiro de 1808, que abriu os portos do Brasil às nações amigas.

Fonte:Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, nº. 59, 1933.

Bispo Sardinha

Homenagem ao Bispo D.Pero Fernandes Sardinha

Espécie: Busto
Título: D. Pedro Fernandes Sardinha (ou D. Pero)
Autor: Pasquale de Chirico
Época: 29 de junho de 1944 (Inauguração)

Localização: Praça da Sé - Centro .


Dados Técnicos:

Material: Busto – Bronze fundido oco
Placa e letreiros – Bronze maciço
Pedestal – Granito apicoado





Descrição Sumária:O monumento é composto de pedestal de granito apicoado, com barras lisas nas extremidades. O pedestal é composto de vários blocos de pedra, perfeitamente encaixados. A base inferior é oitavada. Sobre a parte superior do pedestal encontra-se o busto de D. Pedro Fernandes Sardinha, que se apresenta de frente, porte ereto, vestindo trajes episcopais. Sobre a cabeça, a mitra. A mão direita está levantada, num gesto de oferecer a bênção, enquanto a outra descansa sobre a base. As vestes apresentam-se com caimento natural espraiando-se sobre o pedestal pelos quatro lados, em pregas volumosas.
Na parte frontal do monumento, encontra-se a seguinte inscrição, em letras do tipo manuscrito:
"D. Pedro Fernandes Sardinha 1° Bispo do Brasil 1556".

Na parte posterior do monumento, placa de bronze com a seguinte inscrição:
"O Governo Municipal, pela passagem do IV Centenário
da Instalação do 1° Bispado no Brasil, Reverência à Memória de
D. Pedro Fernandes Sardinha. 29. VI.I952
".

Referência Histórica:

D. Pedro Fernandes Sardinha (1496-1556)
Primeiro Bispo do Brasil, Dom Pedro Fernandes Sardinha nasceu em 1496, em Évora (Portugal).
Em 25 de fevereiro de 1551 foi eleito bispo de Salvador na Bahia.
Foi ordenado bispo pelas mãos de Dom Fernando de Menezes Coutinho e Vasconcellos.
Tomou posse no dia 22 de junho de 1552.
Renunciou à função no dia 2 de junho de 1556.
No dia 16 de julho de 1556 morreu devorado pelos índios caetés, após naufragar no litoral de Alagoas.
Dom Pero Fernandes Sardinha foi sucedido na Sé Primacial do Brasil por Dom Pedro Leitão (1519-1573).

Autor da obra Pasquale de Chirico (1873-1943)



Soteropolitano

·Soteropolitano (do grego Soteros, "Salvador", mais polis, "cidade"; "Soterópolis").
·Seus habitantes são chamados de soteropolitanos, gentílico criado a partir da tradução do nome da cidade para o grego: Soterópolis, ou seja, "cidade do Salvador", composto de Σωτήρ ("salvador") e πόλις ("cidade").

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Mário Cravo Júnior

Escultor, gravador, desenhista e professor, Mário Cravo Júnior nasceu em 13 de abril de 1923, em Salvador (Bahia).

Filho de Mário da Silva Cravo e Marina Jorge Cravo.
Formou-se na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, em 1954.
Desde o curso ginasial destacou-se em desenho.
Trabalhou no atêlier do santeiro Pedro Ferreira e em 1945 casa-se com Lúcia.
Em seguida viajou para o Rio de Janeiro onde estagiou no atelier do escultor Humberto Cozzo.
Em 1947 acontece a sua primeira exposição individual, com esculturas e gravuras, no edifício Oceania em Salvador.
No mesmo ano, foi para a Universidade de Siracuse nos Estados estudar escultura, como aluno especial.
Após a conclusão do semestre mudou-se para Nova York e instalou seu atêlier em Greenwich Village, realizando uma exposição individual na Norlyst Gallery.
Nesse período conhece e torna-se amigo do maestro Villa Lobos, executando sua cabeça em bronze.
Em 1949, retorna à Salvador, instala seu atêlier-oficina, onde é impulsionado o movimento de arte moderna na Bahia.
Fez parte do grupo de jovens artistas Carlos Bastos, Genaro de Carvalho, Carybé, Jenner Augusto e Rubens Valentin.
Neste período trabalha intensamente em madeira, pedra, metais ferrosos e não ferrosos, martelados e em fusão, com o uso de instrumental de uma nova tecnologia no tratamento com os metais, tais como a solda oxi-acetilénica e elétrica.

Sua temática gravita desde o universo vegetal ao estudo de movimento de lutas e danças populares e regionais, e a sua atenção é voltada para o aproveitamento de formas naturais.
A partir de 1950, tem seu atelier na Rua Garibaldi, 556, Rio Vermelho.
Nesse período iniciou uma pesquisa e um estudo das fontes de arte popular e erudita.
Em 1955 recebeu o prêmio de aquisição jovens escultores na I Bienal do Museu de Arte Moderna de São Paulo, Brasil.
Defendeu uma tese e tornou-se docente livre da cadeira de gravura.
Como catedrático interino, ensinou gravura na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, e passou a expor suas esculturas nas principais capitais do país.
No ano de 1955 realizou, em Salvador, sua primeira grande exposição ao ar livre com esculturas em madeira e pedra sabão.
Em 1958, fez exposição com esculturas em ferro, na capital baiana, e em 1959, na Praça da República, em São Paulo.
Em 1960 executou uma série de trabalhos inspirados no tema "Alados" e representou a escultura brasileira na XXX Bienalle Intenazionale D’Arte Venezia.
Dois anos após é realizada uma exposição marcante de sua obra no Museu de Arte Moderna da Bahia.
Em 1964 foi para a Alemanha participar do Programa "Artists in Residence". Permaneceu em Berlim um ano e meio, realizando várias exposições. A convite do Departamento de Estado Norte-Americano seguiu para os Estados Unidos, onde durante meio ano visita e fez palestras em doze universidades e realizou três exposições individuais.
Em 1972 executou para a Prefeitura do Salvador uma escultura - fonte luminosa - na Praça Cairú intitulada "Fonte da Rampa do Mercado", em fibra de vidro com estrutura metálica.


Construiu sua residência e atelier no bairro da Federação em Salvador, onde concentrou esculturas nas técnicas de resinas poliéster e plásticos reforçados.
De 1973 à 1980, retornou à técnica do Metal Batido, executando trabalhos de médio e grande porte para entidades privadas, municipais e estaduais.
Realizou a mostra "Cravo 80" no Farol da Barra.
Executou várias esculturas para bancos e agências bancárias e uma escultura monumental para o COPEC - Complexo Petroquímico de Camaçari.
Participou com esculturas de sua autoria nos parques de esculturas ao ar livre do Rio de Janeiro - Parque das Catacumbas e em São Paulo, na Praça da Sé e dedicou uma especial atenção ao relacionamento da Escultura com Arquitetura e Paisagismo.

Foi também nesse período que realizou elementos escultóricos em concreto para a Barragem Pedra do Cavalo (Cachoeira/Bahia), e o Memorial à Clériston Andrade, em Salvador.
Colaborou com Mario Cravo Neto na realização do Livro "Cravo".
Entre 1980 e 1983 construiu o "Cristo Crucificado" de 15 m de altura e 12 m de largura para a cidade de Vitória da Conquista (Bahia).




Por volta de 1986, participou pela quarta vez do Comitê Internacional de Jerusalém e realizou uma exposição individual de desenhos em Zurique, na Suíça.
A partir de 1994 criou o "Espaço Cravo", um parque de escultura ao ar livre no qual vem se dedicando à construção de esculturas de grande porte, estáveis, móveis e sonoras, assim como, desenvolvendo experiências no campo da Computação Plástica.
No ano de 1996 executou Escultura de grande porte em inox (luminária) para o Parque do Museu de Arte Moderna do Solar do Unhão.
Em 1998 realizou uma ampla exposição no Museu de Arte Moderna da Bahia, intitulada "Formas e Mitos", onde apresentou esculturas de grande porte no jardim externo, e no edifício principal pinturas, esculturas de médio porte e computação plástica.
Participa na exposição virtual de âmbito nacional "II Eletromídia de Arte", juntamente com outros artistas.
Ainda em 1998, a Secretaria de Planejamento (SEPLANTEC) editou um catálogo de autoria de Mario Cravo Neto, para o Espaço Cravo.


Fontes:Cravo, Mário. O desafio da escultura: a arte moderna na Bahia, 1940-1986. Salvador: O Mar G., 2001.
Dicionário Brasileiro de Artistas Plásticos. Ministério da Educação e Cultura, Instituto Nacional do Livro Brasileiro, 1973.

Carybé


Carybé (1911-1997)
Pintor, desenhista, ilustrador, gravador, ceramista, escultor, muralista, pesquisador, historiador e jornalista argentino naturalizado e radicado no Brasil, Hector Julio Páride Bernabó nasceu em 7 de fevereiro de 1911, em Lanús (Argentina). Mudou-se para o Brasil em 1919.
Em 1925 inicia sua atividades artísticas frequentando no Rio de Janeiro o ateliê de cerâmica de Arnaldo Bernabó, seu irmão mais velho.
Dois anos depois frequenta e Escola Nacional de Belas Artes no Rio de Janeiro (1927-1929).




Realizou mais de cinco mil trabalhos artísticos, entre pinturas, desenhos, esculturas de esboços.


Fez ilustrações de vários livros, entre eles o de Mário de Andrade (Macunaíma) Jorge Amado, de Gabriel Garcia Márquez, Daniel Defoe. No Museu Afro-Brasileiro encontra-se parte se sua obra, 27 painéis representando os orixás do candomblé da Bahia.
Faz várias viagens de estudos para os Estados Unidos e países da América do Sul.
Pelos seus trabalhos é premiado.
Em 1950 a convite do Secretário da Educação, Anísio Teixeira muda-se para Salvador (Bahia), produzindo dois painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro (Escola Parque).
Nas décadas de 1950 e 1960 participou ativamente na Bahia do movimento de renovação das artes plásticas, juntamente com Mário Cravo Júnior.

Adepto do candomblé, filho de Oxóssi e Obá de Xangô, lança na década de 1980 o livro “Iconografia dos Deuses do candomblé da Bahia” com 128 aquarelas e fotos do etnólogo Pierre Verger.
Ao longo se sua vida teve várias e importantes premiações pelo seus trabalho.
Seus murais espalhados por Salvador, Nova York e Londres traz uma profusão de temas místicos.
Faleceu na cidade do Salvador em 2 de outubro de 1997.










segunda-feira, 19 de maio de 2008

Mercado do Ouro

Antigo mercado fundado no ano de 1879, o Mercado do Ouro, de propriedade particular, recebeu esse nome devido ao local, que era conhecido como cais do Ouro.
Nessa época, o mar vinha próximo ao fundo do mercado. Lá, se encontrava de tudo um pouco: cereais, verduras, temperos, frutas, especiarias e ervas.
Os clientes vinham de vários bairros da cidade para fazer compras no mercado.
Segundo pesquisas históricas feitas por membros da família, no ano de 1910, foi leiloado e arrematado pelo finado Francisco Amado da Silva Bahia.
Segundo um dos administradores, Carlos Monteiro, 56, bisneto de Francisco Amado Bahia, a cada dois anos é escolhido em reunião quem vai administrar o espaço.
Atualmente é ele quem está no cargo.
Atualmente, a única fonte de renda, que inclusive mantém o mercado, é o pagamento dos aluguéis.




FAMÍLIA AMADO BAHIA

Francisco Amado Bahia trabalhou como dono de açougue, começando com um pequeno negócio até chegar ao controle da carne-verde na cidade.
Mesmo com todo prestígio e dinheiro, a família, e principalmente o patriarca, mantinha uma simplicidade, era generoso e não gostava de meter-se em assuntos de política.
Amado Bahia foi casado por 35 anos com Clara Amado Bahia e, quando esta faleceu, ele casou com a própria cunhada, Agostinha Amélia, fato que foi aceito com naturalidade pela família.
Teve 13 filhos e 67 netos, e embora não tivesse concluído os estudos, fazia questão que todos os seus filhos e netos estudassem.
Em seu testamento, Francisco Amado Bahia, além de beneficiar os herdeiros diretos e outros familiares, destinou uma quantia para o culto a Nossa Senhora da Conceição e outra destinada ao conserto da Igreja de Nossa Senhora do Rosário.

SOLAR AMADO BAHIA

O solar foi construído pelo português Francisco Mendonça, casado com uma tia do proprietário. Situa-se no Porto dos Tainheiros, com fachada voltada para a enseada da Ribeira.
A casa foi inaugurada em 1901. Francisco Amado Bahia, o patriarca da família, foi um grande comerciante da carne verde da cidade.
Sua fortuna foi sendo constituída aos poucos, através dos sucessos com o comércio.
Em 1956 a família doou a casa para os Empregados do Comércio da Bahia, para nela ser instalado um sanatório.
Os Empregados do Comércio desistiram do projeto inicial em 1966 e transformaram a casa no Centro Educacional Amado Bahia.



O Solar, que já foi tido como um cartão postal da cidade, já teve 52 cômodos. Possui planta retangular, distribuída em dois pavimentos e mais um sótão.
Possui corredor central e quartos dispostos transversalmente, como a maior parte das habitações urbanas brasileiras desse período.
Esta distribuição se repete nos dois pavimentos. O prédio, em alvenaria de tijolo, está envolvido com varandas de ferro fundido, importados da Inglaterra.
Possui estruturas em abobadilhas de chapa de aço, que são suportadas por colunas em estilo jônico.
As grades, que protegem o casarão da rua, possuem inspiração Neo-Gótica.
A escada lateral, também em ferro fundido e com pisos em mármore carrara dá acesso ao pavimento nobre, com um amplo salão de recepção, com espelhos vindos da França e uma capela, com sala de oração, em estilo neoclássico.
As pinturas dos tetos e das paredes são atribuídas ao pintor Badaró (o pai).
Possui materiais de acabamento importados como os pisos de pastilhas coloridas nas varandas, o assoalho de pinho de riga nos salões e nos quartos, vidros franceses grafados e peças de louça inglesa.
Hoje o solar ainda pertence à Associação dos Empregados do Comércio e nele são exibidos filmes pelo cine-clube Antonio Short, por iniciativas de adolescentes de Itapagipe.
Desde julho de 2005, o Grupo Cultural Bagunçaço vem ocupando o Solar, em parceria com a Associação, em contrato de duração de trinta meses.
No Solar estão funcionando a administração do Grupo Cultural, o Centro de Empregabilidade Juvenil e eventos culturais. O projeto do Bangunçaço prevê a transformação do Solar Amado Bahia em um Centro Cultural para Itapagipe com uma gestão de jovens.

INSTITUTO DE CULTURA BRASIL ITÁLIA EUROPA

O prédio onde funciona o Instituto de Cultura Brasil Itália Europa pertencia à família Amado Bahia, provavelmente a um neto do patriarca.
Foi restaurado para dar lugar ao instituto.
Está localizado na Avenida Porto dos Tainheiros, n° 36, próximo aos clubes de remo.
A casa remonta ao início do século XX e é composta de três pavimentos: um térreo e mais dois andares.
No térreo têm um pequeno salão, três locais para depósito e dois sanitários, com um grande pátio.
No primeiro andar possui um salão de festas que será usado para mostras e projeções de filme, um salão de leitura e um outro onde está instalada a Biblioteca do ICBIE.
Todos os cômodos apresentam assoalhos de madeira nobre, sem alterar a estrutura original.
O fundador do Instituto Brasil Itália Europa, Pietro Gallina, sua esposa Marlene e um grupo de professores e artistas criaram o centro de cultura, uma biblioteca, um teatro e uma escola.
Escolheram o lugar para estar mais perto de pessoas menos favorecidas, além terem considerado o prédio como ideal por estar localizado também em um local agradável.
O instituto fornece cursos ligados a artes como pintura, graffiti, cinema, teatro, dança, música, poesia, literatura brasileira e estrangeira e outros. Site do Instituto Brasil Itália Europa.

Fundação Jorge Amado


Fundação Casa de Jorge Amado

Inaugurada em 7 de março de 1987, funciona até hoje em dois casarões situados no coração do Largo do Pelourinho.



O espaço cultural - criado para preservar, estudar e expor o trabalho do grande romancista baiano – reúne, em seus quatro andares, todo o arquivo das obras de Jorge Amado (livros publicados em 60 países dos cinco continentes, filmes, fitas de vídeo e fotografias, além de cartazes e objetos relacionados a vida e às produções do escritor).
Há, também, obras da esposa do romancista, Zélia Gattai.

Praça Cayru

Praça que abriga o monumento ao Visconde de Cayru, inaugurado em 1932, e que representa a figura de José da Silva Lisboa, o político baiano que exerceu grande influência ao príncipe regente D. João para que fossem abertos os portos brasileiros às nações amigas.


Praça Castro Alves

A praça batizada em nome do poeta Antônio de Castro Alves é palco e coração do Carnaval de Salvador, maior manifestação popular do Brasil.
O monumento do escultor italiano Pasquale Di Chirico, feita em bronze e granito, imortaliza o poeta em atitude de declamação.




"Entre a Praça Castro Alves e a Praça da Sé existe uma área em forma triangular onde se concentra um grande número de construções e monumentos históricos da cidade do Salvador.
Sua riqueza é revelada também através dos acontecimentos que marcaram toda esta região, afinal, durante séculos esta área concentrou boa parte da administração municipal e estadual. Ainda hoje encontramos órgãos administrativos como a Prefeitura de Salvador e a Câmara dos Vereadores.
Suas ruas estão repletas de fatos e personagens que construíram a história de Salvador e que, algumas vezes, destruíram parte dessa história em favor da modernidade.
Durante muitos anos sendo a área comercial mais chique da cidade, um verdadeiro shopping center com direito a várias salas de cinema, teatro, cafés e lojas diversas, esta região hoje pede socorro.
O grito vem da nossa história que precisa ser preservada, a História da Igreja da Sé, do Teatro São João, da Biblioteca Pública, da Sloper, da Mulher de Roxo e tantas outras lembranças que só nos deixaram saudades".


Cid teixeira.