A igreja está situada no alto de uma colina, de onde se domina a barra e extensa área da Baía de Todos os Santos.
A colina, pouco edificada, está tombada pelo IPHAN como sítio paisagístico (GP-1). O Decreto Municipal nº. 4.524 de 01.11.1973 considerou a colina como área non aedificandi (GP-1).
Edifício de notável mérito arquitetônico. A igreja é de nave única com um pseudo corredor do lado esquerdo superposto por tribunas.
A fachada apresenta alto frontão triangular e duas torres terminadas em pirâmide, revestidas de azulejos. Nas paredes laterais da nave, pendem seis quadros a óleo alusivos à vida de Santo Antônio. A pintura do teto (1884), de autor desconhecido, refere-se à glorificação do santo.
Na sala dos milagres encontram-se ex-votos populares. Dentre a imaginária, destaca-se Santo Antônio em tamanho natural com faixa de oficial do exército.
Esta igreja, embora modificada, representa um interessante testemunho da evolução das igrejas baianas em direção à planta de corredores laterais superpostos por tribunas.
Sua planta e fachada se assemelham muito à primitiva igreja de São Bento do Rio, de nave única, embora o corredor lateral ainda não esteja perfeitamente definido como em São Bento. Sua ala esquerda, mais larga que a torre, não é um simples corredor; ela abriga muitas outras funções. Embora no andar superior exista uma circulação ao longo da nave, no andar térreo esta circulação não é possível.
A igreja conserva alguns elementos arcaicos, como o acesso ao 1º andar, pelo exterior, e a capela-mor recoberta por abóbada de berço. Sua fachada terminada por frontão clássico flanqueado por torres recobertas por pirâmides azulejadas é do mesmo tipo de São Bento do Rio e da Matriz de Maragogipe (Ba). A presença de três arcos de acesso, à maneira de uma galilé, a tornam particularmente semelhante à igreja carioca.
Histórico arquitetônico: 1595/1600 - Sólon de Mello Morais, citando os registros dos embargos reais de 1626, afirma que a fundação desta igreja se deu entre os anos de 1595/1600.
Fonte: Cd-room IPAC-BA: Inventário de proteção do acervo cultural da Bahia, Bahia, Secretaria de Cultura e Turismo.
Depoimentos:"Santo Antônio era o padroeiro dos negreiros, a igreja foi feita por senhores do tráfico de escravos para louvor a Santo Antônio de Argüim e por isso ela – digamos – ficou menos visível, mal vista. Aliás, é muito bem vista do mar, não foi por acaso que ela foi construída naquele local. Mas, por isso não ficou muito registrada."
Cid Teixeira
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quarta-feira, 7 de maio de 2008
Igreja Santo Antônio da Barra
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