Serviços

Organizamos o roteiro desejado, providenciando:
Traslado até o local (ida e volta).
Informações sobre o local.
Levantamento de preços e horários disponíveis.
Tours fotográficos por ruas, prédios históricos, praias, cidades próximas, feiras e áreas de interesses.
Passeios individuais ou com grupos.
Envie-nos um e-mail e verifique a disponibilidade. waltsonraylan@globo.com




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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Fotografando por Salvador


Pessoal,

Hoje estava procurando informações sobre tours fotográficos em Salvador, sou um amante desta arte que começou como um hobby e que aliado a viagens e passeios me trazem grande satisfação. Como não encontrei nenhum site com passeios regulares e tendo uma necessidade de eternizar alguns locais desta cidade, resolvi juntar essa paixão por fotografia  com o meu conhecimento que adquiri no curso de Guia de Turismo da Bahia, realizado pelo SENAC em 2008. Aproveitei o meu antigo Blog "Turismo em Salvador"(com informações e curiosidades da cidade e da Bahia) para divulgar esse novo serviço que passo a oferecer a pessoas que possuem o mesmo interesse.
Como estou reaproveitando o antigo Blog, irei atualizar muitas informações e postar algumas fotos que registrei desta cidade.
Peço aos interessados que me enviem um e-mail detalhando o interesse e o período de visita, irei montar um roteiro personalizado, de acordo com a sua necessidade.
Meus serviços incluirão: Tour fotográfico em Salvador e cidades próximas (Litoral Norte, Cachoeira, Cidades do Recôncavo, etc...).
Fico à disposição para maiores esclarecimentos de agendamentos, preços, ou qualquer outra informação que se faça necessário, no e-mail: waltsonraylan@globo.com

Obrigado e  bons clicks!






terça-feira, 18 de junho de 2013

Fundação Jorge Amado


Fundação Casa de Jorge Amado




Inaugurada em 7 de março de 1987, funciona até hoje em dois casarões situados no coração do Largo do Pelourinho.
O espaço cultural - criado para preservar, estudar e expor o trabalho do grande romancista baiano – reúne, em seus quatro andares, todo o arquivo das obras de Jorge Amado (livros publicados em 60 países dos cinco continentes, filmes, fitas de vídeo e fotografias, além de cartazes e objetos relacionados a vida e às produções do escritor).

Há, também, obras da esposa do romancista, Zélia Gattai.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Casa do Benim

Um dos principais centros culturais da cultura africana da Bahia, o Museu Casa do Benin, no Pelourinho, foi fundado na década de 80.
O museu possui uma rica coleção de cerca de 200 peças de objetos e obras de arte da região do Golfo do Benin.
O país foi o antigo ponto de partida de escravos africanos para o Brasil e local para onde grande parte dos ex-escravos migraram, após a abolição da escravidão.
A maior parte do acervo foi colecionada pelo antropólogo e fotógrafo francês Pierre Verger, durante viagens pelo continente africano.
O ministro da Cultura, Gilberto Gil - então presidente da Fundação Gregório de Mattos quando o Museu Casa do Benin foi fundado, em 5 de maio de 1988 -, disse que a revitalização do lugar é o reconhecimento da importância da cultura africana. "É maravilhoso. Este é um espaço de grande importância do mundo negro para o Brasil. A Casa do Benin é passado da África na Bahia", disse o ministro.
Ele salientou que a Bahia mantém uma relação muito forte com o Benin, através de intelectuais e políticos.
Para o presidente da Fundação Gregório de Mattos, Paulo Costa Lima, a requalificação da Casa do Benin é uma forma de reconhecimento da vinda dos africanos para o Brasil como um fator civilizatório. "A casa do Benin, na concepção da fundação, é uma escola municipal de cultura", disse.
Seu acervo é constituído por peças em cestarias - esteiras, cestas de transportes, de arrumação, de arranjo de flores, além de uma variedade simples e rica de brinquedos, bonecas, peças religiosas em madeira e cerâmica africana.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Estátua de Thomé de Souza

Autor: Paschoal de Chirico
Época: Séc.XX
Origem: Bahia - Brasil
Localização: Praça Municipal - Escadaria do Palácio Rio Branco.



Dados Técnicos:Material: Gesso.
Técnica: Moldagem em gesso
Dimensões: Estátua/ Pedestal: Altura=2, 77m/Altura= 0,22m
Comprimento=1, 20m Comprimento=1,20m

Descrição Sumária:
Obra em tamanho natural, esculpida em bronze pelo artista Paschoal de Chirico, inaugurada em 29 de março de 1999, com a própria praça, no aniversario de 450 anos da chegada desse personagem histórico ao Porto da Barra o monumento possui quatro placas em homenagem a Thomé de Souza, D. João III, Luis Dias.
A última traz o desenho da planta original de Salvador.
A estátua possui uma réplica em bronze, atualmente situada na Praça Municipal.

Referência HistóricaHomenageado: Thomé de Souza
1º Governador Geral do Brasil e fundador da cidade de Salvador, Thomé de Sousa, originário da antiga nobreza lusitana, era filho do último Prior de Rates, João de Sousa e primo de Martin Afonso de Sousa.
Em 1528 foi incubido de combater os mouros na costa africana, em 1535 participou das lutas na Índia, regressando para Portugal em 1544.
No ano seguinte foi comandante da nau Conceição, integrou a expedição de Fernando de Andrade.
Em Sete de Janeiro de 1549 foi nomeado a Governador Geral do Brasil.
Após uma viagem de 56 dias chegou à Bahia de Todos os Santos, no porto de Vila Velha, povoação fundada pelo Donatário Francisco Pereira Coutinho, tendo a tripulação sido recebida festivamente pelos tupinambás e por Caramuru e sua gente, em cuja morada rústica hospedou-se Thomé de Sousa.
Thomé de Sousa cuidou logo de organizar o seu governo, instituindo funções para sua mais eficiente administração. Trouxera, em sua companhia para ocupar o cargo de Ouvidor-Geral, Antonio Cardoso de Barros, para provedor da Fazenda Real, Luiz Dias, mestre das obras d’El Rei, Antonio de Reis, escrivão da província, Pedro Ferreira, tesoureiro das rendas, Dr. Jorge Valadares, médico nomeado por 3 anos, e Diogo de Castro, farmacêutico.

Deixou o governo em 8 de maio de 1553, passando-o para o seu substituto Duarte da Costa. Recebido com honrias por D. João III, em Portugal, integrou os Conselhos da Coroa e serviu à nação com tirocínio e capacidade como Vedor de Fazendas.
Faleceu em 28 de janeiro de 1579.

Fonte:
Pondé, Consuelo. Revista Neon, março de 1999, ano 1, nº. 5.

Estátua Thomé de Souza
Autor: Vauluizo Bezerra Rodrigues.
Época: 29/03/1999 (Originalmente)08/07/2005 (Atualmente).
Origem: Salvador - Bahia
Localização:Praça Thomé de Souza (Atualmente).
Em frente ao Elevador Lacerda (Atualmente).

Dados Técnicos:
Material: Bronze, concreto e granito
Técnica: Fundição e revestimento em placas de granito polido cinza andorinha

Descrição Sumária:
A estátua de Thomé de Souza é uma cópia baseada na escultura feita por Pasquale de Chirico que se encontra na escadaria principal do Palácio Rio Branco.
Monumento composto de estátua em bronze, assentada sobre pedestal quadrangular em tronco de pirâmide de concreto armado com revestimento em granito cinza andorinha polido, acabamento em bico de andorinha.
Possui 4 placas de bronze de 0,50m x 0,70m, com as seguintes inscrições:

1. “Monumento a Thomé de Souza - Fundador da Cidade - Fidalgo Português, Natural de São Pedro de Rates, foi Nomeado por EI-Rey D. João III, Primeiro “Governador e Capitão-Geral do Estado do Brasil”. Desembarcou no Porto da Barra em 29 de Março de 1549, Fundou a Cidade do Salvador, exercendo suas Funções até o ano de 1553. Inaugurado nas Comemorações dos 450 Anos da Cidade do Salvador, Salvador, 29 de Março de 1999”.

2. "Planta da Cidade do Salvador" (traçado primitivo da cidade).

3. "Homenagem da Cidade do Salvador a Luís Dias - Mestre das Obras - Nomeado por EI-Rei D.João III, foi Responsável pela Execução do Traçado da Cidade do Salvador e Construção de seus Primeiros Edifícios, na Gestão do Governador e Capitão-Geral Thomé de Souza. Salvador, 29 de Março de 1999”.

4. "Homenagem da Cidade do Salvador a D. João III - Rei de Portugal - Nomeou Thomé de Souza “Governador e Capitão-Geral do Estado do Brasil” e o Ordenou “Fazer uma Fortaleza e Povoação Grande e Forte” nas Terras da Baía de Todos os Santos, Denominando-a, em Seguida, Cidade do Salvador. Salvador, 29 de Março de 1999.
Este monumento foi realocado da Praça da Sé para a Praça Thomé de Souza em 08 de Julho de 2005, pelo então prefeito João Henrique de Barradas Carneiro.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Museu de Arqueologia


Museu de Arqueologia e Etnologia.
Instalado no subsolo da antiga Faculdade de Medicina, o museu procurou aproveitar os alicerces originais do Colégio dos Jesuítas do século XVI, deixando à mostra, arcadas, abóbadas, cloacas, portais e túneis.
O acervo arqueológico constitui-se de cerâmica, pedra polida, pedras lascadas e fósseis.
O acervo etnológico /e formado por ornamentos rituais, utensílios e equipamentos de pesca e cozinha.
Destaques:
Coleção referente à Gruta do Padre e ornamentação ritual.
Trata-se de um museu científico preocupado com a comunicação com relação ao público.
Instalado no prédio que abrigou no século XVII o Real Colégio das Artes (Colégio dos Jesuítas), o Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal da Bahia, MAE, possui um acervo composto por seis coleções que ressaltam os vestígios da primeira escavação feita no Estado, em 1959.
Do inventário da Coleção Etnográfica constam 306 peças: cerâmica, cordões, tecidos, adornos plumários e de materiais variados, indumentária e traçados, além de instrumentos musicais, armas, objetos ritualísticos e lúdicos.
Endereço: Terreiro de Jesus - Centro Histórico de Salvador.


quarta-feira, 21 de maio de 2008

Olodum

Nasceu no Maciel/Pelourinho e foi criado por moradores da própria comunidade.
A entidade saiu pela primeira vez em 1979, com o tema "Festa para o Nêgo de Oyó", tornando-se um dos mais antigos e tradicionais blocos de expressão africana do Carnaval. Atualmente, o grupo também promove ações na área da educação.



Historia do Bloco
O Bloco Afro O Olodum foi fundado em 25 de abril de 1979 durante o período carnavalesco como opção de lazer aos moradores do Maciel-Pelourinho, garantindo-lhes assim, o direito de brincarem o carnaval em um bloco e de forma organizada.
É uma Organização não Governamental (ONG) do movimento negro brasileiro.
Desenvolve ações de combate à discriminação racial, estimula a auto-estima e o orgulho dos afro-brasileiros, defende e luta para assegurar os direitos civis e humanos das pessoas marginalizadas, na Bahia e no Brasil.
Ação social, eventos e a comunidade do Maciel-Pelourinho.
O Olodum realiza durante o ano, várias atividades que criam oportunidades e geração de renda para os comerciantes na área do Maciel - Pelourinho.
Este é o Olodum, cumprindo seu papel e traçando o seu caminho ao longo de sua jornada de lutas e vitórias, as quais lhe proporcionaram chegar a este novo século e milênio que iniciou, construindo a cidadania, celebrando a história e almejando o desenvolvimento entre todos os brasileiros através de uma democracia plena.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Origem nomes Ruas

Estrada da Rainha – Baixa de Quintas
Por ter sido o único acesso ao Cemitério da Quinta dos Lázaros, inevitavelmente todo cortejo fúnebre passava por aquela artéria.
Compreende-se que seja uma estrada, mas qual será a rainha? A morte?

Rua Carlos Gomes – Centro
Seu nome atual é uma homenagem ao maestro e compositor brasileiro Antônio Carlos Gomes.



Rua Chile – Centro
Em 1902, o nome de Rua Chile foi dado em homenagem a esse país sul-americano logo após a visita de esquadra chilena, que foi reverenciada pelo povo baiano.
Sua iluminação elétrica foi inaugurada em 1903, com grande festa na cidade.

Rua Cova da Onça – Nazaré
A clareza do batismo popular mais uma vez aqui se revela, embora não seja possível precisar quando teria sido ali enterrado algum felino daquela espécie, dando origem ao batismo.

Rua Direita da Piedade – Piedade
É denominação tipicamente portuguesa, trazida do Reino, onde existiam lá àquele tempo inúmeros exemplos de batismos iguais.
O adendo ao nome principal servia, portanto, para indicar as vias através das quais os moradores chegavam diretamente às edificações mais importantes do aglomerado urbano emergente.
Esta via levava de forma direita à Igreja da Piedade, templo que também dá nome à praça que lhe fica em frente.

Rua Direita do Santo Antônio – Santo Antônio
Idem ao batismo acima. Esta via levava de forma direita à Igreja de Santo Antônio.

Rua da Forca – Piedade
O acesso à Praça da Piedade - hoje totalmente remodelada - se fazia pela Rua de Baixo de São Bento (atual Carlos Gomes).
Por ali eram trazidos os condenados à execução, que ficavam encarcerados na parte inferior do prédio da Casa da Câmara e Cadeia (na Praça Municipal).
O cortejo era feito a pé, com os condenados sendo confortados pelos padres, e grande acompanhamento popular.
Ao chegar à altura de onde ainda hoje se encontra aquela rua, dobravam todos à esquerda e divisava-se, desde logo, aquele instrumento da justiça da época, instalado na Praça da Piedade. Assim é que, historicamente, a Rua da Forca é a rua que levava ao enforcamento.

Rua da Gamboa – Centro
Gamboa é uma lagoa artificial à beira do mar ou rio para juntar peixes.
Ali, na praia do Unhão, havia uma gamboa dos índios da aldeia de São Simão, aldeia essa localizada nas proximidades do hoje Passeio Público.

Rua Gregório de Matos – Centro Histórico
Batizada em homenagem ao poeta, popularizado pelo apelido de Boca do Inferno, nascido na Bahia em 1633.

Rua da Laranjeira – Centro
Contava-se na época que nessa rua morava um padre cuja vida pessoal tinha irregularidades. Desconfiando de que era espionado por alguém que se escondia na laranjeira existente em seu quintal, numa certa noite decidiu derrubá-la.
Ao fazer isso, veio ao chão, além da árvore, a ave noturna, que nela se aninhava para lhe testemunhar sua vida íntima, ficando a rua conhecida pelo acontecimento como Rua da Laranjeira.

Rua da Mangueira – Centro
Originalmente o seu nome completo foi Mangueira da Mouraria, estando localizada nas proximidades deste largo.

Rua das Mercês – Centro
A origem do nome desse trecho da Avenida Sete de Setembro, está ligada a fundação, em 1744, nesse mesmo local, do convento dedicado a Nossa Senhora das Mercês.

Rua da Misericórdia – Centro Histórico
É evidente que o batismo dessa rua se deve à presença ali, desde os primeiros tempos da colonização, da Igreja e Hospital da Santa Casa da Misericórdia.

Rua da Mouraria – Centro
Assim denominada por ter sido a primeira área destinada oficialmente para habitação dos ciganos que vieram degredados de Portugal para a Bahia, em 1718.

Rua da Paciência – Rio Vermelho
Tem a sua origem na Fazenda Paciência, de propriedade de Francisco Pinheiro de Souza.


Rua Politeama – Centro
Na área que hoje conserva seu batismo, localizou-se o Politeama Baiano, inicialmente apenas uma praça de touros, aberta ao público em 1882.

Rua Portão da Piedade – Centro
Um dos muitos acessos existentes entre a povoação grande e a região extramuros, e, a exemplo de tantos outros, guarnecido por um portão que era fechado pela necessidade de defesa e de controle de entrada e saída de pessoas.
O portão existiu e o batismo, que sobrevive ainda hoje, lhe conta a história.
O complemento (da Piedade) tem a sua origem na proximidade da Igreja da Piedade.

Rua do Tira Chapéu – Centro
Localizado ao lado da atual Câmara de Vereadores, ficava próxima à Casa dos Governadores.
Ficou assim conhecida pelo hábito dos transeuntes em levantar o chapéu em sinal de respeito quando se defrontavam com a referida residência.

Rua Quinta dos Lázaros – Baixa dos Sapateiros
Antigamente teria sido um sítio de retiro dos padres jesuítas, e que era conhecido como Quinta dos Padres.

Créditos: Jornalista Luiz Eduardo Dórea.

Origem nomes das Ladeiras

Ladeira do Acupe - Brotas
É de origem tupi, que significa: no calor.

Ladeira dos Aflitos - Centro
Origina-se da presença naquele local da Capela do Senhor dos Aflitos, que ainda hoje pode ali ser vista já transformada em igreja.

Ladeira dos Barris - Barris
É o plural de barril. Através de uma ladeira estreita, chegava-se nas margens do Dique do Tororó, em busca de água para uso doméstico.
No local foram enterrados diversos barris, visando com isso melhorar a qualidade da água que era ali apanhada, evitando que se turvasse ou enchesse de sujeira.

Ladeira da Barroquinha - Centro
Compreende-se por barroca (escavação natural, barranco), a depressão feita no terreno por ação de água corrente e impetuosa.
O diminutivo que ainda hoje indica um dos acessos à Baixa dos Sapateiros - Barroquinha - foi incorporado ao cotidiano da cidade no início do século XVIII.
Como aconteceu outras vezes, sua origem foi encontrada no espírito simples do povo, que se referia às águas que, na estação chuvosa, ali mansamente faziam o seu trabalho de erosão, escavando o terreno quando escorriam das Hortas de São Bento.


Ladeira do Boqueirão - Santo Antônio
Denominação que ainda hoje indica a ladeira existente entre as ruas Direita de Santo Antônio e dos Adobes, tem sua origem na Irmandade de Nossa Senhora do Boqueirão, que existiu na Igreja de Santo Antônio Além do Carmo, com o nome de Irmandade de Homens Pardos. Desapareceram a irmandade e a capela, porém o batismo da trincheira ali existente origina-se a denominação que permanece em uso na atualidade.

Ladeira do Desterro - Nazaré
Recebe esse batismo devido a construção de um mosteiro religioso no sítio de Nossa Senhora do Desterro.

Ladeira da Fonte Nova - Nazaré
É batismo óbvio e origina-se da presença ali de um dos mais conhecidos pontos de abastecimento de água da cidade, quando a população ainda era atendida por fontes e chafarizes.

Ladeira do Funil - Barbalho
O traçado cônico ou afunilado desta via determina o seu batismo.

Ladeira dos Galés - Brotas
Datada de 1810, foi construída como ligação entre os bairros de Nazaré e Brotas, com a execução do primeiro aterro de parte do Dique do Tororó.
O acesso foi batizado com o nome de Galés, que significa trabalho forçado realizado por presos com correntes nos pés.

Ladeira da Misericórdia - Centro
Seu batismo oficial é Rua Padre Nóbrega, embora popularmente nunca tivesse sido conhecida por outro nome que não o de Ladeira da Misericórdia.


Ladeira da Montanha - Centro
Esse batismo resulta da presença de uma ladeira e de uma rua localizadas em uma montanha. Daí o seu nome de Ladeira da Montanha.



Ladeira dos Perdões - Santo Antônio
Esse batismo surge com a instalação de um recolhimento para as beatas da ordem franciscana da Capela do Senhor Bom Jesus dos Perdões.
Assim, apresenta uma semelhança com os demais batismos que tiveram sua origem na presença de estabelecimentos religiosos.

Ladeira da Preguiça - Centro
Depois das ladeiras da Misericórdia e da Conceição, esta foi construída para mais uma opção de acesso de mercadorias do porto para a cidade, mercadorias essas que eram transportadas em carretões puxados a bois e empurrados por escravos que alegavam ser este um trabalho muito pesado, e por isso dava preguiça.
Daí ficaria conhecida como Ladeira da Preguiça.









Ladeira do Pau da Bandeira - Centro
Este nome se originou de um mastro ali localizado, no qual eram hasteadas bandeiras para orientar a entrada de navios ao porto da cidade, desde os tempos de colônia.



Ladeira do Taboão - Centro
Quando do encerramento do Rio das Tripas, após a invasão holandesa, foram encontrados embaixo do quintal do Convento de São Francisco grossas vigas enterradas, o que levaria a supor que ali existiria uma ponte ou simplesmente um apanhado de tábuas postas sobre essas vigas. Esse lugar, por tal motivo, ficaria conhecido como Rua do Taboão.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Praça da Sé

Local onde, a partir de 1553, foi erguida a velha Sé da Bahia, um dos mais suntuosos templos das Américas na época.
No século XVII, a igreja serviu como fortaleza contra os invasores holandeses e, em 1808, sediou o Te Deum em homenagem à chegada do rei D. João VI e da comitiva real a Salvador.
A igreja teve sua condição de Sé perdida para a Igreja do Salvador em 1765, mas sua importância histórica continuou até seus últimos dias.
Em 1933, a igreja foi demolida para dar lugar aos trilhos dos bondes da Companhia Linhas Circular de Carris da Bahia.
Com isso, a praça passou a abrigar os bondes e o Belvedere da Sé (instalações de lazer, cultura e turismo, com vista para a Baía de Todos os Santos).
Após a inauguração do Terminal da Lapa, em 1982, a praça degradou-se.
Dezessete anos depois, com um projeto do arquiteto Assis Reis, a praça ganha uma nova perspectiva de belvedere, o monumento à demolição da Sé – a Cruz Caída, de autoria de Mário Cravo -, o monumento a Tomé de Sousa, a restauração do monumento a D. Pero Fernandes Sardinha, iluminação cênica e sonorização.
Além disso, seguiu-se uma escavação arqueológica às fundações da Velha Sé, a qual resultou na criação de quatro sítios arqueológicos, cujo resgate de objetos e ossos está sendo conduzido por uma equipe do Museu de Arqueologia e Etnologia da UFBA.

A IGREJA DA SÉ E O BAIRRO DE COSME DE FARIAS

"A igreja da Sé, ela foi demolida em 1933. Quando ela foi demolida, grandes protestos, grandes manifestações, mas não adiantou nada, não; botaram a igreja no chão.
E, por iniciativa do padre Manoel Barbosa, colocou-se um busto do primeiro bispo Dom Pero Fernandes Sardinha no sitio onde estava o altar-mor da igreja da Sé.
Não havia gratuidade na colocação daquele busto ali, não; o sitio estava no local onde a igreja da Sé tinha o seu altar-mor.
Quando fizeram essas modificações, agora, que botaram a fonte luminosa ali, botaram Tomé de Souza com ar de treinador de time de vôlei, puseram o bispo aleatoriamente, acharam que aqui está melhor e botaram o bispo. Não perdeu o simbolismo e encomendou-se a Mario Cravo uma cruz fraturada como símbolo do arrependimento tardio por ter-se demolido a igreja da Sé. Quando se demoliu a igreja da Sé, a pedra lavrada, a cantaria talhada, toda ela, toda ela – estou ficando velho, está na hora de eu dizer isso – toda ela foi colocada num terreno de propriedade da Cúria Metropolitana, que se chamava Quinta das Beatas. Pedras de cantaria lavrada, florões de pedra, etc., foi tudo colocado ali. Um dia fizeram uma invasão na Quinta das Beatas, que era um terreno baldio e de marreta quebraram-se as cantarias todas para fazer fundação das casas da invasão, que é hoje o consolidado bairro de Cosme de Farias.
Se alguém cavar uma casa em Cosme de Farias, está arriscado a encontrar uma portada de igreja, uma coisa dessas de cantaria talhada aí, na Quinta das Beatas."

Cid Teixeira
www.cidteixeira.com.br

PROTESTOS CONTRA A DEMOLIÇÃO DA IGREJA DA SÉ
“É bom que se diga a verdade, as negociações foram travadas ainda no tempo em que era arcebispo Dom Jerônimo Tomé da Silva, com a morte de Dom Jerônimo, assumiu o arcebispado Dom Augusto Álvaro da Silva que não se rendeu – vamos dizer assim – às manifestações, o que havia, a Faculdade de medicina, a Faculdade de direito, o Instituto Histórico, em resumo, as entidades mais significativas, mais culturais da cidade, protestaram, fizeram abaixo-assinados e manifestos, etc.; não obstante, foi demolida a igreja da Sé.”




Cid Teixeira
www.cidteixeira.com.br

A COMPANHIA LINHA CIRCULAR FINANCIOU A DEMOLIÇÃO DA IGREJA DA SÉ
“A Companhia Linha Circular tinha interesse em modificar o trânsito de seus bondes ali, no centro, porque com a igreja da Sé no meio. Você tem idéia de onde estava a igreja da Sé, a fachada voltada para o mar, onde está a Cruz Caída, o corpo da igreja atravessando tudo aquilo e os quarteirões todos, porque não foi só a igreja que foi derrubada, foi a igreja e todos os quarteirões ao redor.
Então, a Companhia Linha Circular, que fez a sua sede ali, onde está hoje a Coelba, aquele prédio foi feito pela Circular para ser sua sede, tinha todo o empenho em derrubar e patrocinou inclusive financeiramente, é verdade.
Dizem que a Sé na Misericórdia não cabe é certo, é justo; mas cabe não há discórdia no bolso de Dom Augusto.
Diziam-se uns versinhos assim na época.”

Cid Teixeira
www.cidteixeira.com.br

Palácio Rio Branco

Construído inicialmente de taipa e barro, serviu para abrigar, em 1549, o governador-geral do Brasil, Tomé de Sousa, e o centro de administração do reino de Portugal.
Chamado então de Casa do Governo, passou também a funcionar como quartel e prisão, esteve envolvido em motins populares, foi sede da República Baiana de 1937, hospedou figuras portuguesas ilustres, serviu de residência provisória a D. Pedro II e sofreu incêndios e bombardeios como o de 1912, que tornaram necessária a sua reconstrução.

Reinaugurado em 1919 – quando ganhou o nome de Palácio Rio Branco -, permaneceu como centro de decisões do Estado até 1979.
Durante os quatro anos seguintes, abrigou a administração da Prefeitura Municipal de Salvador e, posteriormente, a sede do órgão estadual de turismo.
Em 1983, o palácio estava totalmente degradado em função da falta de manutenção e, no ano seguinte, decide-se fazer uma restauração completa do prédio.
Hoje, abriga a Fundação Pedro Calmon, a Fundação Cultural do Estado da Bahia e o Memorial dos Governadores.
Neste último local, o visitante pode conhecer personagens que construíram a história republicana e visitar o salão de espelhos, cujo acesso é através de uma escadaria de ferro e cristal procedente da França, e ainda ver, na sala que evoca Pompéia, um Mural das Bacantes, o qual esteve durante muito tempo.

A história do Palácio Rio Branco só pode ser entendida a partir de um contexto histórico evolutivo que teve início em 1549, época da fundação da cidade do Salvador, com a chegada do primeiro Governador-Geral Thomé de Souza.
No mesmo local em que hoje se encontra o atual Palácio Rio Branco, foi construída a primeira Casa de Governo, em taipa e barro, para residência do 1º Governador-Geral, Thomé de Souza.
Mais tarde Mém de Sá mandou levantar uma torre de pedra e cal na parte posterior do imóvel para manter a guarda da Baía de Todos os Santos.
Em 1624, foi invadido pelos holandeses. Contam os historiadores que, no início de 1808, a família real portuguesa, quando se transferiu para o Brasil residiu na segunda Casa dos Governadores com Dona Maria I, seu filho regente, Dom João, mais tarde Dom João VI, e sua esposa Dona Carlota Joaquina e vários netos, entre os quais Dom Pedro, menino de nove anos, depois Imperador do Brasil.
Em 1826, Dom Pedro vem a Bahia e fica hospedado na Casa com toda a família e a corte, inclusive Dona Leopoldina, e a princesa Dona Maria da Glória.
Em 1859, foi residência provisória de D. Pedro II e sua mulher, a Imperatriz Tereza Cristina.
Com a proclamação da República, foi anunciada, em 16 de janeiro de 1890, uma concorrência para construir o novo “Paço”.
No dia 24 do corrente ano foram iniciados os trabalhos de reconstrução do palácio com orçamento de 150 contos.
Somente em 24 de fevereiro de 1900 é inaugurada a construção do novo prédio do palácio, com vários salões e salas em estilos renascentistas, como a Sala do Descobrimento, o Salão dos Governadores, Salão Luiz XV, Sala Luiz XIII, Salão Luiz XIV, Sala Assiriana, Bizantina, o Salão de Honra, pinturas de Lopes Rodrigues e melhoria na iluminação, passando o Palácio a contar com 800 bicos de gás.
Grandes festas se iniciaram desde então, como as comemorações do 4º centenário do descobrimento do Brasil.
Em 10 de janeiro 1912, Salvador sofreu um bombardeio que atingiu, entre outros prédios, o Palácio do Governo, tornando-se necessária a reconstrução de grande parte das suas instalações, em especial toda a face oeste, que foi destruída.
No dia 11 de janeiro, o Palácio das Mercês, que tinha sido transformado em residência oficial dos governadores em 1908, pelo governador Araújo Pinho, após o bombardeio do Palácio do Governo, passa a ser sede oficial do Governo do Estado.
Além da destruição provocada pelo bombardeio e o fogo, o prédio sofreu ainda mais pela invasão de pessoas que quebraram móveis e inutilizaram papéis.
Finalmente em 1919, é edificada a última construção sob a denominação de Palácio Rio Branco, com a reconstrução da parte bombardeada e demolição da fachada principal, sob projeto do arquiteto Júlio Conti, plano geral modificado por Arlindo Coelho Fragoso, direção de obras do engenheiro Luiz de Sá Adami e acompanhamento final do engenheiro e arquiteto Filinto Santoro (da Real Universidade de Nápoles - a cuja capacidade técnica e gosto artístico se deve, exclusivamente, todo o trabalho da parte interna do novo Palácio), sendo sua reinauguração em grande pompa no 15 de novembro, 30° ano de Proclamação da República.
Em 1949 o Palácio Rio Branco sofreu uma ampliação em função do crescimento da máquina administrativa.






O centro de decisões do Estado da Bahia permaneceu no Palácio Rio Branco até o ano de 1979, quando foi transferido para o recém-construído Centro Administrativo da Bahia. Durante os quatro anos seguintes abrigou a Prefeitura da Cidade do Salvador. Em 1986, após grande restauração recebe a Fundação Pedro Calmon – Centro de Memória da Bahia, que em janeiro de 2003, passa a ser FUNDAÇÃO PEDRO CALMON – CENTRO DE MEMÓRIA E ARQUIVO PÚBLICO DA BAHIAAo visitante é dada a oportunidade de ver e sentir o aspecto de nobreza do Palácio, que representa, sem dúvida, uma verdadeira obra de arte, onde cada peça, painel, piso, teto, exalta a beleza incomum que atesta uma rica história vivida através dos séculos.

Cruz do Pascoal

Local que virou point de barzinhos tem origem curiosa: o devoto Pascoal Marques de Almeida mandou erguer um monumento, em 1743, em homenagem a Nossa Senhora do Pilar, cuja imagem foi roubada há anos.
Na igreja matriz, a construção atual data do século XIX, e há uma placa lembrando a resistência de Mauricio de Nassau à invasão Holandesa.
Foi também ali, pelas ruas do Santo Antonio, em 1823, que o exército de libertação passou com seus soldados do povo rumo ao Terreiro de Jesus.
O cortejo, que sai da Lapinha, se repete todos os anos no dia que comemoramos a Independência da Bahia: 2 de julho.

                      

ORATÓRIO DA CRUZ DO PASCOAL
Situa-se o oratório no bairro de Santo Antônio Além do Carmo, em sítio tombado pelo IPHAN (GP-1), que compreende áreas dos sub-distritos da Sé e Passo.
O oratório está implantado no meio de um largo de forma triangular, para onde se abrem sobrados, na sua maioria do séc. XIX, muitos dos quais com fachada azulejada.
A ambiência do monumento foi prejudicada pela substituição do piso de pedras irregulares, por asfalto, em 1971.
Um dos mais pitorescos e expressivos pontos de referência visual de Salvador. O oratório que é constituído por uma coluna encimada por um nicho, guarda em seu interior uma preciosa imagem de N. S. do Pilar, do séc. XVIII.
O oratório é praticamente todo revestido de azulejos azuis e brancos e está hoje protegido por gradil de ferro do séc. XIX.
O oratório é formado por um nicho inspirado nas torres sineiras de igrejas baianas do começo do séc. XVIII, que se apóia sobre o ábaco de uma robusta coluna toscana de seção octogonal, montada em pedestal de pedra.
A terminação do nicho, em pirâmide azulejada, é encontrada nas torres de numerosas igrejas baianas como: Santo Antônio de Cairu (1670), S. Francisco (1720), Belém da Cachoeira (1730),
N. S. da Lapa e Santa Casa de Misericórdia.
Os pináculos foram substituídos por esferas de louça.
Os azulejos que revestem o nicho e coluna são portugueses, do séc. XVIII.



Histórico arquitetônico:
1743 - O oratório foi erguido por Pascoal Marques de Almeida, natural de Lisboa, como testemunho de sua fé em N. S. do Pilar;
1874 - É construído um gradil de ferro, para proteção do oratório.

Fonte: Cd-room IPAC-BA: Inventário de proteção do acervo cultural da Bahia, Bahia, Secretaria de Cultura e Turismo.

Pelourinho

Pelourinho: riqueza cultural, orgulho da cidade!
O Pelourinho, muitas vezes é confundido com toda a região do Centro Histórico de Salvador, mas abrange apenas as ruas que vão do Terreiro de Jesus até o Largo do Pelourinho. Seu nome, conhecido também como Picota, refere-se a uma forma ou instrumento de jurisdição feudal, utilizado em terras brasileiras, para punir os negros escravos.
Este sítio histórico, reconhecido em 1980 como Patrimônio Histórico da Humanidade pela UNESCO, está ligado a própria construção inicial da Cidade do Salvador, servindo como moradia das famílias abastadas, como centro comercial e administrativo.





Com o crescimento da cidade para outro vetor, em 1950, o Pelourinho e boa parte do próprio Centro Histórico tornam-se moradia popular e palco da cultura negra da cidade; com destaque para a capoeira e a música.
No final de 1990, o Pelourinho e toda a região circunvizinha são submetidos a um processo de revitalização que culmina com a saída dos seus moradores para a instalação de bares, lojas, pequenos comércios e escolas. Esse processo de revitalização gerou sérias críticas, mas também elogios por parte da opinião pública.
Ruas estreitas, calçadas com paralelepípedos, Sobrados coloridos, construções seculares, gente simples, que já foi marginalizada pela história, mas que hoje se orgulha de habitar um dos mais importantes centros históricos do Brasil.
O Pelourinho é tudo isso. Sua trajetória é permeada de momentos glória e também de degradação social, que foi acentuada por lá na década de 60 quando da expansão de outras localidades da capital baiana, o Pelourinho começou a sofrer com o caos econômico.
Hoje, restaurado e tendo sua importância resgatada pelo Governo do Estado da Bahia, é um dos nossos principais pontos turísticos e um dos maiores patrimônios históricos e culturais brasileiros.
Em tempos distantes, a palavra "pelourinho" identificava o lugar dos engenhos reservados para castigar os escravos.
O que é atualmente um local rico em costumes culturais, pólo musical e do artesanato baiano, também serviu para esta triste finalidade. Lá, os senhores de engenho castigavam publicamente os seus escravos, dando ao povo uma prova de poder.
Entre os séculos XVI e XX, a aristocracia de Salvador era população que habitava o Pelourinho. Eram políticos, comerciantes abonados e integrantes do clero se concentravam ali.
As importantes sedes do poder também tinham suas bases lá: Assembléia Legislativa, a sede do Governo do Estado, Câmara Municipal e a sede da Prefeitura.
Atualmente continuam naquela localidade a Câmara Municipal e a Prefeitura da cidade.

Atenção de estrelas
Apesar de o nome ter sido mantido, o Pelourinho foi se transformando em um bairro, ou melhor, no mais imponente conjunto arquitetônico barroco de Salvador, abrigando as mais importantes entre as igrejas da cidade, além de sedes de entidades de respeito como o ijexá Filhos e Gandhy e o afro Olodum.
É neste local, cuja história e sonoridade ecoada dos tambores chamou a atenção de personalidades do música mundial como Michael Jackson e Paul Simon, que estão escolas que lapidam o talento de pequenos músicos, promessas de mostrar a outras gerações a riqueza musical da localidade. É a cultura que ainda guarda fortes influências das culturas africana e indígena.
Também no Pelourinho estão as diversas lojinhas de artesanato, que tanto chamam a atenção dos milhares de turistas que visitam a cidade a cada ano.
Esses, por sua vez, não passam por Salvador sem ser "batizados" com uma caminhada pelas ladeiras do Pelô, como é carinhosamente chamado por nativos e visitantes.
Esses, aliás, são atraídos também pela efervescência cultural que todas as noites toma conta do bairro. É o reggae, é roda de capoeira, é a conversa com os moradores de lá, é a história de cada construção, o artesanato. Tudo quer expressar alguma coisa e nenhum visitante passa impune, acaba se rendendo aos encantos do lugar.

Modernidade e tradiçãoO projeto de recuperação do Pelourinho, posto em prática pelo Governo do Estado, em etapas, desde o ano de 1990, foi simplesmente arrojado.
Casarões, sobrados e templos ganharam novas estruturas e novas cores.
As ruas ganharam mais limpeza, mais segurança.
Quem viu o Pelourinho há dez anos e hoje se depara com tantas mudanças se surpreende com tamanho desenvolvimento, o que trouxe modernidade ao bairro, maior qualidade de vida aos moradores e, claro, aconchego a quem chega.
Pode-se dizer que após a reforma, o Pelourinho resgatou sua pluralidade cultural e religiosa, sem perder sua singularidade turística para a qual sempre teve vocação.
O Pelourinho hoje não é mais dos escravos, é um patrimônio do povo, representa um símbolo da liberdade. Por isso mesmo chama tanto a atenção a ponto de já ter tido sua beleza e história registrados em fotografias, documentários, música, livros. E quem não lembra da minissérie e telenovela da Globo "Dona Flor e seus dois maridos"?
Pelas características topográficas, ao chegar à cidade, o navegador Tomé de Souza decidiu construir no Pelourinho a base da cidade-fortaleza.
O lugar era o ideal, pois estava localizado na parte mais alta da cidade, de frente para o porto, facilitando identificar a ação dos inimigos que poderiam atacar pelo mar.

O Pelourinho fica em cima de uma muralha com quase 90 metros de altura.

Conhecer o Pelourinho desde a sua origem até os dias atuais, nos traz para dentro da sua história.

É possível deslumbrar-se com igrejas de beleza artística e simbólica. Teatros, museus, galerias de arte, entre outros, enriquecem o ambiente, trazendo a arte de uns para perto de todos. Para sentir na pele um pouco dessa história, é preciso circular, então siga os roteiros e vamos circular no Pelô!


BLOCOS AFROS


MUZENZA

Endereço: Rua das Laranjeiras, nº 22 – Pelourinho

Tel.: (71) 3334-6335 

OLODUM

Endereço: Rua Gregório de Matos, nº 05 – Pelourinho

Responsável: Nelson Mendes



AFOXÉ FILHOS DE GANDHY

Endereço: Rua Gregório de Mattos, nº 53 – Pelourinho

Tel.: (71) 3321-7073 / 3321-7073



CORTEJO AFRO

Endereço: Rua Inácio Accioly, nº 27 – Pelourinho

Tel.: (71) 3341-9171 / 9134-2751




CENTROS E ESPAÇOS CULTURAIS


CENTRO CULTURAL CORREIOS

Praça Anchieta, nº 20 – Pelourinho.

Tel.: (71) 3321-6665


CEPAIA – CENTRO DE ESTUDOS AFRO-INDÍGENAS AMERICANAS

Largo do Carmo, nº 04 – Centro Histórico.

Tel.: (71) 3241-0840


ESPAÇO CULTURAL BRASIL AÇU

Rua da Misericórdia, nº 07, loja 2 – Praça da Sé.

Tel.: (71) 3266-3099


ESCOLA DE DANÇA DA FUNCEB

Rua da Oração, nº 01, Terreiro de Jesus – Pelourinho.

Tel.: (71) 3322-5350



GALERIAS DE ARTE

GALERIA SOLAR FERRÃO

Rua Gregório de Mattos, nº 45 – Pelourinho
Tel.: (71) 3117-6380


AFRIKAN ART

Rua Luiz Viana, nº 10, Ladeira do Carmo – Centro Histórico.

Funcionamento:Tel.: (71) 3326-7233


GALERIA DA FUNDAÇÃO PIERRE VERGER

Endereço: Rua da Misericórdia, nº 09, Loja 1 – Praça da Sé.

Tel.: (71) 3321-2341

                         

                           
                           


GALERIA MARCOS ROGGER

Endereço: Rua da Ordem Terceira de São Francisco, nº 05 – Centro Histórico.

Tel.:  (71) 3321-3206


CAFELIER

Endereço: Rua Inácio Acioli, nº 22 – Pelourinho

Funcionamento: Domingo à sexta – 14h às 19h30


GALERIA DE ARTE KOISA NOSSA

Endereço: Praça Anchieta, nº 09, térreo – Praça da Sé.


ATELIER DO ARTISTA

Endereço: Rua Gregório de Mattos, nº 39, térreo – Pelourinho.


BAZAR COLON

Endereço: Praça Anchieta, nº 17 – Pelourinho.


GALERIA ARCADA DAS ARTES

Endereço: Rua Inácio Acioli, nº 07 – Pelourinho.

IGREJAS

CATEDRAL BASÍLICA

Considerada a mais rica de toda a arte barroca luso-brasileira, é revestida interna e externamente em pedra de lioz, possui duas torres e abóbadas em madeira no teto. Na sua fachada pode-se observar imagens de três santos jesuítas, por ser ali o quarto templo do Colégio dos Jesuítas. No interior, as talhas dos altares contam a história da evolução dos estilos da arquitetura na Bahia.



Endereço: Praça 15 de novembro, s/nº – Terreiro de Jesus.

Tel.: (71) 3261-5243
Missas: Quarta à sexta – 18h; Domingo – 9h e 18h



IGREJA SÃO PEDRO DOS CLÉRIGOS

Construída no início do século XIX possui corredores laterais e tribunas superpostas. A sua fachada é em estilo rococó tardio e a decoração interior apresenta uma transição entre o rococó e o neoclássico, com grande painel no teto, além de altar-mor.
Endereço: Praça 15 de novembro, s/nº – Terreiro de Jesus.Tel.: (71) 3321-0966



IGREJA DA ORDEM TERCEIRA DE SÃO DOMINGOS

Concluída seis anos após o seu início, tem na fachada estilo rococó e talha atual neoclássica. Possui corredores laterais e tribunas superpostas. O teto da nave é em concepção ilusionista, nos azulejos da Capela-Mor são exibidos retratos de São Domingos. Endereço: Praça 15 de novembro, s/nº – Terreiro de Jesus. Tel.: (71) 3242-4185
Funcionamento: Segunda à sexta – 8h às 12h e 14h às 17h Missas: Domingo – 8h


IGREJA DE SÃO FRANCISCO

Considerada uma das mais ricas igrejas do país, tem todo o interior coberto em ouro. Painéis de azulejos contam a história do nascimento de São Francisco e sua renúncia aos bens materiais. A nave central, cortada por outra menor, forma uma cruz. As pinturas exaltam Nossa Senhora e têm formas de estrelas, hexágonos e octógonos. Na sacristia, estão reunidos 18 painéis a óleo sobre a vida de São Francisco.
Endereço: Praça Anchieta, s/nº – Centro Histórico.Tel.: (71) 3322-6430 Funcionamento: Segunda à sábado




IGREJA E CONVENTO DA ORDEM TERCEIRA DE SÃO FRANCISCO

Vizinha da outra igreja de São Francisco. Sua fachada em pedra lavrada é o único exemplar no Brasil. Durante muito tempo, a fachada esteve encoberta com argamassa e, somente no início do século XX, durante serviços de implantação da rede elétrica na área, foi redescoberto o seu desenho original.
Endereço: Rua Inácio Aciolli, s/nº – Pelourinho. Tel.: (71) 3321-6968.







IGREJA DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DOS PRETOS

Sua construção foi iniciada pela Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos do Pelourinho. A fachada reúne trabalhos delicados e belíssimas torres. Destacam-se em seu interior os painéis de azulejos, os altares neo-clássicos e imagens de Nossa Senhora do Rosário, São Antônio de Cartegerona e São Benedito. Nos fundos, localiza-se um antigo cemitério de escravos.
Endereço: Praça José de Alencar, s/nº – Largo do Pelourinho.Tel.: (71) 3321-6280 Funcionamento: Segunda à sexta – 8h às 18h Missas: Segunda, quarta, sexta e sábado – 9h; Terça – 18h; Domingo – 10h


IGREJA DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO

Após cem anos de construída sofreu grandes mudanças internas nos retábulos e arremates do forro. Para dar mais imponência ao templo, a escadaria, que faz a ligação da igreja com a ladeira do Carmo, foi aberta ao século XIX. Internamente, pode-se destacar um ossuário situado por baixo das escadas.
Endereço: Ladeira do Passo – Carmo. Tel.: (71) 3242-0182

Funcionamento: Segunda à sábado – 8h às 11h e 14h às 17h


IGREJA E SANTA CASA DA MISERICÓRDIA
Construída em meados do século XVII, apresenta interessantes painéis de azulejos e um belíssimo crucifixo de marfim.



Endereço: Rua da Misericórdia, s/nº – Centro Histórico.


MUSEUS (ACERVOS)

MEMORIAL DOS GOVERNADORES REPUBLICANOS DA BAHIA

Registros da história política republicana da Bahia.
Localização: Praça Municipal, s/nº, Palácio Rio Branco – Centro.
Visitação: Segunda – 14h às 18h; terça à sexta – 9h às 18h.Tel.: (71) 3316-6924

MEMORIAL DA CÂMARA MUNICIPAL DO SALVADOR

 No acervo, documentos históricos e uma coleção com pinturas de celebridades, além da visita ao espaço que era utilizado como prisão subterrânea no período colonial, a Enxovia.


Localização: Praça Tomé de Souza, s/nº – Centro.
Visitação: Segunda à sexta – 9h às 18h.Tel.: (71) 3320-0100

MUSEU DA MISERICÓRDIA.
Fazem parte do seu acervo, pinturas, esculturas, imaginária, imobiliário, prataria, ourivesaria, azulejaria, alfaias a paramentos datados do século XVII e XIX.
Localização: Rua da Misericórdia – Centro Histórico.
Visitação: Segunda à sábado – 10h às 17h.Tel.: (71) 3322-7666

GALERIA DA FUNDAÇÃO PIERRE VERGER.
Acervo composto de fotografias retratando os continentes. É possível a compra de reproduções fotográficas, camisetas e publicações.
Localização: Rua da Misericórdia, nº 09, loja 1 – Praça da Sé.
Tel.: (71) 3321-2341

MUSEU DE ARQUEOLOGIA E ETNOLOGIA DA UFBA.
Localizado no edifício que abrigou o colégio dos Jesuítas, apresenta objetos arqueológicos pré-coloniais e coloniais.


Localização: Terreiro de Jesus, s/nº, Antiga Faculdade de Medicina – Pelourinho.
Visitação: Segunda à sexta – 9h às 18h.Tel.: (71) 3283-5530

MUSEU AFRO-BRASILEIRO.
Expões objetos representativos da cultura africana e peças relacionadas à religião afro-brasileira na Bahia.


Localização: Terreiro de Jesus, s/nº, Antiga Faculdade de Medicina – Pelourinho.
Visitação: Segunda à sexta – 9h às 18h.Tel.: (71) 3321-2013

MUSEU DA ORDEM 3ª DE SÃO FRANCISCO. 
Acervo de arte sacra.
Localização: Rua Ordem Terceira – Centro Histórico.
Visitação: Segunda à domingo – 8h às 17h.Tel.: (71) 3321-6968 / 3322-8306

MUSEU EUGÊNIO TEIXEIRA LEAL.
Acervo composto de moedas, medalhas, condecorações nacionais e estrangeiras, mobiliário, pintura, placas e troféus.
Localização: Rua J. Castro Rabello, nº 01 – Pelourinho.
Tel.: (71) 3321-9551

MUSEU UDO KNOFF DE AZULEJARIA E CERÂMICA
O acervo é composto de uma coleção que pertenceu ao ceramista Udo Knoff. Há também, peças de origem européia e azulejos da velha Salvador.

Localização: Rua Frei Vicente, nº 03 – Pelourinho.
Visitação: Terça à sexta – 10h às 18h; Sábado e domingo – 13h às 17h.Tel.: (71) 3117-6388

MUSEU TEMPOSTAL.
Exposição de postais e fotografias da coleção do fundador Antônio Marcelino. Através da sua coleção, o mundo é revisto nas mais diversas épocas e nos mais variados aspectos.





Localização: Rua Gregório de Mattos, nº 33 – Pelourinho.
Visitação: Terça à sexta – 10h às 18h; Sábado e domingo – 13h às 17h.
Tel.: (71) 3117-6382

MUSEU ABELARDO RODRIGUES.

O seu acervo possui a mais valiosa coleção de arte sacra do Brasil. Imagens, pinturas, altares, oratórios, crucifixos e fragmentos de talha, constituem a coleção de arte erudita e popular que pertencia à Abelardo Rodrigues e foi comprada pelo Governo do Estado.
Localização: Rua Gregório de Mattos, nº 45 – Pelourinho.
Tel.: (71) 3117-6380

GALERIA SOLAR FERRÃO.
A Galeria foi criada como um espaço de incentivo e difusão de cultura, realizando mostras de artistas locais e estrangeiros.
Localização: Rua Gregório de Mattos, nº 45 – Pelourinho.
Tel.: (71) 3117-6380

MUSEU DA CIDADE.
Reúne um acervo representativo das manifestações culturais soteropolitanas, além de coleções de imagens de orixás em tamanho natural e de peças de uso pessoal do poeta Castro Alves.



Localização: Largo do Pelourinho, nº 03 – Pelourinho.
Visitação: Segunda à sexta – 12h às 17hTel.: (71)3321-1967


FUNDAÇÃO CASA DE JORGE AMADO.
O espaço cultural foi criado com o intuito de preservar, estudar e expor o trabalho do grande romancista baiano, Jorge Amado. O acervo é composto de extensa coleção de fotografias, vídeos, cartas, documentos, cartazes e objetos relacionados ao autor e suas obras. É possível encontrar, também, obras da mulher do romancista, Zélia Gattai.
Localização: Largo do Pelourinho – Centro Histórico.
(71) 3321-0122/ 3321-0070


MUSEU DA GASTRONOMIA BAIANA.
O museu apresenta uma exposição de longa duração dedicada à herança gastronômica da Bahia.
Localização: Praça José de Alencar, nº 13/19, Largo do Pelourinho – Centro.
Visitação: Segunda à sexta – 11h às 19h.Tel.: (71) 3324-4553

CASA DO BENIN.
O acervo abriga uma mostra permanente de artesanato do Benin, composta de objetos de metais, cerâmica e cestaria, além de apresentar exposições temporárias de artistas locais.

                   


Localização: Rua Santo Agostinho, nº 17 – Centro Histórico.

Serviços
O Pelourinho é um dos mais visitados pontos turísticos da Bahia, portanto, milhares de pessoas circulam entre as suas ruas diariamente. Para atender à essa demanda, o Pelourinho dispõe de uma estrutura de serviços, desde bancos, estacionamentos, delegacias à consulados e posto de saúde. Dessa forma, os visitantes, moradores e comerciantes podem desfrutar o ambiente com mais comodidade e sem preocupações.

DELTUR – DELEGACIA DE PROTEÇÃO AO TURISTA
Praça Anchieta, nº 14 – Cruzeiro de São Francisco – Pelourinho
Tel.: (71)3116-6512 / 3116-6531
Funcionamento: 24 horas

SAT – SERVIÇO DE ATENDIMENTO AO TURISTA
Rua das Laranjeiras, nº 12
Tel.: (71) 3321-2133 / 3321-2463
Diariamente das 8:30h às 21h


Av. Sete / Carlos Gomes

"Quando um morador tradicional de Salvador diz que vai à Avenida Sete podemos ter a certeza de que ele está se referindo ao trecho desta avenida que vai do Campo Grande à Praça Castro Alves.
Afinal de contas os outros trechos são mais conhecidos por outros nomes como Corredor da Vitória ou Ladeira da Barra.
A Avenida Sete (de Setembro) foi durante muitos anos a principal via de Salvador que ligava a antiga Vila do Pereira ao Centro Histórico.
Foi também o principal centro comercial da cidade, tendo entrado em decadência após o surgimento dos grandes shopping centers.
Ainda hoje é possível observar no horário comercial um fluxo intenso de transeuntes que circulam por entre lojas, ou simplesmente querendo chegar a uma das localidades adjacentes como o Politeama, as Mercês ou São Pedro.
Paralela à Avenida Sete fica a Rua Carlos Gomes cujo tráfego de veículos se dá em sentido inverso à primeira.
As duas se encontram na Praça Castro Alves formando a esquina do Edifício Sulacap. A história desta avenida se confunde com a história de Salvador e com as suas personagens, do passado e do presente, que circularam por suas calçadas".
Cid Teixeira

Depoimentos
“...Ora, amigos, a cidade não se expandiu muito mais do que isso. Mas, há um fato urbano que há de ser ressaltado desde aí, o Caminho do Conselho.
O Caminho do Conselho que era a ligação entre a cidade nova que nascia e a velha Vila do Pereira que estava lá, no Porto da Barra.
Este Caminho do Conselho que é hoje a Avenida Sete de Setembro, só que evidentemente com todas as modificações, com todas as alterações, com todas as distorções positivas e negativas acontecidas ao longo de quatro séculos.
Para começo de conversa, vejamos o seguinte: subia-se a ladeira de São Bento e encontrava-se o mosteiro, que os padres vieram um pouquinho depois da chegada de Tomé de Souza, e daí, numa cumeada só, sem maiores percalços, você vai andando pelo atual traçado da Avenida Sete de Setembro, até que nós chegamos na altura aproximada do que é hoje o edifício Fundação Politécnica, o Largo de São Pedro, aproximadamente.
Ali começa a ficar mais larga a cumeada e começa a surgir umas pequenas ruas laterais, o Areal de Baixo, o Areal de Cima, bem mais tarde – eu estou agora a dar um salto na cronologia – a casa do Sodré, que acabou deixando o seu nome para a rua; e assim nós vamos caminhando pelo Caminho do Conselho.
Mas o grande momento das alterações está no Campo Grande.
Meus amigos observem uma coisa, ninguém faria um forte cuja porta principal batesse de cara com uma muralha; ninguém faria um forte e o grade da rua junto do forte ser mais alto do que esse mesmo forte.
Então, não se pode julgar o forte de São Pedro pelo que está lá hoje; considere-se que ele estava disponível a céu aberto, não havia o que você chama hoje de Passeio Público, com aquela grade, naquela altura. De tal sorte que entre o forte de São Pedro e o forte de São Paulo da Gamboa, havia uma interação natural que ao tempo se foi modificando.
Observe que há um viaduto, um viaduto de ferro ali atrás que não tem nada a ver com o que Tomé de Souza viu.
Eu desconfio que se Tomé de Souza saltasse aqui hoje, não ia reconhecer muito o sitio, o que é ótimo, porque é prova do progresso nosso.
E aí vamos chegar ao Campo Grande, onde aconteceram as coisas mais espantosas que se possa querer em matéria de urbanismo.
Em primeiro lugar, uma invasão de colarinho branco, a primeira de que nós temos notícia.
Todo aquele correio de casas que está entre o atual hotel da Bahia até a rua do forte de São Pedro, assim chamada, tomando a face do forte que era disponível para o Campo Grande de São Pedro.
Por outro lado, as modificações do próprio forte de São Pedro, da rua do forte de São Pedro.
Observem vocês, passando por ali, que todas as casas do forte de São Pedro, desde o teatro Castro Alves até o Politeama, tem um primeiro, segundo, terceiro, às vezes quarto subsolo; há umas escadinhas descendo por ali, meus amigos urbanistas devem estar bem lembrados delas...”
www.cidteixeira.com.br

A Casa dos 7 Candeeiros

“Em 1759, já, portanto, no meio do século XVIII, nós vamos encontrar um grande solar, este sim, com uma densa história, com uma beleza arquitetônica muito grande, que é a Casa dos Sete Candeeiros.
A Casa dos Sete Candeeiros foi construída por um homem que deixou lá o seu brasão de armas, Inácio Aprígio da Fonseca Galvão.
Ela começa como casa residencial, É um palácio. Se alguém não conhece a Casa dos Sete Candeeiros está em debito consigo próprio.
Ela está mal situada na cidade, mas de tal beleza, beleza arquitetônica que mercê ir até lá.
A geração masculina aqui presente, sabe muito bem onde era o Rumba Dancing, fica de fronte do Rumba Dancing, todo mundo sabe onde é, os masculinos da sala, sabem todos.
Não há mais Rumba Dancing que as senhoras podem ir lá desacompanhadas sem nenhum problema.
Sabe onde é a Caixa Econômica? Rua d’Ajuda, ali dentro. Entre pela Caixa Econômica e vá direto que você bate nos Sete Candeeiros.
Essa foi a residência de Inácio Aprígio da Fonseca Galvão, que mandou colocar no alto da viga da porta o seu brasão de armas e, estudando esse brasão de armas, você verifica que é o mesmo brasão usado anos e anos mais tarde pelo marechal Deodoro da Fonseca, o que nós leva a crer que assim como os Góes da Ribeira do Góes são parentes dos atuais Góes; Deodoro da Fonseca tenha que ver com Inácio Aprígio da Fonseca Galvão.
Depois foi seminário jesuítico, mas tarde, propriedade da Santa Casa da Misericórdia que alugou a terceiros, inclusive alugou a um homem que tem uma responsabilidade muito grande no nascimento de Rui Barbosa, o conselheiro Albino José Barbosa de Oliveira, que morou ali e entregou uma casinha no fundo, absolutamente desprezível, a um sobrinho que fracassou nos negócios, que era o pai de Rui Barbosa.
Rui Barbosa nasce ali, pelas dificuldades financeiras do pai e vai morar numa casa de estábulo, numa casa de fundo de roça, que foi do tio do pai dele, por isso nasce Rui Barbosa ali, no que é hoje a Casa de Rui Barbosa, que todos conhecem.
Mais tarde passa a ser residência do desembargador Candido Leão, quando foi arrematada pela Santa Casa da Misericórdia, que passou a alugar, dispondo de cômodos e perdendo a sua, digamos, dignidade senhorial, até que finalmente foi recuperada.
A Casa dos Sete Candeeiros teve um trabalho, teve uma importância muito grande na cidade de Salvador porque foi hospedaria. Prá vocês terem uma idéia da majestade da casa, durante o mês de janeiro de 1808, esteve aqui a Corte Portuguesa, Dom João e o pessoal dele todo.
Três viscondes foram hospedados na Casa dos Sete Candeeiros que teve alojamento, teve condição, teve equipamentos para hospedar três, Visconde Redondo, Visconde Rezende e Visconde Alegrete.
Essa daí, eu faço um apelo, se ninguém foi ainda lá, vá um dia desses, se estiver andando a pé ali, pelo centro da cidade, vá ver a Casa dos Sete Candeeiros que se chama dos Sete Candeeiros exatamente porque quando foi equipada para receber a família real e os seus acompanhantes, ornou a sua parte externa com sete luminárias que foram os sete candeeiros.
Eu chamo a atenção dessa história dos sete candeeiros porque uma professora chamada Ruthlands, ela era uma antropóloga, é, está viva ainda, uma antropóloga norte-americana que veio a Bahia e escreveu um livro sobre suas impressões da Bahia.
Ouviu um guia de turismo por aí e escreveu que a Casa dos Seven Lampions, se chama Seven Lampions em homenagem a um famoso bandido e seus sete principais asseclas, sete candeeiros, sete lampiões, sete membros da quadrilha de Lampião.
É preciso ficar muito atento quando se estuda história para não cair em armadilhas como essa, que bota sete lampiões lá; que diz que morreu um padre na igreja do Unhão, que anda dizendo coisas por aí.”
Cid Teixeira
www.cidteixeira.com.br

Elevador Lacerda

Localização: entre a Cidade Baixa e a Cidade Alta, de frente para a Baía de Todos os Santos.
Imponente e reconhecido como um dos ícones mais importantes do turismo de Salvador, o famoso Elevador Lacerda é muito mais do que uma ligação entre a Cidade Alta e a Cidade Baixa. Trata-se de um verdadeiro cartão postal com a generosidade de oferecer aos seus visitantes uma maravilhosa vista panorâmica da Baía de Todos os Santos.
É por isso, que além dos próprios baianos, não há turista que chegue à cidade e não tenha vontade de vê-lo de perto e registrar tudo em muitas fotos.
O equipamento foi criado pelo engenheiro baiano Antônio de Lacerda (1837-1885), idealizador da Companhia de Transportes Urbanos, primeira operadora de trens de Salvador.
Sua construção começou em outubro de 1896, com material trazido da Inglaterra, e foi concluída em 1873.
Os festejos de inauguração aconteceram de 8 de dezembro daquele mesmo ano, no mesmo dia das comemorações de Nossa Senhora da Conceição da Praia, por sinal. A idéia era que a construção do elevador interligasse também as duas linhas de bonde Calçada/Praça Cayru e Graça/Praça Municipal.
Funcionando através de um sistema completamente hidráulico, o monumento foi chamado de Elevador Hidráulico da Conceição, depois de Elevador do Parafuso.
Só em 21 de junho de 1896, por decisão do Instituto Histórico e Geográfico da Bahia (IGHB), foi batizado com o nome do seu criador, sendo consagrado Elevador Antônio de Lacerda, e logo depois simplificado.



Em julho de 1906, o elevador precisou parar para ser submetido às obras de eletrificação.
O novo sistema foi inaugurado em janeiro do ano seguinte.
No ano de 1930, novas mudanças: as duas cabines originais que transportavam até 23 passageiros, foram substituídas por outras quatro novas com capacidade para 27 pessoas cada uma delas, aumentando assim o conforto para os usuários daquela época.
Também nessa época, já na propriedade da Companhia Linha Circular de Carris da Bahia, o Elevador Lacerda ganhou o seu atual estilo "artedecô”.A primeira revisão em toda estrutura arquitetônica do elevador ocorreu no começo dos anos 80. Já os equipamentos elétricos e eletrônicos passaram uma séria revisão em 1997.
Com 191 pés de altura (72 metros), o Elevador Lacerda foi erguido em duas torres.
A primeira que sai da rocha e perfura a Ladeira da Montanha, servindo para equilibrar as cabines. Enquanto que a segunda fica mais visível e se articula à primeira torre, descendo até o nível da Cidade Baixa.
Na década de 50, o Elevador passou a fazer parte do patrimônio da Prefeitura Municipal do Salvador e em setembro de 1997, na gestão do atual prefeito, Antônio Imbassahy, ganhou iluminação cênica, valorizando ainda mais sua beleza.
Antônio de Lacerda, filho de Antônio Francisco de Lacerda e D. Angélica Miquelina de Lacerda nasceu a 1º de outubro de 1834, na cidade do Salvador, sendo batizado na Matriz de São Pedro em 15 de novembro de 1834.
Aos nove anos de idade, em princípios de 1844, foi enviado para a Suíça; em Genebra, prosseguiu os estudos aqui iniciados.
Entre os seus mestres europeus figuraram grandes nomes daquele tempo, entre eles os de Raul Pictet, e Gaspar Mermillod, Bispo de Genebra.
Regressou da Europa em dezembro de 1850, com 16 anos. Mas já no ano seguinte, em novembro, seguia para os Estados Unidos, onde em Troy, no Condado de Rensselaer, no Estado de Nova York, freqüentaria uma escola para Engenheiros – o Rensselaer Politecnic Institute. Todavia não se pode provar que de fato tenha terminado o seu curso, pois nunca se intitulou Engenheiro.
Em 1856, com 22 anos incompletos, estava de volta à Bahia. E já em fevereiro de 1860 ingressava como Irmão na Santa Casa de Misericórdia.
Deverá ter-se casado antes de 1865, com Adéle Montobio, de nacionalidade Belga, filha do Engenheiro Camile Montobio, chegado a esta terra em agosto de 1849.
É também de se supor que, com a educação recebida no estrangeiro, tenha Antônio de Lacerda se tornado aficcionado das ciências naturais, e as tenha cultivado com certo entusiasmo, tendo sido seu nome citado em diários e relatórios de diversos cientistas e naturalistas que passaram pelo Brasil, naquele período.
Morava no Garcia, em casa que depois da morte de seu pai viria a lhe pertencer.
Tudo indica haver sido o auxiliar mais direto do seu pai. E tal era a confiança que ao mesmo inspirava, que no seu testamento, ditado a 16 de janeiro de 1872, Antônio Francisco de Lacerda, nomeou-o liquidante do seu estabelecimento comercial, “confiado na prudência, critério e zelo do meu filho”, e no conhecimento que ele tinha dos seus negócios.
Alias, desde 1869, iremos encontrar Antônio de Lacerda envolvido em transações comerciais.





Em janeiro daquele mesmo ano, quando da mudança da razão social da firma Ribeiro , Costa & Cia. para Gonçalves, Costa & Companhia, seria ele incluído, juntamente com o sogro, como sócios, na nova firma.
Na mesma época, irá aparecer como sócio comanditado da firma Antônio de Lacerda & Cia., sob a sua responsabilidade, a de seu pai e de mais 26 sócios.
Foi com tal firma, mais conhecida pelo nome de Companhia Transportes Urbanos, que iria Antônio de Lacerda consagrar-se para a prosperidade.
Inicialmente com a instalação das linhas de bondes puxados a burro, na parte alta da cidade, e finalmente com a construção e instalação do Elevador Hidráulico da Conceição.
No mesmo ano em que constituía a sua firma, já circulavam pela cidade outros bondes ligando outros bairros. Todavia, em dezembro daquele mesmo ano, os bondes de Lacerda já circulavam entre o Largo da Piedade e o da Vitória. Mas ele pretendia mais: ligar a Praça da Piedade à Praça do Palácio.
Mas, o seu maior sonho era a construção de um elevador que poria em comunicação os dois planos da cidade.
E antes mesmo de estarem em tráfego os seus bondes de burro, já iniciara a perfuração da rocha, ali por onde pretendia fazerem passar as cabinas da máquina, e a do túnel que ligaria a base da coluna por onde circulariam, à rua da Alfândega, na Cidade Baixa.
Deve ter sido, naquele tempo, uma obra de gigante. Tanto que foi considerada por muitos, utópica.
Ele mesmo diria, quando do 1º brinde levantado na festa que ofereceu, em sua residência, na noite de 8 de dezembro de 1873, “quando eu trabalhava com afinco em favor da idéia que concebera, muitos obstáculos se antepunham`a sua realização e entre eles a palavra autorizada de cidadãos importantes que conspiravam contra a empresa, considerando-a inexeqüível” E acrescentava que “teria talvez desanimado diante de tamanhas dificuldades que surgiam se não fora o apoio e o auxílio que encontrava sempre em meus generosos consórcios, os quais, longe de recearem a perda de seus capitais, me animavam a caminhar e a prosseguir”.
Segundo ainda declarou, na mesma ocasião, a obra foi realizada em “cinqüenta meses de trabalho, de obstáculos e de incerteza”.
Antônio de Lacerda morreu, aos cinqüenta e um anos, de enfermidade renal, a 2 de agosto de 1885.
Desaparecia assim um dos homens mais importantes do seu tempo, expressão legítima de uma época cujo dinamismo intenso reclamava e mesmo exigia homens do seu porte e ação.
No entanto, apesar de toda a sua obra, vai o seu nome sendo aos poucos esquecido. Louvado e enaltecido pelos seus contemporâneos, chegou a merecer poemas feitos em sua homenagem, publicados nos jornais dos fins do século passado. Todavia, quando da sua morte, pouco dele se falou.
Em 1896, entretanto, o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, em sessão realizada a 21 de junho daquele ano, proporia ao então diretor da Companhia Transportes Urbanos, o Comendador José Gonçalves Martins, e ao Conselho Municipal, que se passasse a denominar Elevador Antônio de Lacerda o até então chamado Elevador da Conceição.
E, em 1930, quando da inauguração da nova torre em concreto, ligada à Praça Municipal por uma ponte suspensa sobre a Ladeira da Montanha, nova homenagem lhe foi prestada, com a colocação no corredor que dá acesso às cabinas de um medalhão em bronze com a sua efígie.