Estrada da Rainha – Baixa de Quintas
Por ter sido o único acesso ao Cemitério da Quinta dos Lázaros, inevitavelmente todo cortejo fúnebre passava por aquela artéria.
Compreende-se que seja uma estrada, mas qual será a rainha? A morte?
Rua Carlos Gomes – Centro
Seu nome atual é uma homenagem ao maestro e compositor brasileiro Antônio Carlos Gomes.
Rua Chile – Centro
Em 1902, o nome de Rua Chile foi dado em homenagem a esse país sul-americano logo após a visita de esquadra chilena, que foi reverenciada pelo povo baiano.
Sua iluminação elétrica foi inaugurada em 1903, com grande festa na cidade.
Rua Cova da Onça – Nazaré
A clareza do batismo popular mais uma vez aqui se revela, embora não seja possível precisar quando teria sido ali enterrado algum felino daquela espécie, dando origem ao batismo.
Rua Direita da Piedade – Piedade
É denominação tipicamente portuguesa, trazida do Reino, onde existiam lá àquele tempo inúmeros exemplos de batismos iguais.
O adendo ao nome principal servia, portanto, para indicar as vias através das quais os moradores chegavam diretamente às edificações mais importantes do aglomerado urbano emergente.
Esta via levava de forma direita à Igreja da Piedade, templo que também dá nome à praça que lhe fica em frente.
Rua Direita do Santo Antônio – Santo Antônio
Idem ao batismo acima. Esta via levava de forma direita à Igreja de Santo Antônio.
Rua da Forca – Piedade
O acesso à Praça da Piedade - hoje totalmente remodelada - se fazia pela Rua de Baixo de São Bento (atual Carlos Gomes).
Por ali eram trazidos os condenados à execução, que ficavam encarcerados na parte inferior do prédio da Casa da Câmara e Cadeia (na Praça Municipal).
O cortejo era feito a pé, com os condenados sendo confortados pelos padres, e grande acompanhamento popular.
Ao chegar à altura de onde ainda hoje se encontra aquela rua, dobravam todos à esquerda e divisava-se, desde logo, aquele instrumento da justiça da época, instalado na Praça da Piedade. Assim é que, historicamente, a Rua da Forca é a rua que levava ao enforcamento.
Rua da Gamboa – Centro
Gamboa é uma lagoa artificial à beira do mar ou rio para juntar peixes.
Ali, na praia do Unhão, havia uma gamboa dos índios da aldeia de São Simão, aldeia essa localizada nas proximidades do hoje Passeio Público.
Rua Gregório de Matos – Centro Histórico
Batizada em homenagem ao poeta, popularizado pelo apelido de Boca do Inferno, nascido na Bahia em 1633.
Rua da Laranjeira – Centro
Contava-se na época que nessa rua morava um padre cuja vida pessoal tinha irregularidades. Desconfiando de que era espionado por alguém que se escondia na laranjeira existente em seu quintal, numa certa noite decidiu derrubá-la.
Ao fazer isso, veio ao chão, além da árvore, a ave noturna, que nela se aninhava para lhe testemunhar sua vida íntima, ficando a rua conhecida pelo acontecimento como Rua da Laranjeira.
Rua da Mangueira – Centro
Originalmente o seu nome completo foi Mangueira da Mouraria, estando localizada nas proximidades deste largo.
Rua das Mercês – Centro
A origem do nome desse trecho da Avenida Sete de Setembro, está ligada a fundação, em 1744, nesse mesmo local, do convento dedicado a Nossa Senhora das Mercês.
Rua da Misericórdia – Centro Histórico
É evidente que o batismo dessa rua se deve à presença ali, desde os primeiros tempos da colonização, da Igreja e Hospital da Santa Casa da Misericórdia.
Rua da Mouraria – Centro
Assim denominada por ter sido a primeira área destinada oficialmente para habitação dos ciganos que vieram degredados de Portugal para a Bahia, em 1718.
Rua da Paciência – Rio Vermelho
Tem a sua origem na Fazenda Paciência, de propriedade de Francisco Pinheiro de Souza.
Rua Politeama – Centro
Na área que hoje conserva seu batismo, localizou-se o Politeama Baiano, inicialmente apenas uma praça de touros, aberta ao público em 1882.
Rua Portão da Piedade – Centro
Um dos muitos acessos existentes entre a povoação grande e a região extramuros, e, a exemplo de tantos outros, guarnecido por um portão que era fechado pela necessidade de defesa e de controle de entrada e saída de pessoas.
O portão existiu e o batismo, que sobrevive ainda hoje, lhe conta a história.
O complemento (da Piedade) tem a sua origem na proximidade da Igreja da Piedade.
Rua do Tira Chapéu – Centro
Localizado ao lado da atual Câmara de Vereadores, ficava próxima à Casa dos Governadores.
Ficou assim conhecida pelo hábito dos transeuntes em levantar o chapéu em sinal de respeito quando se defrontavam com a referida residência.
Rua Quinta dos Lázaros – Baixa dos Sapateiros
Antigamente teria sido um sítio de retiro dos padres jesuítas, e que era conhecido como Quinta dos Padres.
Créditos: Jornalista Luiz Eduardo Dórea.
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terça-feira, 20 de maio de 2008
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Capela da Piedade
RECOLHIMENTO DO BOM JESUS DOS PERDÕES E CAPELA DA PIEDADE
Localiza-se na primeira linha de colinas do sítio de Salvador, a nordeste do seu Centro Histórico. Sua vizinhança é formada por casas e pequenos sobrados do final do séc. XIX e começo do atual.
Edifício de notável mérito arquitetônico, apesar das alterações e anexos recentes que lhe foram incorporados.
O recolhimento se desenvolve, atualmente, em torno de um pátio retangular muito estreito. Além de um piso semi-enterrado, o edifício possui dois pisos sobre a rua.
A igreja apresenta nave muito longa e dois corpos superpostos.
O convento foi muito modificado neste século, com a criação de anexos, de madeira que se torna difícil saber sua disposição primitiva. Possui altar-mor do final do século XVIII e dois altares nos ângulos do arco cruzeiro.
A pintura do forro da nave e do coro é atribuída a José Teófilo de Jesus.
Sua fachada exibe um portal formado por duas pilastras caneluradas, recobertas por frontão, com volutas que se separam para dar lugar a uma cruz inspirada na portada da igreja de São Miguel.
Construção conventual do começo do séc. XVIII, muito modificada.
A parte mais antiga do edifício se desenvolve em forma de "L", ao longo das duas ruas que o contornam. É provável que no final do séc. XVIII, quando ganhou quarenta novas celas, o recolhimento tenha fechado todo o pátio.
A planta da igreja apresenta corredor de um só lado, recoberto por tribunas inspiradas no modelo então em voga nas igrejas matrizes e de irmandade.
Possui dois coros superpostos, disposição que também aparece na igreja da Santa Casa de Misericórdia. Trecho do primitivo forro plano da igreja, anterior ao atual, (em forma de gamela e atribuído a José Teófilo de Jesus), pode ser apreciado no 2º coro. A fachada da igreja parece ter sido modificada no séc. XIX, sob a influência do neoclássico, apresentando um frontão obtuso, que não concorda com o telhado. A portada parece inspirada na da igreja de S. Miguel. Alguns solares do século XVIII apresentam portadas semelhantes, embora os alizares sejam diferentes. Dentre eles, podemos citar: Solar Ferrão, Casa de Oração dos Jesuítas, e as portadas que se encontram, atualmente, nos edifícios Margarida e Secretaria de Educação e Saúde.
Histórico arquitetônico:
Não existe documentação da fundação deste recolhimento, apenas algumas referências.
No princípio do séc. XVIII dois irmãos, Domingos do Rosário e Francisco das Chagas, propuseram-se erguer uma capela dedicada a N. S. da Piedade e um pequeno recolhimento sob a invocação do Senhor Bom Jesus dos Perdões, para nele se recolher sua irmã Antônia de Jesus e outras devotas;
1732 - O Arcebispo D. Luís Álvares deu-lhe estatuto, sendo o Recolhimento sujeito à jurisdição do Prelado Diocesano;
1789 - A pequena capela e recolhimento primitivos são neste ano, reformados e ampliados por Theodósio Gonçalves da Silva e sua mulher D. Ana de Souza Queiroz, quando foram criadas 40 novas celas, refeitório, cozinha, portaria, santuário, sacristia e torre, além de obras de consolidação e conservação das partes já existentes;
1819 - Douramento do templo reformado.
Fonte: Cd-room IPAC-BA: Inventário de proteção do acervo cultural da Bahia, Bahia, Secretaria de Cultura e Turismo.
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Piedade
O bairro da Piedade compreende a região onde encontramos a praça homônima, a Igreja de Nossa Senhora da Piedade e o seu entorno. Limitado pelos bairros de Nazaré, Barris, Politeama e São Pedro, a Piedade se faz presente na história da Bahia, principalmente no episódio da Revolta dos Alfaiates, quando os seus mártires foram enforcados na forca que existia no centro da praça, que já foi a principal de Salvador.
No seu entorno encontramos um dos mais belos exemplares da nossa arquitetura, o Gabinete Português de Leitura, datado de 1863. Do outro Lado da Praça encontramos o prédio da Faculdade de Economia da Ufba construído no local onde antes existia o Solar Lacerda, onde nasceu Antônio Lacerda.
A Piedade é uma das áreas de mais intenso comércio da Cidade, onde encontramos dois dos mais populares shoppings de Salvador: o Center Lapa e o Shopping Piedade. Ao lado deste último fica a Estação da Lapa, a principal estação de transporte da cidade.
No seu entorno encontramos um dos mais belos exemplares da nossa arquitetura, o Gabinete Português de Leitura, datado de 1863. Do outro Lado da Praça encontramos o prédio da Faculdade de Economia da Ufba construído no local onde antes existia o Solar Lacerda, onde nasceu Antônio Lacerda.
A Piedade é uma das áreas de mais intenso comércio da Cidade, onde encontramos dois dos mais populares shoppings de Salvador: o Center Lapa e o Shopping Piedade. Ao lado deste último fica a Estação da Lapa, a principal estação de transporte da cidade.
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