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sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Depoimentos sobre Salvador

"Salvador é o celeiro dos maiores talentos do mundo, é a minha cultura, minha raiz negra, meu viver, meu projeto de vida. A minha Tribahia centralizada e meu porto seguro. Laço de família, integração de beleza rara. Enfim, Tribahia, Salvador, Bahia é tudo!"

Xexéu (Tribahia)


"Salvador pra mim é a casa, o retorno do trabalho, onde recarrego minhas baterias para voltar a trabalhar no fim de semana. É rever a família e os amigos. Conheço lugares bonitos no paísl que me encantaram, mas é aqui que quero viver e envelhecer. Viajo muito pelo Brasil e também no exterior, mas é aqui que eu viajo em viver."

Jamil
"Salvador é uma cidade maravilhosa, pura alegria, terra que não troco por nada, lugar ideal para se viver...”.

Patrícia (Tribahia)

"Minha cidade natal, que eu amo, que é cheia de graças, cheia de raça, que me inspira, que me abençoa, que é minha casa. Salvador que me salva, mas que também tem dor... dor, que as águas doces lavam."

Mariene de Castro

"Salvador para mim é tudo! Quando viajo e retorno a Salvador sinto uma energia nas pessoas, que não encontro em lugar nenhum. E uma cidade maravilhosa, pois além de ser uma cidade cheia de luz, somos cercados por água por todos os lados. Quem visita a cidade se encanta e não quer mais ir embora. Somos privilegiados pelas nossas belezas naturais e pela energia das pessoas, pois ser soteropolitano é ser especial. Parabéns Salvador!"

Margareth Menezes
"Em Salvador eu tenho mais inspiração, pois me sinto mais a vontade pra prestar atenção as coisas que acontecem ao meu lado e transformá-las em canção.”

Luiz caldas
“Fiz um poema para homenagear minha cidade que tanto amo e que tanto me inspira e emociona: Terra grossa e pernas finas; traz tua voz seca e tuas meninas; nordestinas estrelas que arranham o céu das bocas; estampas segredos de um povo nas tuas linhas; revela o instinto jocoso das tuas esquinas maralinas; o tambor vem vestido de chita rasgando as sedas da burguesia; num som que rebola descalço e segue o asfalto por amor o amor ao tambor; de cada anjo safado que nasce na rua sem esperar, Salvador."

Daniela Mercury

"Salvador pra mim é sinônimo de alegria, praia, poesia e carnaval! A energia da nossa cidade é maravilhosa!”

Saulo Fernandes (Banda Eva)

"A cidade é linda, indescritível, foi meu berço, porque aqui cheguei com cinco dias de nascida e será eternamente minha morada, mas se tivesse de apontar o bem mais belo e valioso dessa terra não teria dúvidas em dizer que é o seu povo, a sua gente, essa energia que transborda em cada esquina. Olho para os baianos e me vejo. O carinho que trocamos em cada olhar, em cada gesto, de cima do trio, no palco ou a caminho dele, toda essa cumplicidade é indescritível. Não existe no mundo povo igual."

Cláudia Leite
"Salvador é mistura de fé e beleza. Seu povo hospitaleiro, que sabe ser feliz com pouco,busca inspiração nas diversas crenças, raízes e na ingenuidade", que torna suas almas mais leves.Viver em Salvador é ter as facilidades de uma vida urbana com o contato com a natureza.Ser Baiano é,acima de qualquer coisa,saber viver e ser feliz."

Adelmo Casé

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Calendário de Festas

Janeiro
Evento Local
Pôr do Sol Daniela Mercury Largo do Farol da Barra 1
Procissão do Nosso Sr. dos Navegantes Bahia de Todos os Santos 1
Festa da Lapinha Largo da Lapinha 5 e 6
Lavagem do Bonfim Conceição da Praia à Colina do Bonfim móvel
Festa da Ribeira Ribeira móvel
Salvador Folia A definir móvel
Lavagem de Ondina Bahia Othon Palace Hotel móvel
Festa de São Lázaro Federação / São Lázaro 2







Fevereiro

Festa de Yemanjá Rio Vermelho 2
Lavagem de Itapuã Itapuã móvel
Carnaval Diversos bairros da Cidade móvel

Março

Presente de Yemanjá de Humaitá Humaitá - Monte Serrat 8
Fundação da Cidade do Salvador Centro da Cidade 29



Abril

Procissão de Ramos Centro Histórico - Pelourinho móvel
Sexta-Feira Santa Dique do Tororó móvel
Paixão - Procissão do Senhor Morto Centro Histórico - Pelourinho móvel
Tiradentes Feriado Nacional 21

Maio

Procissão de São Francisco Xavier Centro Histórico - Pelourinho 10

Junho

Festa do Divino Espírito Santo Largo de Santo Antônio móvel
Trezena de Santo Antônio Praça da Sé 13
Corpus Christi Centro Histórico - Pelourinho móvel
Festa de São João Todo o Estado da Bahia 24

Julho
Festa da Independência da Bahia Centro da Cidade 2

Agosto

Festa de São Roque Federação / São Lázaro 16

Setembro

Independência do Brasil Feriado Nacional 7
Festa de São Cosme e São Damião Bairro da Liberdade e outros 27

Outubro

Nossa Senhora Aparecida Feriado Nacional 12

Novembro
Finados Feriado Nacional 2
Proclamação da República Feriado Nacional 15
Dia Nascional da Consciência Negra - Homenagem a Zumbi dos Palmares
Bairros diversos 20
Dia Municipal do Hip Hop Bairros diversos 21
Dia da Baiana Centro Histórico - Pelourinho 25
Dia Municipal do Samba de Roda Centro Histórico - Pelourinho 25



Dezembro

Dia do Samba Centro Histórico - Pelourinho 2
Festa de Santa Bárbara Centro Histórico - Pelourinho 4
Festa de Nª. Srª. da Conceição Praça Cairu - Conceição da Praia 8
Festa de Santa Luzia Rua do Pilar - Comércio 13
Festa Natalina Praça da Sé 9 a 25
Reveillon Orla da Cidade 31

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Monumento 2 de Julho

Autor: Comendador Carlo Nicol
Época: 02 de julho de 1895 (inauguração)
Origem: Carrara - Itália
Localização: Avenida 7 de Setembro - Largo do Campo Grande

Dados Técnicos:
Material: Bronze e Pedestal em Mármore de Carrara
Técnica: Fundição e Placas de Mármore de Carrara
Dimensões: Altura = 25,86m








O majestoso Monumento, erigido em homenagem à independência da Bahia, localiza-se no Largo do Campo Grande e tem como símbolo principal "O Caboclo", que representa um ato de afirmação de identidade, nacionalidade e liberdade.
Compõe o Monumento um pedestal de mármore de Carrara, formado por dois corpos e escadarias do mesmo material. Assentado sobre o pedestal, ergue-se uma elegante coluna de bronze, da ordem corinthya, encimada garbosamente pela figura de um índio armado de arco e flecha, simbolizando o Brasil.
Medindo exatos vinte e cinco metros e oitenta e seis centímetros, o Monumento ostenta alegorias, símbolos e quadros que representam batalhas campais, nomes dos heróis que trabalharam em prol de nossa emancipação, os principais rios da Bahia: "o São Francisco" e "o Paraguaçu" - " a Cachoeira de Paulo Afonso" e outras tantas representações.
O Monumento possui, em seu perímetro, um passeio de mármore de Carrara formado por mosaicos em variadas cores, fechado por um gradil de ferro fundido, onde figuram, em baixo relevo, as armas da República e da Cidade.
Um segundo passeio, com orla de cantaria e mosaicos em mármore preto, cinza e branco circula o anterior, onde foram montados oito bem trabalhados candelabros em ferro fundido, com sete metros de altura, encimados por quatro grandes globos redondos.



Referência Histórica:O monumento comemora a entrada do exército pacificador em Salvador em 2 de julho de 1823.
Foi levantado por uma comissão com auxílio do Governo do Estado da Bahia e da Câmara Municipal de Salvador.
O engenheiro Alexandre Freire Maia Bittencourt responsável pela obra publicou e distribuiu no dia da inauguração um folheto descritivo do monumento que dizia:
Compõe-se o referido monumento “de elegante coluna de bronze, da ordem Corynthia, com onze metros e quarenta e seis centímetros, assentada sobre pedestal de mármore de Carrara, composto de dois corpos, sobre posto um ao outro, tendo o superior de altura três metros e quarenta centímetros, e o inferior quatro metros e dois centímetros, o qual se apóia em um plano onde partem para os quatro lados escadarias do mesmo mármore, formadas de sete degraus com trinta centímetro de altura e cinqüenta de passo, cada um.
Em cima da coluna, ostenta-se, garbosamente a figura de um índio, com 4 metros e 11 centímetros de altura, armado de arco e flecha, simbolizando o Brasil, na altitude de desferir tremendos golpes sobre a serpente, aludida ao governo da Metrópole, a qual procura esmagar debaixo dos pés.

O capitel da coluna é constituído de folhagens de carvalho e louro com ornatos alegórico, tudo de bronze dourado, com um metro e sessenta e cinco centímetros.
O fuste e a base da coluna medem 9 metros e 80 centímetros, tendo o primeiro terço inferior octogonal, em que se destacam quatro grinaldas, de louro de carvalho, douradas e suspensas por botões metálicos, com inscrições para lembrar aos nossos posteros, as seguintes datas:
Na frente:
Entrada das tropas libertadoras, 2 de Julho de 1823.
No fundo:Reuniões das côrtes, 26 de Agosto de 1821.
Ao lado direito:Batalha contra a frota luzitana, 4 de Maio de 1823.
Ao lado esquerdo:Organização da Junta na Cachoeira, 26 de Junho de 1822.

Os dois terços da coluna são estriados, tendo de espaço em espaço, faixas, nos quais estão burilados os nomes daqueles que, com tanto e tamanho heroísmo, bravura e abnegação souberam trabalhar em prol da nossa emancipação, como fossem:
Borges de Barros, Lino Coutinho, Cypriano Barata, Gomes Ferrão Pedro Bandeira, Montezuma, Visconde de Pirajá, Carneiro de Campos, Garcia Pacheco, Rodrigo Brandão, Siqueira Bulcão, Pereira Rebouças, Brigadeiro Manoel Pedro, General Pedro Labatut, Tenente Coronel Souza Lima, Coronel Lima e Silva, Major Silva Castro, Coronel Luiz Lopes, Tenente José Pinheiro de Lemos, Tenente Jacome Dorea, Tenente Silva Lisboa, Capitão Cypriano Siqueira e Almirante Cochrane.

Entre essa parte da coluna e o capitel notam-se festões dourados.
O pedestal superior de mármore, em forma quadrangular, tem, no meio da face da frente, as armas da República e sobre elas o lema da democracia:
Liberdade, igualdade e fraternidade,Na face oposta, as armas ou divisa da cidade, com a inscrição apropriada:
Sic illa ad arcam reversa estDo lado direito, encostada ao pedestal, figura no (...) a estátua de uma mulher de colo ereto envolvida numa bandeira empunhada com vigor, que representa a Bahia, proclamando a sua liberdade.
Do lado oposto, uma estátua com cabelos soltos, coroa de louro e braços de mulher varonil, figura Catharina Paraguassú, tendo em uma das mãos uma arma em posição defesa e na outra um escudo, em que está gravado, com letras de ouro, aquelas memoráveis palavras pronunciadas nas margens de Ypiranga: Independência ou morte.



O pedestal inferior, ainda de forma quadrangular, e em maiores proporções, tem, es escudos de bronze e letras douradas, épocas que rememoram glórias para a primogênita do Brasil:

Chegada de Cabral a Porto Seguro, 22 de Abril de 1500
Fundação da Bahia, 6 de Agosto de 1549
Proclamação da Independência, 7 de Setembro de 1822
Entrada do Exército Libertador, 2 de Julho de 1823

Sobre essas colunas elevam-se troféus de armas e objetos indígenas, artisticamente combinados.
Nas almofadas da frente e fundo desse pedestal, existem quadros de bronze, em relevo, onde o artista, com perícia e arte, soube mostrar os atos de heroísmo praticados pelos itaparicanos na tomada da barca lusitana em 7 de janeiro de 1823 e, noutro, o denoto dos cachoeiranos em 25 de junho de 1822; figurando aqui, uma barca no rio Paraguassú, que é invadida por pessoas armadas de pedras e cacetes, que se apoderam da mesma; e ali, outra barca defronte do forte de São Lourenço, em Itaparica, para onde sobrem muitos abordantes, compostos de soldados e gente do povo.
Nas outras duas almofadas, lêem-se inscrições, a primeira das quais é como se segue:
Anno 1895
Aos heróes da Independência
A Pátria agradecida

No plano de que se partem as escadarias, observam-se, em socos de 0,m30 de alto na frente e no fundo, grandes águias com asas abertas, pousando esta sobre canhões, âncora, estandarte da Metrópole, com um escudo circulando de uma grinalda de folhas de café, com a data de 25 de junho de 1822, e aquela sobra a proa de uma barca em destroços, mastros, leme, cabos, machadinhas, etc, com a data de 7 de janeiro de 1823 escrita numa fita ornamentada de ramo de café, corresponde a elas os quadros acima descritos.



Fonte:
Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, nº. 59, 1933.