Serviços

Organizamos o roteiro desejado, providenciando:
Traslado até o local (ida e volta).
Informações sobre o local.
Levantamento de preços e horários disponíveis.
Tours fotográficos por ruas, prédios históricos, praias, cidades próximas, feiras e áreas de interesses.
Passeios individuais ou com grupos.
Envie-nos um e-mail e verifique a disponibilidade. waltsonraylan@globo.com




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quinta-feira, 30 de julho de 2009

Comunidade do Solar do Unhão

A Comunidade está localizada na Gamboa de Baixo, lugar de gente simples, mas com muitas aspirações. A vista é fantástica, de lá se avista a grandiosidade da Baía de Todos os Santos, a Ilha de Itaparica e o vai e vem das embarcações. O pôr do sol é outra atração imperdível do local, o céu no final do dia fica colorido e junto com o som das ondas nos transporta para outros mundos. 




Atualmente  o local abriga o Museu de Street Art Salvador.

Museu de Street Arte Salvador 2


Saiba  mais no site: http://www.ilovemusas.com


Ao lado da comunidade temos o Solar do Unhão. O local se caracteriza por ser um expressivo conjunto arquitetônico, integrado pelo Solar, pela Capela de Nossa Senhora da Conceição, cais, aqueduto, chafariz, senzala e um alambique com tanques. E além de sediar o famoso Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA).







 
 

Galerias de Salvador

GALERIA ACBEU
Av. Sete de Setembro,1883. Corredor da Vitória. Vitória,40.080.002,
Salvador ,Bahia,Brasil.
Telefone: (71) 3336 - 4411Fax: (71) 3444 - 4449
Horário de Funcionamento: Seg a Sex - Das14 às 20hs. Sáb - Das 16 às 20hs



GALERIA ARTE VIDA
Rua Caetano Moura,121. Faculdade de Arquitetura. Federação,Salvador , Bahia,Brasil
Telefone: (71) 3245 - 5665

GALERIA CANIZARES (UFBA)
Rua Araújo Pinho, 212. Escola de Belas Artes da UFBA. Canela,Salvador , Bahia,Brasil.
Telefone: (71) 3247 - 4247 / 3283 - 7930
Horário de Funcionamento: Seg a Sex - Das 8h às 18h

GALERIA DA ALIANÇA FRANCESA FOYER PAULO GAUDENZI
Av. Sete de Setembro,401. Vitória,Salvador , Bahia,Brasil.
Telefone: (71) 3336 - 7599
Horário de Funcionamento: Seg a Sex - Das 08 às 20hs e Sáb - Das 08 às 12hs

GALERIA DE ARTE ROSANA MEIRELES
Rua Marquês de Caravelas, 50. Barra,Salvador , Bahia,Brasil.
Telefone: (71) 3264 - 5918E-mail: nivaldoteixeira@terra.com.br

GALERIA DO CONSELHO ESTADUAL DE CULTURA
Av. Sete de Setembro,1330. Anexo. Palácio da Aclamação. Campo Grande,Salvador , Bahia,Brasil.
Telefone: (71) 3328 - 5146
Horário de Funcionamento: Seg a Sex - Das 09 às 12h e das 14h às 17h

GALERIA DO GOETHE - INSTITUT / ICBA
Av. Sete de Setembro, 1809. Vitória,Salvador , Bahia,Brasil.
Telefone: (71) 3337 - 0120E-mail: info@salvadorbahia.goethe.org
Horário de Funcionamento: De Seg a Sex - Das 09 às 18hs. Sáb - Das 09 às 13 h



GALERIA DO MUSEU DE ARTE MODERNA - MAM
Av. Contorno, s/nº. Solar do Unhão. Contorno,Salvador , Bahia,Brasil.
Telefone: (71) 3117 - 6131
Horário de Funcionamento: Ter a Dom - Das 13 às 18hs

GALERIA EBEC
Rua Amazônas,746. Pituba,Salvador , Bahia,Brasil.
Telefone: (71) 3240 - 4743
Horário de Funcionamento: Seg a Qui - Das 08 às 19hs. Sex - Das 09h às 19hs

GALERIA PIERRE VERGER
Rua Gal. Labatut, 27. Barris,Salvador , Bahia,Brasil.
Telefone: (71) 3103 - 4141
Horário de Funcionamento: Seg a Sex - Das 9h às 12hs. Sáb e Dom - Das 16h às 21hs

GALERIA SOLAR DO FERRÃO
Rua Gregório de Mattos, 45. Pelourinho.Centro Histórico,Salvador , Bahia,Brasil.
Telefone: (71) 3117 - 6380
Horário de Funcionamento: Ter a Sex - Das 10 às 18hs. Sáb e Dom - Das 13 às 17hs

terça-feira, 31 de março de 2009

O que o Frommer's indica em Salvador.

Caminhe pelas várias ruas estreitas e largos do Pelourinho, conheça os diversos museus e igrejas do local, descanse em um dos vários bares que dispõem de mesinhas nas ruas, visite as lojinhas de souvenir e termine o passeio apreciando o belíssimo pôr-do-sol na Praça da Sé, aos pés do monumento da Cruz Caída.

O pôr-do-sol no Farol da Barra é outro programa imperdível. Passeie a pé pela praia do Farol e termine o programa apreciando a beleza da Baía de Todos os Santos e da Ilha de Itaparica no entardecer.

O Porto da Barra oferece o melhor banho de mar de Salvador. Águas limpas, mornas e absolutamente tranqüilas, destinadas a quem quer relaxar de verdade. Apesar de encontrar praia cheia nos finais de semana e feriados, o turista não deve deixar de incluir o Porto da Barra no roteiro.

Além de toda orla de Salvador, as praias de Pedra do Sal, Stella Maris e Aleluia oferecem momentos inesquecíveis para o turista. Afastadas do centro da cidade, as praias possuem excelente infra-estrutura de barracas de comida e bebida, piscinas naturais e tranqüilidade aos banhistas.

Quem gosta de caminhar para conhecer melhor o local que visita deve começar um dos passeios em Salvador pela Praça Municipal. De lá, tome o Elevador Lacerda em direção à Cidade Baixa e vá direto para o Mercado Modelo, onde existe o que há de melhor em termos de artesanato típico. Do Mercado, vá caminhando pela avenida Contorno até a Bahia Marina e aprecie a paisagem da Baia de Todos os Santos.










Tome um verdadeiro banho de história e cultura ao chegar no Solar do Unhão. Conheça cada detalhe do complexo arquitetônico que hoje abriga o Museu de Arte Moderna da Bahia, o Parque das Esculturas e um restaurante típico.

Conheça a magia da capoeira, do samba de roda, da dança e do folclore local, através do espetáculo apresentado diariamente (exceto domingos e terças-feiras) pelo Balé Folclórico da Bahia no Tetro Miguel Santana, no coração do Pelourinho. O espetáculo dura pouco mais de 45 minutos e é muito concorrido.

As terças-feiras na cidade de Salvador têm algo a mais. O já movimentado Pelourinho transforma-se num verdadeiro caldeirão cultural e musical e é palco da chamada “Terça da Benção”. Neste dia, a partir das 18 horas, acontece a missa na Igreja de São Francisco e a missa da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos – esta última, uma prova viva do sincretismo religioso presente na Bahia, com mistura do catolicismo e do candomblé. Quando chega a noite, o Pelourinho explode em música: o Olodum faz ensaio semanal numa quadra própria e o projeto Pelourinho Dia & Noite traz inúmeras apresentações nas praças e largos.



Visite a mais tradicional igreja da cidade, a Igreja do Bonfim, e aproveite para comprar as coloridas fitinhas para presentear os amigos. Se preferir, mande benzê-las na própria igreja e, ao amarrá-las no braço, não se esqueça de fazer três pedidos.

Experimente a mais famosa iguaria da rica culinária baiana, o acarajé. Em diversas esquinas da cidade, você vai encontrar uma baiana tipicamente trajada e com seu tabuleiro. Algumas das mais famosas quituteiras da cidade ficam localizadas no bairro boêmio e intelectual do Rio Vermelho, onde é muito bom curtir um final de tarde.

Selecionadas por Equipamentos Turísticos do Guia Frommer´s Salvador

Roteiro Caminho da Vila Velha

Com a escolha do lugar para a construção de Salvador, a primitiva Vila do Pereira, no Porto da Barra, foi perdendo pouco a pouco sua importância.
Mas o Caminho da Vila Velha nunca deixou de ser relevante, especialmente para os pescadores e comerciantes que a utilizavam. A antiga trilha entre o local bom para pescar na praia do Porto da Barra e as fortificadas Portas de Santa Catarina, (atual Praça Castro Alves) é hoje tomada pela avenida Sete de Setembro e seus cinco quilômetros de extensão.
Aberta no inicio do século XX, a avenida uniu várias ruas estreitas de largura padronizada e foi responsável pela derrubada de uma igreja e várias fachadas de prédios civis do poder público. Mesmo assim, ela serviu como vetor de expansão promovida pela colônia inglesa no final do século XIX. Paralelamente a isso, começava a mudar o conceito de moradia em Salvador e a população já procurava novos espaços abertos para construir suas casas. Os ingleses ergueram, então, belas mansões no Corredor da Vitória e projetaram a praça do Campo Grande – além do corredor e do Campo Grande, esta área turística inclui a Praça da Piedade, o Largo de São Pedro, o Largo de São Bento e a Praça Castro Alves, onde ficavam as Portas de Santa Luzia no lado sul da muralha que cercava a cidade nos séculos XVI e XVII.



A Vila Velha, conhecida também como a Vila do Porto da Barra ou Vila do Pereira – uma alusão ao primeiro donatário da Capitania da Bahia, Francisco Pereira Coutinho -, surgiu no início do século XVI como um pequeno comércio próximo à única praia com condições naturais para a aproximação de embarcações no espaço da cidade. No Porto da Barra, desembarcaram o capitão Francisco Pereira Coutinho, em 1535, e o fundador de Salvador, Tomé de Souza, em 1549.
A pequena enseada também recebeu os soldados da Companhia das Índias Ocidentais na invasão de 1624, que seguiram pela trilha até a cidade então limitada entre a atual Praça Castro Alves e o Terreiro de Jesus. Fazem parte desta área monumentos como o Forte de Santa Maria, o Forte de São Diogo e a Igreja de Santo Antônio da Barra.

Porto da Barra – Com quase todo o litoral cercado por recifes, a cidade tem no Porto da Barra o único lugar onde é possível o desembarque de pequenas embarcações em segurança. Em forma de uma pequena enseada, o porto foi o lugar escolhido pelo donatário Francisco Pereira Coutinho para fundar a Vila da Capitania da Bahia. A Vila do Pereira, como ficou conhecida, recebia as naus que faziam comércio com os nativos comandados por Diogo Álvares “Caramuru”, na primeira metade do século XVI. Aí também foi o local onde desembarcaram o primeiro Governador-Geral Tomé de Souza, em 1549, e os soldados da Companhia das Índias Ocidentais, os quais invadiram a cidade em 1624. Um marco comemorativo, construído em 1949. Destaca o ligar da chegada de Tomé de Souza.

Forte de Santa Maria – Construído para guarnecer o Porto da Barra contra invasores, cruzando fogos com o Forte de São Diogo, esta fortaleza já existia quando a Companhia das Índias Ocidentais tentou ocupar Salvador pela segunda vez, em 1638. Forte sob invocação feminina em Salvador, tem forma de sete lados, quatro ângulos salientes e três reentrantes, e data do final do século XVIII.

Forte de São Diogo – Cruzando fogos com o Forte de Santa Maria e também com a função de impedir o desembarque de invasores no único porto natural da cidade, a fortificação já existia quando os holandeses invadiram Salvador pela segunda vez. Encravado na base do Outeiro de Santo Antônio, apresenta diariamente um vídeo sobre o Sistema Colonial da Cidade do Salvador e, ao meio-dia, dispara um tiro de canhão como ocorria antigamente.

Igreja de Santo Antônio da Barra – Situada sobre uma colina e com magnifica vista que abrange a Barra e a Baía de Todos os Santos, o templo foi construído entre 1595 e 1600. Sua fachada apresenta um alto frontão clássico de forma triangular e tem duas torres terminadas em pirâmide, revestidas por azulejos.

Igreja de Nossa Senhora da Vitória – Disputa com a Igreja de Nossa Senhora da Graça o título de a primeira construída em Salvador. Foi reedificada em 1666, com fachada voltada para o mar, e totalmente reformada em 1809, quando ocorreu uma inversão nas posições do altar e da entrada do templo. Em 1910, a fachada ganhou a atual decoração.

Corredor da Vitória – Esta bela avenida arborizada era ocupada por belas mansões da sociedade britânica no século XIX – as quais, pouco a pouco, foram substituídas por luxuosos edifícios residenciais a partir de meados do século XX. O Corredor da Vitória, que começa no largo da Igreja de Nossa Senhora da Vitória, possui alguns dos mais importantes museus de Salvador, como o Carlos Costa Pinto e o de Arte da Bahia, de Arte Decorativa e o Museu Geológico.

Museu Carlos Costa Pinto – Seu acervo foi, pacientemente, reunido pelo colecionador baiano Carlos Costa Pinto, na primeira metade do século XX, com aquisições de bens tradicionais de bens de tradicionais famílias da cidade. Os objetos do museu contam aspectos da vida social baiana nos séculos XVII, XIX e XX. A coleção de pratarias é considerada a maior do Brasil. O Museu localiza-se na mansão da família Costa Pinto, que o colecionador não chegou a ver concluída.

Museu de Arte da Bahia – Instalado numa mansão de um grande negociante de escravos do século XIX, o Museu de Arte da Bahia reúne em seu acervo coleções de objetos adquiridos em leilões ou compradas diretamente de espólios de tradicionais famílias baianas. Nele, destacam-se a porta em madeira original de um casarão do Centro Histórico, os painéis de azulejos importados da Europa e a pinacoteca, com obras de mestres da pintura baiana.

Museu Geológico – Este museu é um verdadeiro centro de estudos da geologia do território baiano e apresenta exemplares de rochas minerais e pedras preciosas.

Campo Grande – Esta área foi desmatada no século XVII e nivelada no século XVIII para treinamento militar dos soldados do Forte de São Pedro. Oficialmente chamada de Praça Dois de Julho, o Campo Grande transformou-se num jardim em 1851 e ganhou, no final do século XIX, um monumento central em homenagem à Guerra da Independência da Bahia – o dia 2 de Julho, aliás, é a maior data cívica da Bahia, sendo comemorada com desfiles militares e de entidades educacionais. No Campo Grande, destacam-se, ainda, os edifícios Casa do Arcebispo, de inspiração inglesa do século XIX, o Grande Hotel a Bahia, de meados do século XX e recuperado há poucos anos. Mais adiante esta o Forte de São Pedro, um baluarte da defesa por terra da cidade dos inimigos que desembarcassem no Porto da Barra.








Casa do Arcebispo – A residência de um próspero negociante do século XIX foi adquirida pela Arquidiocese de Salvador para ser a residência do arcebispo primaz do Brasil.

Grande Hotel da Bahia – Erguido em meados do século XX, foi o primeiro grande hotel com concepção moderna da cidade, estando em funcionamento até os dias de hoje.

Teatro Castro Alves – Um dos mais modernos teatros do País, foi construído em 1958 e sofreu um incêndio dias antes de sua inauguração. Sua recuperação foi concluída em 1967; vinte e nove anos depois, o teatro passou por uma reforma completa e ganhou os mais modernos equipamentos cênicos.

Forte de São Pedro – Levantado no início do século XVII no ligar escolhido pelos holandeses para a implantação de uma fortificação, este edifício militar tem forma de polígono quadrangular e possui baluartes nos quatro ângulos desenvolvidos segundo os princípios de Vauban. Tomado pelos brasileiros na Guerra da Independência, em 1822, o forte serviu como quartel general da Revolta da Sabinada, entre 1837 e 1838.

Praça da Piedade – O terreno situado em frente a Igreja de Nossa Senhora da Piedade teve muitos uso desde o século XVIII, quando o templo foi construído. Lugar de manobras militares e de execução de condenados políticos – entre eles as quatro mártires da Inconfidência Baiana, em 1799 -, o Largo da Piedade foi transformado em jardim no final do século XIX e reconstruído cem anos depois em homenagem aos mártires inconfidentes. Na praça, merecem destaque construções como o antigo Palácio do Senado da Província da Bahia , a sede do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, o Gabinete Português de Leitura, inspirado no estilo manuelino, a Igreja de São Pedro e o gradil da praça, criado pelo artista plástico Caribé.

Largo do Relógio de São Pedro – A área foi ocupada até o início do século XX pela antiga Igreja de São Pedro, demolida para a abertura da avenida Sete de Setembro em 1912. O Relógio de São Pedro, importado da França, é uma referencia de horário para os que passam pelo local.

Largo de São Bento – No lugar escolhido pelos monges beneditinos que chegaram com Tomé de Souza em 1549, foram erguidos a Igreja de São Sebastião e o Mosteiro de São Bento.

Igreja de São Sebastião e o Mosteiro de São Bento – Este conjunto religioso, um dos mais imponentes da cidade – cujo terreno foi herança deixada pela família de Diogo e Catarina Álvares, o primeiro casal brasileiro, para a Ordem Beneditina -, foi iniciado em 1589 e ainda se encontra inacabado. O mosteiro, em três pavimentos ao redor de um pátio, abriga uma biblioteca com 35 mil volumes e um museu com objetos de ordem.

Praça Castro Alves – A área surgiu do aterro de um grande charco que cercava a cidade e foi erguida pelo fundador Tomé de Souza. Serviu como praça do pelourinho, onde eram castigados os que infringiam a Lei Municipal. No seu centro, localizavam-se as Portas de Santa Luzia, que faziam parte da primeira muralha da cidade. O nome Castro Alves foi dado à praça no início do século XX em homenagem ao “Poeta dos Escravos”, que declamou seus versos no Teatro São João que aí existia. No monumento que ocupa a parte central da praça está a estátua de Castro Alves e uma urna com os seus restos mortais.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Jazz no MAM - Salvador/BA

Todo sábado, das 18h às 21h, acontece a tradicional jam session, no Museu de Arte Moderna da Bahia, com vista para a Baía de Todos os Santos.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Cidade Cultural

Considerada a capital cultural do país, por sua efervescência e difusão de diferentes expressões artísticas. Salvador é famosa por sua história e pelo legado cultural e religioso que a miscigenação dos povos indígena, africano e português gerou.
No entanto, suas manifestações culturais vão muito além da música e do ritmo contagiantes, consagrados por diversos artistas, cujo reconhecimento ultrapassa as fronteiras do país, do mais famoso carnaval do mundo, das festas e danças populares e religiosas.
A cidade é o ano todo, palco de inúmeros eventos artístico-culturais: shows, exposições, peças teatrais e espetáculos de dança, dos mais variados estilos, indicam a efervescência da cultura local e estimulam o lazer e o turismo.
Salvador possui vários teatros, destacando-se entre os principais o Teatro Castro Alves (de grande porte), o Teatro Gregório de Matos e o Teatro Vila Velha.
Oferece também inúmeras salas de espetáculo, dois grandes cinemas compostos de 10 salas cada, vários cinemas menores e pequenas salas de cinema.
A cidade também oferece inúmeros museus, como o Museu de Arte Sacra - que reúne a maior coleção de arte religiosa do país, entre esculturas, pinturas, prataria, azulejos, talhas e ourivesaria - o de Arte Moderna e o Museu Carlos Costa Pinto, além dos museus pertencentes a igrejas e mosteiros, com raro acervo de peças sacras.
Na literatura, o maior destaque fica para Jorge Amado, escritor que ganhou fama internacional (registros oficiais apontam que suas obras já foram traduzidas para 48 idiomas).
Para os interessados em conhecer um pouco mais sobre a obra de Jorge Amado, vale a pena uma visita à fundação "Casa Jorge Amado", localizada no centro do Pelourinho.
Com relação ao ensino superior, existem várias opções de instituições. Entre as principais universidades da capital estão a UFBA (Universidade Federal da Bahia), a UNEB (Universidade do Estado da Bahia), a UCSAL (Universidade Católica do Salvador) e a UNIFACS (Universidade Salvador). Todas oferecem cursos de graduação, pós-graduação, mestrado e doutorado em diversas áreas do conhecimento e possuem uma excelente infra-estrutura de bibliotecas, laboratórios e equipamentos de informática, além de programas de pesquisa, iniciação científica e bolsas para estudantes.
Quanto ao ensino médio, existem na cidade 15 colégios de grande porte.
Salvador também é considerada a capital religiosa do país: existem na cidade centenas de igrejas católicas (algumas com mais de dois séculos de história) e inúmeros templos de outras religiões.
As igrejas são construções belas, imponentes e ricas - a famosa Igreja de São Francisco, por exemplo, é talhada em ouro e a Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia tem mármore português em sua fachada.
Também são famosas a Capela da Irmandade Terceira de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, construída por uma irmandade unicamente formada por africanos e seus descendentes, e a Igreja de Nosso Senhor do Bonfim.
Os interessados em visitar outros monumentos da arquitetura religiosa de Salvador devem visitar o Convento e a Terceira Irmandade do Carmo, o Convento e Igreja do São Francisco, a Ordem Terceira do São Francisco, a Catedral Basílica, o prédio do primeiro Colégio Jesuíta, a Igreja e Santa Casa de Misericórdia, a Igreja e Mosteiro de São Bento, o Oratório da Cruz do Pascoal, a Igreja e o Convento de Santa Teresa e o conjunto da Igreja de Santo Antônio da Barra.



Na arquitetura ainda se destacam os fortes que rodeiam a cidade e que são marcos históricos de séculos passados.
O Forte de Nossa Senhora do Montserrat, por exemplo, é considerado, por sua forma harmoniosa, a mais preciosa jóia da arquitetura militar brasileira. Concluído em 1742, com uma bateria de nove canhões, sua história fala de momentos de heroísmo na resistência aos holandeses em 1624 e 1638. Dele se tem a mais privilegiada vista da entrada da Baía de Todos os Santos.
No Centro Histórico também são imperdíveis visitas à Casa dos Sete Candeeiros (onde morou o poeta Castro Alves), ao Solar do Ferrão, ao Palácio Rio Branco, ao Paço Arquiepiscopal e ao Palácio da Aclamação.
O Palácio Rio Branco, embora não seja tombado pelo patrimônio histórico, é um dos imóveis mais importantes da cidade. Construído na Praça Municipal, a primeira de Salvador, ali residiram os governadores gerais, vice-reis e os presidentes da Província.
A arquitetura colonial da cidade, especialmente o Centro Histórico de Salvador, onde se localiza o Pelourinho apresenta mais de mil sobrados, palacetes, igrejas e conventos.
O Pelourinho foi considerado Patrimônio Histórico Nacional e tombado pela Unesco como Patrimônio da Humanidade e apresenta uma atividade cultural intensa, de dia e à noite, por entre suas ladeiras cheias de bares, restaurantes, espaços culturais, bibliotecas, pousadas, ateliês, galerias de arte e centros de artesanato.

Interessados em artesanato podem facilmente encontrar uma grande diversidade no Centro Histórico e, especialmente, no Mercado Modelo.
Peças muito belas revelam a criatividade e a diversidade da cultura afro-brasileira.
Encontram-se objetos confeccionados com diversos materiais - madeira, couro, renda, tecelagem, prata, metais, trançados, tapeçaria, bordado e lapidação - e oriundos de todas as regiões do Estado.
Não se pode deixar de citar também a culinária como forte expressão da cultura baiana. Herança da mistura de ingredientes indígenas, portugueses e africanos, os pratos da Bahia são picantes, coloridos e aromáticos.
Diversos quitutes são encontrados nos tabuleiros das baianas da cidade, tipicamente trajadas com suas saias, turbantes e colares de contas.
Nos restaurantes soteropolitanos, os visitantes podem encontrar saborosos pratos típicos, incluindo delícias à base de frutos do mar. Além disso, pode-se saborear inúmeras frutas tropicais, cocadas, doces de frutas da época ou delícias à base de ovos, coco e leite, originárias de Portugal.






Casa do Benim

Um dos principais centros culturais da cultura africana da Bahia, o Museu Casa do Benin, no Pelourinho, foi fundado na década de 80.
O museu possui uma rica coleção de cerca de 200 peças de objetos e obras de arte da região do Golfo do Benin.
O país foi o antigo ponto de partida de escravos africanos para o Brasil e local para onde grande parte dos ex-escravos migraram, após a abolição da escravidão.
A maior parte do acervo foi colecionada pelo antropólogo e fotógrafo francês Pierre Verger, durante viagens pelo continente africano.
O ministro da Cultura, Gilberto Gil - então presidente da Fundação Gregório de Mattos quando o Museu Casa do Benin foi fundado, em 5 de maio de 1988 -, disse que a revitalização do lugar é o reconhecimento da importância da cultura africana. "É maravilhoso. Este é um espaço de grande importância do mundo negro para o Brasil. A Casa do Benin é passado da África na Bahia", disse o ministro.
Ele salientou que a Bahia mantém uma relação muito forte com o Benin, através de intelectuais e políticos.
Para o presidente da Fundação Gregório de Mattos, Paulo Costa Lima, a requalificação da Casa do Benin é uma forma de reconhecimento da vinda dos africanos para o Brasil como um fator civilizatório. "A casa do Benin, na concepção da fundação, é uma escola municipal de cultura", disse.
Seu acervo é constituído por peças em cestarias - esteiras, cestas de transportes, de arrumação, de arranjo de flores, além de uma variedade simples e rica de brinquedos, bonecas, peças religiosas em madeira e cerâmica africana.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Museu de Arqueologia


Museu de Arqueologia e Etnologia.
Instalado no subsolo da antiga Faculdade de Medicina, o museu procurou aproveitar os alicerces originais do Colégio dos Jesuítas do século XVI, deixando à mostra, arcadas, abóbadas, cloacas, portais e túneis.
O acervo arqueológico constitui-se de cerâmica, pedra polida, pedras lascadas e fósseis.
O acervo etnológico /e formado por ornamentos rituais, utensílios e equipamentos de pesca e cozinha.
Destaques:
Coleção referente à Gruta do Padre e ornamentação ritual.
Trata-se de um museu científico preocupado com a comunicação com relação ao público.
Instalado no prédio que abrigou no século XVII o Real Colégio das Artes (Colégio dos Jesuítas), o Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal da Bahia, MAE, possui um acervo composto por seis coleções que ressaltam os vestígios da primeira escavação feita no Estado, em 1959.
Do inventário da Coleção Etnográfica constam 306 peças: cerâmica, cordões, tecidos, adornos plumários e de materiais variados, indumentária e traçados, além de instrumentos musicais, armas, objetos ritualísticos e lúdicos.
Endereço: Terreiro de Jesus - Centro Histórico de Salvador.


Museu da Cidade e Orixás

Instalado em um casarão do pelourinho, expõe objetos que pertenceram ao poeta Castro Alves, bem como uma reconstituição dos trajes e utensílios característicos dos orixás.

Além dos orixás, compõem a exposição atabaques doados pelo terreiro do Gantois e duas baianas - uma de origem da Irmandade dos Pretos, enfatizando o culto afro-religioso, e outra representando a baiana de acarajé, um dos maiores símbolos da cultura da Bahia.
Os horários de visitação são os habituais da casa, sendo de segunda a sexta-feira, das 12 às 18 horas e o ingresso é R$1, exceto às quintas-feiras que tem entrada franca.
Uma realização da FGM, Orixás da Bahia tem coordenação e execução de Edvaldo Araújo, alabê do Terreiro Ilê Axé Iyá Nassô Oká (Casa Branca). Ele pesquisou cores, tecidos, adereços e acessórios usados por cada divindade do culto afro, segundo a tradição ketu. "Tudo é autêntico", assegura Edvaldo que, em 2001, criou o grupo Ilê Fun Fun para preservar os ritos, toques, danças e cantos sagrados dos filhos desta linhagem do candomblé.

Os Orixás
Exú
- Calça vermelha e preta com detalhes dourados, jaleco preto trabalhado com detalhes vermelhos e dourados. Chapéu panamá preto, com colares de semente nas cores preta e vermelha. Na mão um faló em madeira.
Ogum - Vestimenta em azul marinho e prata, capacete, espada e bracelete no metal branco.
Oxóssi - Roupa azul com dourado com chapéu de couro com penacho.
Oxumaré - Está na sua forma tradicional com roupa feita de couro de cobra, saia em detalhes de couro de cobra, chapéu em formato de cobra, argolas nos braços enroladas como cobra. Pano nas costas simbolizando o arco-íris.
Obaluaê - Também está em sua forma tradicional no tecido calamasso todo coberto de palha.
Xangô - Roupa de veludos branco e vinho, toda bordada com búzios. Coroa cor de cobre.
Oxum - Vestida em amarelo com adereços: corrente com peixe em metal amarelo; na mão um âbebê (espada) em metal amarelo.
Iemanjá - Toda vestida na cor azul com coroa de metal branco e ofange de metal branco.
Iansã - Veste roupa vermelha com duas correntes na cor cobre. Dois ibôs (chifres), espada (âbebê), coroa, orukerê (espanador) na cor cobre.
Obá - Vestimentas rosa com coroa e escudo cobre.
Ewá - Saia na cor de palha escura. Usa uma flecha na mão e, na cabeça, uma coroa na cor cobre.
Nanã - Vestimenta na cor lilás trabalhada com palha da costa. Usa coroa (adê) de palha da costa e contas.
Oxalufã - Todo vestido em murin (tecido branco) com detalhes de renda branca. Na mão, usa um opachorô e braceletes brancos.
Oxaguian - Pano branco com prata. Usa um escudo, espada, capacete em metal branco.

Museu Carlos Costa Pinto

A Fundação Museu Carlos Costa Pinto é uma instituição cultural particular mantida através de convênio com o Governo do Estado da Bahia.
A casa onde está instalado o Museu, projeto dos arquitetos Euvaldo Reis e Diógenes Rebouças, em estilo Colonial Americano, data de 1958.
Destinada inicialmente à residência da família, nunca foi habitada.
Sofreu adaptações para comportar a sua nova função.






Foi inaugurado em 05 de novembro de 1969, graças ao apoio do então governador do Estado da Bahia, Dr. Luís Viana Filho. Posteriormente, o governador Antônio Carlos Magalhães completou-o com as instalações da biblioteca e do auditório.
O acervo foi doado pela viúva Margarida de Carvalho Costa Pinto para a concretização do sonho de seu marido.
O Museu, criado para "conservar aspectos da antiga residência de Carlos Costa Pinto com objetos de arte colecionados por ele no século XX"(conforme Estatuto), tem cada vez mais consolidado e expandido a sua função como casa de cultura, tornando-se ponto obrigatório de visitação.
Carlos de Aguiar Costa Pinto nasceu em 24/12/1885, em Salvador - Bahia.
Era filho de Joaquim da Costa Pinto e Sophia Henriqueta de Aguiar Costa Pinto.
Iniciou sua carreira profissional na Magalhães e Cia., empresa importadora e exportadora, chegando ao cargo de diretor presidente.
Importante colecionador de obras de arte, reuniu ao longo de sua vida significativa coleção, fazendo com que permanecesse na Bahia um dos mais importantes acervos do país.
Faleceu em 07/12/1946, com 60 anos, sem ter realizado o sonho que seria a instalação de um Museu.
Margarida Ballalai de Carvalho Costa Pinto nasceu em 02/12/1895.
Era filha de João Pereira de Carvalho e Helena Ballalai de Carvalho, tradicional família baiana. Casou-se com Carlos Costa Pinto aos 17 anos. Não tiveram filhos.

Ao doar as peças de sua coleção, constituindo uma fundação e instituindo o Museu Carlos Costa Pinto, também conhecido como "Museu da Prata", D. Margarida iria dar à coletividade um exemplo superior de desprendimento, preservando para a Bahia, a memória de três séculos de arte, cultura e literatura.
Faleceu em 23/03/1979, com 83 anos.

O acervo do Museu é de coleção fechada, isto é, não adquire nem aceita doação de peças.
São 3.175 exemplares divididos em 12 coleções: Cristal, Desenho, Diversos, Escultura, Gravura, Imaginária, Mobiliário, Ordens Honoríficas, Ourivesaria, Pintura, Porcelana e Prataria.
Cada objeto tem uma história para contar. É só observar, aprender a interpretar a linguagem destes singulares narradores.
Romance, aventura, suspense. De tudo há um pouco. São histórias de pessoas, são nossas histórias.
A coleção de móveis do Museu Carlos Costa Pinto desperta grande interesse ao visitante.
São 130 móveis dos séculos XVII ao XIX, a maioria da Bahia em jacarandá, que pertenceram às antigas famílias baianas. Eles se compõem de arcas, mesas, oratórios, cômodas, papeleiras, sofás, mesas de encosto ou consoles, canapés, camas, berço, contador, espelhos, toucadores, vitrines, costureira e cadeiras diversas, destacando-se as conversadeiras.
A porcelana foi criada na China durante a Dinastia Tang (618-906 d.c.). Muito cobiçada pelos ocidentais, que a importaram em grande quantidade através das Companhias das Índias, o segredo de sua fabricação foi avidamente perseguido. No séc. XVIII o alquimista alemão Johann Friedrick Böttger (1682-1719), na fábrica de Meissen, tornou possível a porcelana européia. Desde então motivos e estilos chineses foram copiados e recriados para atender ao sedento mercado consumidor.
A coleção do Museu Carlos Costa Pinto conta com 652 exemplares de porcelana chinesa (Powder-Blue, Batávia, Imari, Família Rosa, Família Azul, Macau), porcelana japonesa e porcelana européia.
A prata sempre foi metal precioso e ocupava, na sociedade, um lugar à parte, não só pela ostentação e luxo, como também pela capitação de patrimônio. Até meados do séc. XIX não se conservavam peças de prata pela razão de sua antiguidade, ou seu valor artístico.
Estes objetos constituíam uma reserva a ser fundida e transformada em dinheiro, em caso de necessidade. Era, a Prata da Casa, a reserva da família.
A maior coleção do Museu é a prataria, com 923 exemplares. São objetos sacros, civis e regionais, utilitários e decorativos, dos séculos XVII ao XX, confeccionados no Brasil, Portugal, Inglaterra, França e Alemanha.
O Brasil nasceu sob o signo da Cruz, do Catolicismo. Cada invocação existente nesta coleção reflete a fé e a força da religião oficial dos colonizadores. São 43 imagens em madeira policromada e marfim, dos séculos XVII ao XIX. Representam diferentes invocações com predomínio de Cristo Crucificado e Nossa Senhora, exemplares confeccionados em Portugal, Goa, Bahia e Espanha.
A maior parte da coleção de esculturas é composta por figuras humanas sob temática sacra, mitológica e mundana.
São 22 exemplares de pequeno porte, em mármore, bronze e terracota, da Europa e Brasil, dos séculos XIX e XX. Autoria de artistas como Hugo Bertazzon, G. Besji, Pasquale de Chirico, Alfred Gilbert, Gorys, A. Guadez, Haulot, José Otávio Correia Lima, Antônio Teixeira Lopes, M. Moreau, Archile D'Orsi, E. Villanis.
A coleção de pintura do Museu Carlos Costa Pinto, com 139 obras, representa a perpetuação de momentos, a fixação de percepções transitórias: paisagens, interiores, pessoas.
Retornamos ao passado com os artistas Georgina Albuquerque, Alfredo Araújo, Henrique Bernadelli, Gutman Bicho, Artur Alves Cardoso, Castagneto, Henrique Cavalleiro, Carlos e Rodolfo Chambelland, G. Conceição, Milton da Costa, Raul Deveza, Fausto Gonçalves, Maurice Grun, Horácio Hora, Francisco Manna, Mendonça Filho, Manuel Paraguassú, Antônio Parreiras, Pedro Peres, Manuel H. Pinto, J. Rodrigues, Manuel Lopes Rodrigues, João Francisco Lopes Rodrigues, Virgílio Lopes Rodrigues, Bustamante Sá, Mirabeau Sampaio, Sante Scaldaferri, Oscar Pereira da Silva, Presciliano Silva, João Thimoteo, Alberto Valença, Simão da Veiga, Eliseu Visconti, Rescala, Carlos Bastos, Albano Neves Sousa, Jenner Augusto, Emídio Magalhães, Lígia Milton e Jorge Costa Pinto.

O Balangandan Café, inaugurado em abril de 2003, é um agradável espaço do Museu Carlos Costa Pinto, o lugar ideal para um bom papo, uma comemoração especial e uma pausa deliciosa nas tardes de Salvador.
Em seu cardápio, deliciosos quiches, musses e pequenas tortas, individuais, de sabores diversos e com um toque especial na arte de apresentar os pratos. Os vários tipos de cafés, chás e sucos complementam as especialidades servidas.

Museu Abelardo Rodrigues

O Museu Abelardo Rodrigues possui 810 peças de arte sacra reunidas pelo colecionador pernambucano Abelardo Rodrigues e adquiridas pelo Governo do Estado da Bahia em 1973. Criado em 1980, através de decreto estadual e inaugurado em 05 de novembro de 1981, funciona no andar nobre do Solar Ferrão, imponente prédio da arquitetura civil colonial, cuja construção foi iniciada no final do século XVII e concluída no século XVIII, no Centro Histórico de Salvador.

O Museu conta com um acervo de inestimável valor histórico e artístico que já foi motivo de uma "Guerra Santa" entre os governos dos Estados da Bahia e Pernambuco pela posse de tão preciosos exemplares do barroco brasileiro.
A coleção é composta por peças de arte sacra, de procedências brasileira, européia e oriental, dos séculos XVII ao XIX, elaboradas em diversos materiais, como barro, madeira, marfim, pedra-sabão e cera de carnaúba.
Ocupando um espaço de mais de mil metros quadrados, parte da coleção encontra-se exposta em três ambientes, arejados por dezenas de janelas e sacadas, conjugando a beleza arquitetônica colonial, entre escadaria de mármore de Lióz, colunas torças e tetos abaulados, com a singularidade de suas obras iconográficas.

Localização
Rua Gregório de Matos, 45 – Solar Ferrão.
Pelourinho – Salvador – Bahia
Telefone: (71) 3117-6381
Funcionamento: Aberto de terça à sábado, das 13 às 18h

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Casa Branca

Templo Iorubá

Casa Branca representa símbolo da resistência da tradição dos reinos de Ketu e Oyó.A guerra contra os daomeanos fora, literalmente, longe demais.
Escravizadas na terra-mãe, princesas e sacerdotisas africanas, do país iorubá, acabaram vindo parar na Bahia, acorrentadas como animais.
Foi assim que Iyá Akalá, Iyá Adetá e Iyá Nassô, nomes preservados pela tradição oral, teriam migrado para o Brasil.
Mais tarde, fundariam, na Bahia, a Casa Branca, o mais antigo templo de culto africano do país.
Começava assim, no século XVIII, em Salvador, primeira capital da colônia portuguesa, no bairro da Barroquinha, a religião dos orixás.
Hoje, o terreiro comandado por Altamira Cecília dos Santos, a mãe Tatá, é símbolo de resistência, fora da África, dos reinos de Ketu e Oyó.
Matriarcado ancestral
Princesas e sacerdotisas africanas plantaram na Bahia o axé do terreiro mais antigo do Brasil
A Casa Branca representa o ponto de partida da fascinante história sobre a origem do candomblé no Brasil.
Os traficantes e senhores talvez não soubessem, mas naqueles navios negreiros, acorrentadas como animais, viriam verdadeiras princesas e as mais importantes sacerdotisas africanas do país iorubá, escravizadas durante a guerra contra os daomeanos.
Mas já durante a longa travessia do Atlântico, e também ao desembarcar, as nobres matriarcas foram reconhecidas e veneradas pelos seus conterrâneos.
Com sua sabedoria ancestral, elas iriam reconstituir na Bahia os locais sagrados destruídos na terra-mãe.
E, em pleno centro da capital baiana, fundariam a mais antiga casa de culto africano do Brasil.
A tradição oral preservada pelos iorubás aponta o nome de algumas mulheres como sendo as criadoras da Casa Branca, hoje situada no Engenho Velho da Federação, Iyá Akalá, iyá Adetá e iyá Nassô são os mais citados.
Mas alguns detalhes se perderam com o passar dos séculos e nem mesmo os atuais representantes da casa sabem ao certo quem de fato foi o principal personagem dessa história. No entanto, alguns depoimentos de velhas senhoras do candomblé, registrados por pesquisadores que se dedicaram ao estudo das religiões africanas na Bahia, deixaram pistas que podem contribuir para a revelação do mistério que envolve a fundação do terreiro.


O etnólogo Edison Carneiro, que conviveu com antigas mães de santo da velha tradição iorubá, revela o nome das três mulheres, sem, no entanto, identificar qual delas de fato foi a fundadora do terreiro e se atuaram ao mesmo tempo ou se sucederam no poder.
Vivaldo da Costa Lima, inspirado pelo depoimento da célebre mãe Senhora, do Ilê Axé Opô Afonjá (fundado em 1910), sugeriu que iyá Akalá era mais um título, um "oiê", de iyá Nassô. Pierre Verger, com base no depoimento de mãe Menininha do Gantois (fundado em 1890), não cita o nome de Iyá Adetá e se refere a iyá Akalá como sendo a primeira mãe-de-santo da Bahia, que seria substituída por iyá Nassô.
Para complicar ainda mais, Verger cita um novo nome, Iyalussô Danadana, que teria vindo de Ketu para introduzir o culto a Oxóssi na Bahia.
Por fim, há a versão de Roger Bastide, outro etnólogo estudioso das religiões africanas.
Segundo ele, a mãe de Iyá Nassô havia sido escrava no Brasil e depois de alforriada voltou para a África, onde a concebeu. Anos mais tarde, Iyá Nassô teria vindo da Nigéria acompanhada de Marcelina Obatossí, sua sucessora na Casa Branca, com a missão de fundar um candomblé em Salvador.
Após 21 anos de pesquisas, o antropólogo Renato da Silveira, autor de artigos sobre a fundação dos terreiros mais antigos da Bahia (e com um livro no prelo sobre a Casa Branca), lança um pouco de luz nessa história até então bastante obscura.
Tudo teria começado ainda no país iorubá, no reino de Ketu, durante o governo do Alaketu, Akibiohu, entre 1780 e 1795. De lá vieram alguns integrantes da família real Arô, aprisionados pelos daomeanos na cidade de Iwoye (Iuó-iê), junto com um grupo de cerca de 200 escravos. Entre eles, estavam importantes sacerdotes e também duas princesas, gêmeas, com cerca de 9 anos de idade. Eram netas do Alaketu. Uma delas, Otampê Ojarô - que recebeu o nome cristão de Maria do Rosário Francisca Régis -, foi a fundadora do Terreiro do Alaketu, no Matatu de Brotas, e certamente participou dos rituais de fundação da Casa Branca.
Reza a lenda que, ao atingir a maioridade, a princesa foi alforriada pelo próprio Oxumarê, na figura de seu proprietário.
Mas, segundo Renato da Silveira, ela era ainda muito jovem quando o terreiro da Barroquinha foi fundado e uma outra sacerdotisa deve ter iniciado os fundamentos de Oxóssi, iniciando a soberania de Ketu na Bahia.
Conforme Silveira, iyá Adetá teria sido a sacerdotisa da linhagem Arô a fundar a primeira versão do candomblé baiano, em um culto quase que doméstico a Odé (o caçador, um dos nomes de Oxóssi) e Exu (o orixá mensageiro).
Isso teria acontecido não nos fundos da Igreja da Barroquinha, onde mais tarde seria criada a Casa Branca, mas na Rua da Lama (atual Visconde de Itaparica), uma das travessas do bairro próximo à região central de Salvador.

Solar Machado

FAMÍLIA MACHADO

Proprietário da Fábrica Confecções e Tecidos Paraguaçu, Manuel Machado era o patriarca dessa rica família, de origem portuguesa.
Além da Fábrica, eram proprietários do Solar Machado, localizado no Largo do Papagaio.
A neta de Manuel Machado casou-se com Álvaro Catharino, uma das mais influentes famílias da cidade, proprietária de terras e da fábrica de tecidos no bairro de Plataforma.

SOLAR MACHADOConhecido também como Casa Branca do Largo do Papagaio, o Solar Machado foi construído em 1915, por uma rica família portuguesa proprietária da fábrica Confecção e Tecidos Paraguaçu, estaleiros e depósitos no Porto de Salvador.
O responsável pela construção foi o patriarca Manuel Machado. Seu filho, João Batista Machado, lhe daria uma neta que então se casaria com Álvaro Catharino, membro de uma outra influente família residente em Itapagipe.
Por cinqüenta anos, as três gerações da família Machado ocuparam a Casa Branca do Largo do Papagaio.
Não existem registros quanto a arquitetura do casarão.
Possui um andar superior, acessado por uma escada toda de madeira, pé direito bastante alto, arejado com um grande número de janelas.
Todo o chão é em tablado de madeira, com o brasão da família impresso em diversos cômodos.
O prédio não é tombado. Sofreu reformas em 1973, 1992 e a última entre 2004 e 2005.
Em 1973, o Sesi – Serviço Social da Indústria passou a ocupar o Solar da Família Machado em regime de aluguel, passando a ocupar também o imóvel ao lado do Solar com o Clube do Trabalhador.
Após três anos, adquiriu o casarão e recebeu de doação da Família o terreno e imóvel onde até hoje se encontra instalado em Itapagipe.
Pela doação, a família estipulou uma exigência: a criação de um centro para idosos no local, que, desde então, é mantido pelo Sesi.
Em dezembro de 2004, o Sesi iniciou uma reforma que durou até o meado de 2005.
O Solar Machado, que já servira como setor administrativo da instituição, será transformado no Centro Cultural Pedro Mariane.
O projeto pretende proporcionar aos industriários, seus dependentes e a comunidade local o acesso a bens culturais.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Palácio Rio Branco

Construído inicialmente de taipa e barro, serviu para abrigar, em 1549, o governador-geral do Brasil, Tomé de Sousa, e o centro de administração do reino de Portugal.
Chamado então de Casa do Governo, passou também a funcionar como quartel e prisão, esteve envolvido em motins populares, foi sede da República Baiana de 1937, hospedou figuras portuguesas ilustres, serviu de residência provisória a D. Pedro II e sofreu incêndios e bombardeios como o de 1912, que tornaram necessária a sua reconstrução.

Reinaugurado em 1919 – quando ganhou o nome de Palácio Rio Branco -, permaneceu como centro de decisões do Estado até 1979.
Durante os quatro anos seguintes, abrigou a administração da Prefeitura Municipal de Salvador e, posteriormente, a sede do órgão estadual de turismo.
Em 1983, o palácio estava totalmente degradado em função da falta de manutenção e, no ano seguinte, decide-se fazer uma restauração completa do prédio.
Hoje, abriga a Fundação Pedro Calmon, a Fundação Cultural do Estado da Bahia e o Memorial dos Governadores.
Neste último local, o visitante pode conhecer personagens que construíram a história republicana e visitar o salão de espelhos, cujo acesso é através de uma escadaria de ferro e cristal procedente da França, e ainda ver, na sala que evoca Pompéia, um Mural das Bacantes, o qual esteve durante muito tempo.

A história do Palácio Rio Branco só pode ser entendida a partir de um contexto histórico evolutivo que teve início em 1549, época da fundação da cidade do Salvador, com a chegada do primeiro Governador-Geral Thomé de Souza.
No mesmo local em que hoje se encontra o atual Palácio Rio Branco, foi construída a primeira Casa de Governo, em taipa e barro, para residência do 1º Governador-Geral, Thomé de Souza.
Mais tarde Mém de Sá mandou levantar uma torre de pedra e cal na parte posterior do imóvel para manter a guarda da Baía de Todos os Santos.
Em 1624, foi invadido pelos holandeses. Contam os historiadores que, no início de 1808, a família real portuguesa, quando se transferiu para o Brasil residiu na segunda Casa dos Governadores com Dona Maria I, seu filho regente, Dom João, mais tarde Dom João VI, e sua esposa Dona Carlota Joaquina e vários netos, entre os quais Dom Pedro, menino de nove anos, depois Imperador do Brasil.
Em 1826, Dom Pedro vem a Bahia e fica hospedado na Casa com toda a família e a corte, inclusive Dona Leopoldina, e a princesa Dona Maria da Glória.
Em 1859, foi residência provisória de D. Pedro II e sua mulher, a Imperatriz Tereza Cristina.
Com a proclamação da República, foi anunciada, em 16 de janeiro de 1890, uma concorrência para construir o novo “Paço”.
No dia 24 do corrente ano foram iniciados os trabalhos de reconstrução do palácio com orçamento de 150 contos.
Somente em 24 de fevereiro de 1900 é inaugurada a construção do novo prédio do palácio, com vários salões e salas em estilos renascentistas, como a Sala do Descobrimento, o Salão dos Governadores, Salão Luiz XV, Sala Luiz XIII, Salão Luiz XIV, Sala Assiriana, Bizantina, o Salão de Honra, pinturas de Lopes Rodrigues e melhoria na iluminação, passando o Palácio a contar com 800 bicos de gás.
Grandes festas se iniciaram desde então, como as comemorações do 4º centenário do descobrimento do Brasil.
Em 10 de janeiro 1912, Salvador sofreu um bombardeio que atingiu, entre outros prédios, o Palácio do Governo, tornando-se necessária a reconstrução de grande parte das suas instalações, em especial toda a face oeste, que foi destruída.
No dia 11 de janeiro, o Palácio das Mercês, que tinha sido transformado em residência oficial dos governadores em 1908, pelo governador Araújo Pinho, após o bombardeio do Palácio do Governo, passa a ser sede oficial do Governo do Estado.
Além da destruição provocada pelo bombardeio e o fogo, o prédio sofreu ainda mais pela invasão de pessoas que quebraram móveis e inutilizaram papéis.
Finalmente em 1919, é edificada a última construção sob a denominação de Palácio Rio Branco, com a reconstrução da parte bombardeada e demolição da fachada principal, sob projeto do arquiteto Júlio Conti, plano geral modificado por Arlindo Coelho Fragoso, direção de obras do engenheiro Luiz de Sá Adami e acompanhamento final do engenheiro e arquiteto Filinto Santoro (da Real Universidade de Nápoles - a cuja capacidade técnica e gosto artístico se deve, exclusivamente, todo o trabalho da parte interna do novo Palácio), sendo sua reinauguração em grande pompa no 15 de novembro, 30° ano de Proclamação da República.
Em 1949 o Palácio Rio Branco sofreu uma ampliação em função do crescimento da máquina administrativa.






O centro de decisões do Estado da Bahia permaneceu no Palácio Rio Branco até o ano de 1979, quando foi transferido para o recém-construído Centro Administrativo da Bahia. Durante os quatro anos seguintes abrigou a Prefeitura da Cidade do Salvador. Em 1986, após grande restauração recebe a Fundação Pedro Calmon – Centro de Memória da Bahia, que em janeiro de 2003, passa a ser FUNDAÇÃO PEDRO CALMON – CENTRO DE MEMÓRIA E ARQUIVO PÚBLICO DA BAHIAAo visitante é dada a oportunidade de ver e sentir o aspecto de nobreza do Palácio, que representa, sem dúvida, uma verdadeira obra de arte, onde cada peça, painel, piso, teto, exalta a beleza incomum que atesta uma rica história vivida através dos séculos.