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terça-feira, 20 de maio de 2008

Origem nomes Ruas

Estrada da Rainha – Baixa de Quintas
Por ter sido o único acesso ao Cemitério da Quinta dos Lázaros, inevitavelmente todo cortejo fúnebre passava por aquela artéria.
Compreende-se que seja uma estrada, mas qual será a rainha? A morte?

Rua Carlos Gomes – Centro
Seu nome atual é uma homenagem ao maestro e compositor brasileiro Antônio Carlos Gomes.



Rua Chile – Centro
Em 1902, o nome de Rua Chile foi dado em homenagem a esse país sul-americano logo após a visita de esquadra chilena, que foi reverenciada pelo povo baiano.
Sua iluminação elétrica foi inaugurada em 1903, com grande festa na cidade.

Rua Cova da Onça – Nazaré
A clareza do batismo popular mais uma vez aqui se revela, embora não seja possível precisar quando teria sido ali enterrado algum felino daquela espécie, dando origem ao batismo.

Rua Direita da Piedade – Piedade
É denominação tipicamente portuguesa, trazida do Reino, onde existiam lá àquele tempo inúmeros exemplos de batismos iguais.
O adendo ao nome principal servia, portanto, para indicar as vias através das quais os moradores chegavam diretamente às edificações mais importantes do aglomerado urbano emergente.
Esta via levava de forma direita à Igreja da Piedade, templo que também dá nome à praça que lhe fica em frente.

Rua Direita do Santo Antônio – Santo Antônio
Idem ao batismo acima. Esta via levava de forma direita à Igreja de Santo Antônio.

Rua da Forca – Piedade
O acesso à Praça da Piedade - hoje totalmente remodelada - se fazia pela Rua de Baixo de São Bento (atual Carlos Gomes).
Por ali eram trazidos os condenados à execução, que ficavam encarcerados na parte inferior do prédio da Casa da Câmara e Cadeia (na Praça Municipal).
O cortejo era feito a pé, com os condenados sendo confortados pelos padres, e grande acompanhamento popular.
Ao chegar à altura de onde ainda hoje se encontra aquela rua, dobravam todos à esquerda e divisava-se, desde logo, aquele instrumento da justiça da época, instalado na Praça da Piedade. Assim é que, historicamente, a Rua da Forca é a rua que levava ao enforcamento.

Rua da Gamboa – Centro
Gamboa é uma lagoa artificial à beira do mar ou rio para juntar peixes.
Ali, na praia do Unhão, havia uma gamboa dos índios da aldeia de São Simão, aldeia essa localizada nas proximidades do hoje Passeio Público.

Rua Gregório de Matos – Centro Histórico
Batizada em homenagem ao poeta, popularizado pelo apelido de Boca do Inferno, nascido na Bahia em 1633.

Rua da Laranjeira – Centro
Contava-se na época que nessa rua morava um padre cuja vida pessoal tinha irregularidades. Desconfiando de que era espionado por alguém que se escondia na laranjeira existente em seu quintal, numa certa noite decidiu derrubá-la.
Ao fazer isso, veio ao chão, além da árvore, a ave noturna, que nela se aninhava para lhe testemunhar sua vida íntima, ficando a rua conhecida pelo acontecimento como Rua da Laranjeira.

Rua da Mangueira – Centro
Originalmente o seu nome completo foi Mangueira da Mouraria, estando localizada nas proximidades deste largo.

Rua das Mercês – Centro
A origem do nome desse trecho da Avenida Sete de Setembro, está ligada a fundação, em 1744, nesse mesmo local, do convento dedicado a Nossa Senhora das Mercês.

Rua da Misericórdia – Centro Histórico
É evidente que o batismo dessa rua se deve à presença ali, desde os primeiros tempos da colonização, da Igreja e Hospital da Santa Casa da Misericórdia.

Rua da Mouraria – Centro
Assim denominada por ter sido a primeira área destinada oficialmente para habitação dos ciganos que vieram degredados de Portugal para a Bahia, em 1718.

Rua da Paciência – Rio Vermelho
Tem a sua origem na Fazenda Paciência, de propriedade de Francisco Pinheiro de Souza.


Rua Politeama – Centro
Na área que hoje conserva seu batismo, localizou-se o Politeama Baiano, inicialmente apenas uma praça de touros, aberta ao público em 1882.

Rua Portão da Piedade – Centro
Um dos muitos acessos existentes entre a povoação grande e a região extramuros, e, a exemplo de tantos outros, guarnecido por um portão que era fechado pela necessidade de defesa e de controle de entrada e saída de pessoas.
O portão existiu e o batismo, que sobrevive ainda hoje, lhe conta a história.
O complemento (da Piedade) tem a sua origem na proximidade da Igreja da Piedade.

Rua do Tira Chapéu – Centro
Localizado ao lado da atual Câmara de Vereadores, ficava próxima à Casa dos Governadores.
Ficou assim conhecida pelo hábito dos transeuntes em levantar o chapéu em sinal de respeito quando se defrontavam com a referida residência.

Rua Quinta dos Lázaros – Baixa dos Sapateiros
Antigamente teria sido um sítio de retiro dos padres jesuítas, e que era conhecido como Quinta dos Padres.

Créditos: Jornalista Luiz Eduardo Dórea.

Origem nomes das Ladeiras

Ladeira do Acupe - Brotas
É de origem tupi, que significa: no calor.

Ladeira dos Aflitos - Centro
Origina-se da presença naquele local da Capela do Senhor dos Aflitos, que ainda hoje pode ali ser vista já transformada em igreja.

Ladeira dos Barris - Barris
É o plural de barril. Através de uma ladeira estreita, chegava-se nas margens do Dique do Tororó, em busca de água para uso doméstico.
No local foram enterrados diversos barris, visando com isso melhorar a qualidade da água que era ali apanhada, evitando que se turvasse ou enchesse de sujeira.

Ladeira da Barroquinha - Centro
Compreende-se por barroca (escavação natural, barranco), a depressão feita no terreno por ação de água corrente e impetuosa.
O diminutivo que ainda hoje indica um dos acessos à Baixa dos Sapateiros - Barroquinha - foi incorporado ao cotidiano da cidade no início do século XVIII.
Como aconteceu outras vezes, sua origem foi encontrada no espírito simples do povo, que se referia às águas que, na estação chuvosa, ali mansamente faziam o seu trabalho de erosão, escavando o terreno quando escorriam das Hortas de São Bento.


Ladeira do Boqueirão - Santo Antônio
Denominação que ainda hoje indica a ladeira existente entre as ruas Direita de Santo Antônio e dos Adobes, tem sua origem na Irmandade de Nossa Senhora do Boqueirão, que existiu na Igreja de Santo Antônio Além do Carmo, com o nome de Irmandade de Homens Pardos. Desapareceram a irmandade e a capela, porém o batismo da trincheira ali existente origina-se a denominação que permanece em uso na atualidade.

Ladeira do Desterro - Nazaré
Recebe esse batismo devido a construção de um mosteiro religioso no sítio de Nossa Senhora do Desterro.

Ladeira da Fonte Nova - Nazaré
É batismo óbvio e origina-se da presença ali de um dos mais conhecidos pontos de abastecimento de água da cidade, quando a população ainda era atendida por fontes e chafarizes.

Ladeira do Funil - Barbalho
O traçado cônico ou afunilado desta via determina o seu batismo.

Ladeira dos Galés - Brotas
Datada de 1810, foi construída como ligação entre os bairros de Nazaré e Brotas, com a execução do primeiro aterro de parte do Dique do Tororó.
O acesso foi batizado com o nome de Galés, que significa trabalho forçado realizado por presos com correntes nos pés.

Ladeira da Misericórdia - Centro
Seu batismo oficial é Rua Padre Nóbrega, embora popularmente nunca tivesse sido conhecida por outro nome que não o de Ladeira da Misericórdia.


Ladeira da Montanha - Centro
Esse batismo resulta da presença de uma ladeira e de uma rua localizadas em uma montanha. Daí o seu nome de Ladeira da Montanha.



Ladeira dos Perdões - Santo Antônio
Esse batismo surge com a instalação de um recolhimento para as beatas da ordem franciscana da Capela do Senhor Bom Jesus dos Perdões.
Assim, apresenta uma semelhança com os demais batismos que tiveram sua origem na presença de estabelecimentos religiosos.

Ladeira da Preguiça - Centro
Depois das ladeiras da Misericórdia e da Conceição, esta foi construída para mais uma opção de acesso de mercadorias do porto para a cidade, mercadorias essas que eram transportadas em carretões puxados a bois e empurrados por escravos que alegavam ser este um trabalho muito pesado, e por isso dava preguiça.
Daí ficaria conhecida como Ladeira da Preguiça.









Ladeira do Pau da Bandeira - Centro
Este nome se originou de um mastro ali localizado, no qual eram hasteadas bandeiras para orientar a entrada de navios ao porto da cidade, desde os tempos de colônia.



Ladeira do Taboão - Centro
Quando do encerramento do Rio das Tripas, após a invasão holandesa, foram encontrados embaixo do quintal do Convento de São Francisco grossas vigas enterradas, o que levaria a supor que ali existiria uma ponte ou simplesmente um apanhado de tábuas postas sobre essas vigas. Esse lugar, por tal motivo, ficaria conhecido como Rua do Taboão.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Cruz do Pascoal

Local que virou point de barzinhos tem origem curiosa: o devoto Pascoal Marques de Almeida mandou erguer um monumento, em 1743, em homenagem a Nossa Senhora do Pilar, cuja imagem foi roubada há anos.
Na igreja matriz, a construção atual data do século XIX, e há uma placa lembrando a resistência de Mauricio de Nassau à invasão Holandesa.
Foi também ali, pelas ruas do Santo Antonio, em 1823, que o exército de libertação passou com seus soldados do povo rumo ao Terreiro de Jesus.
O cortejo, que sai da Lapinha, se repete todos os anos no dia que comemoramos a Independência da Bahia: 2 de julho.

                      

ORATÓRIO DA CRUZ DO PASCOAL
Situa-se o oratório no bairro de Santo Antônio Além do Carmo, em sítio tombado pelo IPHAN (GP-1), que compreende áreas dos sub-distritos da Sé e Passo.
O oratório está implantado no meio de um largo de forma triangular, para onde se abrem sobrados, na sua maioria do séc. XIX, muitos dos quais com fachada azulejada.
A ambiência do monumento foi prejudicada pela substituição do piso de pedras irregulares, por asfalto, em 1971.
Um dos mais pitorescos e expressivos pontos de referência visual de Salvador. O oratório que é constituído por uma coluna encimada por um nicho, guarda em seu interior uma preciosa imagem de N. S. do Pilar, do séc. XVIII.
O oratório é praticamente todo revestido de azulejos azuis e brancos e está hoje protegido por gradil de ferro do séc. XIX.
O oratório é formado por um nicho inspirado nas torres sineiras de igrejas baianas do começo do séc. XVIII, que se apóia sobre o ábaco de uma robusta coluna toscana de seção octogonal, montada em pedestal de pedra.
A terminação do nicho, em pirâmide azulejada, é encontrada nas torres de numerosas igrejas baianas como: Santo Antônio de Cairu (1670), S. Francisco (1720), Belém da Cachoeira (1730),
N. S. da Lapa e Santa Casa de Misericórdia.
Os pináculos foram substituídos por esferas de louça.
Os azulejos que revestem o nicho e coluna são portugueses, do séc. XVIII.



Histórico arquitetônico:
1743 - O oratório foi erguido por Pascoal Marques de Almeida, natural de Lisboa, como testemunho de sua fé em N. S. do Pilar;
1874 - É construído um gradil de ferro, para proteção do oratório.

Fonte: Cd-room IPAC-BA: Inventário de proteção do acervo cultural da Bahia, Bahia, Secretaria de Cultura e Turismo.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Igreja Rua do Passo

Igreja do Santíssimo Sacramento da Rua do Passo

Construída no início do século XVIII, sofreu, cem anos depois, grandes mudanças internas nos retábulos e arremates do forro.
A escadaria, que faz a ligação da igreja com a ladeira do Carmo, foi aberta ao século XIX para dar mais imponência ao templo, antes escondido na rua estreita.
Internamente, pode-se destacar um ossuário situado por baixo das escadas.
O escritor baiano Dias Gomes ambientou sua famosa obra "O Pagador de Promessas", no local. O filme de mesmo nome ganhou a "Palma de Ouro", em Cannes, no início da década de 60.
Atualmente está igreja encontra-se fechada para reforma, sem previsão de ser reaberta. Mesmo assim, vale a pena visitar o local.

Ladeira do Carmo - Centro Histórico de Salvador

Mais informações

A igreja situa-se na primeira zona de expansão da cidade e integra o sítio tombado pelo IPHAN nos sub-distritos da Sé e Passo.
A vizinhança da igreja é constituída por casas e sobrados predominantemente da 1ª metade do séc. XIX.
Edificada em rua muito estreita, à Rua do Passo, sua perspectiva foi assegurada pela criação de uma larga escadaria de ligação desta com a ladeira do Carmo.
Possui a igreja um subsolo (ossuário), pavimento térreo (nave, capela-mor e sacristia) e um primeiro pavimento (tribunas e coro).
Altares e retábulos de meados do séc. XIX, de autoria de Joaquim F. de Matos Roseira e Cipriano Francisco de Souza. Possui azulejos de Lisboa de 1750 na capela-mor e azulejos industriais (séc. XIX) na nave.


O teto da nave é atribuído a Antônio Pinto e Antônio Dias. Possui ainda 2 painéis representando a Transfiguração do Senhor, cópia parcial de Rafael; e Ceia de Cristo de autoria de José Rodrigues Nunes, que também dourou a obra de talha (1859), e dois painéis de autoria de José Antônio da Cunha Couto, representando a Multiplicação dos Pães e a Comunhão dos Apóstolos (1883/84). Imagens de São José, N. S. da Conceição e N. S. Mãe dos Homens. Alfaias: castiçais e coroas
Sua planta é típica das igrejas baianas do começo do séc. XVIII, com corredores laterais recobertos por tribunas e sacristia transversal.
A fachada é uma evolução do tipo iniciado pela Matriz de Maragogipe.
O corpo da torre, que serve de base à pirâmide de cobertura, é terminado por frontões curvos, inovação aparecida em 1728 na igreja da Misericórdia, sob a forma de frontão retilíneo. Em conseqüência do forte declive do terreno, foi adotada a solução de superposição da sala da mesa sobre a sacristia e desta sobre o ossuário, solução também adotada em outras igrejas baianas como N. S. do Boqueirão, Ordem 3ª de São Francisco, Santa Casa de Misericórdia e, parcialmente, na Ordem 3ª do Carmo.
A pintura do teto, de autoria duvidosa, é uma perspectiva ilusionista barroca, de origem italiana, introduzida no país na metade do séc. XVIII. Talha de estilo neoclássico.



Histórico arquitetônico:

1718 - É criada a Freguesia do SS. Sacramento da Rua do Passo, quando governava o 5º Arcebispo, D. Sebastião Monteiro da Vide;
1736 - Instituição da nova igreja paroquial da r. do Passo;
1737 - Uma ordem real outorga subsídios para a construção da capela-mor;
1820/21 - Conserto da cornija da nave e do painel que caiu;
1834/35 - Obras de restauração, principalmente da torre sul;
1848/49 - Remodelação interna compreendendo: novo retábulo da capela-mor, duas varandas corridas em lugar das tribunas, remate de duas portas colaterais, enfeites e remates do forro, realizados por Joaquim Francisco de Matos Roseira e Cipriano Francisco de Souza;
1850 - Executados altares do arco cruzeiro e dois altares laterais;
1851 - São construídos dois altares, 6 tribunas, 2 púlpitos, remates nas bacia, portas e janelas. Abertura de quatro novas portas no interior da igreja;
1854 - Novo lajeado do corpo da igreja, corredores e sacristia;
1858 - Obras de pintura e douramento da talha por José Rodrigues Nunes;
1889/90 - Colocação de azulejos na nave da igreja.

Fonte: Cd-room IPAC-BA: Inventário de proteção do acervo cultural da Bahia, Bahia, Secretaria de Cultura e Turismo.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Igreja dos Quinze Mistérios

A capela situa-se na esquina da Praça dos Quinze Mistérios, no bairro de Santo Antônio Além do Carmo, que conserva um dos melhores conjuntos de arquitetura do século XIX da cidade.
No local em que foi construída existiam primitivamente, trincheiras de defesa da cidade, escavadas no tempo do Vice-rei Marquês de Angeja.
A igreja integra o sítio tombado pelo IPHAN (GP-1) compreendendo áreas dos sub-distritos da Sé e Passo.
Arquitetura menor de valor principalmente ambiental. A capela nunca chegou a ser concluída, por falta de recursos.
É formada, atualmente, pela capela-mor, nave e coro. A sacristia, situada do lado direito, ruiu há cerca de cinco anos. Apresenta, ao nível do coro, falsas tribunas, tanto ao longo da nave como da capela-mor.
Igreja inconcluída da 1ª. metade do Séc. XIX. Seu projeto inicial previa corredores laterais superpostos por tribunas, que chegaram a ser executadas, mas que estão entaipadas. Este tipo de planta se difundiu nas igrejas matrizes e de irmandade, a partir do início do século XVIII, mas ainda no século seguinte era adotado, como se pode constatar no presente exemplo.
Sua fachada neoclássica é do tipo templo com frontão clássico. Contudo, desenho existente na sacristia, aqui reproduzido, mostra que o projeto previa uma fachada com duas torres bulbosas e frontão rococó tardio. Seu interior apresenta decoração neoclássica.

Histórico arquitetônico

1811 - É criada na Matriz de Santo Antônio Além do Carmo a confraria de N. S. do Rosário dos Quinze Mistérios dos Homens Pretos, que funcionou naquele local até a construção de sua capela; 1829 - No local de uma antiga casa de adobe é construída a capela da nova confraria, com pedras de Água de Meninos. A capela nunca foi concluída por falta de recursos;
1852 - Forma-se na capela a irmandade de N. S. da Soledade.

Fonte: Cd-room IPAC-BA: Inventário de proteção do acervo cultural da Bahia, Bahia, Secretaria de Cultura e Turismo.

Igreja Santo Antônio Além do Carmo


IGREJA MATRIZ DE SANTO ANTÔNIO ALÉM DO CARMO

A igreja está localizada no extremo do bairro de Santo Antônio Além do Carmo, abrindo-se para a Praça Barão do Triunfo, de onde se domina o porto e grande parte da Baía de Todos os Santos.
Para a praça também se abrem, dentre outras construções, o forte do mesmo nome e um belo sobrado de oitão.
A praça é tombada como sítio pelo IPHAN (GP-1) e considerada zona de preservação rigorosa (GP-1) pelo art. 113 da Lei Municipal n° 2.403, de 23.08.1972.
Arquitetura menor, de valor principalmente ambiental, urbanística e volumetricamente aceitável.
A igreja, que é supostamente a terceira que se constrói no local, foi muito transformada no começo deste século.
Os dois corpos de construção laterais à Capela-mor são deste século e terminam por terraços de concreto. Seu interior é revestido de escaiola, imitando mármore. Possui, além do altar-mor, dois no ângulo do arco cruzeiro e quatro nas paredes laterais da nave.
No lado esquerdo e no plano da fachada existe um oratório que se abre diretamente sobre a rua. O mesmo elemento aparece em outras igrejas baianas como a do Boqueirão e Rosário dos Pretos.
A igreja atual, atribuída ao começo do século XIX, segue a planta típica das igrejas matrizes de irmandade do século XVIII, embora não concluída.
Sua nave apresenta altares laterais sob arcos de descarga. Este elemento arcaico é um resíduo das capelas laterais intercomunicantes da igreja jesuítica luso-brasileira tradicional, e foi pela primeira vez usado na igreja de S. Paulo do Colégio de Braga.
A planta da igreja baiana assemelha-se muito à da igreja de Madre de Deus de Recife (1707 / 20). Como não se conhece bem em que consistiram as obras de "reconstrução" da igreja, em 1813, é provável que a caixa da antiga igreja tenha sido aproveitada, embora acrescida de novos elementos, como o corredor lateral, tribunas, torres, etc.
Sua fachada rococó é tardia. O frontão é de influência franciscana e tem sua origem nos conventos de Santo Antônio de Cairu e Santo Antônio do Paraguassu. O seu interior apresenta talha neoclássica, provavelmente de Cipriano Francisco de Souza, que trabalhou na igreja na primeira metade dos oitocentos.

Histórico arquitetônico

1594/95 - Fundada a capela primitiva por Cristóvão de Aguiar Daltro; 1638 - A 13 de junho, o Padre Antônio Vieira prega o seu sermão "à beira das trincheiras que, por 40 dias, defenderam a cidade contra as tropas de Nassau";
1648 - É criada a paróquia de Santo Antônio Além do Carmo pelo 7° Bispo do Brasil, D. Pedro Sá Sampaio. A nova Matriz de Santo Antônio, situada ao lado da fortaleza do mesmo nome, substituiu a antiga capela;
1813 - Reconstrução da igreja.

Fonte: Cd-room IPAC-BA: Inventário de proteção do acervo cultural da Bahia, Bahia, Secretaria de Cultura e Turismo.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Santo Antônio

O Santo Antonio Além do Carmo é um dos bairros mais antigos de Salvador, seu primeiro registro remonta ao século XVII.
Limitado pelos bairros do Barbalho e Carmo, ele inicia na Cruz do Pascoal e vai até o largo de Santo Antonio Além do Carmo, oficialmente chamado de Largo do Barão do Triunfo.
O termo Além do Carmo refere-se às portas da cidade do Salvador que, no primeiro século de habitação, tinha uma entrada no Convento do Carmo.Seu principal templo, a Igreja de Santo Antônio Além do Carmo, foi reconstruído em 1813 onde antes havia um templo primitivo. Próximo dali, encontramos o Plano Inclinado do Pilar que liga o bairro à Cidade Baixa.
Do seu alto é possível admirar todo o esplendor da Baía de Todos os Santos, principalmente nos seus casarões e sobrados que vem sendo, ultimamente, transformados em hotéis de charme e pousadas, para alegria dos turistas que desfrutam de toda a sua tranqüilidade no coração do Centro Histórico.