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domingo, 24 de agosto de 2014

Salvador


A história da cidade de Salvador inicia-se 48 anos antes de sua fundação oficial com a descoberta da Baía de Todos os Santos, em 1501.
A Baía reunia qualidades portuárias e de localização, o que a tornou referência para os navegadores, passando a ser um dos pontos mais conhecidos e visitados do Novo Mundo.
Isso fomentou a idéia de construção da cidade.
O rei D. João III, então, nomeou o militar e político Thomé de Sousa para ser o governador-geral do Brasil e fundar, às margens da Baía, a primeira metrópole portuguesa na América. Em 29 de março de 1549, a armada portuguesa aportava na Vila Velha (hoje Porto da Barra), comandada pelo português Diogo Alvares, o Caramuru.
Era fundada oficialmente a cidade de Cidade do São Salvador da Baía de Todos os Santos, que desempenhou um papel estratégico na defesa e expansão do domínio lusitano entre os séculos XVI e XVIII, sendo a capital do Brasil de 1549 a 1763.
O trecho que vai da atual Praça Castro Alves até a Praça Municipal, o plano mais alto do sítio, foi escolhido para a construção da cidade fortaleza.
Thomé de Souza chegou com uma tripulação de cerca de mil homens – entre voluntários, marinheiros soldados e sacerdotes, que ajudaram na fundação e povoação de Salvador.
Em 1550, os primeiros escravos africanos vieram da Nigéria, Angola, Senegal, Congo, Benin, Etiópia e Moçambique.
Com o trabalho deles, a cidade prosperou, principalmente devido a atividade portuária, cultura da cana de açúcar e comercialização o algodão o fumo e gado do Recôncavo.
A riqueza da Capital atraiu a atenção de estrangeiros, que promoveram expedições para conquistá-la.
Durante 11 meses, de maio de 1624 ao mês de abril de 1625, Salvador ficou sob ocupação holandesa.
Em 1638, mais uma tentativa de invasão da Holanda, desta vez com o Conde Maurício de Nassau que não obteve êxito.
A cidade foi escolhida como refúgio pela família real portuguesa ao fugir das investidas de Napoleão na Europa, em 1808.
Nessa ocasião, o príncipe regente D. João abriu os portos às nações amigas e fundou a escola médico-cirúrgica, primeira faculdade de medicina do País.
Em 1823, mesmo um ano depois da proclamação da Independência do Brasil, a Bahia continuou ocupada pelas tropas portuguesas do brigadeiro Madeira de Mello.
No dia 2 de julho do mesmo ano, Salvador foi palco de um dos mais importantes acontecimentos históricos para o estado e que consolidou a total independência do Brasil.
A data passou a ser referência cívica dos baianos, comemorada anualmente com intensa participação popular.
Dos planos iniciais de D. João III, expressos na ordem de aqui ser construída "A fortaleza e povoação grande e forte", o compromisso foi cumprido por Thomé de Souza e continuado pelos que os sucedem.
São filhos de Catarina e Caramuru, que se misturaram com os negros da mãe África e legaram à Salvador a força de suas raças criando um povo “gigante pela própria natureza”. Cultura “Na Bahia, a cultura popular entra pelos olhos, pelos ouvidos, pela boca (culinária tão rica e saborosa), penetra nos sentidos adentro, determina a criação literária e artística, é sua viga mestra. Determina, assim, a condição nacional da literatura e da arte: caráter popular presente mesmo na obra mais refinadamente intelectual.” (Jorge Amado)
Culinária, artesanato, manifestações populares e religiosas, arquitetura e memória. Somados, estes elementos constituem o legado de um povo: a sua cultura. Porém, tratando-se de Salvador, o conceito de cultura extrapola o limite de qualquer definição e compreende um universo inesgotável de riquezas, do qual o maior tesouro é mesmo o seu povo.
A mistura de credos, lendas, cores e raças, resultado da comunhão entre o indígena, o europeu e o africano, foi incorporada por Salvador e pode ser apreciada através de suas manifestações culturais cultivadas durante o ano inteiro.
A capoeira, o candomblé, o maculelê e o Carnaval são algumas destas representações populares.
Desde sua arquitetura secular, passando pela diversidade rítmica, até a sua literatura: tudo em Salvador da Bahia é único.
A magia desta cidade, que tanto encanta e seduz, é misteriosa como o namoro da lua como o mar, bela como o por do Sol do Humaitá, multidimensional como a cidade vista do alto do Elevador Lacerda, colorida como o Pelourinho, forte como a fé da população, frenética como o requebrado deste povo atrás do trio elétrico, preciosa como a sua arquitetura, gostosa como a sua culinária e incessante como o subir e descer das ladeiras.
A forma como as pessoas interagem com todos estes ícones é o que faz da cultura de Salvador algo especial e diferenciado. Do axé ao bolero, do reggae ao clássico. Salvador é um caldeirão musical, que ferve ao som de todos os ritmos. Dança ao som de todas as músicas. Cintila sobre todas as cores de todos os corpos de tanta gente.
Salvador é fé. A mesma fé que move os que acreditam do candomblé ao espiritismo.
Salvador tem espaço para todos os credos. Tem espaço para todas as tribos, para todos os gostos e todas as necessidades. A noite ferve para os jovens, os bares da orla divertem a boemia.
Há lugar para gente de todas as idades. De todas as línguas.
Salvador é singular porque é plural.
Emoções, sensações e imagens inesquecíveis são registradas para sempre na memória de quem conhece a cidade.
Desta forma, dentro de cada visitante, há um pedacinho de Salvador em todos os cantos do planeta. E quem leva Salvador no coração, para onde vai, tem necessidade de voltar um dia.
A Salvador guardada no coração de tanta gente e a Salvador, capital da Bahia e coração do Brasil são a mesma cidade. Mas só quem toca os pés deste solo sagrado consegue se sentir verdadeiramente completo.








quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Praia Porto da Barra

Em 2007, o site de turismo do jornal inglês The Guardian classificou a praia do Porto da Barra como a terceira melhor do mundo, atrás apenas das Ilhas Cies na Galícia, Espanha, e da praia do Parque Nacional Tayrona, na Colômbia.
Quem frequenta a praia do Porto entende perfeitamente o mérito em questão, afinal a praia é um espaço democrático, onde a diversidade reina sob a luz do sol.
Suas águas – guardadas pelos fortes de Santa Maria e São Diogo – são calmas e convidam os adeptos de um bom banho de mar ou mesmo os praticantes da natação a nelas mergulhar. Sua faixa de areia, apesar de estreita, abriga um número de apaixonados por seus encantos que, ao cair da noite, aplaudem o mais lindo pôr-do-sol da cidade.








Localiza-se no bairro da Barra; limita-se ao sul pela encosta que é formada pela Ladeira da Barra, passando pelo Hospital Espanhol indo até o Farol da Barra, passando pela fortaleza de Santa Maria.
No limite do passeio, em pedras portuguesas, existe uma balaustrada de onde se tem uma excelente vista da Ilha de Itaparica e de onde se pode apreciar o pôr-do-sol - um dos poucos locais do Brasil continental onde o poente ocorre sobre o mar.
Esta enseada termina antes da fortaleza de Santa Maria, a partir da qual as formações rochosas tornam o local inapropriado ao banho.
Existe também um monumento, em forma de cruz, indicando o local do desembarque do primeiro governador-geral do Brasil Tomé de Sousa.
É um dos pontos turísticos da Bahia, com vários hotéis e restaurantes.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Comunidade do Solar do Unhão

A Comunidade está localizada na Gamboa de Baixo, lugar de gente simples, mas com muitas aspirações. A vista é fantástica, de lá se avista a grandiosidade da Baía de Todos os Santos, a Ilha de Itaparica e o vai e vem das embarcações. O pôr do sol é outra atração imperdível do local, o céu no final do dia fica colorido e junto com o som das ondas nos transporta para outros mundos. 




Atualmente  o local abriga o Museu de Street Art Salvador.

Museu de Street Arte Salvador 2


Saiba  mais no site: http://www.ilovemusas.com


Ao lado da comunidade temos o Solar do Unhão. O local se caracteriza por ser um expressivo conjunto arquitetônico, integrado pelo Solar, pela Capela de Nossa Senhora da Conceição, cais, aqueduto, chafariz, senzala e um alambique com tanques. E além de sediar o famoso Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA).







 
 

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Baía de Todos os Santos

A maior e uma das mais belas baías da costa brasileira, a Baía de Todos os Santos, encanta a todos que a visitam pelo grande número de ilhas tropicais, com praias e vegetação paradisíacas, e pela extrema riqueza histórica de seu cenário, pontilhado de igrejas, fortalezas, belos solares coloniais e sedes de fazendas.
Já foi, nos séculos XVII e XVIII, o maior porto marítimo do Hemisfério Sul.
Em seus 1052 quilômetros quadrados, abriga 56 ilhas, recebe as águas doces de inúmeros rios e riachos, sendo os principais o Paraguaçu, o Jaguaripe e o Subaé, além de ter debruçada em seu entorno a primeira capital do Brasil e a maior do Nordeste, Salvador e 13 municípios situados em seu entorno: Vera Cruz, Jaguaripe, Nazaré, Salinas da Margarida, Maragojipe, São Felix, Cachoeira, Santo Amaro, São Francisco do Conde, Saubara, Madre de Deus, Candeias e finalmente o município de Itaparica.
A Baía de Todos os Santos é considerada a maior Baía do Brasil e a segunda maior do mundo.






Maior baía navegável do Brasil e um dos mais favoráveis locais para o lazer náutico das Américas, a Baía de Todos os Santos, hoje, é alvo de grandes investimentos que visam o incremento do turismo e dos esportes náuticos, por reunir excelentes condições, tais como ventos regulares, temperatura média anual de 26° C, águas abrigadas e inúmeros roteiros e cenários históricos naturais.

Esta Baía recebeu o seu nome do navegador Américo Vespúccio, que entrou por aqui no dia 1 de Novembro, dia de Todos os Santos, de 1501, a serviço do rei de Portugal, na frota comandada por Gaspar de Lemos.
Os índios Tupinambás, os mais numerosos da região, chamavam-lhe de Kirimurê.

Ilhas da Baía de Todos os Santos


ILHA DE MADRE DE DEUS

É um município de grande importância, devido a existência do terminal marítimo da Petrobrás. Pertencem ao município a ilha de Maria Guarda e a Praia do Suape, de onde se tem uma bela vista de Salvador.
Da arquitetura civil destacam-se, no alto da Matriz, as casas de Pedro Gomes e de Laudelino Pinheiro, e na praia do Suape a Casa dos Dois Leões e a de Antônio Balbino, todas da segunda metade do século XIX, assim como a Igreja Matriz de Nossa Senhora Mãe de Deus.


ILHA DO MEDO

É a primeira Estação Ecológica da Baía de Todos os Santos, tombada oficialmente por lei municipal de 1991.
A vegetação predominante é a restinga com exuberante bosque de árvores de mangue.
A ilha é envolta de mistérios e lendas, a começar pelo próprio nome.Os antigos dizem que o lugar foi assim batizado por ter ficado assombrado depois de abrigar um asilo, para onde eram levados doentes terminais de lepra e de cólera.
Outra lenda conta que um padre da comarca de Itaparica, teria recebido dinheiro para celebrar missa e não o fez. Após sua morte, sua alma passou a residir na ilha e convidava pescadores que passavam pelo local para assistir à celebração da missa. Contam também que os negros faziam trabalhos de candomblé para amedrontar os brancos da região, e para afastar os negros, os jesuítas teriam colocado gatos selvagens na ilha. Verdade ou não, ainda hoje a Ilha do Medo, que continua desabitada, é povoada por gatos.



ILHA DA MARÉ

A Ilha de Maré está localizada na parte central da Baía de Todos os Santos, perto do Porto de Aratu.
Rica em vegetação e paisagens deslumbrantes, a ilha é um paraíso no litoral baiano.
É formada por pequenos vilarejos, com casas de pescadores nativos e de veranistas à beira-mar. Sentadas à porta das casas, podemos encontrar as rendeiras, confeccionando peças em renda de bilro, um dos artesanatos mais tradicionais da região. Também podemos encontrar, principalmente nos povoados de Santana e Praia Grande, peças artesanais feitas de bambu. O local é bastante primitivo, onde os nativos vivem basicamente do artesanato e da pesca.

As principais praias da Ilha de Maré são: Praia de Itamoabo, Praia ou Bacia das Neves, Praia Grande, Praia de Santana e Praia do Botelho ou Oratório de Maré.

A Praia de Itamoabo é o ponto de chegada das procissões marítimas. Com suas águas mornas, cristalinas e contando com a formação de piscinas naturais, é propícia para o banho e para a prática de esportes náuticos durante todo o ano. As areias da praia são muito largas e apresentam muitas formações rochosas.
A Igreja de Santana, construída no século XIX está localizada no povoado de Itamoabo.
Ao sul da Praia de Itamoabo encontra-se a Praia ou Bacia das Neves, onde está situada a Capela de Nossa Senhora das Neves, construída no século XVI, em estilo colonial. É considerada um dos mais lindos exemplos da nossa arquitetura e religiosidade.
O mar é bastante tranqüilo, constituindo-se em excelente local para a prática do mergulho e de outros tipos de esportes náuticos.

Praia do Botelho
Com areias semi-desertas e águas bem mornas, a Praia do Botelho pode ser considerada uma síntese de toda a ilha. No local é comum a prática de mergulho e outros esportes náuticos, já que o mar apresenta-se sempre tranqüilo.
A Praia do Botelho está localizada a 1 km ao sul da Praia das Neves e é também conhecida como Oratório de Maré, que oferece uma linda vista panorâmica da Baía de Todos os Santos. Lá é constante a presença de escunas particulares e de turismo, que partem de Salvador com destino a um restaurante com atracadouro privativo, que funciona no local.
Esta praia é praticamente deserta, margeada por matas e coqueirais. Possui águas transparentes, calmas e mornas e é propícia para o banho de mar e a prática de mergulho.

Praia das Neves
Esta é a mais bem estruturada praia da Ilha de Maré. Seu mar, de águas mornas e sem ondas, é margeado por vastas areias, repletas de barracas especializadas em frutos do mar.
O local é ideal para passeios de caiaque e jet-ski, além de mergulho,( somente quando a ausência de ventos mantém seu mar cristalino).
A igreja de Nossa Senhora de Santana, datada de 1552, é uma excelente dica de passeio.


Restaurantes:
Bar do FlorêncioRua do Botelho Nº. 11 - Ilha de Maré - Salvador - Bahia
Tel. (71)3297-5049 CEL 8144-8772/8137-1728

Bar Parada Obrigatória
Itamoabo - Ilha de Maré - Salvador - Bahia
Tel. 3297-6066

Bar e Restaurante Beira MarTel. 8837-3029/8763-5737
Passa Cavalo - Ilha de Maré

Restaurante Recanto da Ilha ItamoaboIlha de Maré - Salvador - Bahia
Tel.: 3392-6254

Bar e Restaurante BericoItamoabo - Ilha de Maré - Salvador - Bahia
Tel.: 3297-6006 Cel.: 9975-3233

Bar da AngelinaTel. (71)3297-5013
Botelho - Ilha de Maré - Salvador – Bahia



ILHA DOS FRADES

A ilha dos Frades é uma das mais importantes ilhas da Baía de Todos os Santos pela sua singularidade paisagística, o que motivou a sua transformação em Parque Ecológico.
A ilha possui o formato de uma estrela de 15 pontas. O local possui extensa e exuberante faixa da Floresta Atlântica com inúmeras árvores nativas inclusive o pau-brasil.

A Ilha mede cerca de duas léguas de comprimento e reúne nessa dimensão grande número de atrativos: portos seguros, praias lindas, povoados curiosos, ruínas de aristocráticos casarões e dois monumentos religiosos da melhor qualidade: a Igreja de Nossa Senhora do Loreto do Boqueirão e a Capela de Nossa Senhora do Guadalupe.
A ilha chama-se "dos Frades" porque no princípio do descobrimento do Brasil, religiosos que escaparam do naufrágio de um navio ali se abrigaram, sendo, contudo, devorados por índios Tupinambás que nela habitavam. A ilha foi entreposto de escravos que ali cumpriam quarentena.
Uma das suas áreas funcionou como lazareto (leprosário). Foi também lugar de repouso e meditação dos jesuítas. Conta uma de suas lendas que lavadeiras viram um padre conversando com passarinhos que esvoaçavam sobre sua cabeça.

(Texto adaptado da reportagem “Especulação ameaça a beleza e história da ilha” de José Augusto Berbert, A TARDE, 11.01.1978).

Atrativos:

CAPELA DE NOSSA SENHORA DO LORETO
A capela situa-se na Ilha dos Frades, em uma pequena ponta que avança para o boqueirão, por onde passam os saveiros e petroleiros que se destinam ao Recôncavo ou ao terminal de Madre de Deus. Notável implantação paisagística.
A igreja está protegida das águas por um cais que serve para a atracação de pequenas embarcações. Não existem construções em sua vizinhança.
Uma das mais graciosas e pitorescas igrejas baianas. Em sua fachada estão fixadas duas placas alusivas à construção e reforma da igreja. Na cobertura pode-se contar cinco coruchéus de grande porte.

Histórico arquitetônico:
1645 - Segundo o Santuário Mariano, a igreja foi edificada neste ano por Francisco da Costa, dono, na época, da ilha;
1756 - Sofre grande obras, segundo placa existente na fachada, na qual se lê: "Capela Nossa Senhora do Loreto feita de novo pelos IRM. de... da cidade da Bahia. Era de 1756 anos";
1876 - Nova reforma assinalada em inscrição na fachada: "Re-edificada pelo T. Cel. Fortunato Jr. da Cunha. 1876".

Fonte: Cd-rom IPAC-BA: Inventário de proteção do acervo cultural da Bahia, Bahia, Secretaria de Cultura e Turismo.

IGREJA DE NOSSA SENHORA DE GUADALUPE
A ermida situa-se no cume de um espigão que avança para o mar, próximo ao povoado de Ponta de Nossa Senhora, na Ilha dos Frades. A fachada principal da igreja está voltada para a barra da baía, enquanto que no fundo existe um pequeno cemitério. Não existem casas em sua proximidade, mas um pequeno farol construído a poucos metros da capela prejudica sua ambiência. De seu adro se desfruta um notável panorama da Baía de Todos os Santos. O Santuário Mariano (1711) descreve uma imagem de madeira de N. S. da Conceição, com três palmos de altura, que era cópia da existente em Toledo (Espanha.) e muitos ornamentos e peças de prata, tudo hoje desaparecido.
Edifício de notável mérito arquitetônico. A pequena ermida é constituída de uma pequena nave, capela-mor recoberta de abóbada, e sacristia. No lado esquerdo da igreja existem fundações, que não parecem muito antigas, de um corredor lateral que não chegou a ser executado.

Histórico arquitetônico:
Há poucas informações sobre a fundação desta igreja. Frei Agostinho de Santa Maria afirmava em 1711: "Esta casa da Senhora é muito antiga, e assim já não há lembrança, nem consta do tempo em que foi fundada; mas dizem que o fundador se chamava Domingos Rodrigues, e que era sumamente devoto desta Senhora, o qual era o Senhor daquelas terras".

Fonte: Cd-rom IPAC-BA: Inventário de proteção do acervo cultural da Bahia, Bahia, Secretaria de Cultura e Turismo.

IGREJA DE BOM JESUS DOS PASSOSSitua-se na povoação de Bom Jesus dos Passos, na Ilha do mesmo nome. A igreja está implantada no meio de uma praça, com sua fachada voltada para as águas da baía e protegida das mesmas por um cais.
Igreja matriz com sacristia lateral à capela-mor e um só corredor lateral. Sua fachada apresenta, igualmente, uma só torre e nicho sobre a porta principal.
O interior possui três altares. O da capela-mor parece ser original, enquanto que os existentes no ângulo do arco cruzeiro são recentes. Possui imagem do Senhor dos Passos, executada em madeira por Félix Pereira.

Histórico arquitetônico:
1728 - É dada a licença para a construção;
1766 - É iniciada a construção por André de Carvalho e outros devotos.

Fonte: Cd-rom IPAC-BA: Inventário de proteção do acervo cultural da Bahia, Secretaria de Cultura e Turismo.

BOM JESUS DOS PASSOS
Situa-se entre as Ilhas de Madre de Deus e dos Frades. A chegada de barco oferece um belo visual com a ponta de atracação e a Igreja Bom Jesus dos Passos.
A vegetação é densa e a vila bastante florida. Vale a pena o desembarque para andar nas ruas sossegadas, onde a população vive basicamente da pesca e da carpintaria. É interessante visitar o Solar dos Duarte, as fontes da Rua, do Porrãozinho e Grande, e a capela de Nossa Senhora da Conceição. A culinária é a base de peixes e mariscos.
A ilha oferece duas praias próprias para banho, a do padre e a da Pontinha.

ILHA BIMBARRASDistante de Salvador 17 milhas náuticas, está consolidando a implantação de um projeto de turismo náutico na Baía de Todos os Santos. O Projeto Ilha Bimbarras é um exemplo de preservação da mata Atlântica, baseado no princípio do equilíbrio existente em todo ecossistema, onde o homem deve não somente ocupá-lo de forma racional, mas recuperá-lo e preservá-lo. Esse projeto caracteriza-se por sua auto-sustentação, abrangendo um conjunto de atividades ligadas ao turismo de baixa densidade, associadas ao funcionamento de uma fazenda inteiramente produtiva no centro da ilha, com exploração pecuária, cultivo de árvores frutíferas tropicais e maricultura.

ILHA MATARANDIBA
Situa-se bem próxima à ponte do Funil, que liga a ilha ao continente. Tem à sua frente a cachoeira de Tororó, em Itaparica, com acesso apenas pelo mar. Se constitui numa parada obrigatória para iatistas e velejadores que navegam na contra-costa de Itaparica.

PONTA DO GARCÊS
Importante atrativo da Baía de Todos os Santos, limita a Baía ao Sul. Possui 8 km de praias, onde situam-se a foz do Rio Jaguaripe a Lagoa dos Garcês, e em suas matas há espécies de bromélias azuis, vermelhas e amarelas, além de espécimes raros de lobos-guará e porcos-do-mato.

Ilha de Itaparica

É a maior ilha da Baía de Todos os Santos e um dos referenciais turísticos do Estado.
Possui um potencial extraordinário de recursos naturais, guardando recantos de grande beleza natural, situados em lugares bucólicos, de extrema beleza. Possui também seus dotes da terra, como sua água mineral, com características hipotermal e radioativa.
Passou a ser considerada Estância Hidromineral em 1937.
Na parte voltada para o oceano, apresenta uma cadeia de recifes, numa extensão de 15 km, formando piscinas naturais, ótimas para banho.
A ilha foi emancipada de salvador em 8 de agosto de 1833 e elevada à cidade em 30 de julho de 1962. Depois foi desmembrada, passando a ter dois municípios: Itaparica e Vera Cruz. Itaparica fica com os povoados de Porto Santo, Manguinhos, Amoreiras e Ponta de Areia.
Vera Cruz fica com os povoados da Penha, Barra do Gil, Coroa, Barra do Pote, Conceição, Barra Grande, Tairu, Aratuba, Berlinque e Cacha Prego, além da sede do município, Mar Grande.

Além da importância histórica e singularidade geográfica, a Ilha de Itaparica possui um conjunto histórico e arquitetônico dos mais aprazíveis, praias de águas mornas, folclore diversificado, artesanato próprio e culinária das mais apreciadas em todo o Brasil.
Os registros históricos sobre a ilha são riquíssimos, destacando-se a vinda, em 1510, do navegador português Diogo Álvaro Correia, o “Caramuru” que, enamorado da princesa tupinambá “Paraguaçu”, filha do cacique Taparica, desposou-a, fundamentando, a partir desta união, a junção das raças européia e indígena, formando então a primeira família genuinamente brasileira.
Os afamados estaleiros da Ilha de Itaparica eram também empório de construções navais da colônia: ali se armou à primeira quilha da Marinha de Guerra no Brasil.
Nesta época também existiam 5 destilarias de aguardente, além das fábricas de cal (nove, em meados do século XIX). Porém, a maior atividade econômica da Ilha foi à pesca da baleia, sobretudo durante os séculos XVII e XVIII, por este fato, antes de chamar-se de Itaparica era conhecida como Arraial da Ponta das Baleias.










A ilha de Itaparica está localizada a 13 km (via Ferry-boat) de Salvador e é a maior das 56 ilhas da Baía de Todos os Santos.

A ilha possui mais de 40 km de praias, com abundante vegetação tropical, onde predominam exuberantes coqueirais e muita história para contar, tendo defronte a cidade de Salvador, ao longe, separada pela Baía de Todos os Santos. “A ilha”, como é carinhosamente chamada pelos seus moradores, veranistas e turistas, tem 246 km² e 55,000 habitantes distribuídos em dois municípios: Itaparica, onde se localiza a única fonte de água hidromineral a beira mar das Américas, Vera Cruz, que se dá o luxo de ter a sede com outro nome, assim: Vera Cruz, capital: Mar Grande.
Entre Itaparica, sede do município e Cacha Pregos, pontos extremos da costa da ilha, existem praias belíssimas com ótimas condições para banho e segurança.
Uma linha de recifes lhe serve de quebra mar, diminuindo a força das ondas e formando um viveiro natural de polvos, lagostas e outros mariscos. A maioria destas praias tem águas rasas, mansas e mornas.
A ilha dispõe e oferecem serviços de qualidade em todos os níveis – restaurantes com deliciosos frutos do mar, passeios de barco, pára-quedismo e uma infinidade de opções de entretenimentos.

Atrativos

Praça dos VeranistasHomenagem do prefeito José Viana Sampaio aos veranistas. Está situada na antiga Praia do Convento, próxima ao Grande Hotel de Itaparica.


Forte de São LourençoA Fortaleza de São Lourenço fica no extremo norte da Ilha, em um local conhecido antigamente como Ponta da Baleia. Construída pelos portugueses no começo do século XVIII, ela impedia o desembarque de inimigos no único porto natural da Ilha, além de proteger e abrigar as embarcações que abasteciam a cidade através do Recôncavo ou da Barra do Jaguaripe.
Dica: aproveite para andar a pé no Centro Histórico, que tem ruas amplas e arborizadas.
Localização: Centro - Itaparica







Casarão Solar do ReiEm 1606, o português João Francisco de Oliveira constrói a Casa do Contrato das Baleias, no mesmo local onde hoje está o Casarão Solar do Rei, edificado em 1957.
No Contrato das Baleias, centenas de operários, a maioria escravos vindos da África, faziam óleo com a gordura dos cetáceos e moqueavam a carne da baleia para vender e para consumo dos escravos.
Em 1808, em visita à Ilha, o Rei D. João VI, hospedou-se nesse mesmo casarão, que apenas começava a entrar para a história. Em 1826 foi à vez do Príncipe D. Pedro I se hospedar, e em 1859 o Príncipe D. Pedro II. Hoje, no casarão, está instalada a sede da Secretaria de Turismo de Itaparica.

Igreja Nossa Senhora da PiedadeConstruída em 1854, para ela se voltaram todas as preces das mães aflitas e toda a esperança daqueles pescadores humildes que foram prenomes na nossa liberdade.
Nossa Senhora da Piedade é a Padroeira de Itaparica.
Localização: Praça da Piedade – Itaparica

Casarão Tenente João das Botas (Centro de Artesanato)
Foi construído em 1630 e está localizado na Praça da antiga Trincheira, atualmente conhecida como Praça da Quitanda. O nome dado atualmente, Tenente João das Botas, refere-se à figura de destaque na Batalha do Funil contra os portugueses e abriga, no térreo, o Centro de Artesanato que oferece legítimo artesanato de búzios e conchas da Ilha.

Praça da QuitandaLocal onde os nativos exerciam a sua atividade comercial. Revendiam peixes, frutas, verduras e objetos de pesca. Teve destaque nas lutas da independência de Itaparica, quando defendiam e impediam os desembarques na praia dos invasores portugueses, ficando na história gravado como Trincheira da Quitanda.
Hoje a praça é rodeada de bares, restaurantes e lanchonetes e abriga o Centro de Artesanato da cidade, que fica no Casarão Tenente João das Botas.

Igreja de São LourençoEstilo Barroco, à base de cal, pedra e óleo de baleia. São Lourenço é tido como o guardião das chuvas e ventos e é Padroeiro da Ilha de Itaparica. Em 1638, do púlpito dessa igreja, Padre Ferreira protestou contra a invasão pelos herejes da Holanda.

Igreja do Santíssimo Sacramento (Igreja Matriz)
Construída nos fins do séc. XVIII, a base de cal, pedra e óleo de baleia, pelo Padre Manoel de Cerqueira Tôrres. Podemos observar no teto e nas paredes famosos painéis, pintados por José Teófilo de Jesus, reproduzindo a ceia e os milagres do Senhor.
Localização: Centro – Itaparica.

Praça do Campo FormosoÉ nesta praça que está localizada a Prefeitura Municipal de Itaparica. Casario bonito e imponente de estilo colonial com fachadas belíssimas. Existe também um palanque moderno e um movimento estilo “panteon”, onde está protegida a figura do caboclo e uma serpente.

Fonte da BicaÉ famosa por sua água rejuvenescedora. A fonte foi construída em 1842 e a cidade oficializada como Estância Hidromineral, em 1937 - única do país à beira-mar. A água possui propriedades medicinais em sua composição. A nascente fica oculta no morro de Santo Antônio.
Localização: Centro - Itaparica, ao lado da Marina.





Praias
Município de Itaparica

Praia do Forte, Praia do Boulevard, Praia da Ponta do Mocambo, Ponta de Areia, Praia de Amoreiras e  Porto Santo.






Município de Vera Cruz

Gameleira Mar Grande Penha Barra do Gil Coroa Barra do Pote Conceição Barra Grande Tairu Aratuba Berlinque Cacha-Pregos Jiribatuba Matarandiba Ilha de Saraiba Ilha da Cal.


A maior parte apresenta águas calmas, mas em alguns pontos pratica-se surf.








Penha: a mais sofisticada, com boas casas de veraneio e uma bela vista de Salvador. Uma falha na muralha de recifes transforma a Ponta da Penha, onde há uma capela em homenagem a N.S. da Penha, num dos poucos pontos de surfe da ilha.













Cacha-Pregos: cercada por coqueiros, sem ondas. É bastante procurada no verão.
No vilarejo de mesmo nome há 5 estaleiros que fabricam saveiros e escunas. A expressão caixa-pregos (cacha-pregos em português arcaico), que se popularizou como sinônimo de lugar muito distante, fim do mundo, na origem queria dizer esconde-pregos. Significa arapuca natural, pois os peixes que entram pela barra do rio Jaguaripe não conseguem mais voltar para o mar. Podem ser alugados barcos para visitar o Pantanal Baiano.

Ponta de Areia: praia de águas mansas é uma das principais atrações turísticas da Baía de Todos os Santos. Muitos saveiros e escunas desembarcam lá no verão.



Manguinhos: praia de águas quentes e límpidas, excelentes para a prática de mergulho e outros esportes náuticos.

Porto do Santo: mar de águas calmas e propícias para prática de qualquer tipo de esporte náutico, durante todos os períodos das marés. Areias semi-desertas, repletas de búzios. Na parte sul predomina a vegetação característica de mangue.

Gameleira: mar de águas mornas e calmas, boas para banhos e qualquer tipo de esporte náutico, em todos os períodos das marés. Praia de areia extensa, com barracas que servem petiscos. Na parte do norte possui um píer de pedras bom pra pesca.

Praia do Forte: próxima ao centro histórico, foi o alvo de piratas, abriga fonte com águas minerais e medicinais; é ponto turístico por abrigar o Forte de São Lourenço.

Pára-quedismo.

É um esporte muito conhecido, a prática já é bastante difundida e tem vários adeptos ao redor do mundo. Em Salvador o único lugar de prática do esporte é na Ilha de Itaparica, é que os aventureiros, que nunca saltaram antes, e os veteranos do esporte se reúnem para fazer seus saltos.
Os saltos da ilha de Itaparica proporcionam em dias de boas condições climáticas uma vista deslumbrante da Baía de Todos os Santos. Para quem nunca saltou antes, só é possível fazer salto duplo, junto com um instrutor experiente e antes de saltar tem que tomar um curso rápido de técnicas para o salto.

O salto duplo, ou Tandem, é a melhor forma de ter uma visão geral do esporte. Depois de um rápido treinamento (15 minutos) quase qualquer pessoa, de 7 a 100 anos, estará pronta para viver as emoções do pára-quedismo.

Este curto treinamento é suficiente, pois o iniciante salta sempre preso a um instrutor experiente (mais de 1000 saltos) especializado em saltos duplos e alunos. Este instrutor será responsável por todos os procedimentos do Salto e da segurança.
Quando o avião atinge uma altura de 10.000 pés (3.500 metros), começa a aventura. Você salta com seu equipamento conectado ao de um instrutor, num pára-quedas projetado para levar duas pessoas. Em queda-livre, vocês atingem uma velocidade de 200 km/h. É uma emoção sensacional, só mesmo saltando para saber. Na altura certa, o instrutor abre o pára-quedas. Aí você passa a curtir o vôo e o visual maravilhoso da Ilha de Itaparica, Salvador e Morro de São Paulo, até um pouso tranqüilo. Vale lembrar que o instrutor toma conta de tudo - você só vai curtindo.