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terça-feira, 27 de maio de 2008

Museu de Arqueologia


Museu de Arqueologia e Etnologia.
Instalado no subsolo da antiga Faculdade de Medicina, o museu procurou aproveitar os alicerces originais do Colégio dos Jesuítas do século XVI, deixando à mostra, arcadas, abóbadas, cloacas, portais e túneis.
O acervo arqueológico constitui-se de cerâmica, pedra polida, pedras lascadas e fósseis.
O acervo etnológico /e formado por ornamentos rituais, utensílios e equipamentos de pesca e cozinha.
Destaques:
Coleção referente à Gruta do Padre e ornamentação ritual.
Trata-se de um museu científico preocupado com a comunicação com relação ao público.
Instalado no prédio que abrigou no século XVII o Real Colégio das Artes (Colégio dos Jesuítas), o Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal da Bahia, MAE, possui um acervo composto por seis coleções que ressaltam os vestígios da primeira escavação feita no Estado, em 1959.
Do inventário da Coleção Etnográfica constam 306 peças: cerâmica, cordões, tecidos, adornos plumários e de materiais variados, indumentária e traçados, além de instrumentos musicais, armas, objetos ritualísticos e lúdicos.
Endereço: Terreiro de Jesus - Centro Histórico de Salvador.


segunda-feira, 19 de maio de 2008

Praça da Sé

Local onde, a partir de 1553, foi erguida a velha Sé da Bahia, um dos mais suntuosos templos das Américas na época.
No século XVII, a igreja serviu como fortaleza contra os invasores holandeses e, em 1808, sediou o Te Deum em homenagem à chegada do rei D. João VI e da comitiva real a Salvador.
A igreja teve sua condição de Sé perdida para a Igreja do Salvador em 1765, mas sua importância histórica continuou até seus últimos dias.
Em 1933, a igreja foi demolida para dar lugar aos trilhos dos bondes da Companhia Linhas Circular de Carris da Bahia.
Com isso, a praça passou a abrigar os bondes e o Belvedere da Sé (instalações de lazer, cultura e turismo, com vista para a Baía de Todos os Santos).
Após a inauguração do Terminal da Lapa, em 1982, a praça degradou-se.
Dezessete anos depois, com um projeto do arquiteto Assis Reis, a praça ganha uma nova perspectiva de belvedere, o monumento à demolição da Sé – a Cruz Caída, de autoria de Mário Cravo -, o monumento a Tomé de Sousa, a restauração do monumento a D. Pero Fernandes Sardinha, iluminação cênica e sonorização.
Além disso, seguiu-se uma escavação arqueológica às fundações da Velha Sé, a qual resultou na criação de quatro sítios arqueológicos, cujo resgate de objetos e ossos está sendo conduzido por uma equipe do Museu de Arqueologia e Etnologia da UFBA.

A IGREJA DA SÉ E O BAIRRO DE COSME DE FARIAS

"A igreja da Sé, ela foi demolida em 1933. Quando ela foi demolida, grandes protestos, grandes manifestações, mas não adiantou nada, não; botaram a igreja no chão.
E, por iniciativa do padre Manoel Barbosa, colocou-se um busto do primeiro bispo Dom Pero Fernandes Sardinha no sitio onde estava o altar-mor da igreja da Sé.
Não havia gratuidade na colocação daquele busto ali, não; o sitio estava no local onde a igreja da Sé tinha o seu altar-mor.
Quando fizeram essas modificações, agora, que botaram a fonte luminosa ali, botaram Tomé de Souza com ar de treinador de time de vôlei, puseram o bispo aleatoriamente, acharam que aqui está melhor e botaram o bispo. Não perdeu o simbolismo e encomendou-se a Mario Cravo uma cruz fraturada como símbolo do arrependimento tardio por ter-se demolido a igreja da Sé. Quando se demoliu a igreja da Sé, a pedra lavrada, a cantaria talhada, toda ela, toda ela – estou ficando velho, está na hora de eu dizer isso – toda ela foi colocada num terreno de propriedade da Cúria Metropolitana, que se chamava Quinta das Beatas. Pedras de cantaria lavrada, florões de pedra, etc., foi tudo colocado ali. Um dia fizeram uma invasão na Quinta das Beatas, que era um terreno baldio e de marreta quebraram-se as cantarias todas para fazer fundação das casas da invasão, que é hoje o consolidado bairro de Cosme de Farias.
Se alguém cavar uma casa em Cosme de Farias, está arriscado a encontrar uma portada de igreja, uma coisa dessas de cantaria talhada aí, na Quinta das Beatas."

Cid Teixeira
www.cidteixeira.com.br

PROTESTOS CONTRA A DEMOLIÇÃO DA IGREJA DA SÉ
“É bom que se diga a verdade, as negociações foram travadas ainda no tempo em que era arcebispo Dom Jerônimo Tomé da Silva, com a morte de Dom Jerônimo, assumiu o arcebispado Dom Augusto Álvaro da Silva que não se rendeu – vamos dizer assim – às manifestações, o que havia, a Faculdade de medicina, a Faculdade de direito, o Instituto Histórico, em resumo, as entidades mais significativas, mais culturais da cidade, protestaram, fizeram abaixo-assinados e manifestos, etc.; não obstante, foi demolida a igreja da Sé.”




Cid Teixeira
www.cidteixeira.com.br

A COMPANHIA LINHA CIRCULAR FINANCIOU A DEMOLIÇÃO DA IGREJA DA SÉ
“A Companhia Linha Circular tinha interesse em modificar o trânsito de seus bondes ali, no centro, porque com a igreja da Sé no meio. Você tem idéia de onde estava a igreja da Sé, a fachada voltada para o mar, onde está a Cruz Caída, o corpo da igreja atravessando tudo aquilo e os quarteirões todos, porque não foi só a igreja que foi derrubada, foi a igreja e todos os quarteirões ao redor.
Então, a Companhia Linha Circular, que fez a sua sede ali, onde está hoje a Coelba, aquele prédio foi feito pela Circular para ser sua sede, tinha todo o empenho em derrubar e patrocinou inclusive financeiramente, é verdade.
Dizem que a Sé na Misericórdia não cabe é certo, é justo; mas cabe não há discórdia no bolso de Dom Augusto.
Diziam-se uns versinhos assim na época.”

Cid Teixeira
www.cidteixeira.com.br

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Igreja São Pedro dos Clérigos

Situa-se a igreja no Terreiro de Jesus, no Centro Histórico de Salvador, entre construções de pouca altura.
A igreja integra o sítio tombado pelo IPHAN (GP-1), que compreende áreas dos sub-distritos da Sé e Passo.
Arquitetura menor, de valor principalmente ambiental. Interior com decoração de transição entre o rococó e o neoclássico, com grande painel no teto.
Possui, além do altar-mor, dois altares no ângulo do arco cruzeiro.
Apresenta planta típica das igrejas baianas do começo do séc. XVIII, com corredores laterais superpostos por tribunas. Todavia esta planta, como de outras igrejas baianas, ainda não apresenta sacristia transversal; ela é um desenvolvimento natural do partido em "T" (vide Palma) comum no séc. XVII.
O frontispício rococó (séc. XIX) é tardio. O interior apresenta uma decoração de transição entre o rococó e o neoclássico. Embora o arco cruzeiro e teto sejam rococós, os altares já são neoclássicos.



Histórico arquitetônico:

A Irmandade de São Pedro dos Clérigos, no séc. XVII, tinha sua ermida junto à antiga Sé, onde, em 1708, ergueu-se o Paço Arquiepiscopal;
1709 - Licença do Arcebispo D. Sebastião Monteiro da Vide para os clérigos de São Pedro construírem sua nova igreja no terrapleno dos jesuítas, no local destinado ao Seminário. Contudo, não foi construída neste local, por ter a Irmandade adquirido duas casas onde foi efetivamente edificada;
1741 - Ordem Real autoriza subsídios para reparar as torres e o frontispício da igreja em ruínas;
1784 - Menção à compra de terrenos;
1802 - Licença para continuarem as obras que estavam embargadas pelo Senado da Câmara;
1887 - A igreja foi acrescida de uma sacristia. O frontispício atual é também do séc. XIX.

Fonte: Cd-room IPAC-BA: Inventário de proteção do acervo cultural da Bahia, Bahia, Secretaria de Cultura e Turismo.


quinta-feira, 8 de maio de 2008

Catedral Basílica

Ccnstruída no começo do século XVII. O atual edifício é o quarto construído no local.
A Catedral é revestida interna e externamente de pedra lios possui duas torres e abóbadas em madeira no teto.
Na sua fachada, os nichos sobre as portas da igreja apresentam imagens de três santos jesuítas - Santo Inácio de Loyola, S. Francisco Xavier (padroeiro de Salvador) e S. Francisco de Borja.
No interior, as talhas dos altares contam a história da evolução dos estilos da arquitetura na Bahia.
Numa das celas da Catedral morreu, no dia 18 de julho de 1697, o padre Antônio Vieira - cujos sermões o levaram à condenação pela Inquisição.
Entre as pedras tumulares, destaca-se a do terceiro Governador-Geral do Brasil Mem de Sá.
O prédio abriga o Museu da Catedral, com acervo de peças dos séculos XVI ao XX, ourivesaria e prataria. Destaque para a tela de Nossa Senhora de São Lucas e os altares dos Santos Mártires e das Virgens Mártires provenientes da primitiva Igreja do Colégio dos Jesuítas, ambos datados do século XVI,
História, beleza arquitetônica, cultura e proteção de três santos. Tudo isso pode ser encontrado na Catedral Basílica, construída no início do século 18 e considerada a mais rica de toda a arte barroca luso-brasileira.



Informações
Localização - Terreiro de Jesus - Centro Histórico de Salvador
Horário: de segunda a domingo, das 9h às 11h e das 14h às 17h.

Mais Informações

CATEDRAL BASÍLICA ( EX-IGREJA DO COLÉGIO DE JESUS)

Localiza-se a Catedral no Centro Histórico de Salvador, em sítio tombado (GP-1) pelo IPHAN, situado nos sub-distritos da Sé e Passo.
A igreja abre-se para uma ampla praça delimitada por sobrados do século passado e importantes monumentos religiosos, como S. Domingos, S. Pedro dos Clérigos e S. Francisco; este último, situado em um prolongamento do "Terreiro de Jesus". Sobre os remanescentes do Colégio, incendiado em 1905, foi construída a ex-Faculdade de Medicina da Bahia, segundo modelo neoclássico.
Com a demolição da igreja da Sé e algumas quadras, em 1933, para criação da nova Praça da Sé, ficou a igreja desambientada, exibindo uma extensa empena que era protegida pelas quadras vizinhas.
Edifício de elevado valor monumental. A igreja é o último remanescente do Colégio de Jesus. Apresenta um transepto inscrito no retângulo da planta e capelas laterais, interligadas com tribunas superpostas.
A capela-mor é ladeada por duas capelas e corredores que conduzem à sacristia transversal.
O corpo retangular da fachada é dividido em cinco partes por duas ordens de pilastras dóricas superpostas.
As portas de acesso à igreja são coroadas por frontões partidos que enquadram nichos onde foram colocadas, em 1746, imagens de Santo Ignácio, S. Francisco Xavier e de Borja.
Na sacristia existem três altares em mármore, o mais importante de procedência italiana; os demais, portugueses.
Possui ainda 16 painéis pintados sobre cobre, arcaz com incrustações de marfim e tartaruga, lavabo em mármore, e cadeira do séc. XVI. Existem silhares de azulejos na capela-mor e laterais do tipo tapete mais com os da sacristia são do tipo massaroca (1665/70).
A Catedral é 4ª. Igreja do Colégio de Jesus. Revestida interna e externamente de cantaria de lioz, trazida pronta de Lisboa, esta igreja é, provavelmente, mais portuguesa que brasileira.
A monumental igreja foi construída para rivalizar-se com as maiores de Portugal, segundo o Pe. Simão de Vasconcelos, reitor do Colégio na época.
Sua planta é típica das igrejas jesuíticas luso-brasileiras. Lúcio Costa acredita que a atual poderia ter sido projetada pelo irmão Francisco Dias, auxiliar de Felipe Terzi em S. Roque de Lisboa, e chegado à Bahia em 1577 para construir o Colégio.
A planta da Catedral, porém segue mais a da igreja do Espírito Santo de Évora.
Sua fachada procura conciliar o modelo tradicional português, com duas torres, e a nova fachada jesuítica com volutas e sem torres, lançada por Vignola e Giacomo della Porta.
O frontispício resultou deselegante com um frontão exíguo e torres atrofiadas. Teto audacioso em abóbada de madeira (1694/1701) com decoração do tipo que predominou até o começo do séc. XVIII: caixotão.
Existem na igreja altares de quatro períodos de evolução dos retábulos brasileiros.
A sacristia, cujos caixotões do teto continuam nas molduras e painéis das paredes, é a mais rica de toda a arte barroca luso-brasileira, segundo Bazin.
Os altares dos Santos Mártires e das Virgens Mártires são do tipo brasileiro mais antigo e conservam traços renascentistas. Segundo Lúcio Costa tais altares teriam vindo da primitiva igreja jesuítica.

Histórico arquitetônico:

1549 - Chegada dos jesuítas e construção da primeira igreja em taipa e palha;
1553 - construção da 2ª. Igreja;
1561/72 - terceira igreja construída por Mem de Sá;
1575 - Compra de terreno e materiais para o novo Colégio, segundo projeto do arquiteto Francisco Dias S. J.; 1583 - Conclusão do claustro;
1591 - Inauguração do Colégio (segundo);
1604- Compra de materiais para construção "nova" igreja (atual)
1657/72 - Construção do terceiro Colégio;
1691 - Chegam pedras de Portugal para a "nova igreja";
1692 - Término da ornamentação da capela privada; 1694 - Reconstrução do pátio do Colégio;
1701 - Término do teto em abóbada de madeira e do pátio de Estudos Gerais;
1707 - Conclusão do altar de mármore italiana da sacristia;
1759 - Expulsão da Ordem do Brasil;
1765 - Restauração da igreja por Manuel Cardoso de Saldanha e José Antônio Caldas;
1767 - Proposta de transformação em hospital militar;
1781 - Transformada em Catedral;
1795 - Reconhecimento pela Real Comissão do tesouro da falta de um hospital.
O projeto de adaptação do Colégio é confiado ao capitão Manuel Rodrigues Teixeira; 1801 - Destruição do pátio dos Estudos Gerais pelo fogo;
1808 - Instalação do hospital militar;
1833 - Transferência do hospital e criação da Faculdade de Medicina da Bahia; 1905/06 - Incêndio e reconstrução da Faculdade de Medicina.

Fonte: Cd-room IPAC-BA: Inventário de proteção do acervo cultural da Bahia, Bahia, Secretaria de Cultura e Turismo.